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domingo, 30 de novembro de 2025

Beth Anjos da AD Cubatão SP é entrevistada pelo BDC Empreendendorismo do Sebrae



Beth Anjos, membro da AD Cubatão SP é entrevistada pela TV Santa Cecília por sua história de sucesso como empreendedora


Beth Anjos, filha de Edmundo (in memorian) e Edileuza dos Anjos, família procedente do nordeste brasileiro, mais especificamente do estado de Pernambuco, foi apresentada ao Senhor, assim como suas irmãs, e criada no temor do Senhor, frequentando as classes do Departamento Infantil, adolescentes e jovens da AD Cubatão SP, permanecendo, pela graça de Jesus, até hoje como membro fiel e em comunhão com a Igreja.

Aprendeu os princípios de uma vida cristã verdadeira, tendo levado tais princípios para todas as áreas da sua vida, inclusive a profissional.

Formada em Administração de Empresas e Pós Graduada em Gestão de Projetos pela Unisanta, com vários cursos extracurriculares, se tornou uma conhecida Estrategista de Negócios, desenvolvendo projetos de Reengenharia de Processos, inclusive com artigos submetidos a aprovação em congressos.

Beth Anjos atua como Gerente Administrativa e de Desenvolvimento Humano da empresa JAC Molas e Solda, onde, por sua competência e lealdade, tem a total confiança do Diretor Presidente, mais conhecido no ramo como José Baiano, a quem se reporta com honra e fidelidade.

No afã de se atualizar, segue como fiel pesquisadora do mercado e frequentadora de feiras e exposições, procurando também manter na empresa que administra, parcerias como o SEBRAEETEC, discipulando estagiários e pensando sempre nas novas gerações. Como serva de Deus, em suas estratégias de discipulado, costuma se utilizar das mesmas utilizadas por Jesus Cristo com seus discípulos.

Como mulher, se tornou uma referência no seu campo de trabalho, motivo pelo qual é sempre convidada para participar de programas e podcast's e, recentemente pelo Programa BDC Empreendedorismo do SEBRAE na TV Santa Cecília sob o tema: "Cresce o Empreendedorismo Feminino em Territórios Masculinos", quando foi entrevistada pela apresentadora, Jornalista Luciana Júlia.


ASSISTA AQUI A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

 

quarta-feira, 7 de maio de 2025

O início do Gideões Missionários, maior congresso evangélico do Brasil




Fotos antigas revelam o início do Gideões, maior congresso evangélico do Brasil - Em meio a ruas de barro e uma cidade ainda desconhecida, o evento iniciou em Camboriú (SC), no fim dos anos 1970


Em 1979, Camboriú, uma pequena cidade de ruas de barro e infraestrutura modesta, recebeu o pastor Cesino Bernardino e sua família. Enfrentando uma igreja em crise, Bernardino liderou um processo de reestruturação da Assembleia de Deus local.

Durante uma reunião de oração, uma profecia anunciou que aquela cidade seria conhecida mundialmente. Quatro anos depois, em 1983, foi realizado o primeiro Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora, tendo como pregador o pastor Geziel Gomes.

O congresso, idealizado por Cesino Bernardino e o presbítero César Furtado, tinha como objetivo principal reunir contribuintes para sustentar missionários no campo, cumprindo o “Ide” de Cristo. O nome “Gideões Missionários da Última Hora” foi inspirado na figura bíblica de Gideão, que liderou um pequeno exército para libertar Israel dos midianitas.

Da mesma forma, o congresso buscava reunir "Gideões", modernos missionários, prontos para enfrentar os desafios espirituais contemporâneos.

Desde então, o evento cresceu exponencialmente. Em 2025, o congresso chega à sua 40ª edição, ocorrendo de 26 de abril a 5 de maio, no Pavilhão dos Gideões e no Ginásio Irineu Bornhausen, em Camboriú.

O evento é totalmente gratuito e conta com cultos diários das 8h às 23h, sem intervalos, com a presença de cantores e preletores renomados do Brasil e do mundo.

O tempo e a continuidade do evento, constrói a expectativa de que o congresso atraia milhares de visitantes, movimentando significativamente a economia local.

Para garantir a ordem e a segurança durante o evento, a prefeitura de Camboriú implementou novas diretrizes, incluindo a proibição de barracas para comércio temporário nas vias públicas e calçadas.

