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quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Justiça britânica declara que partes da Bíblia “não são mais apropriadas”




Declaração ocorreu durante um processo contra um pregador acusado de homofobia


John Dunn, de 55 anos, prega nas ruas da Inglaterra há 15 anos, e costuma citar Gênesis 1 ao ministrar sobre o padrão de Deus para a sexualidade. Em novembro de 2020, o pregador foi interrogado após ser detido sob acusação de promover “discurso de ódio” em uma pregação no centro de Swindon.


Na ocasião, enquanto pregava, Dunn avistou duas mulheres de mãos dadas, e disse: “Espero que vocês sejam irmãs”. As mulheres o responderam afirmando serem um casal homoafetivo, e foram advertidas pelo cristão, que afirmou: “A Bíblia diz que os homossexuais não herdarão o Reino de Deus”.


As mulheres receberam a fala de John Dunn como uma ofensa e o denunciaram à polícia, que o convidou à delegacia para depor. O pregador foi acusado de “discurso de ódio” por ofender e abusar das mulheres.


Durante o processo contra o pregador, a justiça britânica alegou que partes da Bíblia “são abusivas e não são mais apropriadas na sociedade moderna”.


Dunn argumentou que sua intenção foi anunciar a verdade do Evangelho às mulheres, por compaixão às almas delas. “Quando prego, só digo o que está na Bíblia. Quando elas me disseram que estavam em um casamento entre pessoas do mesmo sexo, fiquei preocupado com elas. Tive que comunicar as consequências de suas ações com base no que a Bíblia diz. Queria avisá-las, não por condenação, mas por amor. Queria que soubessem que existe perdão através do amor de Jesus”, disse.


Na defesa de John, os advogados do Christian Legal Center, alegaram que a lei deve proteger a liberdade de opinião, de religião e de expressão “mesmo que isso vá contra a sensibilidade da maioria da população”. “[Sr. Dunn] não abusou das queixosas. Alega-se que o abuso envolve a comunicação de uma mensagem ofensiva a um indivíduo. Simplesmente transmitir a verdade bíblica não pode ser assim”.


No entanto, para a Crown Prosecution Service (CPS), que conduziu a ação contra o pregador, declarou que o processo foi necessário e proporcional. “Há referências na Bíblia que simplesmente não são mais apropriadas na sociedade moderna e que seriam consideradas ofensivas se declaradas em público”.


No último dia 13 de novembro, o processo contra Dunn acabou sendo arquivado na audiência, devido à falta da parte acusadora no tribunal. “Estou aliviado e grato por o caso ter sido arquivado e pretendo continuar a pregar nas ruas de Swindon”, compartilhou o cristão.


Com informações Folha Gospel via CPAD News

sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Mãe cristã é ameaçada de perder guarda do filho por educá-lo em casa em SC



Regiane Cichelero foi processada e recebeu uma multa de R$1.500 que aumentará diariamente enquanto o filho não estiver matriculado na escola local.



Regiane Cichelero, uma mãe cristã e advogada de Santa Catarina, está enfrentando desafios legais e multas após decidir educar seu filho em casa.

A ADF International — organização de defesa cristã — que está apoiando Regiane, destacou que a lei internacional de direitos humanos protege o direito dos pais de escolher o tipo de educação que é melhor para seus filhos, incluindo a homeschooling (educação domiciliar).

Durante a pandemia da Covid-19, as escolas e grande parte dos estabelecimentos públicos e privados permaneceram fechados. Foi nesse período que a mãe começou a educar seu filho de 12 anos em casa.

Em março de 2021, a escola em que o menino estudava reabriu, porém, Regiane optou por continuar a educá-lo. Para ela, essa era a melhor forma de garantir ao filho uma educação de qualidade e de acordo com os princípios cristãos da família.

Após tomar essa decisão, Regiane recebeu uma contestação legal dos promotores locais por se recusar a matricular seu filho no sistema escolar local.

Ela foi multada no valor de R$1.500 por não matricular seu filho, e o valor aumentará diariamente enquanto a criança não estiver matriculada na escola local.

Além disso, o juiz do caso inicialmente ameaçou retirar a guarda de seu filho se ele continuasse a estudar em casa.

