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domingo, 17 de maio de 2026

China reescreve a Bíblia alterando versículos e transforma Jesus em assassino




China reescreve a Bíblia - A motivação central do Partido Comunista Chinês é o controle.


O Partido Comunista da China está implementando uma revisão da Bíblia, que chamam de "atualização", introduzindo valores socialistas e removendo conteúdos que divergem das crenças do partido. A iniciativa visa confundir os cristãos e dificultar a conversão, de acordo com informações da Hardwired Global.

Tina Ramirez, fundadora da Hardwired Global, observa que as tentativas anteriores de forçar cristãos a negar sua fé levaram a um crescimento exponencial da igreja underground. Diante disso, o Partido Comunista Chinês intensificou seus esforços, focando na própria escritura sagrada.

Um exemplo notório de alteração aparece em um livro didático de ensino médio, onde uma revisão comunista do capítulo 8 de João, que narra a história da mulher adúltera, retrata Jesus apedrejando a mulher após dispensar a multidão. A nova versão afirma que Jesus disse “Eu também sou pecador”, após a ação.

O versículo agora diz:  Jesus disse certa vez à multidão enfurecida que tentava apedrejar uma mulher que havia pecado: "Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra". Ao ouvirem suas palavras, pararam de avançar. Quando todos saíram, Jesus apedrejou a mulher ele mesmo e desse: "Eu também sou pecador".

Bob Fu, presidente da ChinaAid, relata a escalada dessa perseguição, com a proibição total de Bíblias para crianças e a remoção forçada de aplicativos bíblicos de todas as lojas de comércio eletrônico. Milhares de crianças cristãs chinesas foram obrigadas a assinar declarações renunciando à sua fé em público.

Segundo Todd Nettleton, da organização Voz dos Mártires, a motivação central do Partido Comunista Chinês é o controle. Eles percebem o Evangelho e a mensagem cristã como elementos que podem diminuir o poder do partido. A nova tradução bíblica com viés socialista é vista como mais um passo para controlar a igreja e cooptar o cristianismo, alinhando-o aos interesses do partido.

Apesar das ações governamentais, um pastor chinês anônimo teria declarado que os governantes escolheram um inimigo que não pode ser aprisionado, prevendo a derrota do regime. A perseguição, em vez de reprimir, tem impulsionado o crescimento da igreja na China, que já ultrapassa o número de membros do partido comunista.

Fonte: Folha Gospel com informações de CBN e Tribuna Gospe


domingo, 19 de outubro de 2025

Igreja que mais cresce no Reino Unido tem sede na Nigéria, país que persegue cristãos



Denominação nigeriana, nascida em meio à perseguição religiosa, se torna uma das igrejas que mais crescem na Europa.


A Igreja Cristã Redimida de Deus (RCCG), fundada na Nigéria em 1952, tem protagonizado um movimento surpreendente de expansão no Reino Unido, onde já soma cerca de 870 congregações. O avanço, que vem ocorrendo nas últimas décadas, reflete um fenômeno de "reversão missionária", no qual igrejas africanas estão revitalizando a fé cristã em países europeus marcados pela secularização.

Fundada por Josiah Olufemi Akindayomi em Lagos, a RCCG nasceu durante um período de forte perseguição religiosa. Filho de uma família adepta das tradições iorubás, Akindayomi teve sua vida transformada após estudar em uma escola missionária cristã. Convertido ao evangelho, ele decidiu abandonar o antigo nome, Ogunribido ("Ogum tem um lugar para ficar"), adotando o nome bíblico Josiah (Josias) como sinal de sua nova fé.

Das casas simples na Nigéria às ruas de Londres

O movimento começou como um pequeno grupo de oração, a Banda de Oração Diária, reunido na casa de Akindayomi em 1947. O encontro doméstico cresceu rapidamente e deu origem à denominação que hoje está presente em mais de 190 países.

No Reino Unido, a primeira congregação surgiu em 1988, fundada por quatro estudantes nigerianos em Islington, Londres. Desde então, a expansão tem sido contínua e estratégica. Segundo a Faith Survey, entre 2010 e 2020 a RCCG implantou 296 novas igrejas — o maior crescimento registrado por uma denominação cristã no país nesse período.