Hoje, os Gideões Missionários da Última Hora sustentam mais de mil famílias missionárias em 21 nações e 14 estados brasileiros, totalizando mais de três mil pessoas dedicadas à evangelização.

O congresso é transmitido ao vivo pela TV Gideões e por diversas rádios, incluindo a Rádio Paz no Vale 105.9 FM e a Rádio Voz Missionária, alcançando ouvintes no Brasil e no exterior.

Veja imagens

Pastor chegou na cidade em 1979 (Foto: Gideões, Arquivo, Produções

Durante reunião de oração, profecia anunciou o protagonismo mundial da cidade

Pr. Bernardino liderou processo de reestruturação da AD local

O Evento cresceu exponencialmente

40 anos: Milhares de visitantes em 2025

Congresso transmitido pela TV Gideões e por diversas rádios


Com informações: NSC Total


domingo, 13 de abril de 2025

UM PASSO DA ETERNIDADE - Evento de Lançamento do livro do Pr. Rogério de Oliveira em Mauá SP





UM PASSO DA ETERNIDADE - Relatos de um Sobrevivente da COVID-19




Aconteceu no último dia 11.04.2025, nas dependências do Teatro Municipal de Mauá SP, o lançamento do livro UM PASSO DA ETERNIDADE, de autoria do Pr. Rogério de Oliveira. O evento de lançamento e autógrafos, por conta da sua organização e da importância do  conteúdo da obra,  ficou caracterizado como uma verdadeira efeméride na cidade, com a participação de mais de 300 pessoas.

Dentre os ilustres convidados presentes, registrou-se a presença do Prefeito da cidade, Marcelo Oliveira, do Deputado Estadual Rômulo Fernandes, do Vereador Ricardo Almeida, do Vereador Johny da Silva Santos da cidade de Cotia SP, e do Secretário de Cultura Deivid Ferreira Couto, do 


Um momento de enlevo espiritual, foi a ministração da Palavra de Deus, pela instrumentalidade do Pr. João de Souza de Santa Catarina.

Rogério Oliveira que contou com o apoio da sua família, trouxe uma minuciosa explanação sobre as lições aprendidas durante sua luta contra o COVID-19 e uma profunda reflexão sobre como enfrentar adversidades com fé e resiliência. Quem ler o livro, constatará que trata-se de uma história de sobrevivência e esperança que transcende o medo e a incerteza trazidos pela pandemia, mostrando sobre a realidade do silêncio de Deus e também o seu cuidado para com a nossa vida em todo o tempo. O livro é o registro literal da história de um milagre.

O ponto alto do Evento foi a Homenagem Póstuma que consta no livro e feita publicamente a 6 mulheres que perderam seus maridos para a COVID-19. Todas foram chamadas ao palco, as quais, em momento de grande emoção  foram homenageadas com muitos aplausos.


Na ocasião o autor também prestou uma homenagem póstuma a grandes amigos que perdera durante a pandemia da Covid 19.
A final do evento de lançamento, amigos e convidados puderam desfrutar de fraterno momento de comunhão e sessão de autógrafos.



O evento contou com  apoio de patrocinadores, a saber: JP Restaurante, Spinelli Tecnologia em serviços, Épicos consultoria, Fábrica de Bolos Vó Alzira, SR Serviços Administrativos Especializados e Heitor Vera Eventos Musicais


A produção e condução do evento foi de responsabilidade da Editora Escrita Nobre.

Pedidos para aquisição do livro:
Falar com Gabriel: (11)983696445

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Com 11.000 anos de história, Jericó é cidade bíblica mais antiga do mundo



Localizada no coração do deserto da Judeia, escavações da década de 1950 revelaram descobertas arqueológicas significativas, incluindo o monte da tentação de Cristo.


Jericó, a cidade mais antiga do mundo, teve sua importância histórica reconhecida em 2023 ao ser incluída na Lista do Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Essa decisão destacou o valor cultural e arqueológico da região, sublinhando o status de Jericó como a cidade habitada mais antiga do mundo.

Localizada no coração do deserto da Judeia, com mais de 11.000 anos de história, Jericó se afirma como um local excepcional na trajetória da humanidade.

A cidade foi palco da batalha de Jericó, descrita no Livro de Josué, que marcou o primeiro combate travado na conquista de Canaã pelos israelitas.

A batalha é famosa pela queda triunfante das muralhas de Jericó, provocada pela marcha de israelitas tocando suas trombetas.

