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domingo, 12 de outubro de 2025

Pode vir alguma coisa boa da atual Nazaré?


Corrupção local, gangues de criminosos e a guerra entre Israel e o Hamas deixaram a cidade natal de Jesus em dificuldades.



Quem caminhar hoje pelas ruas de Nazaré, a famosa cidade natal de Jesus, sentirá o cheiro de lixo empesteando o ar. Ao longo das ruas, há pilhas de lixo em cada esquina; a prefeitura não consegue mais pagar os caminhões para recolherem o lixo descartado pela população. As lojas de souvenirs que vendem colares com cruz e esculturas em madeira da cena do presépio estão fechadas, e as ruas da Cidade Velha de Nazaré estão vazias, uma vez que a guerra entre Israel e o Hamas interrompeu o fluxo de turistas cristãos que visitavam a cidade.

No passado, os moradores cristãos costumavam usar o lema "Venha e veja" para atrair visitantes de fora, inspirado na resposta de Filipe a seu irmão Natanael, quando, em João 1.46, este perguntou: "Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?".

Hoje, muitos moradores relutam em deixar que as pessoas de fora vejam a cidade em seu estado atual.

O aumento da criminalidade nos últimos anos levou multidões de moradores, muitos deles cristãos, a se mudarem para a cidade judaica vizinha de Nof HaGalil (anteriormente chamada de "Nazaré Illit"), que recebe generoso subsídio do governo. (Cidades predominantemente árabes, como Nazaré, têm padrões de vida mais baixos e recebem menos recursos do governo do que cidades predominantemente judaicas). Outros estão se mudando para Haifa, que tem uma população mista, composta de árabes e judeus, com um número substancial de cristãos.

"As pessoas em Nazaré estão psicologicamente desgastadas pela pressão", disse Azar Ajaj, presidente da Faculdade Evangélica de Nazaré e pastor da Igreja Batista Local. Grupos cristãos também estão enfrentando altos impostos. Mesmo assim, Ajaj e os cristãos restantes em Nazaré se sentem chamados a continuar ministrando e buscando por avivamento na cidade que Jesus um dia chamou de lar.

Localizada no norte de Israel, Nazaré é a maior cidade árabe do país e, ao mesmo tempo, a cidade mais cristã do país, pois um quarto de seus 80.800 habitantes são cristãos. Durante décadas, Nazaré foi considerada a capital dos árabes em Israel, com mercados prósperos, um bom sistema escolar, vários hospitais cristãos e atrações famosas com passeios turísticos pela Terra Santa. Centenas de milhares de turistas cristãos visitavam a Basílica Católica Romana da Anunciação — que abriga ruínas (supostamente) da casa da Sagrada Família —; a Igreja da Sinagoga, onde se acredita que Jesus leu a passagem do livro de Isaías, conforme registrado em Lucas 4; e a Vila de Nazaré, uma réplica de como a cidade teria sido no primeiro século.

No entanto, nos últimos anos, a criminalidade na comunidade árabe tem aumentado, ceifando a vida de mais de 150 pessoas neste ano. Isso inclui guerras entre gangues, bem como membros de gangues atirando em proprietários de comércios locais que se recusam a pagar as tarifas de proteção cobradas por essas gangues. Uma pesquisa feita pelo Taub Center descobriu que a taxa de homicídios na comunidade árabe-israelense é a terceira maior do mundo entre países em desenvolvimento.

Enquanto isso, apenas cerca de 11% das ocorrências criminais são resolvidas pela polícia.

Muitos culpam o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que é de extrema direita, de não pôr fim à violência generalizada entre árabes em Israel. Ben-Gvir já fez comentários antiárabes, entre os quais quando disse, em 2023, que seu direito individual à vida supera o direito dos palestinos de transitar livremente pela Cisjordânia.

