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quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Bolsonaro emite nota: ‘Sempre estive disposto a manter diálogo’


Presidência da República divulgou declaração oficial do presidente, na tarde desta quinta-feira

Na tarde desta quinta-feira (9), o governo federal divulgou uma nota do presidente Jair Bolsonaro. No texto, o chefe do Executivo destaca que nunca teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”.

– A harmonia entre eles não é vontade minha, mas [uma] determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar. Sei que boa parte dessas divergências decorre de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. Mas, na vida pública, as pessoas que exercem o poder não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia. Por isso, quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram ao bem comum – afirma Bolsonaro em trechos do comunicado.

Nota oficial do presidente foi divulgada nesta quinta-feira Foto: Reprodução/Twitter

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

Declaração à nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições, é meu dever, como presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorre de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas, na vida pública, as pessoas que exercem o poder não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso, quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram ao bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previstos no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo, e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes, pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil

Fonte: Pleno News

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

PT foi derrotado por não saber dialogar com igrejas evangélicas, diz Haddad

Fernando Haddad (PT) concedeu uma entrevista em que falou sobre a dificuldade do PT em se relacionar com as igrejas evangélicas, indicando que isso foi um dos motivos que levou o partido à derrota nas eleições presidenciais de 2018, mas também dando sinais de que não há intenção de ceder aos valores conservadores tão caros aos eleitores que fazem parte desse grupo.
Durante o segundo turno da campanha, o rapper Mano Brown fez um discurso com duras críticas ao PT, afirmando que os políticos da legenda haviam se distanciado da base de eleitores, e por esse motivo, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) ganharia a eleição.
Haddad, derrotado na disputa dias depois, afirmou agora ao jornal El País, de linha editorial progressista, que o distanciamento do partido em relação ao povo se deu porque a militância passou a integrar a máquina estatal, através de cargos comissionados, e também porque a corrupção generalizada desencadeou uma crise no país.
"Quando você é governo durante quatro mandatos existe um processo de distanciamento das bases em função do fato de que a maioria dos quadros são assimilados pela máquina estatal. Isso é um processo muito desagradável, infeliz, mas acontece. O sucesso eleitoral do PT enfraqueceu o próprio partido em sua conexão com as bases. O outro fenômeno é a crise política, ética, e econômica que aconteceu", argumentou Haddad.
Sobre as igrejas evangélicas – que ao longo da primeira década do século atual cresceram mais de 60% – o ex-ministro da Educação nos governos petistas declarou que o PT não aprendeu a falar a língua desse público.
"Outra questão é que há novos atores no Brasil. Por exemplo, as igrejas evangélicas tinham um tamanho quando ganhamos em 2002, e têm outro tamanho agora. E nós não aprendemos a dialogar com a base dessa igreja, muito menos com os líderes, que são em geral bastante conservadores", admitiu.
Essa completa falta de habilidade para dialogar com as igrejas evangélicas pôde ser vista no Plano de Governo que o PT apresentou durante a campanha, classificando o conservadorismo como obscurantista, por exemplo, além do tom firme em defesa de questões como a legalização do aborto.
Nesse sentido, Haddad expressa que o PT continua idêntico no discurso e na intenção, pois a autocrítica que o ex-ministro faz não expressa desejo de mudança de planos, mas sim pela busca de uma nova ferramenta de convencimento do povo a respeito de seus ideais, reiterando a petulante intenção de ser uma espécie de tutor do eleitorado.
"Eu acho que deveríamos ter trabalhado mais a questão da consciência política. O avanço objetivo tinha que ter sido acompanhado de um avanço subjetivo. O avanço material tem quer vir acompanhado de um avanço espiritual. Essas coisas tem que vir juntas para que o processo se consolide. Espiritual não no sentido religioso, mas no sentido ético, de valores. A ética tem que ser uma obsessão de um partido que transforma a vida material das pessoas. Se você dissocia isso as pessoas atribuem o próprio êxito a questões que… Claro que tudo depende do esforço individual também, mas isso tem que vir acompanhado de um processo de formação política", disse Haddad.
Fonte: Gospel+

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Candomblecistas visitam o Templo de Salomão em busca do "Diálogo"

Eles foram acompanhados pelo Bispo Eduardo Bravo, que destacou a importância da tolerância religiosa no encontro

Cinco representantes do candomblé fizeram uma visita guiada pelo Jardim Bíblico do Templo de Salomão no último sábado (28).

Eles estavam acompanhados pelo Bispo Eduardo Bravo, que apresentou a história de Israel e destacou a importância da tolerância religiosa.

"Este encontro é muito importante para nós porque estamos quebrando os muros do preconceito e da intolerância. Queremos promover o diálogo e o respeito entre as religiões", afirma Bravo.

Para a yalorixá do Terreiro ilê Axé de Jibahia, de Salvador, fé e discriminação não combinam. "Vivemos em tempos difíceis e só podemos mudar tudo isso quando existe amor e respeito", diz.

O grupo realizou uma visita na área externa do Templo, onde puderam mergulhar na história do povo judeu e ouviram as explicações dadas por um sacerdote usando trajes de época. Passaram pelo tabernáculo e memorial, onde puderam conhecer os elementos da tradição do Antigo Testamento.

"O Templo também se transformou em um centro cultural, mas é importante observar que, mesmo tendo as nossas diferenças, podemos conviver porque a fé está acima de qualquer religião, Deus quer ter um relacionamento com cada um, individualmente", observa Bravo.

Ao término do passeio, que, em outros momentos também foi feito por judeus, católicos e muçulmanos, o babalorixá Thiago Luiz disse: "Fiquei muito feliz com essa oportunidade e muito grato também. O Templo é muito bonito e acredito que os povos precisam se unir".

Fonte: Portal R7

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