Primeiras civilizações

A antiga cidade de Jericó, correspondente ao local conhecido como Tell es-Sultan, proporciona uma visão única das primeiras civilizações humanas.

As escavações arqueológicas revelaram aproximadamente 70 casas pré-históricas e mais de 20 assentamentos sucessivos, evidenciando uma ocupação contínua por milênios.

As casas, de formato circular, foram construídas com argila e palha. O primeiro assentamento humano documentado em Jericó remonta a cerca de 9000 a.C., quando grupos de caçadores-coletores da cultura natufiana se estabeleceram na região.

Os grupos natufianos em Jericó aproveitaram a fonte Ein as-Sultan e as águas do rio Jordão, o que facilitou o desenvolvimento da agricultura e das primeiras tecnologias alimentares.

Essa transição para um estilo de vida sedentário representou uma evolução significativa do nomadismo para a produção de alimentos, com comunidades estabelecendo bases que ainda podem ser observadas hoje.

A transição para um estilo de vida sedentário não apenas alterou a maneira de viver, mas também impulsionou o desenvolvimento de ferramentas e objetos domésticos fundamentais para a convivência em comunidade.

Remanescentes do palácio de Herodes. (Foto: Wikipedia)

Jericó foi pioneira não apenas no sedentarismo, mas também na construção de infraestruturas defensivas. As comunidades ergueram muros de pedra que desempenhavam uma função dupla: proteger a população de ataques externos e regular os níveis de água de fontes adjacentes para prevenir inundações.

Características notáveis, como um muro de pedra com 3,5 metros de altura e uma torre circular de nove metros, evidenciam as avançadas habilidades de engenharia de seus antigos habitantes.

Torre de Jericó

Escavações em Tell es-Sultan, conduzidas pela arqueóloga britânica Kathleen Kenyon na década de 1950, revelaram descobertas arqueológicas significativas, incluindo a Torre de Jericó.

Os turistas podem explorar a Torre de Jericó, que oferece uma visão de como era a vida na antiguidade. Entre as descobertas arqueológicas mais notáveis em Jericó estão utensílios de cerâmica com inscrições pré-históricas. Essas peças de cerâmica foram utilizadas para conservar alimentos ou para cozinhar, indicando um desenvolvimento inicial de tecnologias alimentares na região.

Além disso, foram descobertos crânios cobertos com gesso e conchas colocadas nas órbitas oculares, sugerindo uma preocupação significativa com a adoração aos ancestrais e as crenças espirituais entre os antigos habitantes.

Esses restos revelam uma conexão profunda com a vida após a morte e um surpreendente nível de sofisticação cultural em uma época em que muitas sociedades ainda eram dependentes da caça e da coleta.

Hoje, Jericó possui uma rica herança histórica, com as ruínas de Tell es-Sultan como seu principal destaque, localizadas no centro histórico da cidade.

Tell es-Sultan abriga vestígios das primeiras civilizações e proporciona aos visitantes a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre a história humana. Para os amantes da antiguidade ou para aqueles que desejam aprender mais sobre a história durante as férias, as ruínas de Tell es-Sultan são uma excelente opção de visita.

Fonte de Eliseu

A poucos metros das ruínas de Jericó encontra-se a Fonte de Eliseu, que se tornou um dos locais mais fotografados da cidade.

A Fonte de Eliseu se destaca tanto por sua arquitetura quanto por sua relevância arqueológica e cultural. Em suas paredes, está inscrita a frase "Cidade mais antiga do mundo". Essa distinção atrai milhares de visitantes anualmente.

Jericó também abriga vestígios do Califado Omíada, representados pelo Palácio de Hisham, construído por volta do ano 743-744.

O palácio se destaca por seus mosaicos e decorações em estuque, inspirados nos banhos da civilização romana. Essas obras resistiram ao passar do tempo, proporcionando uma visão do esplendor da arquitetura islâmica primitiva. Alguns restos do Palácio de Hisham estão preservados no Museu Rockefeller em Jerusalém, permitindo que o legado histórico do palácio transcenda as fronteiras de Jericó.

O Monte da Tentação

Outro lugar que merece atenção em Jericó é o Monte da Tentação. Reconhecido pelos fiéis por sua conexão com a Bíblia, é aqui que, segundo relatos bíblicos, Jesus passou quarenta dias em jejum e resistiu às tentações do diabo.