Guiada pela visão de ter "uma igreja a, no máximo, cinco minutos de cada residência no mundo", a RCCG tem se tornado cada vez mais visível nas grandes cidades britânicas. "Você não consegue caminhar muito em Londres ou Birmingham sem se deparar com o logotipo da águia da igreja, seja em um outdoor, na vitrine de uma loja ou na lateral de um ônibus", relatou o jornalista George Luke, que escreveu sobre o movimento durante o Mês da História Negra.

Fé que transforma comunidades

Além do rápido crescimento, a presença da igreja tem produzido impactos sociais positivos. "No Natal, uma cesta cheia de guloseimas é depositada na porta de todas as nossas casas, com um cartão dentro convidando-nos para os cultos de Natal", contou um morador próximo a uma das congregações.

Em várias cidades britânicas, as igrejas da RCCG desenvolvem projetos sociais, creches comunitárias e clubes de apoio a famílias. Em Londres, a Jesus House, liderada pelo pastor Agu Irukwu, coordena programas de apoio ao custo de vida e acolhimento comunitário. Em Edimburgo, a Equipe de Bem-Estar do Tabernáculo da RCCG trabalha com a organização cristã Bethany Christian Trust no atendimento a pessoas em situação de rua.

O pastor E.A. Adeboye, atual líder global da Igreja Cristã Redimida de Deus, ministra durante um dos grandes eventos da denominação no Reino Unido. (Foto: RCCG)


Na Irlanda, o Projeto de Extensão Holística Hephzibah na Europa (HHOPE) atua na prevenção ao tráfico humano e no cuidado com mulheres e crianças vulneráveis.

A Dra. Nicola Brady, secretária-geral das Igrejas Unidas na Grã-Bretanha e Irlanda, elogiou a atuação da RCCG: "A igreja dá grande ênfase ao trabalho de cuidar e orar por nossos vizinhos e construir uma comunidade desde o nível local até o internacional."

Desafios e missão global

O crescimento acelerado, no entanto, também traz desafios. A adaptação do estilo vibrante e espontâneo dos cultos africanos ao contexto britânico — mais formal e pontual — é um dos pontos de atenção. Outro desafio é alcançar públicos fora da comunidade africana e fortalecer o diálogo com outras denominações históricas, como a Igreja Anglicana.

Mesmo diante dessas barreiras, a RCCG mantém sua visão global. Seu atual líder, pastor E.A. Adeboye, afirmou durante o Festival da Vida em Londres: "O cristianismo chegou até nós na África, vindo da Grã-Bretanha. Agora parece que estamos tendo uma forma inversa de missão."

Com uma presença consolidada na África, Europa e América, a Igreja Cristã Redimida de Deus representa hoje um testemunho de fé resiliente. Nascida em meio à perseguição, tornou-se um movimento global que leva esperança e transformação às nações — inclusive àquelas que um dia enviaram missionários à sua terra de origem.

Fonte: Guia-me com informações de Premier via Folha Gospel


COMADEJA - (AD JAPÃO) Veja aqui as fotos do Jubileu de Prata

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

China restringe atividades religiosas online




Governo chinês anuncia novas regras restringindo atividades religiosas nas redes sociais, proibindo pregações na plataforma de mensagens WeChat



O Governo chinês acaba de anunciar novas regras que restringem as atividades religiosas nas redes sociais, proibindo as pregações na plataforma de mensagens WeChat e também o uso de inteligência artificial para proselitismo.

As medidas, divulgadas esta semana, foram definidas pela Administração Nacional de Assuntos Religiosos, um órgão governamental que regulamenta as práticas religiosas na China.

A generalidade das pessoas está agora proibida de pregar "por meio de transmissões ao vivo, vídeos curtos, reuniões online, grupos do WeChat ou momentos do WeChat", a aplicação de comunicação mais usada na China. E ficaram também interditas quaisquer iniciativas online envolvendo "meditação", "retiros espirituais" ou "terapia" que "contenham conteúdo religioso".

Apenas membros de organizações religiosas licenciadas pelo estado poderão ficar isentos dessas proibições, ressalva o documento do Governo.