Nizar Touma, pastor da Igreja do Nazareno em Nazaré, observou que um de seus fiéis, que trabalhava como empreiteiro de construção, mudou-se dali, depois que uma gangue de criminosos lhe pediu que pagasse tarifas de proteção, caso contrário, eles danificariam seus equipamentos. Esse homem e sua família estão tentando se mudar para os EUA. Eles já são a segunda família a deixar o local em 2024, uma perda significativa para uma igreja de 150 membros.

Desde que o prefeito Ali Sallam assumiu o cargo, em 2014, o déficit da cidade aumentou para 300 milhões de shekels (88 milhões de dólares), devido a má gestão, corrupção e má conduta, de acordo com Sharif Zoabi, líder da oposição na Câmara Municipal. Ele disse que muitos departamentos não tinham administradores e que a cidade mantinha centenas de pessoas em sua folha de pagamento, embora estas ficassem em casa ou trabalhassem em outros lugares.

Sem verbas, o pagamento dos salários dos funcionários da cidade, dos motoristas de caminhão de lixo e dos seguranças foi interrompido em fevereiro; com isso, há meses o lixo se acumula nas laterais das ruas. Os moradores alugam caminhões particulares para transportar o lixo ou queimam o lixo no quintal.

Em consequência disso, o ministro do Interior de Israel destituiu o prefeito eleito de Nazaré, desmantelou o conselho municipal, em junho, e nomeou um comitê de funcionários do governo, liderado por Yaakov Efrati, um funcionário judeu aposentado que serviu como diretor-geral do município de Jerusalém.

Para encher os cofres vazios da cidade, o comitê exigiu que moradores, empresas e até mesmo hospitais e escolas cristãs pagassem altos impostos. Anteriormente, organizações religiosas eram isentas de impostos. Uma escola afirmou que teve de pagar cerca de 250.000 dólares por ano, enquanto um hospital cristão afirmou que seus impostos, que incluem pagamentos retroativos referentes aos últimos sete anos, chegam a milhões. Os impostos colocariam em risco a subsistência da instituição. Além disso, várias escolas católicas resolveram processar o comitê na justiça.

"A recente tentativa da prefeitura de Nazaré de impor impostos municipais a escolas cristãs, que há muito tempo eram isentas, é motivo de grande preocupação", disse à CT Farid Jubran, diretor-geral do Secretariado de Escolas Cristãs em Israel. "Essa medida mina os próprios alicerces da educação cristã na cidade. Essas escolas não são isentas apenas do ponto de vista legal; elas são vitais para a identidade e o futuro de Nazaré, pois atendem milhares de alunos em todas as comunidades."

Touma chegou a receber uma notificação de que sua igreja tinha que pagar impostos. Ao contatar o contador do comitê municipal, este pediu a Touma que apresentasse provas de que sua igreja era um local de culto, apesar de a igreja ter ali mais de um século de existência.

Além disso, como Nazaré fica no norte de Israel, a cidade foi alvo de mísseis em setembro e outubro de 2024, quando os combates entre Israel e o Hezbollah, no Líbano, se intensificaram. Então, em meados de junho, quando Israel atacou o Irã, os moradores de Nazaré novamente temeram retaliações, correndo para abrigos e quartos fortificados sempre que soavam os alarmes.

"Ouvir sirenes de ataque aéreo, o som estrondoso de explosões e perceber que não tenho controle sobre a situação me fez sentir uma espécie de medo", disse Ajaj. "Mas esse mesmo medo me levou a confiar em Deus, com fé, lembrando que ele está acima de tudo e que nem um único fio de cabelo de nossas cabeças cai sem a sua permissão."

A guerra levou cada vez mais nazarenos a se mudarem para o exterior, sendo que a Grécia e Chipre são os destinos dessa população. Um cristão árabe recém-chegado ao Chipre disse ao Haaretz que quase 800 outras famílias se mudaram para o país, onde reconstruíram a vida administrando aluguéis de temporada, abrindo empresas de construção, fábricas e restaurantes.