O Monte da Tentação é um dos principais mirantes de Jericó, cercado pela paisagem desértica da Judeia, e possui profundo significado espiritual para os crentes. A partir do Monte da Tentação, os visitantes podem contemplar a vasta extensão do deserto, compreendendo a importância histórica e cultural de Jericó.

Monte da Tentação, em Jericó. (Foto: Wikipedia)

O legado histórico de Jericó vai além de seu passado antigo. Os esforços contínuos de habitação e preservação da cidade possibilitaram que as ruínas de Tell es-Sultan fossem estudadas e apreciadas por arqueólogos e visitantes.

Apesar da passagem do tempo, essas estruturas evidenciam a fase sedentária da cidade, fornecendo provas da transição de um estilo de vida nômade para um sedentário. Essa mudança representou um marco na história ao permitir o desenvolvimento da agricultura na região.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 20 de junho de 2024

As 4 formas de narrativas históricas - Por Isael Araújo



As 4 formas de narrativas históricas - Pr. Isael Araújo


Para ajudar você entender como se desenvolve ou se processa a formação e a narrativa de um povo, sociedade, instituição ou denominação ao longo da história, vou repetir aqui a publicação da síntese das 4 formas de narrativas históricas segundo o teórico Jörn Rüsen em sua obra História Viva:

- Há um processo de construção de sentido ou de reconstrução de sentido

- A escrita da história, ou narrativa histórica, é fruto de uma necessidade sentida pelos homens

- Os homens sofrem uma crise de orientação no tempo: o passado se torna estranho aos homens no exato instante em que deixa de fornecer critérios para a ação no presente e de planejamento para o futuro. O homem passa viver em crise de orientação no tempo.

- A crise de orientação no tempo faz com que os homens sintam a necessidade da escrita da história ou narrativa histórica

- As experiências concretas de crise fazem surgir formas de narrativas históricas

- Então, a narrativa histórica deverá reconstruir uma identidade perdida.

1ª - A narrativa tradicional/os tradicionais

- Interpreta as mudanças temporais do homem e do mundo com a representação da duração das ordens do mundo e das formas de vida

- Uma forma pura da narrativa tradicional é o mito de origem

- A identidade de uma sociedade histórica se mantém mediante identificação da permanência de um princípio, de uma ideia, que jamais desaparece, apesar das mudanças superficiais ocorridas ao longo do tempo

- A crise de orientação no tempo, na narrativa tradicional, na verdade, é ilusória, pois, em meio às turbulências, podemos perceber algo permanente e eterno.

2ª - A narrativa exemplar/os exemplares

- A história ensina, a partir dos inúmeros acontecimentos do passado que transmite, regras gerais do agir.

- Forma uma identidade não pela percepção da permanência de algo do passado, mas pela recuperação e imitação de algo sucedido há muito tempo, e que sempre serve de exemplo, de norma para a ação.

- Um exemplo de narrativa exemplar é a história mestra da vida - história magistra

- A crise de orientação no tempo, na narrativa exemplar, existe de fato, mas é apenas um desvio de rota, que poderá ser retomada caso se estude adequadamente o passado.

3ª - A narrativa crítica/os críticos

- Apresenta uma experiência histórica que problematiza e relativiza o modelo precedente de interpretação histórica.

- Fala a linguagem dos contra-exemplos

- É o oposto da narrativa exemplar

- O passado não é mais representado como fonte de identificação positiva, mas negativa.

- Elabora uma nova identidade pela negação total do passado.

- É fundamental uma experiência de crise em que o ser humano percebe que o passado não lhe serve mais como referência, mas ainda assim, ele consegue oferecer uma solução.

4ª - A narrativa genética/os genéticos

- Não há meramente uma identificação com algo eterno, que jamais desaparece.

- Não há uma identificação com um exemplo específico do passado que precisa ser recuperado, nem com uma negação de toda tradição acumulada.

- O que há é a compreensão de um processo de individuação, de formação.

- O passado não é "coisificado" como algo ainda presente, exemplar ou negativo.

- O passado é "coisificado" como um percurso dado no tempo e que, em determinada altura, configurou uma individualidade histórica.

- A identidade é pensada como um processo em construção constante, e não como algo a ser definitivamente fixado.

