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quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Justiça britânica declara que partes da Bíblia “não são mais apropriadas”




Declaração ocorreu durante um processo contra um pregador acusado de homofobia


John Dunn, de 55 anos, prega nas ruas da Inglaterra há 15 anos, e costuma citar Gênesis 1 ao ministrar sobre o padrão de Deus para a sexualidade. Em novembro de 2020, o pregador foi interrogado após ser detido sob acusação de promover “discurso de ódio” em uma pregação no centro de Swindon.


Na ocasião, enquanto pregava, Dunn avistou duas mulheres de mãos dadas, e disse: “Espero que vocês sejam irmãs”. As mulheres o responderam afirmando serem um casal homoafetivo, e foram advertidas pelo cristão, que afirmou: “A Bíblia diz que os homossexuais não herdarão o Reino de Deus”.


As mulheres receberam a fala de John Dunn como uma ofensa e o denunciaram à polícia, que o convidou à delegacia para depor. O pregador foi acusado de “discurso de ódio” por ofender e abusar das mulheres.


Durante o processo contra o pregador, a justiça britânica alegou que partes da Bíblia “são abusivas e não são mais apropriadas na sociedade moderna”.


Dunn argumentou que sua intenção foi anunciar a verdade do Evangelho às mulheres, por compaixão às almas delas. “Quando prego, só digo o que está na Bíblia. Quando elas me disseram que estavam em um casamento entre pessoas do mesmo sexo, fiquei preocupado com elas. Tive que comunicar as consequências de suas ações com base no que a Bíblia diz. Queria avisá-las, não por condenação, mas por amor. Queria que soubessem que existe perdão através do amor de Jesus”, disse.


Na defesa de John, os advogados do Christian Legal Center, alegaram que a lei deve proteger a liberdade de opinião, de religião e de expressão “mesmo que isso vá contra a sensibilidade da maioria da população”. “[Sr. Dunn] não abusou das queixosas. Alega-se que o abuso envolve a comunicação de uma mensagem ofensiva a um indivíduo. Simplesmente transmitir a verdade bíblica não pode ser assim”.


No entanto, para a Crown Prosecution Service (CPS), que conduziu a ação contra o pregador, declarou que o processo foi necessário e proporcional. “Há referências na Bíblia que simplesmente não são mais apropriadas na sociedade moderna e que seriam consideradas ofensivas se declaradas em público”.


No último dia 13 de novembro, o processo contra Dunn acabou sendo arquivado na audiência, devido à falta da parte acusadora no tribunal. “Estou aliviado e grato por o caso ter sido arquivado e pretendo continuar a pregar nas ruas de Swindon”, compartilhou o cristão.


Com informações Folha Gospel via CPAD News

terça-feira, 13 de junho de 2023

Justiça manda igreja de Brasília retirar vídeos de mensagem contra a homossexualidade




Caso ocorreu em fevereiro, durante o carnaval no Distrito Federal. A igreja terá que remover o vídeo das redes sociais em um prazo de 48 horas


A 4ª Vara Cível de Taguatinga determinou que a Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Brasília retire todos os vídeos do pastor estadunidense David Eldridge, que fez um discurso homofóbico em um evento no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em fevereiro desse ano.

Na ocasião, Eldridge disse que "todo homossexual tem uma reserva no inferno".

Na decisão, a juíza Lívia Lourenço Gonçalves explicou que, na Constituição Federal, todos têm garantida a liberdade de expressão e de manifestação religiosa. No entanto, no vídeo o pastor faz um discurso de ódio contra a comunidade LGBTQIAP+, baseando em supostas interpretações religiosas. "Que em grande parte também não refletem o espírito cristão, podem em tese fomentar atitudes discriminatórias e de violência por parte dos fiéis contra pessoas integrantes da comunidade LGBT+, o que não se admite", disse.

