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segunda-feira, 17 de julho de 2023

Suécia autoriza protesto com queima de Bíblia, mas ativista muçulmano desiste




O muçulmano Ahmad Alush disse que só queria chamar a atenção das pessoas para os limites da liberdade de expressão.


O ativista muçulmano Ahmad Alush, de 32 anos, que recebeu permissão para queimar uma Bíblia do lado de fora da embaixada israelense, na Suécia, disse que recuou de seu plano, já que a intenção era somente chamar a atenção para a recente queima do Alcorão no país.

Quando Alush teve a permissão das autoridades suecas para realizar o ato, ele atraiu ampla condenação e protesto de Israel e de vários grupos judeus. O ativista disse que nunca foi sua intenção queimar livros sagrados judeus ou cristãos, conforme o The Times of Israel.

"Ninguém deveria fazer isso", disse ao reforçar que apenas queria dar uma resposta às pessoas que queimam o Alcorão. "Quero mostrar que a liberdade de expressão tem limites que devem ser levados em conta", comentou com os repórteres reunidos no local.

'Temos que nos respeitar'

Depois da permissão que Alush conseguiu das autoridades suecas, as autoridades israelenses protestaram na Suécia. Grupos judeus se mostraram indignados. O presidente israelense, Isaac Herzog, chegou a dizer que o ato seria uma expressão de "puro ódio".

Mas o ativista muçulmano explicou: "Quero mostrar que temos que nos respeitar, vivemos na mesma sociedade. Se eu queimar a Torá, outro a Bíblia, outro o Alcorão, haverá guerra aqui. O que eu queria mostrar é que não é certo fazer isso", enfatizou.

A emissora pública sueca SVT disse que Alush jogou o isqueiro no chão e disse que não precisava daquilo. A polícia local confirmou que havia aprovado o pedido do muçulmano para realizar a manifestação em frente à embaixada de Israel, em Estocolmo, onde a Torá judaica e a Bíblia cristã seriam queimadas.

'Existem outras maneiras de expressar a liberdade'

Em entrevista ao The Times of Israel, a historiadora americana e professora de Judaísmo Moderno, Deborah Lipstadt, disse que a queima "criaria um ambiente de medo" e que os EUA estavam preocupados.

Ela também disse que os americanos condenam a queima de qualquer livro sagrado: "Existem maneiras melhores de manifestar a liberdade de expressão do que profanar textos sagrados".

A Associação Judaica Europeia em um comunicado conjunto com a Coalizão Europeia para Israel, um grupo sionista cristão, também se manifestou: "Está claro que o ato de queimar uma Bíblia em frente à embaixada israelense é tudo menos pacífico. Em vez disso, é provocativo, grosseiramente inapropriado e projetado apenas para ofender".

"Atos provocativos, racistas e repugnantes como esses não têm lugar em nenhuma sociedade civilizada", concluiu o presidente da EJC, Ariel Muzicant.

Fonte: Guia-me com informações de Time Of Israel via Folha Gospel

domingo, 16 de julho de 2023

Suécia realizou evento para queimar a Bíblia e a Torá; Israel critica



Ato foi realizado na porta da embaixada israelense em Estocolmo


Neste sábado (15), a cidade de Estocolmo, na Suécia, foi palco de um evento onde um exemplar da Bíblia e outro da Torá foram queimados publicamente, com transmissão pela internet.

O ato aconteceu do lado de fora da Embaixada de Israel na capital sueca. Apesar dos pedidos das autoridades israelenses para que o protesto fosse impedido, a polícia local autorizou a manifestação.

No mês passado, um imigrante iraquiano queimou um exemplar do Alcorão, livro sagrado do Islã, do lado de fora de uma mesquita, gerando uma onda de protestos.

A queima da Bíblia e da Torá foi uma resposta a queima deste Alcorão, Um homem apresentou à polícia um pedido para poder realizar o protesto e conseguiu aprovação.

De acordo com a AP News, na Suécia, a polícia concede permissões com base na crença de que uma reunião pública pode ser realizada sem grandes interrupções ou riscos à segurança pública.