Lei internacional dos direitos humanos

O advogado Julio Pohl, conselheiro jurídico da ADF International para a América Latina, está apoiando a defesa legal de Regiane.

"Os direitos dos pais estão claramente sob ataque no Brasil", disse ele.

E continuou:

"É condenável o fato de Regiane Cichelero não só ter sido processada e multada, mas também ameaçada com a remoção de seu filho por optar pela educação domiciliar. Os pais são a primeira autoridade para a educação de seus filhos, e essa reação das autoridades locais é uma violação completa de seus direitos como mãe garantidos pelo direito internacional. Estamos ansiosos para buscar justiça para ela e sua família".

De acordo com a ADF International, a lei internacional dos direitos humanos protege os direitos dos pais de fazer escolhas sobre o tipo de educação que seus filhos recebem.

O artigo 26.3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que "os pais têm prioridade de direito na escolha do tipo de educação a ser ministrada a seus filhos".

Além disso, o Artigo 13 do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais assegura que os Estados devem respeitar o direito dos pais "de escolher para seus filhos escolas diferentes daquelas estabelecidas pelas autoridades públicas, que atendam a padrões educacionais mínimos que podem ser estabelecidas ou aprovadas pelo Estado e assegurar a educação religiosa e moral de seus filhos de acordo com suas próprias convicções".

Declaração da mãe

Regiane Cichelero respondeu as ações afirmando que escolheu educar seu filho em casa porque acredita que isso é o melhor para ele e está empenhada em fornecer a melhor educação possível.

"Além disso, a educação domiciliar garante que eu possa transmitir nossa fé e valores, que são tão importantes para nossa família, a ele diariamente. Valores que são constantemente desafiados e minados no sistema público de ensino do Brasil", declarou ela.

Segundo a Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED), atualmente, mais de 70.000 crianças são educadas em casa no Brasil.

"Todos os pais têm o direito e a obrigação dados por Deus de fazer escolhas que proporcionem os melhores resultados para nossos filhos. Estou esperançosa pelo dia em que eu e outros no Brasil poderemos exercer nossos direitos como pais sem medo de sermos multados e processados", concluiu Regiane.

De acordo com o Portal G1, vários casos semelhantes de violações de direitos, estão sendo observados no Estado de Santa Catarina, cujas reclamações teem sido remetidas à Comissão de Direitos Humanos da OAB em Blumenau naquele estado.

Segundo a colunista Cristina Graml do portal Gazeta do Povo, o caso em tela corre na comarca de São José do Cedro (SC).


ASSISTA AQUI

Com informaçõesGuia-me, ADF Internacional, G1 e Folha Gospel


segunda-feira, 5 de junho de 2023

Armando Filho processa cantor sertanejo por plágio de música



Armando Filho pede uma indenização de R$ 1 milhão ao cantor sertanejo Eduardo Costa por danos morais


O cantor e compositor evangélico Armando Filho está movendo uma ação contra o cantor sertanejo Eduardo Costa por plágio de uma música gospel.

Segundo o colunista Peterson Renato, do Hora Top TV, o autor relatou que fez sucesso com o álbum Final Feliz, no ano de 1990, contendo a canção Mover do Espírito — também conhecida entre os fãs por Quero Que Valorize e Você Tem Valor.

De acordo com o compositor, ele teria descoberto que seu maior sucesso musical fora cadastrado por Eduardo Costa junto à União Brasileira de Compositores como sendo escrita por ele.

Segundo o cantor gospel, apenas o nome da canção foi trocada para "Você Tem Valor", como ficou popularmente conhecida entre os evangélicos e que a composição apresentada por Eduardo Costa é uma cópia "exata" da sua, caracterizando plágio.

No processo, Armando Filho pede uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais, e outra compensação por lucros cessantes.

O juiz Adelson Freitas de Andrade Junior concordou com o pedido do autor para oficiar a União Brasileira de Compositores (UBC). No documento, foi pedido que o órgão informasse o código ISRC da composição do cantor.

A assessoria do cantor sertanejo Eduardo Costa disse que vai se manifestar sobre o caso apenas no processo.