As novas regras também proíbem o uso de "inteligência artificial generativa" para fins de proselitismo.

Estas regras têm por base as leis promulgadas no país desde a década de 2000, que têm progressivamente reforçado o controlo estatal sobre as religiões, especialmente em espaços digitais. Já em 2022, a China havia proibido todos os serviços religiosos online sem licenças oficiais.

O país tem  sido alvo de críticas internacionais regulares por restringir a liberdade religiosa, particularmente no Tibete, onde as práticas espirituais e as nomeações de líderes budistas são rigorosamente controladas.

Nesta terça-feira, 16 de setembro, um grupo de especialistas das Nações Unidas denunciou a interferência da China na sucessão do Dalai Lama e exigiu explicações sobre o paradeiro do Panchen Lama, desaparecido há três décadas. Os cinco especialistas expressaram "grave preocupação" com as leis chinesas que, desde 2007, conferem ao Estado o poder de autorizar ou vetar reencarnações de líderes budistas, considerando que tais normas "minam o direito à liberdade de religião e crença" e violam o direito internacional.

Várias organizações internacionais de defesa dos direitos humanos têm também denunciado que Governo chinês leva a cabo abusos massivos e sistemáticos contra pessoas de etnias predominantemente muçulmanas na Região Autónoma Uigur de Xinjiang.

[ver 7MARGENS]. (https://setemargens.com)

Foto Andrey Popov

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

VENEZUELA - Crescimento de Evangélicos e o oportunismo de Maduro




Com apoio de Maduro e boom de fiéis, igrejas evangélicas com atuação no Brasil crescem na Venezuela



O ditador Nicolás Maduro explora a religiosidade e até o misticismo para se manter no poder. Ele já disse que um passarinho lhe transmitiu mensagem do falecido líder Hugo Chavéz. E nunca retira do dedo mindinho seu anel de esmeralda verde, que teria sido um presente de um guru indiano.

Já nos últimos anos, vem se aproximando cada vez mais dos evangélicos que crescem de forma exponencial no país, angariando o apoio inclusive da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo brasileiro Edir Macedo.

Críticos veem na movimentação oportunismo: seria uma forma de conter a perda da popularidade após anos de abuso dos direitos humanos, crises políticas e econômicas, além de eleições apontadas como fraudulentas. E o setor visado é estratégico - a cada ano, os evangélicos se multiplicam na Venezuela como em poucos países.

Pesquisa do instituto Latinobarómetro mostra que 2,1% dos venezuelanos se diziam evangélicos em 2010. Em 2023, o número já representava quase um terço da população: 30,9%. Abocanharam, sobretudo, fatia da Igreja Católica, que vem perdendo fiéis.

Em níveis percentuais, os evangélicos na Venezuela superam a média dos 17 países analisados da América Latina, de 23%, de acordo com o mesmo instituto. "Em um país com tanta incerteza, com uma crise humanitária como a que se vê, as pessoas recorrem à fé. Quando não resta mais nada, agarram-se à fé", afirma a venezuelana Dhayana Fernández, professora da Universidad Central da Venezuela e da Universidad Simón Bolívar, na Colômbia.

A aproximação de políticos com grupos evangélicos não é um movimento inédito na Venezuela. Nunca, porém, a religião havia sido tão instrumentalizada como no regime de Maduro, diz Fernández, que pesquisa sobre direitos humanos.

Inclusive igrejas brasileiras ganham espaço no país. No ano passado, o bispo Ronaldo Santos, representante da Universal na Venezuela, foi orador de um culto que teve a presença de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Em um espanhol macarrônico, fez acenos ao regime.

"Podemos, meu Deus, ter sanções e bloqueios de todas as partes do mundo, mas não do céu. O céu está aberto sobre esta nação, sobre este país", afirmou Santos. "Então, meu Pai, eu te peço: faça cair os bloqueios, as sanções e tudo o que tem impedido este país de avançar, de ir adiante."

Chama a atenção o posicionamento diferente do manifestado pela Universal no Brasil. Em 2022, o bispo Renato Cardoso, genro de Edir Macedo, publicou texto em que listava cinco argumentos para sustentar que não é possível uma pessoa ser, ao mesmo tempo, cristã e de esquerda, a vertente política da qual Maduro diz pertencer.

