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segunda-feira, 17 de julho de 2023

Suécia autoriza protesto com queima de Bíblia, mas ativista muçulmano desiste




O muçulmano Ahmad Alush disse que só queria chamar a atenção das pessoas para os limites da liberdade de expressão.


O ativista muçulmano Ahmad Alush, de 32 anos, que recebeu permissão para queimar uma Bíblia do lado de fora da embaixada israelense, na Suécia, disse que recuou de seu plano, já que a intenção era somente chamar a atenção para a recente queima do Alcorão no país.

Quando Alush teve a permissão das autoridades suecas para realizar o ato, ele atraiu ampla condenação e protesto de Israel e de vários grupos judeus. O ativista disse que nunca foi sua intenção queimar livros sagrados judeus ou cristãos, conforme o The Times of Israel.

"Ninguém deveria fazer isso", disse ao reforçar que apenas queria dar uma resposta às pessoas que queimam o Alcorão. "Quero mostrar que a liberdade de expressão tem limites que devem ser levados em conta", comentou com os repórteres reunidos no local.

'Temos que nos respeitar'

Depois da permissão que Alush conseguiu das autoridades suecas, as autoridades israelenses protestaram na Suécia. Grupos judeus se mostraram indignados. O presidente israelense, Isaac Herzog, chegou a dizer que o ato seria uma expressão de "puro ódio".

Mas o ativista muçulmano explicou: "Quero mostrar que temos que nos respeitar, vivemos na mesma sociedade. Se eu queimar a Torá, outro a Bíblia, outro o Alcorão, haverá guerra aqui. O que eu queria mostrar é que não é certo fazer isso", enfatizou.

A emissora pública sueca SVT disse que Alush jogou o isqueiro no chão e disse que não precisava daquilo. A polícia local confirmou que havia aprovado o pedido do muçulmano para realizar a manifestação em frente à embaixada de Israel, em Estocolmo, onde a Torá judaica e a Bíblia cristã seriam queimadas.

'Existem outras maneiras de expressar a liberdade'

Em entrevista ao The Times of Israel, a historiadora americana e professora de Judaísmo Moderno, Deborah Lipstadt, disse que a queima "criaria um ambiente de medo" e que os EUA estavam preocupados.

Ela também disse que os americanos condenam a queima de qualquer livro sagrado: "Existem maneiras melhores de manifestar a liberdade de expressão do que profanar textos sagrados".

A Associação Judaica Europeia em um comunicado conjunto com a Coalizão Europeia para Israel, um grupo sionista cristão, também se manifestou: "Está claro que o ato de queimar uma Bíblia em frente à embaixada israelense é tudo menos pacífico. Em vez disso, é provocativo, grosseiramente inapropriado e projetado apenas para ofender".

"Atos provocativos, racistas e repugnantes como esses não têm lugar em nenhuma sociedade civilizada", concluiu o presidente da EJC, Ariel Muzicant.

Fonte: Guia-me com informações de Time Of Israel via Folha Gospel

domingo, 16 de julho de 2023

Suécia realizou evento para queimar a Bíblia e a Torá; Israel critica



Ato foi realizado na porta da embaixada israelense em Estocolmo


Neste sábado (15), a cidade de Estocolmo, na Suécia, foi palco de um evento onde um exemplar da Bíblia e outro da Torá foram queimados publicamente, com transmissão pela internet.

O ato aconteceu do lado de fora da Embaixada de Israel na capital sueca. Apesar dos pedidos das autoridades israelenses para que o protesto fosse impedido, a polícia local autorizou a manifestação.

No mês passado, um imigrante iraquiano queimou um exemplar do Alcorão, livro sagrado do Islã, do lado de fora de uma mesquita, gerando uma onda de protestos.

A queima da Bíblia e da Torá foi uma resposta a queima deste Alcorão, Um homem apresentou à polícia um pedido para poder realizar o protesto e conseguiu aprovação.

De acordo com a AP News, na Suécia, a polícia concede permissões com base na crença de que uma reunião pública pode ser realizada sem grandes interrupções ou riscos à segurança pública.