No entanto, os cristãos que permanecem em Nazaré continuam a servir. Ajaj observou que, desde o início da guerra, as aulas em sua faculdade passaram a ser totalmente online. Por conta disso, agora é possível que estudantes de todo Israel e também do mundo inteiro assistam às aulas. "Se ouvimos sirenes, os alunos deixam o computador e correm com suas famílias para cômodos reforçados", observou Ajaj.

"Muitos de nossos alunos são pastores que estão sobrecarregados com responsabilidades pastorais para com os membros das suas igrejas, e o trabalho de nossos professores se transformou em encorajar esses alunos/pastores", acrescentou.

Touma diz que, embora pastorear em tempos de guerra seja difícil, ele vê a atitude de compartilhar a esperança de Jesus com sua cidade natal como uma obrigação premente. E incentiva os membros da igreja a permanecerem em Nazaré e a continuarem caminhando na fé, visitando membros da igreja e moradores locais, e distribuindo cupons de alimentação aos necessitados.

"Aprendi a sentar-me aos pés do Mestre e receber consolo e força para continuar", disse Touma. "Espero inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo."

O ministério feminino da igreja de Ajaj realizou uma reunião de oração para todas as mulheres cristãs da cidade no Dia da Anunciação, 25 de março, conhecido localmente como Dia de Nazaré. Elas se concentraram em Jeremias 29.7: "Busquem a prosperidade da cidade para a qual eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela."

Um otimismo temperado com cautela paira no ar, com o novo comitê que agora administra o município.

"Acredito que, no tempo certo, o Senhor trará restauração e um avivamento para a sua cidade natal, por meio da dedicação de homens e mulheres, de todas as idades, que amam a Jesus; que são bem treinados; e que têm uma visão para evangelizar, construir pontes e expandir o reino", disse Ajaj.

Fonte: Christianity Today

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Palestinos e israelenses celebram nas ruas a paz entre Hamas e Israel: ‘Grande alegria’




Líderes do Hamas e o primeiro-ministro israelense confirmaram a assinatura da primeira fase do acordo de paz.


O grupo palestino Hamas e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmaram, nesta quarta-feira (08), que aceitaram a primeira fase de um acordo para encerrar a guerra em Gaza.

O gesto reacendeu a esperança de dias mais tranquilos em uma região profundamente marcada por uma guerra que já dura dois anos.

Durante a noite, as ruas da Faixa de Gaza, especialmente em cidades como Khan Younis, foram tomadas por celebrações após o anúncio de que Israel e o Hamas "assinaram" o acordo de paz.

"Graças a Deus pelo cessar-fogo, o fim do derramamento de sangue e da morte. Eu não sou o único feliz, toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue. Obrigado e todo o amor àqueles que ficaram conosco", declarou o palestino Abdul Majeed Rabbo.

Familiares de reféns e ex-reféns reagiram nas redes sociais após o anúncio de um acordo facilitando o retorno de reféns.

Na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, centenas de israelenses se reuniram para celebrar o anúncio do acordo. O local, que se tornou símbolo da luta pelas vítimas sequestradas, foi tomado por bandeiras nacionais com fitas amarelas, representando os reféns ainda em cativeiro.

Moradores saíram às ruas com sorrisos, aplausos e cânticos. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram pessoas dançando e cantando, expressando alívio e alegria diante da possibilidade de um novo começo.

Visivelmente emocionada, a influenciadora brasileira Aline Szewkies registrou as celebrações durante a Festa dos Tabernáculos nas ruas de Jerusalém:

Eli Sharabi, que perdeu a esposa e os filhos, e cujo irmão Yossi continua sob custódia do Hamas, expressou sua emoção nas redes sociais: "Grande alegria, mal posso esperar para ver todos em casa".

A mãe de Matan Zangauker disse no X: "Matan volta para casa para mim... para você, para o país. Por essas lágrimas, eu orei".

Da mesma forma, a mãe do refém Nimrod Cohen postou: "Meu filho, você está voltando para casa", informou a BBC.