"Assim, não se pode admitir que se perpetuem, mediante a ampla divulgação de vídeos, de discursos que traduzem manifestações que degradem, inferiorizem, subjuguem, ofendam ou que levem à intolerância ou discriminação e possam ser configurados como crime, razão pela qual o pedido deve ser acolhido", completou a magistrada.

Com isso, a juíza determinou que a igreja retire o vídeo das redes sociais em um prazo de 48 horas, sob pena de R$ 50 mil por dia, em caso de descumprimento.

O caso

O pastor David Eldridge, em um evento no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, durante o carnaval, pregou um discurso homofóbico. Na filmagem, o líder religioso pregava em inglês contra a bandeira LGBTQIA+, enquanto um brasileiro fazia a tradução para o português, e o público se agitava: "Todo homossexual tem uma reserva no inferno. Toda lésbica tem uma reserva no inferno. Todo transgênero tem uma reserva no inferno. Todo bissexual tem uma reserva no inferno".

A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou Orientação Sexual ou contra a Pessoa idosa ou com Deficiência (Decrin), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), recebeu representações, como da Comissão de Ética e Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, presidida pelo deputado distrital Fábio Felix (PSol).

Outros documentos enviados à PCDF para apurar os fatos foram enviados pela União Nacional LGBT (UNA). Nesse processo, a igreja é ré.

Com informações: Correio Braziliense

MEU COMENTÁRIO

Os tempos são difíceis e trabalhosos. A mensagem é puramente bíblica, portanto, faz parte da nossa regra de fé prática, outrossim sempre foi ministrada assim.  Os ofendidos se queixam, e a justiça formada por gente que pensa igualmente a eles, agem contra os servos de Deus.

Fim dos tempos, não poderíamos esperar outra coisa. Devemos estar preparados para resistirmos as adversidades com cabeça erguida, nossa fé firmada em Cristo, e não retrocedermos em nada.

Nos ajude o Senhor! 

domingo, 26 de fevereiro de 2023

A polêmica de se pregar ou não contra o homossexualidade - Uma análise



Pode-se ou não pregar contra o pecado do homossexualidade?



Desde a pregação do pastor norte americano David Eldridge, no Congresso da UMADEB que aconteceu durante os feriados do carnaval em Brasília, quando o mesmo foi enfático em dizer à luz das Sagradas Escrituras que, “quem comete pecado tem reserva no inferno”, tendo inclusive citado entre alguns desses pecados, a prática do homossexualismo imediatamente as críticas surgiram, inclusive com denúncias em Delegacia de Polícia e junto ao Ministério Público, contra o referido pastor, por ter cometido, segundo seus acusadores “homofobia e discurso de ódio” em sua pregação.

Toda essa movimentação, à luz da Palavra de Deus e também da nossa legislação, não passa do uso de retórica para intimidar aqueles que prezam por um modo de viver conservador e ortodoxo, e contra os pregadores do evangelho que ainda prezam pela manutenção da doutrina e as verdades bíblicas sobre a eternidade. (2 Timóteo 3:14-17).

A Bíblia é bem clara, senão vejamos:

"Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é"; - Levítico 18:22

"Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles". -Levítico 20:13

"Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro". - Romanos 1:26,27

"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus". -1 Coríntios 6:9,10

"Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente, sabendo isto: que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os fornicadores, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros e para o que for contrário à sã doutrina", - 1 Timóteo 1:8-10

Se a Bíblia for atualizada para se moldar aos pecados da humanidade, como já hà quem defenda essa aberração, todo o arcabouço doutrinário da nossa fé cristã estará e jogo e em ruínas. Quem muda algo hoje, poderá mudar qualquer coisa, de acordo com as conveniências do momento e dos costumes dos homens, abandonando-se totalmente a inspiração divina das Escrituras Sagradas.

A pergunta que não quer calar e está servindo de intimidação aos pregadores é a seguinte:

Pode-se ou não pregar contra o homossexualismo?