ASSSITA AQUI


Com informações de Metrópoles,  e R7 via Folha Gospel

quinta-feira, 13 de abril de 2023

Vereadora cristã pode sofrer processo por dizer que Deus fez homem e mulher

Expressar uma opinião no mundo atual pode ser motivo de ir parar na justiça e sofrer acusações infundadas. É o que está enfrentando, agora, a vereadora de Belo Horizonte Flávia Borja, após defender na Câmara municipal que Deus fez apenas homem e mulher, e nada mais.

As declarações de Flávia, que também é pastora na Igreja Batista da Lagoinha, foram dadas durante uma Reunião Ordinária no último dia 04 desse mês. Na ocasião, ela criticou um Projeto de Lei, o de n° 162 de 2021, que prevê multa para estabelecimentos comerciais que discriminarem pessoas LGBT+.

De acordo com a vereadora cristã, este "mais um projeto que tenta enfiar goela abaixo a ideologia de gênero aqui na capital mineira". A pastora se referiu ao fato de que se for aprovado, o PL poderá obrigar estabelecimentos comerciais a aceitarem "mulheres trans", por exemplo, em banheiros femininos.

"Esse é um projeto que vai contra a defesa real das mulheres na cidade de Belo Horizonte e contra a liberdade de crença, liberdade de religião e aquilo que nós entendemos: que Deus fez homem e mulher e o que passar disso não é bem-vindo na nossa sociedade", declarou a vereadora.

Reação

Por causa do seu posicionamento legitimamente democrático e fruto da sua própria liberdade de pensamento e expressão, a vereadora cristã passou a ser acusada de "transfobia".

A acusação partiu da também vereadora esquerdista Iza Lourença, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), segundo informações do Correio Braziliense.

"O que tira espaço de mulheres na política não são as mulheres travestis, são as chapas que fazem candidaturas laranjas e homens que se elegem em cima dessas candidaturas laranja, que é um crime", criticou Lourença, fazendo referência indireta ao partido da pastora, o PP.

Lourença continuou: "E, aliás, gostaria de dizer para a vereadora que transfobia também é crime". A vereadora Flávia, por sua vez, demonstrou estar firme em seu posicionamento.

"Enquanto eu for vereadora em Belo Horizonte continuarei lutando com firmeza e empenho para que isso não saia do imaginário bizarro da esquerda", disse ela em seu perfil no Instagram, comemorando o fato do PL não ter sido aprovado no município.

Fonte: Gospel+

Confira:

quarta-feira, 1 de março de 2023

Assembleia de Deus é processada por grupos LGBT após fala de pastor americano


Na ação, as duas associações pedem a condenação da Assembleia de Deus


A Aliança Nacional LGBTI+ e a Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (Abrafh) entraram com uma ação civil pública contra a Igreja Assembleia de Deus de Brasília por comportamento homofóbico.

A ação é decorrência do discurso feito pelo pastor americano David Eldridge. No dia 19 de fevereiro, domingo de carnaval, Elridge participou do Congresso Evangélico União das Mocidades, realizado pela Assembleia de Deus. Na ocasião, fez um agressivo discurso dizendo que "há um lugar reservado no inferno" para quem tem orientação sexual LGBTQIA+.

"Todo homossexual tem uma reserva no inferno, toda lésbica tem uma reserva no inferno, todo transgênero tem uma reserva no inferno, todo bissexual tem uma reserva no inferno, toda drag queen tem uma reserva no inferno", disse o pastor à plateia de jovens evangélicos. "Você, rapaz, que está usando calça apertada, que é um espírito de homossexual, você vai pro inferno. Você, moça, que quando sai da sua casa a sua saia é tão curta e tão apertada, você sabe o que está fazendo? Você tem uma reserva no inferno.", disse o pastor durante pregação.

Na ação, as duas associações pedem a condenação da Assembleia de Deus, como anfitriã do evento em que foi feito o suposto discurso homofóbico, ao pagamento de R$ 5 milhões a título de indenização por danos morais coletivos.

Caso haja a condenação, o montante a ser pago será destinado á "estruturação de centros de cidadania LGBTi+ ou a entidades de acolhimento e promoção de direitos da comunidade atingida, LGBTI+, a projetos que beneficiem a população LGBTI+ ou alternativamente, a reserva dos valores no Fundo de Direitos Difusos para projetos que integrarem seu rol nesta temática".