A ex-refém britânico-israelense Emily Damari comemorou com a ex-refém Romi Gonen, recitando orações de gratidão antes de brindar "L’chaim", que significa "à vida".

Damari tem feito campanha para a libertação de seus amigos, os gêmeos Gali e Ziv Berman. Seu irmão Liran Berman postou: "Meus Gali e Ziv, eu te amo muito. Você está voltando para casa."

A primeira fase do acordo prevê a suspensão imediata das hostilidades por meio de um cessar-fogo, a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza para posições previamente acordadas, a troca de prisioneiros e reféns, além do aumento da entrada de ajuda humanitária no território palestino.

Reações 

Netanyahu chamou o acordo de vitória diplomática e enfatizou que continuará zelando pela segurança do país.

O Hamas celebrou o pacto como uma "conquista da resistência", dizendo que conseguiram "colocar Israel em uma posição de recuo" e agradeceu a países mediadores como Qatar, Egito e Turquia.

Líderes regionais e a ONU saudaram o momento como um passo necessário, embora ressaltando que o verdadeiro desafio será transformar o cessar-fogo numa paz duradoura.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

CPAD News reverbera Nota de Repúdio da COMADESPE aos ataques à Israel





COMADESPE publica Nota de Repúdio aos ataques à Israel na fala do Presidente da República



O Portal CPAD News, órgão virtual de notícias das Editora CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), a exemplo deste blog (Point Rhema) também reverberou na data de hoje, a Nota de Repúdio aos ataques à Israel na fala do Presidente da República, publicada pela COMADESPE - Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo e Outros.

Muito embora desde o primeiro momento as declarações tenham chocado de forma substancial a sociedade brasileira, o Presidente Lula continua reafirmando seu posicionamento, criticando e denunciando o Estado de Israel em organismos internacionais, tensionando as relações diplomáticas entre Brasil e Israel, abalando uma tradição de paz, cooperação e amizade entre os dois países.


Confira aqui: CPAD News

sábado, 24 de fevereiro de 2024

A NARRATIVA DO “GENOCÍDIO” DO PRESIDENTE LULA




A NARRATIVA DO "GENOCÍDIO" DO PRESIDENTE LULA


"30 MIL MORTOS, MULHERES E CRIANÇAS, A MAIORIA DE CIVIS INOCENTES – É UM GENOCÍDIO CONTRA O POVO PALESTINO O QUE ISRAEL ESTÁ FAZENDO EM GAZA"


MAS QUAL A FONTE DESSA INFORMAÇÃO?

"30 mil mortes, sendo a maioria de mulheres e crianças", essa tem sido a frase mais repetida pela imprensa, chefes de Estado, entre eles o Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e ideólogos da esquerda, além de muitos cristãos facilmente influenciados pela mídia. Mas de onde vem essa informação, ela é precisa? Ela é confiável? Ela é verdadeira?

Essa informação procede do HAMAS, é isso mesmo, do grupo terrorista que iniciou a carnificina no dia 07 de outubro em Israel, matando aproximadamente 1.200 pessoas e sequestrando outras 200, a maioria mulheres, crianças e idosos no final do feriado religioso de Israel, aliás, esse grupo terrorista, quando não pode mais saquear, resolveu queimar suas vítimas vivas indefesas. É esse grupo terrorista que mata inocentes, denominado HAMAS, que pauta as informações para a mídia internacional. Todos os meios de comunicação aceitam como verdade a informação dos terroristas e citam a fonte: "Dados do Ministério da Saúde em Gaza, administrado pelo Hamas". "A guerra na Faixa de Gaza completou quatro meses na quarta-feira (07.02.2024) com um saldo de 27.708 pessoas mortas pelos ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde em Gaza, administrado pelo Hamas, sendo a maioria de mulheres e crianças".