AUTORIDADES ISRAELENSES CONDENAM ATO

O presidente de Israel, Isaac Herzog, emitiu um comunicado condenando tanto o ataque ao Alcorão, quanto ao ato que será realizado neste sábado.

Como presidente do Estado de Israel, condenei a queima do Alcorão, sagrado para os muçulmanos em todo o mundo, e agora estou com o coração partido porque o mesmo destino aguarda uma Bíblia judaica, o livro eterno do povo judeu.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, confirmou que tentou impedir a autorização do protesto junto com a polícia de Estocolmo, mas não teve sucesso. Segundo ele, será um “evento desprezível”.

O Conselho das Comunidades Judaicas Suecas criticou a polícia por autorizar o ato diante da “história trágica” que os judeus tiveram na Europa durante o Holocausto.

Fonte: Pleno News

quarta-feira, 31 de maio de 2023

As Assembleias de Deus no Brasil na visão de Gunnar Vingren e Lewi Pethrus




A visão de administração eclesiástica de Gunnar Vingren e Lewi Pethrus para As Assembleias de Deus no Brasil



Eu e o pastor Joel Wright (de Chicago) estamos finalizando o Capítulo 7 do livro sobre o pentecostalismo escandinavo americano, que será publicado em inglês em 2024, pela Editora da Universidade de Illinois, EUA. Temos à nossa disposição um site na internet para pesquisas, com dezenas de jornais e publicações nos idiomas inglês, sueco, norueguês e finlandês.

Enquanto estávamos pesquisando sobre Gunnar Vingren e Daniel Berg, nos deparamos no jornal pentecostal editado em sueco e divulgado nos Estados Unidos e na Suécia por A. A. Holmgren[1], Sanningens Vittne (A Testemunha da Verdade), edição de abril de 1927, com um assunto que eu havia lido em 2008 numa edição do jornal pentecostal sueco Evangelli Härold de 1930.

Os irmãos pentecostais na Suécia e na América presumiram que a obra no Brasil [Assembleias de Deus] havia se organizado como uma denominação – uma grande preocupação para os pentecostais escandinavos que defendiam ferozmente a autonomia da igreja local.[2]

Então, o missionário Gunnar Vingren escreveu uma explicação com cinco pontos em defesa dele e dos demais missionários suecos atuando no Brasil, que foi publicada na página 7 do Sanningens Vittne de abril de 1927.



Abaixo, uma tradução da explicação de Gunnar Vingren:



RIO DE JANEIRO, BRASIL

Irmão G. Vingren escreve e agradece os fundos enviados a ele e diz: "Há alguns dias, Jesus aqui batizou três no Espírito Santo e eu tive que batizar 10 na água. Um menino que foi mordido por uma cobra venenosa, Jesus curou. Foi a mãe do menino que orou por ele. Aleluia!"

Explicação:


Devido ao fato de alguns amigos da Suécia e da América acreditarem que nós aqui no Brasil nos organizamos [formamos uma denominação], eu quero dar uma explicação.

1. Primeiramente, gostaria de dizer que estou na mesma posição de quando vim para o Brasil em 1910, continuo com o mesmo método de trabalho. Não acredito no registro [de rol de membros] como condição para ser membro da Assembleia de Deus, mas só tenho aqui uma agenda de endereços para saber onde moram os membros. Eu nem sei quantos membros tem na nossa assembleia aqui no Rio de Janeiro. Eu acredito que deve haver comunhão no Espírito para pertencer à Assembleia de Deus.