- O passado não é negado, mas assimilado como parte de um processo maior de desenvolvimento e formação.



quinta-feira, 22 de junho de 2023

Hoje, 99 anos das Assembleias de Deus no Rio de Janeiro - 22.06.1924-2023 - Parte 2



Hoje, 99 anos das Assembleias de Deus no Rio de Janeiro - 22.06.1924-2023 - Por Isael Araújo


PARTE 2 – COMO MISSIONÁRIO GUNNAR VINGREN OFICIALIZOU A FUNDAÇÃO DA PRIMEIRA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS NO RIO DE JANEIRO EM 22 DE JUNHO DE 1924


Tomando conhecimento do que estava acontecendo no Rio de Janeiro, e atendendo à solicitação tantas vezes repetida, a igreja em Belém do Pará enviou seu pastor, missionário Gunnar Vingren, para cuidar da obra que florescia na estão capital federal.

Chegou ao Rio a notícia do embarque do missionário Vingren e família no porto de Belém, e a data em que eles desembarcariam no Rio de Janeiro. Em 3 de junho de 1924, representantes da igreja foram recebê-lo na Praça 15 de Novembro. A família Vingren foi morar inicialmente na casa da família Brito, e em seguida mudou-se para a Rua Tuiuti.

Os irmãos falaram ao missionário Vingren sobre a casa em vista na Rua Escobar 57, a qual foi alugada, abrindo-se ao público o primeiro salão da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro.

Nos primeiros contatos com os membros da igreja, Gunnar Vingren notou que os conhecimentos doutrinários do rebanho eram falhos e fracos, especialmente acerca da segunda vinda de Cristo. Por essa razão reuniu numa sala da casa dos Brito e, depois de ler muitas passagens provando a volta de Jesus para buscar a sua Igreja, perguntou: “Devemos crer no homem ou na Palavra de Deus?” Todos responderam: “Na Palavra de Deus”, e assim alguns se firmaram mais na verdade.

Antes do pastor Vingren chegar, os irmãos tinham poucas experiências a respeito da Palavra de Deus e de métodos de trabalho, de modo que todos se sentiram como que desvendando novas verdades que abriram para eles o Evangelho.

Nos Estatutos da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro, segundo relata Gunnar Vingren, a igreja foi fundada em 22 de junho de 1924. Todavia, parece que o ato de fundação de 30 de abril não foi oficializado por não haver sido presidido por um pastor reconhecido por todos como tal. Seja como for, os fatos históricos são os registrados.

(Texto elaborado por Isael de Araujo)

Imagem 01 - Família Vingren em 1925, um ano após a mudança do Pará para o Rio de Janeiro.
Imagem 02 - Vingren com candidatos ao batismo nas águas da Praia do Caju.

Imagem 03 - Vingren realizando batismo nas águas da Praia do Caju


Fontes:
CONDE, Emílio. História das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro, CPAD, 2000, pp. 199-202.
VINGREN, Ivar. Diário do Pioneiro. Rio de Janeiro, CPAD, 2000, pp. 137-139.
ARAUJO, Isael de. 100 acontecimentos que marcaram a história das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro, CPAD, 2011, p. 212.



Fonte: Publicado originalmente no perfil do Pr. Isael Araújo no Facebook:



Texto elaborado por Isael de Araujo - Autor do Dicionário do Movimento Pentecostal - Coordenador do CEMP - Centro de Estudos do Movimento Pentecostal e Diretor Geral da Faecad

99 anos das Assembleias de Deus no Rio de Janeiro – 22/06/2023 - Parte 1




99 anos das Assembleias de Deus no Rio de Janeiro – 22/06/2023 - Parte 1 - Por Isael Araújo


COMO FOI ORGANIZADA A PRIMEIRA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS E A ESCOLHA DO PRIMEIRO PASTOR NO RIO DE JANEIRO - PARTE 1


Escrevi em postagem anterior sobre as visitas de Gunnar Vingren para “espiar a terra” na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Agora, vamos tratar sobre os primeiros cultos, a organização da primeira igreja e a escolha do primeiro pastor
Organizada a Assembleia de Deus do Rio de Janeiro na casa dos Brito, em São Cristóvão, com pastor Heráclito de Menezes

Em razão do crescimento do rebanho, e reconhecendo a necessidade de um obreiro para cuidar de tempo integral da congregação, os irmãos se reuniram no dia 30 de abril de 1924, na Rua Senador Alencar, depois de uma oração fervorosa em que Deus falou: ‘Digno é o trabalhador do seu salário’, resolveram organizar a Assembleia de Deus no Rio de Janeiro. Convidaram então Adriano Nobre e João do Nascimento para o pastorado da igreja, mas eles não aceitaram. Elegeram, então, Heráclito de Menezes para pastor interino; João do Nascimento para diácono e Paulo Leivas Macalão para secretário.