Luciano Gomes dos Santos, doutor em teologia e que faz pesquisas na área, acredita que o objetivo da Universal seja obter uma concessão de TV na Venezuela. A organização, diz, adere a um conceito conhecido como igrejas eletrônicas, nas quais instituições utilizam a mídia para expandir o alcance e a influência.

Esse movimento ganhou força a partir da década de 1970 com a teologia da prosperidade, uma corrente teológica segundo a qual a fé em Deus leva à riqueza material e à saúde física. Trata-se de uma contraposição à teologia da libertação, popular entre católicos latino-americanos e que foca as desigualdades sociais, afirma Santos, também professor de ciências sociais no Centro Universitário Arnaldo Janssen, em Belo Horizonte.

Questionada pela reportagem sobre o evento de Ronaldo Santos com Maduro, a Universal disse que a igreja de cada país dispõe de total autonomia administrativa. Em nota divulgada após o ato do pastor, com o título "Pregação do Evangelho não é ato político e partidário", também falou em distorção de fatos. "A solenidade religiosa pelo Dia Nacional do Pastor foi completamente deformada por alguns jornalistas, como se fosse um ato político e partidário."

Próximo dos evangélicos, Maduro tem implementado programas que beneficiam as igrejas. Em 2023, o regime lançou o "Minha Igreja Bem Equipada", que faz reformas e oferece mobiliários aos templos. No ano seguinte, foi criado o "Bônus do Bom Pastor", que oferece ajuda financeira mensal a cerca de 20 mil líderes. Também em 2024, o ditador anunciou plano para diminuir impostos de organizações religiosas.

E as diretrizes da legenda de Maduro, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), para o setor são acompanhadas de perto por familiares do líder. Em 2022, Nicolás Ernesto Guerra, filho do ditador, foi nomeado para a vice-presidência de assuntos religiosos da sigla.

Pastores também estão diretamente envolvidos com a política. É o caso do deputado suplente Moisés García, do PSUV e que também é presidente do Movimento Cristão Evangélico pela Venezuela (Mocev), organização que diz ter 5.000 integrantes e é considerada um braço do chavismo na comunidade evangélica. Em suas redes sociais, aparecem com destaque fotos suas ao lado do ditador.

Ainda que o regime transmita uma ideia de união, não são todos os pastores evangélicos que apoiam a aliança com Maduro. Mas, de acordo com a ONG Portas Abertas, que monitora cristãos perseguidos pelo mundo, as autoridades venezuelanas não toleram qualquer oposição ou crítica ao regime, e existem riscos de represálias.

"Os cristãos não devem denunciar corrupção, falta de práticas democráticas e violações dos direitos humanos, demonstrar apoio aos líderes da oposição ou se envolver em trabalho humanitário. Caso ‘desobedeçam’, enfrentam ameaças, ataques a igrejas, difamação, prisões arbitrárias, vigilância, censura, acesso restrito a serviços públicos e negação de itens básicos, como alimentos e remédios", diz a ONG.

Em ranking elaborado pela Portas Abertas de países que mais perseguem cristãos, a Venezuela aparece atualmente na 71ª posição. No ano passado, quando Maduro foi declarado vencedor em pleito apontado como fraudulento, o país estava no 53º lugar.

No Brasil, o número de evangélicos também cresce, e eles representavam 26,9% da população, o segundo maior bloco religioso, atrás dos 56,7% que disseram professar a fé católica, de acordo com dados do IBGE divulgados em junho.

A Assembleia de Deus, outra igreja evangélica com atuação no Brasil, também tem presença na Venezuela, estando principalmente na região amazônica do país, segundo o pesquisador Luciano Gomes dos Santos.

Raimundo Barreto, professor do departamento de história no seminário teológico de Princeton, nos Estados Unidos, aponta como um dos motivos para a expansão dos evangélicos no continente a maior flexibilidade em relação à ordenação ao pastorado.

Na Venezuela, esse contexto é amplificado pelas sucessivas crises. "Em um momento em que você não tem para onde correr, a grande esperança se torna uma intervenção divina", afirma.

