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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

MC Ingryd conta que aprendeu canto na igreja, mas decidiu sair e cantar sobre sexo

A jovem Ingryd Rainha se tornou uma das cantoras de funk mais populares em 2019 no Rio de Janeiro. Aprendeu a cantar na igreja, mas preferiu deixar a comunidade de fé e um possível ministério para trás e foi viver o desejo de ser famosa como artista do estilo carioca, que se espalha pelo Brasil.
MC Ingryd, 19 anos, se tornou notória no funk com a música Vem Me Satisfazer, uma letra que fala de sexo explícito com termos chulos e ainda menciona uma droga alucinógena que é a nova moda entre adolescentes dos Estados Unidos, o lean, uma mistura de xarope anestésico, refrigerante e bala de goma.
De acordo com o portal G1, a introdução da menina criada na igreja à cena do funk carioca aconteceu pelos amigos, chamados Arthur e Gigante. "Eles têm um estúdio e estavam procurando uma voz feminina para uma música. Falei que sabia cantar, que cantava na igreja quando pequena. Eles viram que eu tinha voz para andar por conta própria. Comecei a escrever várias ideias, várias letras", contou a MC Ingryd.
A mãe foi a pessoa responsável por apresentá-la à igreja evangélica, contou a funkeira: "Entrei para o grupo de canto, aprendi a cantar lá, mas depois saí da igreja e comecei a gostar de RAP", disse, afirmando que os conhecidos da época da igreja "tem preconceito" com as letras de sexo explícito.
No entanto, a família foi o ponto de ruptura mais delicado para a jovem, que morava com a avó paterna e as tias quando decidiu lançar a música que a catapultou no mundo do funk. "Minhas tias eram muito preconceituosas. Uma é tenente do Exército. Eu estava no estúdio gravando e elas diziam que eu devia estar em outro lugar", comentou.
Aos 18 anos, quando decidiu sair de casa, contava com a renda das vendas de doces infantis que ela fazia. Acostumada a tentar obter a própria renda, a MC contou que desde os 13 anos faz bicos: "Eu sempre fui muito acelerada e gosto de trabalhar. Já fiz entrega de sanduíche e fui manicure. Fui morar sozinha, de aluguel, no lugar em que moro até hoje com meu namorado", disse Ingryd Rainha.
O lançamento de Vem Me Satisfazer, em agosto do ano passado, foi discreto, mas com o passar do tempo começou a tocar nos bailes e agora toca em muitos lugares do Brasil, com um remix brega-funk.
O "sucesso" no mundo do funk rendeu dinheiro suficiente para a jovem tocar a vida e abandonar os planos de viver da confeitaria. Agora, prepara as malas para fazer shows em Portugal ainda este mês e, na volta, se apresentar no carnaval carioca, em um bloco famoso entre o público que segue a cena do chamado "pancadão".
Fonte: Gospel+

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

“Você não engana mais ninguém”, diz Silas Malafaia sobre carta de Haddad a evangélicos


Ao tomar conhecimento de que o candidato Fernando Haddad (PT) escreveu uma carta para entregar a líderes evangélicos nesta quarta-feira (17), o pastor Silas Malafaia usou o Twitter para ironizar a tentativa do Partido dos Trabalhadores d conquistar o voto dos evangélicos.
"Haddad é um um cara de pau! Fazer carta para evangélicos? Só kkkkkk cai fora comunista ! Você não engana mais ninguém, representa o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Poste! Fantoche de Lula! Fora PT! Fora Haddad!", escreveu.
O pastor evangélico é um dos maiores críticos do PT e tem usado suas redes sociais para alertar os evangélicos sobre os projetos de lei que são contrários aos ensinamentos bíblicos. Para exemplificar,  Malafaia cita um deles:
"Desmascarando Haddad que quer enganar a evangélicos. Só um exemplo: O projeto de lei 5002/13 de autoria de Jean Wyllys e Érika Kokay do PT, permite crianças mudar de sexo sem consentimento dos pais. É apoiado pelo PT. Cínico! Farsante! O PT sempre apoiou a ideologia de gênero."
Para completar, o pastor ainda gravou um vídeo explicando porque um cristão não pode votar em Fernando Haddad.

Fonte: JM Notícia
Assista aqui:


Haddad escreve carta a evangélicos na tentativa de conter avanço de Bolsonaro entre religiosos


O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, escreveu uma carta nesta terça-feira (16), com a ajuda de Gilberto Carvalho, ex-ministro e ex-chefe de gabinete de Lula , dirigida a religiosos para tentar conter o avanço do adversário Jair Bolsonaro entre evangélicos.

Haddad tem dito ser alvo de fake news nas redes sociais e pela campanha de Jair Bolsonaro, que atribui ao petista a divulgação do que ficou conhecido como "kit gay". Na época, a atuação da bancada evangélica foi decisiva para que o material fosse descartado pela presidente Dilma Rousseff.

Nesta terça, o Tribunal Superior Eleitoral mandou o candidato do PSL retirar esses vídeos da internet. "Kit Gay" é nome popular com que ficou conhecido o "Kit contra a homofobia" (nome oficial), que na verdade promovia o homossexualismo. Na verdade "Kit Gay" ou "Kit contra a homofobia" são a mesma coisa.