2. Chamamo-nos aqui de "Assembleia de Deus" = Guds Församling [sueco], porque consideramos essa palavra bíblica. Além disso, tínhamos que ter algum nome, porque nos perguntaram sobre o nome da congregação quando começamos nosso trabalho neste país. E além disso, porque o irmão William Durham de Chicago, que nos ordenou,[3] chamou sua congregação de "Assembly of God" = Assembleia de Deus, parecia-nos natural que quiséssemos estabelecer o mesmo nome, mas porque era realmente verdade que nós que cremos no batismo no Espírito Santo, somos Assembleia de Deus. E o motivo pelo qual nos registramos no Estado aqui foi apenas para obter direitos legais.[4] (Em certa ocasião, no Pará, uma associação dos socialistas foi dissolvida porque eles não eram registrados no estado.) Agora, se alguns irmãos na Suécia e na América entenderam mal esse relacionamento e declararam que temos uma denominação aqui, protestamos contra isso e, por meio desta, desejamos declarar que somos igrejas livres,[5] queremos ser guiados apenas pelo Espírito Santo e cremos que somente o Espírito Santo deve ser o líder na assembleia.

3. Cada assembleia aqui é independente da outra e não pode decidir uma sobre a outra. Nem um irmão pode governar o outro em nenhum aspecto. Mas só temos em comum a preciosa fé de Jesus e as preciosas promessas que nos são dadas na Bíblia.

4. Reconhecemos apenas uma cabeça para a igreja, a saber, Cristo e queremos nos humilhar diante dele e uns dos outros e apenas exaltar a Cristo.

5. Trabalhamos somente pela salvação de almas e queremos dar espaço ao Espírito Santo na Assembleia de Deus para que os dons do Espírito se manifestem, como na primeira era cristã.

Até agora, os amigos na Suécia e nos Estados Unidos cooperaram conosco por meio de suas orações e recursos financeiros, que eles nos enviaram por meio da orientação do Espírito Santo, e desejamos trabalhar dessa maneira até que Jesus volte.

Juramos e publicamos por Jesus e pelo Brasil.

Gunnar Vingren


Em 1930, pastor Lewi Pethrus, após participar da primeira Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, na AD de Natal (RN), escreveu cinco artigos sobre a obra missionária brasileira no jornal sueco Evangelii Härold (Arauto do Evangelho). No artigo Mera Frän Konferensen i Natal, Brasilien (Mais sobre a Convenção em Natal, Brasil),[6] Pethrus tranquiliza os irmãos suecos ao informar que verificou durante sua visita que Gunnar Vingren, Daniel Berg e os outros missionários não haviam organizado uma denominação pentecostal no Brasil. Esclareceu que esta foi uma acusação falsa que fora feita a respeito dos missionários entre os irmãos suecos. Pethrus acrescentou que Vingren e todos os outros missionários enviados e apoiados pela Svenska Fria Missionen (Missão Sueca Livre) estavam alinhados com o modelo de igreja local livre, declarando aprovação unânime da visão bíblica de congregações independentes, entre as quais deveria haver cooperação espiritual, mas sem uma organização denominacional.

Abaixo, destaco trechos em tradução livre, da reportagem escrita por Lewi Pethrus:


"Nos últimos anos, na Suécia, recebemos a informação de que a missão no Brasil estava organizada numa denominação bastante forte. Aquele que enfatizou isso nos disse que esta organização tinha sua sede no Pará. Agora escreverei sobre a missão no Brasil, refutando definitivamente todas essas afirmações e notificando aos amigos na Suécia, sobre como realmente são os fatos. A situação é que o primeiro salão de cultos no Pará foi comprado por três dos missionários e eles se organizaram para uma sociedade legal, algo equivalente a um comissão de obras, para que em nome da congregação local fosse dono da propriedade, porque de outra forma não conseguiria registrar a propriedade no cartório. Esta comissão foi organizada apenas para tal propriedade, que pertence à assembleia do Pará."

"A. P. Franklin,[7] alguns anos atrás, visitou o Brasil. Ele trabalhou muito para conseguir que esta pequena comissão de obras se expandisse para uma organização, que incluiria a missão em todo o Brasil. Porém esta proposta nunca foi aceita pelos missionários, razão pela qual nunca existiu a pretendida organização."