Só por isso, essa narrativa já deveria ser questionada, e ou totalmente desconsiderada. Porque não dá para dar crédito para assassinos terroristas em hipótese alguma. Vamos para os fatos:

- Segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), baseado em Londres, as brigadas Ezzeldin al Qassam do Hamas teriam entre 15 mil e 20 mil combatentes, somente o Hamas, fora os outros grupos terroristas que operaram no território palestino de Gaza. O IISS, por sua vez, mantém o número de 15 mil, embora especifique que a mídia árabe fala em 40 mil (Reportagem publicada em outubro de 2023). Segundo reportagem da BBC de outubro de 2023 somente o "Hamas tem 30 mil combatentes". Considerando que o número de combates de um grupo terrorista deve ser mantido em segredo por uma questão estratégica, é bem provável que numa população de mais de um milhão de pessoas, os grupos terroristas que governam Gaza, apoiando o Hamas, possua um número bem superior.

- Do total dos mortos em Gaza, a grande maioria são de combatentes terroristas do Hamas e dos outros grupos terroristas que o apoiam, claro que existem mulheres e crianças e civis inocentes que morreram no combate, e isso é trágico, mas a grande ironia, disso tudo, é que esses civis, mulheres e crianças, são vítimas do próprio "modus operandi" dos grupos terroristas palestinos, entre eles o Hamas, que se escondem atrás de instituições civis, como Conjuntos Habitacionais, Escolas, Mesquitas e complexos religiosos, Hospitais etc, onde montam seus bunkers, através de uma rede de túneis sofisticados.

- A máquina de propaganda do grupo terrorista Hamas, inunda a mídia ocidental de que "a maioria dos aproximadamente 30 mil mortos, são de mulheres e crianças"; ocultando o número de mortos de seus membros terroristas combatentes que jazem a milhares, abatidos numa guerra justa de Israel pelo seu direito de resgatar seus cidadãos civis sequestrados.

- As Forças de Defesa de Israel (FDI), é um dos exércitos mais preparados tecnologicamente do mundo, que avisa a população civil antes do ataque, ligando nos telefones, enviando mensagens por mídias ou panfletos, antes de qualquer operação, para ter o menor dano possível na guerra, mas os grupos terroristas, especialmente os terroristas do Hamas impedem a saída da população civil, porque utilizam da população civil, para sua própria proteção.

- Portanto, os números apresentados pelo Hamas sobre mortes de civis, devem ser questionados, porque na lógica deles, nenhum combatente terrorista foi abatido até o presente momento, mas só a população civil, e daí vem o mito da narrativa de Genocídio.

O MITO DA NARRATIVA DO GENOCÍDIO DO PRESIDENTE LULA

Primeiramente precisamos definir o que é genocídio. GENOCÍDIO é um termo criado pelo jurista judeu polonês Raphael Lemkin, em 1943, juntando as palavras génos (do grego γένος = família, tribo ou etnia) e caedere (do latim = matar), do sufixo latino - caedo, "ato de matar, que mata, extermina". Foi criado como um conceito específico para designar crimes que têm como objetivo a eliminação da existência física de grupos nacionais, étnicos, raciais e/ou religiosos. As Nações Unidas aprovaram a Convenção para a Prevenção e Punição de Crimes de Genocídio. Esta Convenção estabeleceu o "genocídio" como crime de caráter internacional, e as nações signatárias, comprometeram-se a "efetivar ações para evitá-lo e puni-lo", definindo-o assim:

Por genocídio entende-se quaisquer dos atos abaixo relacionados, cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial, ou religioso, tais como:

(a) Assassinato de membros do grupo;
(b) Causar danos à integridade física ou mental de membros do grupo;
(c) Impor deliberadamente ao grupo condições de vida que possam causar sua destruição física total ou parcial;
(d) Impor medidas que impeçam a reprodução física dos membros do grupo;
(e) Transferir à força crianças de um grupo para outro.

