terça-feira, 28 de agosto de 2018

NIGÉRIA: Radicais invadem igreja, matam pastor batista a tiros e sequestram a sua esposa

Mesmo com 46% da população cristã, segundo a organização Portas Abertas, a Nigéria ainda enfrenta uma grave crise de perseguição religiosa aos cristãos no país, ocupando atualmente a 14º posição da lista mundial de países onde o cristianismo é mais atacado.
Um dos episódios mais recentes ocorreu na Igreja Batista Nasara, em Ragasa, a cerca de 900 quilômetros da maior cidade do país, Lagos, quando um grupo de homens invadiu o templo por volta de 1h da madrugada, onde também residiam o pastor Hosea Akuchi e a sua esposa, Talatu Hosea Akuchi.
Autoridades locais acreditam que os homens queriam sequestrar os dois, mas o pastor pode ter resistido e acabou sendo assassinado a tiros pelos criminosos. Em seguida, eles levaram sequestrada a esposa do pastor.
"Como pode essa injustiça continuar em um país como a Nigéria, sem quaisquer medidas sérias para verificar as atividades dessas pessoas? Como podemos nos tornar prisioneiros em nosso próprio país como cidadãos cumpridores da lei?", questionou uma fonte, segundo o jornal The Guardiam.
A mesma fonte também informou que os sequestradores pediram uma quantia equivalente à US $ 13.866 dólares pela soltura de Talatu. "Eles ligam para uma linha telefônica da família para nos dizer isso sem qualquer sentimento, depois de matar o reverendo a sangue frio", disse a fonte.
O chefe da polícia local, no entanto, Yakubu Sabo, negou que o pedido de pagamento havia sido feito, embora tivesse conhecimento dos rumores acerca do pedido. "A afirmação de que um resgate foi colocado sobre as mulheres não é verdade", disse o delegado.
"A investigação ainda está em andamento e, se houver alguma atualização sobre o incidente, será divulgada à imprensa", acrescenta.

Cristianismo em perigo na Nigéria

O assassinato do pastor batista Hosea Akuchi é apenas um exemplo das centenas que já ocorreram na Nigéria desde o início desse ano, quando grupos como os Fulanis e o Boko Haramjá promoveram diversos ataques violentos, queimando aldeias, sequestrando e assassinando os cristãos.
Organizações humanitárias e que monitoram a perseguição religiosa no mundo, avaliam que a Nigéria pode estar se tornando o país mais perigoso do mundo para os cristãos e pedem providências para conter o avanço da intolerância religiosa.
"Mais uma vez, chamamos nossas agências de segurança a serem mais pró-ativas e investirem mais na coleta de informações, com o objetivo de impedir que muitos desses crimes cometidos sob seus territórios sejam praticados", declarou a Associação Cristã da Nigéria.
Fonte: Gospel+

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