Fonte: Jornal de Brasília

quarta-feira, 30 de julho de 2025

Pastor é preso por visitar famílias cristãs em Cuba



As catorze horas de detenção deixaram o pastor Maikel Velázquez muito abalado


Em 9 de julho, o pastor Maikel Pupo Velázquez, membro da Aliança Cristã de Cuba (ACC), foi detido por 14 horas após visitar Marta Perdomo, mãe de Jorge e Nadir Martín Perdomo, dois jovens cristãos presos por participarem dos protestos pacíficos em 2021. O pastor Velázquez havia levado remédios para a neta de Marta e oferecido apoio pastoral em Cuba.

Embora breve, a detenção o deixou visivelmente abalado. Sua prisão parece ser uma resposta direta ao seu ato de solidariedade com a família Perdomo e faz parte de uma repressão mais ampla contra líderes religiosos que demonstram compaixão por prisioneiros políticos e suas famílias.

Jorge e Nadir foram condenados a oito e seis anos de prisão, respectivamente, sob acusações como "desordem pública" e "desacato". As condições na prisão são especialmente severas para Jorge, que tem sofrido maus-tratos, condições insalubres e isolamento após se recusar a realizar trabalho forçado.

Aniversário dos protestos de 11 de julho de 2021

Marta Perdomo, mãe da família, também está sendo alvo de perseguição. As autoridades a proibiram de frequentar cultos religiosos, e alguns pastores têm sido pressionados a negar sua entrada para evitar retaliações do governo. Ela chegou a ser detida ao tentar entrar em uma igreja local.

Por ocasião do aniversário dos protestos de 11 de julho de 2021, igrejas relataram aumento na vigilância e advertências para não permitirem a presença de familiares de prisioneiros políticos nos cultos. Pastores também estão sendo ameaçados por pregarem sobre justiça, liberdade ou direitos humanos.

"Este caso mostra como Cuba está violando liberdades básicas de expressão, de religião e de tratamento humano nas prisões. O regime está criminalizando a fé e tentando silenciar o apoio espiritual às vítimas da repressão", disse Laura Díaz*, parceira local da Portas Abertas em Cuba.


Fonte: Portas Abertas via Folha Gospel

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Igrejas evangélicas são multadas sob ameaça de fechamento, na Nicarágua





Algumas sanções equivalem ao dobro do salário médio mensal do país e ameaçam "fechar as igrejas".


Mais de 20 pastores de igrejas evangélicas na Nicarágua foram visitados por funcionários do Ministério do Interior da Nicarágua (MINT) para a imposição de multas a partir de 20.000 córdobas (quase R$3.000,00), o dobro do salário médio mensal no país, de acordo com a pesquisadora Martha Patricia Molina.

A advogada nicaraguense ressaltou que "sem justa causa", as autoridades do governo acusaram os representantes dessas igrejas.

"Recentemente me reuni com um grupo de pastores cristãos-evangélicos e eles me disseram que o Ministério do Interior (Casa da Moeda) veio lhes cobrar multas injustificadas que eles nem sabem para que servem", disse Molina, segundo a imprensa local.

A jurista disse que os representantes do Estado responderam aos cristãos que "se eles continuassem a perguntar para que servia a multa e não a pagassem, eles confiscariam imediatamente seus bens, ou seja, confiscariam tudo".

Outra das ameaças relatadas foi o possível fechamento das igrejas onde eles pregam, pelas quais tiveram que pagar as multas. "Eles tiveram que pagar esse dinheiro e imagino que isso continuará", disse o pesquisador, que também é autor do relatório "Nicarágua: uma Igreja Perseguida".

Molina também acrescentou: "Já vimos no ano passado como eles os forçaram a pagar o imposto predial e assim por diante, e eles continuarão inventando novas cobranças injustificadas que terão de fazer, caso contrário perderão suas propriedades".

As congregações afetadas estão localizadas em Manágua e em outros municípios.


Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Evangélicos são um dos principais grupos afetados pela Rússia na Ucrânia




Desde a invasão russa, 600 locais de culto foram destruídos, mais de 30 líderes religiosos foram mortos ou sequestrados


Mais de dois anos após o início da invasão russa na Ucrânia, as consequências em todos os níveis são devastadoras.