Veja a íntegra da ação:


Fonte: Congresso em Foco via Folha Gospel

MEU COMENTÁRIO:

Mesmo com a insegurança jurídica que vivemos no Brasil, e isso está muito claro, entendo que de acordo com a nossa legislação vigente (VEJA AQUI MESMO NESTE BLOGA polêmica de se pregar ou não contra o homossexualidade - Uma análise), isso não terá progresso, no entanto, trata-se de uma forma intimidatória para constranger pregadores e a Igreja.

No congresso em evidência, foram centenas de vidas que se converteram ao Senhor Jesus Cristo, confessando-O como Salvador e Senhor de suas vidas, parte presencialmente e parte à distância pela internet, portanto, não é de se admirar a retaliação do inferno.

Oremos pelos pregador, pela Igreja ora processada e seu pastor.

Dias trabalhosos!

sábado, 11 de junho de 2022

Pronunciamento Oficial do Presidente da CGADB, Pr. José Wellington Júnior

 



Pronunciamento Oficial do Senhor Presidente da Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus no Brasil, Pastor José Wellington Costa Júnior.

Em virtude da sentença expedida pelo TSE - Tribunal Superior Eleitoral na data de quinta-feira 09/06/2022, julgando IMPROCEDENTE a ação impetrada pelo PT contra nosso Presidente, em virtude da participação do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro na 45ª Assembleia Geral Ordinária da CGADB realizada de 18 a 21 de abril de 2022 em Cuiabá/MT.

“Estamos fazendo uma Grande Obra; não vamos parar” Neemias 6:3

Pr. José Wellington Costa Júnior
Presidente

ASSISTA AQUI

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Pastor é acusado de racismo por pedir para assistente: 'passa chapinha no cabelo'

Vítima diz ter sido alvo de outras ofensas, mas só agora conseguiu provas

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Intolerância, abre inquérito para investigar suposto caso de injúria racial praticado por um pastor da Igreja Universal.

De acordo com a denúncia, formalizada por Ana Clara da Mota Santos nessa segunda-feira (16), o crime teria acontecido no Templo Maior, que fica na Avenida Olegário Maciel, no bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O pastor, identificado como Lázaro Augusto, teria pedido para a vítima, que é negra, para "passar chapinha no cabelo". 

A jovem trabalha como assistente de produção em programas de TV da Igreja Universal e afirma que não é a primeira vez que isso acontece, mas diz que só agora conseguiu provas para denunciar o pastor às autoridades.

A Igreja Universal afirma que está apurando o caso. O crime de injúria racial prevê pena de um a três anos de prisão e pagamento de multa. 

Em nota, a Polícia Civil informou que não divulgará a data do depoimento do pastor.

Confira:

A Policia Civil de Minas Gerais informa que instaurou inquérito policial para apuração de suposta prática de injúria racial.

A vitima compareceu na segunda-feira (16/5) na Delegacia Especializada de Investigação de Crimes de Racismo, Xenofobia , LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas para proceder com a devida representação criminal indispensável à atuação policial.Em observância à lei de abuso de autoridade não serão divulgadas as datas de oitivas do suspeito. Outras informações serão divulgadas em momento oportuno para não prejudicar o andamento do feito.

Fonte: Itatiaia

terça-feira, 10 de maio de 2022

Pastores evangélicos são processados por associarem Exu a demônios


Pastores foram processados por criticar escola de samba.

Cristãos que falaram sobre a escola de samba do Rio de Janeiro que falou sobre Exu, são alvos de ações por intolerância religiosa e os vídeos poderão ser removidos do Youtube.

O cantor Rafael Bittencourt, especialista em geopolítica, e o pastor Rodrigo Mocellin são acusados de intolerância religiosa por associarem a entidade de religiões de matriz africana com demônios.

Bittencourt fez uma live com o pastor Miquéias Oliveira sobre o Carnaval do Rio de Janeiro falando verdades espirituais sobre o que estava por trás do desfile da escola que se tornou a campeã.

O vídeo fala das ligações espirituais que envolvem a festa da carne, assim como as representações que foram feitas na avenida, com sacrifício, invocação e até possessão.

