terça-feira, 6 de outubro de 2020

Bolsonaro diz, em culto da Assembleia de Deus, que próxima indicação ao STF será de um pastor


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na noite desta segunda-feira (5) em São Paulo que a próxima indicação dele ao Supremo Tribunal Federal (STF) deve será um pastor evangélico.

Ele participou de um culto de ações de graça pelo aniversário do pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus do Brasil, no bairro do Belenzinho, Zona Leste de São Paulo.

No evento, Bolsonaro chamou de “precipitado” quem o criticou por não ter indicado um ministro evangélico para a vaga de Celso de Mello, que deve deixar o STF na próxima terça-feira (13), para se aposentar.

"Vamos ter no STF um ministro terrivelmente evangélico. Agora mais ainda. Alguns um pouco precipitados achavam que devia ser a primeira vaga, que acabei de indicar. A segunda vaga, que será [indicada] em julho do ano que vem, com toda certeza, mais que terrivelmente evangélico, se Deus quiser nós teremos lá dentro um pastor”, afirmou.

"Imaginemos as sessões daquele Supremo Tribunal Federal começarem com uma oração. Tenham certeza de uma coisa: isso não é mérito meu. É a mão de Deus", completou Bolsonaro.

Além do presidente, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro também esteve no evento que ocorreu na Igreja Assembleia de Deus – Ministério do Belém.

Estiveram presentes ainda o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, desembargadores e outras autoridades.

O indicado de Bolsonaro para a vaga de Celso de Mello foi o desembargador Kassio Nunes Marques, de 48 anos, de acordo com publicação do “Diário Oficial da União” na última sexta-fera (2). A indicação já havia sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro um dia antes na internet.

Marques é, atualmente, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que tem sede em Brasília.

Assista o culto:

Fonte: G1 via Folha Gospel

Um comentário:

Laudinei- NEI disse...

Pura promiscuidade. O que culto a Deus tem haver com politica? Pura blasfêmia. Onde num templo num culto a Deus pessoas gritam "MITO" referindo-se a um homem que nem seguir a Cristo segue e pareceu tudo normal? Pura politicagem, a função de um ministro é interpretar a lei, sua posição religiosa ou ideológica não deveria ter importância nenhuma já que fazer leis compete a outros poderes, estes sim eleitos por quem acredita nas convicções do eleito. Pura manipulação. Crentes, mesmos membros da referida igreja que não apoiam este politico acabam sendo vistos como farinha do mesmo saco, e um cristão deveria ser visto por sua fé em Jesus não pelas negociatas de ministérios e políticos ou pelo fanatismo da maioria. Este tipo de evento e sua respectiva publicação depõem contra a Igreja e instituição. O evento de ontem me deixou enojado com a denominação onde me criei
e passei parte de minha vida.

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