O Estado de Israel não comete genocídio, se a população de Gaza, que em sua grande parte, se confraternizou e fez festa no dia 07 de outubro de 2023 pelos atos terroristas do Hamas, se essa população pressionar o Hamas para entregar as vítimas sequestradas e colocar no poder um governo civil, e não o grupo terrorista Hamas, acaba a guerra imediatamente, porque a guerra não é contra os palestinos, existem muitos palestinos que moram em Israel, trabalham em Israel, estudam em Israel e convivem pacificamente no Estado de Israel, a guerra é contra o Hamas e outros grupos terroristas que atacaram covardemente o Estado de Israel matando seus cidadãos inocentes e sequestrando civis.

Os terroristas do Hamas tem o apoio de grande parte da comunidade árabe islâmica, do Irã xiita, do grupo terrorista libanês Hezbollah, que com seus petrodólares e armamentos, fornecem os equipamentos necessários a esses grupos terroristas, além de convencerem grande parte das nações para condenarem Israel. Muitas nações árabes e de tradição islâmica são rápidas para defenderem a causa palestina, devido ao seu ódio pelo Estado Judeu, mas não são tão solidários para condenarem a guerra perpetrada pela nação guardiã do locais santos do Islã, a Arábia Saudita, no Iemen, contra a etnia Houthi (A guerra 'esquecida' que deixa milhares de crianças feridas e passando fome – BBC News Brasil – 25.06.2023), nem se mobilizaram com a mesma rapidez que fazem em relação a atacar a Israel, quando o Estado Islâmico, matou, torturou e saqueou populações dominadas por eles, e tudo isso no coração do mundo islâmico.

A solução apresentada pela ONU em 1947 era a criação de dois Estados, um judeu e um palestino, se os líderes árabes tivessem aceitado a partilha da Palestina, talvez hoje teríamos uma outra realidade geopolítica. A solução da criação do Estado da Palestina, poderia ser viável, se os palestinos e países árabes apoiassem a criação de um estado palestino pacífico, como foi o Japão após a Segunda Guerra Mundial, ou seja, um país pacifista, não belicoso, sem exército, sem armas letais. Se as autoridades palestinas tivessem investido os milhões de dólares recebidos para a Faixa de Gaza, na população e nas atividades econômicas, certamente a Faixa de Gaza seria uma Singapura, uma Hong Kong, ou uma Taiwam, mas os milhões de dólares enviados para a Faixa de Gaza foram usados pelos terroristas para construir túneis, comprar armamentos, foguetes e misseis. É necessário criar uma Estado Palestino desmilitarizado na Faixa de Gaza, com uma cultura educacional pró paz.

O Estado de Israel fez paz com vários estados da região, Egito, Jordânia, Emirados Árabes, Catar etc. Um Estado Palestino pacifista, desmilitarizado, poderia ser viável e próspero para toda a região, mas, jamais, permitir um Estado Terrorista, cujo principal objetivo é a destruição do Estado de Israel.

Claro que os terroristas do Hamas e outros grupos armados, muitos países árabes, jamais aceitarão um Estado pacifista, desmilitarizado, humanizado, porque seu principal objetivo é a destruição do Estado de Israel e a causa palestina, não deixa de ser uma distração, uma cortina de fumaça, escondendo e encobrindo a péssima gestão política e econômica de seus Estados.

SOBRE A EQUIVOCADA DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE LULA

A ideologia de esquerda do presidente da República o cega para a realidade histórica. Comparar a Guerra justa de Israel contra o terrorismo, na busca de seus cidadãos sequestrados e levados para a Faixa de Gaza, com o holocausto perpetrado pelo nazismo, é muito simplista e perturbador ao mesmo tempo.

O reducionismo histórico dessa narrativa lulista é sul real, a tendenciosidade da fala é assustadora, porque não é possível que o presidente não conheça ou tenha ciência da realidade da situação da Faixa de Gaza e do que significa genocídio, e o que foi o holocausto.