Já o pastor Rodrigo Mocellin foi ainda mais crítico na sua posição sobre a representação feita no Carnaval e também pode perder o vídeo, além de responder ao processo.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, o babalorixá Sidney Nogueira e o advogado e ex-secretário de Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo Hédio Silva Júnior vão enviar uma notificação extrajudicial para o YouTube remover os vídeos

"Essas postagens veiculam discursos de ódio religioso e de racismo religioso que incitam e induzem os brasileiros a agredirem as religiões afro-brasileiras e seus adeptos", diz Hédio Silva Júnior.


sexta-feira, 29 de abril de 2022

Pastor que perdeu emprego por criticar evento LGBTQ vence ação: 'Defendo a verdade'


O Tribunal do Trabalho decidiu a favor de um pastor que perdeu o emprego como zelador de escola por expressar sua fé bíblica.

Uma crítica feita pelo Twitter que dizia que os eventos do orgulho LGBTQ são prejudiciais e não devem ser frequentados por cristãos e crianças levou o pastor Keith Waters à perda de emprego.

Segundo a juíza trabalhista King, o zelador escolar de 55 anos foi discriminado ao ser expulso de seu trabalho como zelador de meio período na escola primária da Ilha de Ely em 2019. Waters também passou a receber ameaças de morte.

O tribunal do trabalho decidiu a favor da liberdade do pastor Waters de expressar suas crenças bíblicas sobre identidade humana e moralidade sexual nas mídias sociais.

A decisão conclui ainda que os pastores que trabalham ao lado de seus ministérios da igreja são livres para expressar sua fé bíblica online sem medo de perder seus empregos.

O caso do pastor, que é apoiado pelo Christian Legal Center, mostra a interferência de seu empregador em suas liberdades. Foi o que demonstrou o advogado de Walters, Michael Phillips, ao argumentar que a escola da Ilha de Ely havia interferido nos direitos do pastor à liberdade de religião, pensamento e expressão e que o tuíte que levou à sua renúncia forçada foi devido à manifestação de suas crenças cristãs.

Liberdade de expressão

O caso julgado nesta semana decidiu que o pastor Waters havia sido discriminado pela escola: 

O fato de o reclamante ter feito o tuíte fora do trabalho em sua conta pessoal como parte de seu papel como ministro é altamente relevante. Uma coisa é ter regras que se apliquem durante o trabalho e outra é estender essas regras à vida privada fora do trabalho”.

A juíza acrescentou que: “Restringir a liberdade de expressão do reclamante fora do trabalho, que é uma parte importante de seu papel como ministro cristão e, portanto, parte da liberdade de praticar sua religião”.

Está claro para nós que os ministros cristãos evangélicos terão pontos de vista não necessariamente compartilhados por todos na sociedade, mas isso é parte de seu dever como ministro cristão de pregar essas crenças”, continua.

Crenças cristãs protegidas e 'dignas de respeito'

A juíza King fez outros pontos importantes sobre se as crenças cristãs do pastor Waters são protegidas pela Lei da Igualdade de 2010. Por exemplo, suas crenças são “dignas de respeito em uma sociedade democrática conforme descrito como parte do seminal Grainger PLC v Nicholson (2010) do que se qualifica como uma 'crença filosófica' a ser protegida pela Lei da Igualdade”.

Discutimos as crenças do reclamante e ficamos convencidos de que o reclamante genuinamente mantinha essas crenças e que elas formavam uma parte considerável de como ele vivia sua vida como ministro cristão de sua Igreja. Para o reclamante, eles eram convincentes, sérios e da maior importância”, declarou a magistrada.

Ela disse ainda: “Crenças que são ofensivas, chocantes ou mesmo perturbadoras para os outros ainda podem ser protegidas.

Aliviado

Diante da decisão exarada pelo Tribunal do Trabalho a seu favor, o pastor Waters disse: “Estou aliviado e satisfeito com o resultado. Esta é uma vitória, não apenas para mim, mas para os líderes evangélicos cristãos em todo o país”.

Oro para que esta decisão ajude a proteger os pastores no futuro que precisam trabalhar meio período em outros empregos para compensar sua renda. Esta é uma vitória importante para nossa liberdade de falar a verdade do Evangelho sem medo de perder nossos empregos”.