"Os missionários no Brasil estão em questões organizacionais totalmente na mesma posição que as assembléias livres na Suécia. Eles declararam a aprovação unânime da idéia bíblica de congregações independentes, entre as quais de fato deve existir uma cooperação espiritual sem denominação, mas nenhuma organização como aquela de que agora foram acusados de desejar e até praticar."

"Nos últimos anos, alguns de nossos missionários, e especialmente os dois pioneiros da missão em questão [Gunnar Vingren e Daniel Berg], foram expostos à culpa de uma pessoa, que deveria ser desencubida de seu cargo. Neste caso, foi tão longe que um de nossos irmãos, na primavera de 1929, correu o risco de perder o apoio financeiro de seu país de origem. Poderiam ter sido evitadas cartas decepcionantes e reprovadoras que ele repetidamente recebeu da Missão Sueca Livre. Ele não suportava mais toda essa desconfiança, da qual abundavam as cartas da Suécia."

"Este missionário foi Daniel Berg. Também outros missionários da missão foram submetidos a repreensões injustificadas."

"Como agora tive a oportunidade de me encontrar com todos os missionários brasileiros, exceto os amigos Nordlunds do Rio Grande do Sul, que tenho todos os motivos para acreditar e concordar com eles. Descobri que os missionários tinham total confiança uns nos outros e queriam o bem de cada um."

"Um apelo caloroso é dirigido a todos, que ouviram e talvez acreditaram nos julgamentos depreciativos, como neste caso de A. P. Franklin, divulgados sobre nossos queridos missionários, que já por muitos anos sacrificaram e arriscaram suas vidas na obra de Deus no Brasil. Foi uma calúnia, cujo objetivo é destruir a confiança de pessoas irrepreensíveis e prejudicar a obra de Deus no glorioso reavivamento pentecostal."

"Também foi ouvido na Suécia a suposição de que nossos missionários permaneceriam divididos nessa batalha envolvendo a Igreja Filadélfia no outono passado em Estocolmo. A igreja na Suécia, para manter sua pureza e liberdade, suportou muita angústia. Os missionários, que estavam reunidos em Natal, me pediram para informar aos pentecostais da Suécia e à Igreja Filadélfia em Estocolmo, que todos eles estão com a posição acima mencionada nas questões debatidas."

"Nos últimos anos, houve algum desgaste em nossas operações, tanto na Suécia quanto nos campos missionários, de modo que algo quis entrar em nosso meio, o que tem sido estranho à essência do avivamento pentecostal. Mas nós, graças a Deus, já iniciamos um caminho maravilhoso para reviver a gloriosa unidade do Espírito, como antes sempre caracterizou esse avivamento divino."

"Finalmente, gostaria de declarar as palavras finais em uma pequena carta, escrita pelo corpo missionário e pelos participantes nacionais na convenção [de Natal], relatada à Igreja Filadélfia em Estocolmo, devido à minha visita ao campo missionário."

"O que quero citar aqui mostra o espírito que prevalece entre os missionários e obreiros nacionais neste nosso grande e importante campo missionário: A convenção foi maravilhosa. Todas as perguntas sobre as quais conversamos, foram resolvidas de uma maneira maravilhosa. Deus tem estado entre nós, a paz e a unidade prevalecem entre todos nós, missionários e obreiros nacionais. Enviamos a todos uma calorosa saudação fraternal a todo o povo pentecostal da Suécia e desejamos sempre estar incluídos em suas intercessões.
Natal, Brasil, em 10 de setembro de 1930
(Assinaturas)"

[1] Pastor A. A. Holmgren foi um dos principais líderes das Assembleias de Deus Escandinavas nos Estados Unidos nas décadas de 20 e 30 do século 20. Ele foi amigo de Gunnar Vingren e de outros missionários suecos atuando no Brasil. Holmgren participou da Convenção Geral da CGADB em 1936, realizada na AD de Belém do Pará e teve papel fundamental na resolução que autorizou a Assembleia de Deus norte-americana enviar missionários para o Brasil. Veja Dicionário do Movimento Pentecostal, Isael de Araujo, CPAD, p. 305.