Ora, se a Bíblia Sagrada é clara e a laicidade do estado é uma realidade, em outras palavras, o estado não pode se intrometer, muito menos obstacular o exercício das religiões, cabe uma análise do fato, e aqui quero transcrever abaixo o pensamento do professor e também pastor Izaldil Tavares:

INSERÇÃO CORRETA DO DISCURSO RELIGIOSO.

Enquanto vigorar o reconhecimento público da liberdade religiosa, é largamente sabido que se respeitará a condição do "homo religiosus": um indivíduo a quem não se pode negar a opção pela religiosidade, independentemente de qual seja o seu ponto de vista metafísico.

A parcela religiosa da sociedade, mormente a cristã, defende o ponto de vista bíblico de que a alma é imortal; desse modo, a existência é transcendente, ou seja, argumenta-se que há vida humana depois da morte física.

O homem, então, tem uma vida neste mundo material, terreno, e tem uma vida eterna, no mundo espiritual, após a sua indiscutível partida desta existência.

Assim sendo,  qualquer manifestação que se refira, "exclusivamente", ao âmbito espiritual, sem interferência neste convívio secular, é uma atividade religiosa, e assim deve ser vista: como a discussão de algo alheio à vida física, mas, pertinente à vida imaterial.

Portanto, transformar-se um ponto de vista metafísico em natural, como matéria  para defesa de programa político e partidário é apelo ao argumento "ad hominem".

A boa oposição só  pode  realizar-se no campo das ideias, jamais poderá ter cor de  perseguição, elaborada pela má fé, que  se esconde na opção pela ignorância de que tal discurso não objetive o  aspecto natural, mas, o transcendental; logo, respeitável.

O discurso feito pelo  pastor americano, David Eldridge tratou o tema do seu sermão - o que é  próprio - na área da transcendência; não abordou aspectos da vida social terrena, logo, sua pregação não tem teor de violência contra pessoas; ele defende um ponto de vista de como os seres humanos enfrentarão o "post mortem". O resto é, claramente, a construção de narrativa persecutória. (Por Izaldil Tavares)

Já nosso irmão Jeiel Costa, estudioso e conhecedor da matéria, também escreveu:

A Constituição Federal, o STF, o pastor americano e a igreja. 

Uma coisa é o exercício do direito à liberdade de expressão (Art. 5º, IV da CF/88) para disseminar o ódio e outra coisa é o exercício da liberdade religiosa (Art. 5º, VI da CF/88) para expressar uma regra bíblica (distinction).

O pastor americano em nenhum momento exerceu sua liberdade de expressão para incitar seus ouvintes a bater, odiar e discriminar quaisquer pessoas por sua orientação sexual ou em razão de sua identidade de gênero, mas, exerceu sua liberdade religiosa para dizer uma regra disposta nas escrituras sagradas.

O Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre o assunto na Ação Direta de Inconstitucionalidade n° 26 do DF, de relatoria do Eminente Ministro Celso de Melo, nos seguintes termos: “A repressão penal à prática da homotransfobia não alcança nem restringe ou limita o exercício da liberdade religiosa, a cujos fiéis e ministros (sacerdotes, pastores, rabinos, mulás ou clérigos muçulmanos e líderes ou celebrantes das religiões afro-brasileiras, entre outros) é assegurado o direito de pregar e de divulgar, livremente, pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, o seu pensamento e de externar suas convicções de acordo com o que se contiver em seus livros e códigos sagrados, bem assim o de ensinar segundo sua orientação doutrinária e/ou teológica, podendo buscar e conquistar prosélitos e praticar os atos de culto e respectiva liturgia, independentemente do espaço, público ou privado, de sua atuação individual ou coletiva, desde que tais manifestações não configurem discurso de ódio, assim entendidas aquelas exteriorizações que incitem a discriminação, a hostilidade ou a violência contra pessoas em razão de sua orientação sexual ou de sua identidade de gênero.” 