Tomei uma ação legal, não porque queria processar a escola, mas porque o que acontece comigo vai ao cerne do que significa ser livre para pregar o Evangelho no Reino Unido. Eu acreditava que os problemas que meu caso levantava eram muito maiores do que qualquer coisa que estava acontecendo comigo e que era a coisa certa a fazer”, esclareceu.

Apesar de saber que isso era a coisa certa a fazer, todo esse episódio me deixou em uma turbulência emocional e teve um impacto duradouro em mim e minha família. Em 37 anos de trabalho, nunca fui tratado de forma tão cruel e hostil”, revelou o pastor. “A liberdade de renunciar ao seu trabalho ou ser silenciado de falar como um pastor cristão não é liberdade de forma alguma”.

Eu ainda mantenho o que disse, e sempre defenderei a verdade. Acredito que a segurança das crianças é primordial e que todos, mas especialmente os pastores cristãos, devem ser capazes de expressar preocupações e 'levantar bandeiras vermelhas' onde as crianças podem estar em risco”, afirmou.

Qualquer um que compareça a um evento 'Orgulho' corre o risco de ser exposto a obscenidades. Isso é evidentemente prejudicial para as crianças e em uma sociedade livre, responsável e verdadeiramente amorosa, devemos ser livres para dizer isso e levantar preocupação sem medo”.

Liberdade cristã

Andrea Williams, executiva-chefe do Christian Legal Center, disse que “Estamos felizes que Keith finalmente recebeu justiça neste caso crucial para a liberdade cristã”. 

Por amar Jesus, falar a verdade bíblica e cuidar do bem-estar das crianças, Keith se tornou persona non grata – suas palavras e intenções distorcidas, seu caráter assassinado”, disse.

Nossas escolas e igrejas precisam de mais pessoas voltadas para a comunidade como ele, não menos. Por enviar um tuíte, que levantou preocupação genuína com as crianças, ele foi difamado, ameaçado e expulso de seu emprego”, relembrou.

Apesar de uma abundância de estudos psicológicos concluindo que crianças expostas a conteúdo sexualmente explícito em tenra idade são mais propensas a desenvolver distúrbios e vícios, há muitos artigos online que incentivam os pais a levar seus filhos para as paradas do orgulho gay”, declarou Andrea.

Por que um pastor cristão não pode falar sobre questões tão preocupantes sem ser ameaçado e perder o emprego?”, indaga Andrea. “O que aconteceu com Keith Waters é o mais recente de uma longa linha de casos em que pessoas honestas, gentis e normais são submetidas a assédio e intimidação por expressarem visões cristãs moderadas e convencionais sobre ética sexual”.

Entendendo o caso

Em 2016, o pastor Waters teve um corte salarial de 60% de seu cargo como gerente de propriedades em uma das maiores faculdades da Universidade de Cambridge, para trabalhar meio período como zelador na Escola Primária da Ilha de Ely para poder pastorear sua Igreja Evangélica local, Ely Igreja Novas Conexões.

O trabalho foi assumido com o acordo de que, se houvesse um conflito com seu trabalho como pastor, suas atividades pastorais teriam prioridade.

Desde o início, ele disse que “seria inequívoco ao declarar publicamente a doutrina cristã sobre várias questões, algumas das quais podem ser impopulares”.

Em 1º de junho de 2019, no início do mês do orgulho LGBTQ, o pastor Waters tuitou:

Um lembrete de que os cristãos não devem apoiar ou participar de eventos LGBTQ 'Pride Month' realizados em junho. Eles promovem uma cultura e incentivam atividades que são contrárias à fé e à moral cristã. Eles são especialmente prejudiciais para as crianças”.

O pastor Waters diz que sua intenção era abordar e alertar os cristãos sobre eventos de orgulho LGBTQ em todo o Reino Unido, pois geralmente envolvem nudez, pessoas em roupas sadomasoquistas e exibições de natureza abertamente sexual.

Ele acredita que os eventos de orgulho LGBTQ são diametralmente opostos às crenças cristãs sobre ética sexual e, portanto, são prejudiciais, especialmente para crianças pequenas que costumam frequentar ou são incentivadas a participar.

O Tribunal considerou que o pastor Waters foi discriminado. O valor da indenização que ele recebe será determinado em uma audiência posterior.

Fonte: Guiame

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