[2] Os antigos pentecostais escandinavos (suecos, noruegueses, finlandeses) e também os pentecostais nos Estados Unidos, defendiam e ensinavam o dogma da igreja local livre, em contraponto ao modelo eclesiológico das denominações protestantes tradicionais, especialmente a igreja luterana que era estatal e seus sacerdotes eram assalariados pelo Estado. Veja "IGREJA LOCAL" no Dicionário do Movimento Pentecostal, Isael de Araujo, CPAD, pp. 366, 367.

[3] Vingren escreveu em sua Agenda-diário de 1912 que ele e seu amigo Daniel Berg foram ordenados missionários pelo pastor William H. Durham na Missão da Avenida Norte, em Chicago. Durham foi um dos maiores expoentes do movimento pentecostal nos Estados Unidos, sucessor de William J. Seymour da Rua Azusa, em Los Angeles. Sua Missão em Chicago se tornou o grande centro do pentecostalismo norte-americano após Azusa.

[4] Vingren registrou o Estatuto da igreja de Belém do Pará no Cartório de Registro de Títulos e Documentos do 1º ofício, em Belém, no Livro A, Nº 2, de Registro Civil de Pessoas Jurídicas e outros papéis, número de ordem 131.448, em 11 de janeiro de 1918, sob o nome de Sociedade Evangélica Assembléia de Deus. Os sócios fundadores foram Gunnar Vingren e Daniel Berg e a administração era realizada pelos dois fundadores mais o missionário Samuel Nyström. Com esse registro, a igreja começou a existir legalmente como pessoa jurídica adequando-se aos Artigos 16 e 18 do primeiro Código Civil Brasileiro que acabara de entrar em vigor em 1º de janeiro de 1917. Veja Dicionário do Movimento Pentecostal, Isael de Araujo, CPAD, p. 41.

[5] Como já explicado anteriormente, as igrejas evangélicas que não se organizavam e nem pertenciam à denominação luterana, estatal, na Suécia, eram consideradas igrejas livres (fri), principalmente os batistas e, posteriormente, as igrejas pentecostais.

[6] Evangelii Härold, Nº 43, 722, 23 de outubro de 1930.

[7] Dr. Franklin (1877-1939), como era conhecido na Suécia, foi o primeiro secretário executivo da Missão Livre sueca, que enviava e sustentava missionários suecos pentecostais para o mundo. Franklin visitou o Brasil em 1926 e promoveu uma conferência com os missionários suecos no Rio de Janeiro. Ele defendia um modelo de missões mais alinhado com o modelo das Assembleias de Deus norte-americanas, diferente da visão missionária da Igreja Filadélfia, liderada por Lewi Pethrus. Nos anos 30, houve grande embate e divergências entre Franklin e a liderança da Filadélfia, resultando na sua exclusão do movimento pentecostal. Ele acabou fundando sua própria igreja com o nome de Assembleia de Deus. Veja Dicionário do Movimento Pentecostal, Isael de Araujo, CPAD, pp. 200, 321, 322; "Ett slutord om den Franklinska uteslutningen" (uma palavra final sobre a exclusão de Franklin) em Evangelli Härold, Nº 43, 726, 23 de outubro de 1930.



Texto elaborado por Isael de Araujo - Autor do Dicionário do Movimento Pentecostal - Coordenador do CEMP - Centro de Estudos do Movimento Pentecostal e Diretor Geral da Faecad - Publicado em seu perfil no Facebook




domingo, 9 de abril de 2023

Líder da Igreja Filadélfia de Estocolmo defende a homossexualidade




"Pastor Pentecostal da Suécia Abre as Portas para a Homossexualidade"




"A Bíblia não afirma explicitamente que a homossexualidade é um pecado", diz Niklas Piensoho, pastor e líder da maior igreja pentecostal da Suécia, a Igreja Filadélfia em Estocolmo.

"Portanto, as pessoas que vivem em relacionamentos homossexuais devem poder exercer ofícios na igreja" (Pastor Niklas Piensoho).