Registre-se que nós, os evangélicos, somos absolutamente contra quaisquer formas de discriminação, ódio e violência contra o movimento LGBTQIA+, mas assim como os homossexuais têm o direito não só de expressar suas opiniões, mas também de viver conforme suas convicções de forma privada ou de manifestar seu estilo de vida publicamente, nós, também, temos o direito de expressar o que a bíblia diz sobre determinada conduta.

Desse modo, cabe a nós exercermos nossa liberdade religiosa para cumprirmos nossa missão de pregar o evangelho (Mc 16.15), seja propagando as boas novas de salvação ou denunciando condutas repudiadas pelas sagradas escrituras, não obstante que esta tarefa seja desempenhada sempre em amor e com compaixão (1 Co 16.14), tendo em vista que nossa missão é a de apenas pregar, mas a missão maior, a de convencer, é do Espírito Santo! - (Por Jeiel Costa)

Enfim, entende-se por homofobia, a prática do constrangimento ilegal, o deboche, o impedimento do direito de ir e vir, a agressão física ou aquilo que coloque em risco a vida, e outras atrocidades contra os homossexuais e a bem da verdade contra qualquer pessoa.

Os homossexuais podem e tem liberdade de adentrar os templos, ouvir a palavra, respeitar os demais presentes, assim como devem serem respeitados, no entanto, não teem o direito de interferir e exigir adaptação da nossa regra de fé e prática, constante na Bíblia Sagrada.

Se os homossexuais não acreditam no que pregamos, é um direito deles, porém não podem interferir em nossa mensagem. 

"E disse-lhes Jesus: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado". - Marcos 16:15,16

O termo "toda criatura" está claro, e inclui os homossexuais, os que crerem serão transformados e salvos, agora, aqueles que decidirem por "não crer", correm o risco da condenação eterna por sua própria conta e risco, como todos aqueles que cometem qualquer outro tipo de pecado.

Jamais ouvi falar de mentirosos, beberrões, matadores ou adúlteros processarem igrejas e ou pastores por "discurso de ódio", por pregarem que quem comete tais coisas vão para o inferno.

O que creem são mudados, os que não creem continuam na sua prática e arriscam a vida eterna, portanto,  não há necessidade de brigas, demandas judiciais ou contendas por isso.

Simples assim!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

YouTube remove sermão do pastor John MacArthur sobre sexualidade bíblica alegando “discurso de ódio”


Não existe transgênero. Você é XX ou XY, é isso. Deus fez o homem e mulher", disse MacArthur em seu sermão.

O YouTube removeu um sermão recente do pastor John MacArthur no qual ele fala sobre sexualidade bíblica e afirma que Deus fez os humanos como "homem e mulher".

MacArthur, que lidera a Grace Community Church em Los Angeles, CA, pregou um sermão como parte de um protesto nacional contra uma nova lei canadense que proíbe a terapia de conversão.

Mais de 4.000 pastores em toda a América do Norte se juntaram nesse dia para protestar em seus cultos dominicais.

A preocupação é que o projeto de lei C-4 do Canadá tenha uma redação ampla e possa, de fato, banir os ensinamentos bíblicos sobre ética sexual e até limitar as comunicações pessoais sobre o assunto.

De acordo com a Liberty Coalition Canada, a redação do projeto de lei é ampla o suficiente para permitir "o processo criminal de cristãos que falariam a verdade bíblica nas vidas daqueles que estão presos a pecados sexuais como homossexualidade e transgenerismo".

De pé no púlpito no domingo, MacArthur disse: "Não existe transgênero. Você é XX ou XY, é isso. Deus fez o homem e mulher. Isso é determinado geneticamente, isso é fisiologia, isso é ciência, isso é a realidade."