Um dos grupos mais visados pela Rússia na Ucrânia ocupada são os evangélicos, perdendo apenas para os membros da Igreja Ortodoxa Ucraniana.

A revista Time informou que 34% das perseguições religiosas registradas tinham como alvo os protestantes, 48% deles na região de Zaporizhzhia.

Há mais de 600 locais de culto destruídos, mais de trinta casos de religiosos mortos e sequestrados, 109 casos conhecidos de interrogatório forçado, bem como expulsões, prisões, detenções e, às vezes, até tortura.

A denominação evangélica mais afetada durante a invasão russa foi a dos batistas (13%), a terceira maior denominação da Ucrânia. Sob o controle russo, 400 congregações batistas desapareceram, 17% do total na Ucrânia, observa o relatório da revista Time.

Petro Dudnyk, pastor da Good News Church em Sloviansk, uma cidade na região de Donbas, disse à rádio Svoboda que o motivo da perseguição é que as forças de ocupação "acham que os protestantes são a fé americana, e os americanos são nossos inimigos, portanto, os inimigos devem ser destruídos", relata a Time.

Para Azat Azatyan, pastor batista de crianças e fundador do centro infantil Garne Misce em Zaporizhzhia, que passou 43 dias em cativeiro e foi torturado, "o que o Kremlin teme dos protestantes é que sigamos a lei de Deus, não a deles, e eles querem ter tudo sob seu controle".

Relatório sobre liberdade religiosa

Em fevereiro passado, a International Religious Freedom or Belief Alliance (IRFBA) publicou um relatório denunciando que "líderes e denominações religiosas considerados desleais são perseguidos por meio de acusações infundadas de espionagem, sectarismo, extremismo ou atividades missionárias ilegais".

"Os fiéis ucranianos são coagidos pelas autoridades de ocupação a se registrarem novamente, aceitarem a cidadania russa e apresentarem listas de membros da comunidade. No entanto, mesmo o cumprimento dessas exigências não garante o novo registro", acrescenta o relatório.

O IRFBA conclamou a comunidade internacional a "se solidarizar com a Ucrânia, abordar as repercussões da agressão russa e responsabilizar a Federação Russa pelas violações flagrantes do direito internacional, incluindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra".

Conflito na Igreja Ortodoxa

Após dois anos de guerra, apenas 4% dos ortodoxos ucranianos permanecem leais ao Patriarcado de Moscou e ao seu líder, o Patriarca Kirill. A maioria mudou sua filiação para a Igreja Ortodoxa sob o Patriarcado de Kiev.

Kirill apóia abertamente o governo na guerra e prometeu a "purificação dos pecados" dos soldados russos que morrem no campo de batalha. Entretanto, alguns clérigos ortodoxos também foram acusados de questionar a guerra.

De acordo com o IRFBA, "o envolvimento do Patriarcado de Moscou, muitas vezes chamado de Igreja Ortodoxa Russa, na tentativa de legitimar a agressão russa e corroer a soberania ucraniana é inequívoco".

O parlamento ucraniano está trabalhando em um projeto de lei que proibiria as organizações religiosas controladas por um país que esteja praticando agressão armada contra a Ucrânia.

Perseguição dentro da Rússia

A pressão de Putin sobre grupos religiosos minoritários também continuou dentro da Rússia.

Em agosto passado, um tribunal proibiu a atividade do principal grupo de vigilância da liberdade de religião e crença, o SOVA, por "violações graves e irreparáveis".

Em março de 2023, várias pessoas foram multadas por citarem a Bíblia para "desacreditar as forças armadas" e, um mês depois, um pastor batista russo em Bryansk foi condenado por "trabalho missionário ilegal".

Fora da Rússia, Yury Sipko, um conhecido pastor batista russo que serviu no passado como líder da União Evangélica Batista Russa, foi forçado a fugir para o exílio na Alemanha e não se espera que tenha permissão para voltar para casa.

Além disso, um membro de uma igreja evangélica livre em Vladivostok, perto da fronteira entre a China e a Coreia do Norte, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por se recusar a lutar pela Rússia na Ucrânia.


Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

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