É de se lamentar, considerando que essa foi a Igreja responsável pelo envio dos primeiros missionários suecos ao Brasil, Daniel Berg e Gunnar Vingren, culminando com a fundação aqui da Assembleia de Deus, a maior denominação pentecostal do mundo, e depois outros.


Leia a matéria completa traduzida por João Cruzue no blog de origem, clicando no link abaixo:


OLHAR CRISTÃO


"Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui ou ali, não lhe deis crédito, porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vo-lo tenho predito". - Mateus 24:23-25

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Plano de Bill Gates de ‘escurecer’ o sol foi barrado pela Suécia

Possíveis impactos ambientais do plano de "escurecer o sol" são desconhecidos

O magnata da tecnologia Bill Gates teve o audacioso plano de “escurecer” o sol frustrado pelo governo da Suécia. O projeto de geoengenharia solar, batizado de Stratospheric Controlled Disturbance Experiment (Experiência de Perturbação Controlada Estratosférica) planejava resfriar artificialmente o planeta para frear o aquecimento solar e, assim, “salvar a Terra”.

Ainda assim, o ambicioso projeto foi acusado justamente de apresentar risco ao meio ambiente e a comunidades indígenas que residem na Suécia. Isto porque a ideia do fundador da Microsoft, que trabalha em conjunto com cientistas da Universidade de Harvard, começaria com o “despejo” de toneladas de pó de carbonato de cálcio para “conter” a radiação solar.

O composto químico seria lançado da Estação Espacial de Esrange, que fica no extremo norte da Suécia. Para chegar lá, a equipe de Gates fabricou um “balão” para transportar o pó a uma altura de 20 quilômetros.

O que Gates não contava é que o plano, digno de filme de ficção científica, irritaria os povos indígenas da região onde o pó químico seria lançado. A comunidade tradicional rejeitou veementemente o experimento, sobretudo porque desconhecem as verdadeiras propriedades do material que seria espalhado. A escolha pelo local remoto ao norte da Suécia também gerou desconfiança.

A líder dos pastores de renas indígenas Sami, Åsa Larsson Blind, vice-presidente do Conselho Sami, afirmou que o projeto de Gates era “completamente contra o que temos que fazer agora: transformar sociedades de carbono zero em harmonia com a natureza”.

A agência espacial da Suécia (Swedish Space Corporation – SSC) foi a responsável por jogar a “última pá de cal” sobre os planos do fundador da Microsoft, ao comunicar que o lançamento do pó químico não aconteceria. A SSC comanda a Estação Espacial de Esrange.

A comunidade científica está dividida em geoengenharia, incluindo testes de tecnologia relacionados, como o voo de teste técnico planejado de Esrange neste verão. […] Existem vozes de prestígio tanto a favor como contra a pesquisa no terreno. No entanto, não existe uma linha internacional clara sobre se este tipo de pesquisa é apropriada. A SSC, por este motivo, decidiu não realizar o voo de ensaio técnico, previsto para este verão – conclui a nota.

Fonte: Pleno News

domingo, 22 de julho de 2018

Frida Vingren é retratada pela Rede BBC como 'a missionária sueca perseguida no Brasil, internada em hospício e 'esquecida' pela História

Frida Maria Strandberg Vingren morreu aos 49 anos, no dia 30 de setembro de 1940, na Suécia, nos braços da filha. Abatida, ela pesava 23 quilos.