"Por um lado, a realidade dessa mentira e engano é tão prejudicial, tão destrutiva, tão isolante, tão corruptora que precisa ser confrontada, mas, por outro lado, esse confronto não pode exagerar o que já existe, que é uma sensação de se sentir isolado nos relacionamentos", disse ele.

"Discurso de ódio"

O YouTube removeu o sermão de MacArthur de sua plataforma e disse ao comentarista conservador Todd Starnes que a apresentação em vídeo de MacArthur era "discurso de ódio".

"Nossa equipe revisou seu conteúdo e, infelizmente, achamos que viola nossa política de discurso de ódio", disse o YouTube, segundo Starnes. "Removemos o seguinte conteúdo do YouTube: 'Não existe transgênero. Você é XX ou XY. É isso. – Pastor John MacArthur.'"

Starnes observou em seu blog: "Em outras palavras, o YouTube afirmou a lei canadense ao banir qualquer oposição ao transgenerismo em sua plataforma".

Jenna Ellis, conselheira especial da Thomas More Society, que representou MacArthur quando o condado de Los Angeles tentou fechar a Grace Church por desafiar as ordens de saúde induzidas pela pandemia, falou contra a censura do YouTube ao sermão de MacArthur.

"A grande oligarquia tecnológica nos Estados Unidos está implementando o equivalente à lei insana do Canadá ao censurar a verdade e o direito dos pastores de ensinar a Bíblia", disse Ellis ao comentarista conservador. "Se os americanos não pararem a grande tecnologia, este novo regime contornará a Constituição para impedir nossos direitos fundamentais de falar e exercer religião e o impacto será devastador."

Os críticos temem que a lei perpetue a perseguição religiosa e possa até governar conversas privadas. "Os americanos devem estar se preparando para um momento em que pastores e líderes religiosos enfrentarão perseguição por ensinar a Palavra de Deus", alertou Starnes.

Com informações de Christian Headlines e Guia-me via Folha Gospel

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

ANAJURE questiona sobre expressão “glória a Deus! Aleluia” ser considerada discurso de ódio



Vários internautas registraram print's da mensagem recebida automaticamente pela rede social

Ao longo dessa semana, muitos internautas denunciaram que estavam impedidos de comentarem “Glória a Deus! Aleluia!” no Facebook, recebendo um aviso de que a mensagem não segue os padrões da rede social por discurso de ódio.

Diante dessas reclamações, o departamento jurídico da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) enviou um ofício ao Facebook Brasil para entender o que estava acontecendo.

A ANAJURE argumentou que a mensagem é problemática, e de diferentes formas. Primeiramente, por estar em desacordo com os parâmetros fixados pelas normas internacionais, como o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP), e pelo ordenamento jurídico brasileiro. No caso em análise, não é possível visualizar qualquer ameaça a direitos de terceiros, à segurança nacional, à ordem pública ou a qualquer elemento que poderia justificar a restrição da liberdade de expressão e de crença, visto que a frase ‘Glória a Deus! Aleluia’ apenas traz uma manifestação religiosa de louvor a Deus”, diz nota da entidade.

Os padrões do Facebook que é indicado como sendo a causa para o bloqueio das mensagens veta ataque direto a pessoas por preconceito de raça, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual, casta, sexo, gênero, identidade de gênero e doença grave ou deficiência.

A expressão “Glória a Deus! Aleluia!” não expressa nenhum ataque a qualquer um dos grupos citados acima. “O contexto leva a crer que há uma falha significativa nos mecanismos de detecção de discurso de ódio utilizados pelo Facebook, de modo que mensagens inofensivas estão recebendo uma classificação inapropriada”, diz a ANAJURE.

A entidade de juristas pediu para que a plataforma preste esclarecimentos sobre a classificação da frase “Glória a Deus! Aleluia” como discurso de ódio; e deixe de aplicar esse entendimento, reorientando a sua moderação de conteúdo de modo que não resulte em censura do discurso religioso.

Fonte: JM Notícia

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