Parece que as hostes petistas e esquerdistas possuem uma atração fatal pela palavra GENOCIDA, foi a palavra mais usada pelos esquerdistas contra o ex Presidente Jair Messias Bolsonaro, agora, cometendo novamente os mesmíssimos erros de conceitos e mensuração, utilizam a palavra pelo qual estão fissurados para atacar o Estado de Israel. É a banalização do mal, feito pelos ideólogos e líderes da esquerda.

Não é fácil dialogar com pessoas intransigentes e mentalmente direcionadas, é uma luta inglória, baseado nas informações dos terroristas, especialmente nas informações do Ministério da Saúde em Gaza, administrado pelo Hamas, o Presidente dá vexame internacional, nenhum líder sério pode concordar com tamanho desatino. Com essa declaração estarrecedora, o Presidente brasileiro, foi elogiado pelos terroristas: "Em comunicado, Hamas elogia fala de Lula sobre Gaza e Holocausto" (Revista Veja), e pelas hostes petistas e esquerdistas.

AS ATITUDES INTERNACIONAIS EQUIVOCADAS DO GOVERNO LULA:

- "Lula volta a repetir que a Ucrânia tem culpa pela guerra com a Rússia. Presidente da República fez a declaração a jornalistas em Abu Dhabi, pouco antes de embarcar de volta ao Brasil; antes, o petista repetiu a mesma opinião em Pequim" – tal posição é inadmissível, "nunca antes na história desse país", alguém culparia uma nação ocupada por outra, vítima de uma invasão sanguinária, como tão culpada como o agressor, é culpar a vítima pelo crime, é como se ele estivesse afirmando que uma mulher estuprada é tão culpada, quanto ao estuprador, somente na narrativa de Lula, isso é possível. Qual o motivo dessa declaração, a amizade de Lula com Putin, que foi agente da antiga KGB do governo comunista da ex URSS;

- "A incursão russa à cidade ucraniana de Mariupol em 2022 deixou milhares de civis mortos e feridos, incluindo muitos em ataques que aparentemente violam o direito internacional, mostram novas descobertas" – Lula ficou calado sobre esse crime contra a humanidade.

- "A destruição de Mariupol pelas forças russas e os esforços contínuos para apagar a cultura ucraniana se destacam como um dos piores capítulos da invasão em larga escala da Ucrânia"- Lula não disse uma só palavra sobre esse crime. Por que? Interesse da esquerda brasileira.

- "Exílios, detenções e 740 ataques: perseguição à Igreja Católica se agrava na Nicarágua. Captura do bispo Isidro Mora é o episódio mais recente de uma ofensiva que se agravou ao longo de 2023 sob regime de Ortega" – Lula não diz uma só palavra de condenação ao regime sanguinário de Daniel Ortega, por que? Daniel Ortega é amigo da esquerda.

- "Tortura e morte de opositores viraram rotina na Venezuela - Na data instituída pela ONU para apoio às vítimas desse crime praticado" - Lula não diz uma só palavra de condenação ao regime sanguinário de Nicolas Maduro. Por que? Maduro é amigo da esquerda.

O Presidente Lula não condena as atrocidades praticadas em Cuba e na Coréia do Norte. Por que? Por que são seus amigos da esquerda mundial.

Com tamanha hipocrisia, Lula ainda acha que tem autoridade moral para condenar o Estado de Israel, que luta para libertar seus cidadãos reféns dos grupos terroristas instalados em Gaza.

Como cristão bíblico, jamais apoiaremos a violência, injustiça, desrespeito ou algo similar, mas também não ficaremos calados e indiferentes, enquanto a iniquidade avança:

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte; Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça! Por isso, como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel"- (Isaías 5:20-24).


Professor Alberto Alves Fonseca está em seu terceiro mandato como vereador em Campinas, SP. É Primeiro Suplente de Senador por São Paulo - Mestre em Ciências da Religião pelo Mackenzie-SP; Formado em História com Licenciatura Plena na USP, formado em Direito no Pd. Anchieta, formado em Pedagogia e em Teologia, e Pastor.
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