No decorrer dos cinco anos anteriores, entre idas e vindas em um hospital psiquiátrico de Estocolmo, a missionária sueca perdera quase 40 quilos. Ela fora internada pela primeira vez no dia 12 de janeiro de 1935, levada da estação central da cidade, quando tentava tomar um trem que a levaria para Portugal - de onde, acredita-se, pegaria um navio de volta para o Brasil.
Casada com o sueco que fundou, em Belém do Pará, a Assembleia de Deus, Frida se tornou uma das mais importantes lideranças da igreja no decorrer dos 15 anos em que esteve no Brasil. Ajudou a construir o ministério no Rio de Janeiro, comandava um jornal e pregava em praça pública.
Suas atribuições – muitas até então reservadas apenas aos homens –, entretanto, desagradaram pastores brasileiros e suecos, fizeram com que ela fosse perseguida e pressionada a voltar a seu país de origem, onde teve um fim trágico.
história da missionária passou décadas esquecida e, nos últimos anos, vem sendo resgatada tanto na Suécia quanto no Brasil. Foi tema de livro, de tese de doutorado e voltou a alimentar o debate – atual e ainda polêmico – sobre o papel da mulher na Assembleia de Deus, a maior religião pentecostal do país, com 12 milhões de fiéis.
A reportagem é da jornalista Camilla Veras Mota da BBC News Brasil em São Paulo, que esmerou-se em pesquisar inclusive no Museu da Igreja Filadélfia em Estocolmo na Suécia, em livros, jornais da época, relatórios e correspondências trocadas entre os missionários e a liderança da Igreja. 

Leia a matéria completa no site de origem, acessando no link abaixo:


domingo, 31 de dezembro de 2017

Igrejas da Suécia promovem “Jesus sem gênero” para promover inclusão

Cristãos se revoltam por igreja "corroer" o conceito de Trindade, adotando um pronome neutro

No mês passado, a liderança da Igreja Nacional da Suécia, de confissão luterana, sugeriu que as referências masculinas a Deus – chamado tradicionalmente pelos pronomes “Ele” e “Senhor” – deviam ser descartadas em detrimento de uma linguagem mais “inclusiva”.
A maior denominação do país publicou seu novo "Manual da Igreja", que estabelece como serão feitos cultos, batismos, casamentos e funerais. Nele, os pastores e bispos são instruídos a referir-se a Deus de "uma maneira neutra". Ou seja, Deus deve ser chamado tanto de "Mãe" quanto de "Pai" nas orações.


Mas algumas igrejas passaram agora a usar o pronome neutro "hen" para falar também sobre Jesus. Elas defendem que a opção por esta palavra dá uma “nova perspectiva” sobre a figura central do cristianismo.
Existe um movimento dentro da denominação para que isso seja revertido, destacando que não é uma questão de gramática, mas de teologia, pois ‘corrói’ o conceito de Trindade e "politiza a fé", trazendo para a Igreja um debate que ocorre no país por causa da ampla aceitação dos trangêneros, sendo que muitos pedem para serem tratados por ‘hen’. Nesses casos, ela serve para falar de alguém cujo gênero não é conhecido.

Quando uma igreja na cidade de Vasteras usou o termo neutro para referir-se a Jesus no material que convidada para o culto de Natal, a questão passou a ser debatida nacionalmente. A líder da igreja Susann Senter e o bispo de Vasteras Mikael Mogren foram obrigados a se explicar.

Em uma declaração publicada esta semana, eles dizem reconhecer que Jesus era homem, mas que “o gênero não é o principal aspecto de sua identidade”. Afirmam ainda que as pessoas podem continuar o termo “tradicional”, enquanto “essa nova ideia pode ser abraçada” por quem sentir-se mais confortável. O objetivo seria apenas promover uma “inclusão maior”.
Numa demonstração típica da teologia liberal que toma conta das igrejas europeias, o bispo Mogren destacou que esse debate é positivo e que, ninguém deveria insultar as pessoas transgêneros durante as discussões, pois “os trans foram criados por Deus, seus corpos pertencem à bela e extraordinária criação de Deus”.
Essa discussão me obriga a declarar o óbvio: Jesus compartilha a vida de todo ser humano, não apenas dos homens”, insistiu.
Finalizou lamentando que a igreja ocidental esteja presa a “estruturas patriarcais” que ainda oprime as mulheres e nega identidades de gênero além de homem e mulher.
Com informações de The Local via Gospel Prime

MEU COMENTÁRIO:
Simplesmente uma aberração teológica e doutrinária, um absurdo do fim dos tempos.
É o liberalismo teológico tomando conta da igreja.
Simplesmente lamentável. Vigiemos, vigiemos e oremos!

sábado, 5 de agosto de 2017

Suécia abriga 150 terroristas do Estado Islâmico, mas nega apoio a refugiada cristã


A história de uma refugiada cristã iraniana, que pode ser deportada da Suécia e agora poderá enfrentar grande perseguição em seu país de origem está comovendo e mobilizando internautas de diversas partes do mundo.