Os fundadores foram: Heráclito de Menezes; Eduardo de Souza Brito; João do Nascimento; Virgínia Maria da Conceição; Antonieta de Faria Miranda; Manoel Miranda; Maria Rosa Rodrigues; Margarida Eugênia; Amélia Monteiro; Florinda Brito e Paulo Leivas Macalão.

Estavam ausentes no dia 30 de abril, data dessa reunião, as seguintes pessoas que também foram consideradas membros-fundadores da igreja: Virgulino Ribeiro Marques; Gabriela Rodrigues; Perciliana da Silva; Maria Gabriela; Vicente Martins; Alzira Maria Ribeiro; Maria Batista Barbosa; Leonor Amaral e Etelvina do Nascimento e filhos.

Primeira sede, salão alugado na Rua Escobar 57, São Cristóvão

Após esses acontecimentos, o trabalho tomou grande impulso. Qualquer pessoa que atentasse para as atividades do pequeno rebanho podia perceber quão rápido e grandioso seria o crescimento da igreja.

Heráclio de Menezes sentiu que a responsabilidade do trabalho era demasiado grande para ele, por isso escreveu para Belém, a exemplo de outros que já haviam feito isso, e pediu que enviassem um missionário para tomar conta do rebanho no Rio de Janeiro, cujas portas se abriam em todas as direções. Nesse tempo os irmãos já estavam realizando cultos na Rua Senador Eusébio, próximo à Estação Central do Brasil, na quitanda da irmã Rosa Rodriguez, na Rua 25 de março 12, onde ficava a casa da irmã Amélia Monteiro, e em vários outros pontos.

Também realizavam cultos pelas casas de cômodos, à noite, iluminadas às vezes com lâmpadas de querosene, e visitavam muito os novos convertidos, pois a maioria não queria ser batizada por imersão.

Com o crescimento do trabalho do Senhor, surgiu a necessidade de um local espaçoso para a realização dos cultos. O local escolhido foi o salão alugado na Rua Escobar 57, em São Cristóvão — a primeira sede da novel igreja. Era o primeiro salão aberto ao público, de acesso mais fácil e onde qualquer pessoa podia entrar. Comportava umas 50 pessoas. O púlpito era uma pequena mesa e o mobiliário era composto de cadeiras de seis mil réis, as mais baratas da época. Mas foi ali que Deus abençoou o seu povo. Foi ali que futuros grandes homens de Deus, como Paulo Leivas Macalão e outros, deram os primeiros testemunhos acerca da salvação e das bênçãos que haviam recebido de Cristo Jesus. Nos fundos da casa foi morar o diácono José do Nascimento e família.

Os cultos eram fervorosos, cheios de poder e manifestações do Espírito Santo. Mas, paralelamente também houve perseguições dos vizinhos, que desejavam impedir a pregação do Evangelho.

(Texto elaborado por Isael de Araujo)

No próximo texto, vou tratar sobre oficialização da fundação da Assembleia de Deus no Rio de Janeiro em 22 de junho de 1922, pelo missionário Gunnar Vingren.

Fontes:
VINGREN, Ivar. Diário do Pioneiro. Rio de Janeiro, CPAD, 2000, pp. 111-133.
ARAUJO, Isael de. 100 acontecimentos que marcaram a história das Assembleias de Deus no Brasil. Rio de Janeiro, CPAD, 2011, p. 202.



Imagem 1 - Irmã Florinda Brito, em cuja casa no bairro de São Cristóvão foram realizados os primeiros cultos no Rio de Janeiro em 1923 e 1924.


Imagem 2 - Documento de 1924 com as assinaturas dos primeiros membros da AD São Cristóvão, tendo como pastor-interino Heráclito de Menezes. A irmã Zélia Brito é a 15ª assinatura e Paulo Leivas Macalão é a 21ª.

Fonte: Publicado originalmente no perfil do Pr. Isael Araújo no Facebook:




Texto elaborado por Isael de Araujo - Autor do Dicionário do Movimento Pentecostal - Coordenador do CEMP - Centro de Estudos do Movimento Pentecostal e Diretor Geral da Faecad
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