AUTORIDADES ISRAELENSES CONDENAM ATO

O presidente de Israel, Isaac Herzog, emitiu um comunicado condenando tanto o ataque ao Alcorão, quanto ao ato que será realizado neste sábado.

– Como presidente do Estado de Israel, condenei a queima do Alcorão, sagrado para os muçulmanos em todo o mundo, e agora estou com o coração partido porque o mesmo destino aguarda uma Bíblia judaica, o livro eterno do povo judeu.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, confirmou que tentou impedir a autorização do protesto junto com a polícia de Estocolmo, mas não teve sucesso. Segundo ele, será um “evento desprezível”.

O Conselho das Comunidades Judaicas Suecas criticou a polícia por autorizar o ato diante da “história trágica” que os judeus tiveram na Europa durante o Holocausto.

Fonte: Pleno News

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dinamarquês que tocou fogo na Bíblia e no Alcorão pode mudar a história


O dinamarquês de 42 anos, John Salvesen, que tocou fogo no Alcorão e na Bíblia, pode em breve mudar a história. A sua façanha fez com que as autoridades dinamarquesas utilizassem a antiga cláusula por blasfêmia pela primeira vez em 50 anos, bem como provocou um debate, que pode acabar abolindo todas as leis de blasfêmia.

No futuro, pode ser permitido legalmente na Dinamarca queimar Escrituras Sagradas, tais como a Bíblia ou o Alcorão, caso a maioria dos políticos alivie as leis de blasfêmia, tudo por causa do caso de John Salvesen.

O caso dele é histórico, sendo o quarto deste tipo em geral e o primeiro na Dinamarca. Quando John Salvesen filmou queimando o Alcorão em seu jardim no Natal de 2015, ele mal podia imaginar tal reação. Após publicar seu vídeo em um grupo anti-islâmico no Facebook, ele foi interrogado pela polícia e foi acusado de racismo, e mais tarde de blasfêmia.

De acordo com a lei atual, a destruição de objetos de culto pode levar a multas e prisão de até 4 meses. No entanto, há chances de Salvesen escapar da punição, pois é esperado que todos os partidos do governo dinamarquês e até os de oposição, com exceção do Partido Social democrata, acabem com a lei antiga de blasfêmia em uma votação, que será realizada na sexta-feira (2).

O advogado de Salvesen, Rasmus Paludan, espera que o caso seja cancelado.

"Acredito que isso seja muito bom. Estou à espera disso há um ano e meio. É uma cláusula ridícula. No meu caso, queimei um Alcorão. Não é blasfêmia", disse John Salvesen à rádio Danish Radio, argumentando que o fez porque se tratava de "um manual de ódio". "Não vejo nada de ruim em queimar suas próprias coisas, caso você queira", acrescentou. "Somos considerados um país com liberdade de expressão, mas eu fui privado de minha liberdade ou quase privado", disse.

Ele também admitiu ter queimado a Bíblia, o que por acaso não atraiu muita atenção da mídia.

"Queimei o Novo Testamento. Isso nunca foi usado contra mim ou explodido [na mídia]", John Salvesen disse.

Por sua vez, a queimação do Alcorão causou uma reação fortíssima. Salvensen começou a receber ameaças, por isso ele até mudou seu Facebook, número de telefone e endereço. A Dinamarca tem uma diáspora crescente de muçulmanos que constitui cerca de 5% da população dinamarquesa de 5,6 milhões. Para os muçulmanos, que acreditam que o Corão foi escrito pelo profeta Maomé, o fundador do islã, ditado pelo próprio Deus, a destruição do livro sagrado é extremamente ofensivo, pois desonra o profeta.

O caso de Salvensen é o quarto deste tipo. Outros exemplos de casos de blasfêmia incluem calúnia contra judeus, participação de batismo falso, bem como a transmissão pela rádio de uma música que ofende a fé cristã.

Publicação original em Sputniknews via Notícias Cristãs
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