Neste momento, o futuro de Aideen Strandsson ainda permanece incerto. Ela espera pela possibilidade de asilo político ou por sua deportação.

A atriz iraniana abandonou o islamismo para se tornar uma cristã depois de ter um sonho sobre Jesus. Ela chegou à Suécia em 2014 com um visto de trabalho.

Aideen tem falado abertamente sobre sua fé cristã, o que significa que ela poderia enfrentar prisão, estupro e morte, caso retornasse à República Islâmica do Irã.

"É realmente perigoso para mim e não sei por que a imigração não acredita nisso. Estou realmente em perigo", disse Aideen à CBN News.

Mesmo que o conselho de migração da Suécia diga, em sua própria página da web, que nunca irá deportar os requerentes de asilo para as nações onde eles enfrentam o perigo e, assim, seja uma violação da Convenção de Genebra sobre os refugiados, o conselho de migração rejeitou o pedido de asilo de Aideen e encaminhou este caso para a polícia de fronteiras, o que poderia levar à eventual deportação da requerente de asilo.

"A informação do setor de migração nos diz sobre as prisões iranianas que a tortura e a violação de tantos outros direitos humanos são comuns e é uma violação do direito internacional sujeitar qualquer pessoa a esse tratamento", disse o advogado sueco Gabriel Donner.

Muitos internautas e telespectadores disseram à CBN News - que tem acompanhado este caso - que entraram em contato com o setor de migração da Suécia depois que a notícia foi divulgada. Um funcionário do fórum de migração também entrou em contato com a agência de notícias, afirmando: "... o fato de seus leitores nos escreverem não mudará a decisão da Agência de Migração, nem podemos mudar a decisão do tribunal".

"O caso dela foi para apelação, processado pela Agência de Migração e posteriormente pelos tribunais suecos, que também decidiram que Aideen não pode receber asilo como refugiada na Suécia", escreveu Ulrika Langels, do Conselho de Migração da Suécia.

Pessoas de diversos países também estão oferecendo abrigo à cristã iraniana e até mesmo afirmaram que podem ajudá-la a conseguir asilo em suas nações, mas Strandsson não pode sair da Suécia. Seu passaporte iraniano foi confiscado.

E ela diz que sua vontade, inicialmente é permanecer na Suécia, se possível.

Além de Strandsson, outros cristãos requerentes de asilo na Suécia também estão enfrentando deportação. Enquanto isso, o governo sueco deu 150 identidades protegidas a terroristas do Estado Islâmico que supostamente estariam voltando para a Suécia em busca de empregos.

O governo sueco negou este tipo de ajuda a Aideen.

"Eles me disseram: 'É a sua vida pessoal e não é nosso problema se você decidiu se tornar uma cristã. Isso é problema seu", disse Aideen.

Donner disse que os cristãos deportados para nações islâmico enfrentam um perigo claro, quando voltam ao seu país de origem.

"Alguns deles são mortos imediatamente [quando chegam], alguns deles conseguem se esconder, alguns deles escapam para outros lugares, mas se você os deporta está colocando-os em risco", disse o advogado.

O chefe da Junta de Migração, Mikael Ribbenvik, poderia reabrir o caso, mas Aideen agora confia em um poder muito maior do que o governo sueco - o poder de Jesus Cristo.

"Eu penso sobre o sonho que tive no Irã, sobre Jesus e eu ainda penso: Ele está vendo tudo isso acontecer comigo ... Ele vai me ajudar", disse Aideen.

Enquanto isso, o advogado de Aideen diz que tentará outra audiência, mas não há garantia de que seu caso seja ouvido.

Fonte: Guiame
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