Segundo as últimas pesquisas, Bolsonaro tem ampla vantagem entre os religiosos, principalmente com evangélicos. Haddad tem seu melhor desempenho entre católicos mas, mesmo assim, perde para Bolsonaro.

Fernando Haddad age como se ninguém tivesse lido seu plano de governo, cuja elaboração foi coordenada por ele mesmo, ou por outro lado se ninguém tivesse vivido as mazelas do governo do seu partido, bem como as lutas ideológicas travadas durante 14 anos.

Veja a íntegra da carta:
"Quero me dirigir diretamente ao povo evangélico neste momento tão decisivo da vida de nosso Brasil, cujo futuro será decidido democraticamente nas urnas do próximo dia 28.
Para estar no segundo turno, tive que vencer uma agressiva campanha baseada em mentiras, preconceitos e especulações massivamente espalhadas pelo Whatsapp e outras redes sociais, contra mim e minha família.
"Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos." (Provérbios 6:16-19)
Desde as eleições de 1989, o medo e a mentira são semeados entre o povo cristão contra candidatos do PT. Comunismo, ideologia de gênero, aborto, incesto, fechamento de Igrejas, perseguição aos fiéis, proibição do culto: tudo o que atribuem ao meu futuro governo foi usado antes contra Lula e Dilma. As peças veiculadas, de baixo nível, agridem a inteligência das pessoas de boa vontade, que não se movem pelo ódio e pela descrença.
"Ó Deus, a quem louvo, não fiques indiferente, pois homens ímpios e falsos, dizem calúnias contra mim, e falam mentiras a meu respeito."  (Salmos 109:1-2). Que provas tenho a oferecer para desmentir quem usa meios tão baixos para enganar, fraudar a vontade popular?
Minha vida, em primeiro lugar: sou cristão, venho de família religiosa desde meu avô, que trouxe sua fé do Líbano quando migrou para o Brasil para construir vida melhor para sua família. Sou casado há 30 anos com a mesma mulher, Ana Estela, minha companheira de jornada que criou comigo dois filhos, nos valores que aprendemos com nossos pais. Sou professor, passaram por minhas mãos milhares de jovens com os quais aprendi e ensinei meus sonhos de um Brasil digno e soberano.
Minha vida pública, em segundo lugar: minha atuação, como Ministro da Educação e como Prefeito de São Paulo, fala por mim. Abri as portas da educação para os mais pobres, das creches – nas quais o governo federal passou a investir pesadamente em minha gestão – à Universidade. Antes do Pro-Uni, do FIES sem fiador, do ENEM, da criação de vagas em instituições públicas e gratuitas de ensino e das cotas raciais, o ensino superior era inacessível para jovens negros, trabalhadores e da periferia. Busquei humanizar a metrópole que me foi confiada, buscando inovações para ampliar os direitos, à moradia, à mobilidade urbana, ao meio ambiente sadio, à convivência fraterna.
Sempre contei, no MEC ou na Prefeitura de São Paulo, com a parceria com todas as denominações religiosas. Tratei a todas de forma igualitária. Os governos Lula e Dilma, bem como nossos governos estaduais e municipais, sempre reconheceram dois pilares do Estado democrático: é laico e, como tal, não privilegia nem discrimina ninguém em razão de sua religiosidade. Nenhuma Igreja foi perseguida, o direito de culto sempre foi assegurado, a liberdade de expressão também.
Nenhum dos nossos governos encaminhou ao Congresso leis inexistentes pelas quais nos atacam: a legalização do aborto, o kit gay, a taxação de templos, a proibição de culto público, a escolha de sexo pelas crianças e outras propostas, pelas quais nos acusam desde 1989, nunca foram efetivadas em tantos anos de governo. Também não constam de meu programa de governo.
“Acautelai-vos quanto aos falsos profetas. Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas? Assim sendo, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore ruim dá frutos ruins.” (Mateus 7:15-17).
Os frutos que quero legar ao Brasil como Presidente são a justiça e a paz. Emprego para milhões de desempregados e desempregadas poderem sustentar com dignidade suas famílias. Salário justo, com direitos que foram eliminados pelo atual governo e que serão trazidos de volta com a anulação da reforma trabalhista, e o direito à aposentadoria, ameaçado pela reforma da Previdência apoiada pelo atual governo e meu adversário. “Aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.” (Isaías 1:17)
Quero governar o Brasil com diálogo e democracia, com a participação de todos e todas que se disponham a doar de seu tempo e talentos na construção do bem comum. Um governo que promova a cultura da paz, que impeça a violência, que nunca use da tortura e da guerra civil como bandeiras políticas. Que una novamente a Nação brasileira, para que volte a ser vista com esperança pelos mais pobres e com respeito pela comunidade internacional.
Apresento-me, pois, diante dos irmãos e irmãs das mais variadas denominações cristãs, com a sinceridade e honestidade que sempre presidiram minha vida e meus atos. A Deus, clamo como o salmista: “guia-me com a tua verdade e ensina-me, pois tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em ti o tempo todo.” (Salmos 25:5). E a vocês, peço justiça, a justa apreciação de meus propósitos e o voto para concretizar essas intenções num governo que traga o Brasil aos caminhos da justiça, da concórdia e da paz.
Por Fernando Haddad
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