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quarta-feira, 8 de julho de 2020

Israel prevê chegada de 250.000 imigrantes judeus após pandemia

Previsão foi feita pelo presidente da Agência Judaica Isaac Herzog ao Comitê de Imigração e Absorção do Knesset.


Israel espera um quarto de milhão de Olim (os imigrantes de origem judia) nos próximos 3 a 5 anos, disse o presidente da Agência Judaica Isaac Herzog ao Comitê de Imigração e Absorção do Knesset.

Segundo ele, haveria uma onda de imigração após a crise global do novo coronavírus.

O presidente do comitê, David Bittan, declarou na sessão do Knesset na segunda-feira (07) que "as relações com os judeus da diáspora são importantes e vitais, tanto para a Aliyah (imigração) quanto para a identificação dos líderes judeus da diáspora com o Estado de Israel" e enfatizaram a necessária assistência às pequenas comunidades, especialmente nos campos da educação, atividades comunitárias e segurança.

Bittan observou que as grandes comunidades foram severamente afetadas por mortes em massa relacionadas à Covid-19, danos profundos à comunidade e sua atividade educacional e à onda de antissemitismo, e, portanto, uma onda significativa de imigração é esperada.

Segundo Herzog, cerca de quatro milhões de judeus imigraram para Israel através da Agência Judaica em mais de 70 anos de 45 países, e Israel agora deve esperar uma onda particularmente grande de imigração nos próximos 3-5 anos de cerca de 250.000 imigrantes, a maioria deles profissionais jovens e freelancers.

"É um desafio histórico que deve ser explorado, e o governo deve entender a importância da hora e preparar um plano nacional para absorver essa onda", disse ele ao Comitê.

O call center da Agência Judaica está repleto de consultas, um aumento de 50% nos países de língua inglesa e 70% nos de língua francesa, disse ele.

Amira Aharonovich, Diretora Geral da Agência, compartilhou os recentes números de imigração. Em 2019, 35.000 imigrantes chegaram a Israel, incluindo 24.651 do antigo bloco da União Soviética, 3.963 de países europeus, 3.539 da América do Norte, 1.746 da América do Norte, 1.746 da América Latina, 663 da Etiópia, 422 da África do Sul e 318 de outros países do Oriente Médio, e 189 da Austrália e Nova Zelândia.

O aumento da imigração foi registrado na última década e em 2009 havia apenas 16.000 imigrantes.

Ela também relatou um forte aumento no número de casos de imigração abertos nos últimos três meses, com a América do Norte registrando 573% em aberturas de arquivos, 269% na França e 99% na América Latina.

O Nefesh B'Nefesh, que facilita a Aliyah da América do Norte e do Reino Unido, registrou um aumento de 100% da participação norte-americana na Aliyah em maio em comparação com os números de maio de 2019, o mês mais alto registrado de aplicativos de Aliyah que a Nefesh B'Nefesh experimentou nos últimos 18 anos, desde a sua fundação.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Evangélicos e muçulmanos se juntam em oração na fronteira dos EUA com o México

O conflito envolvendo a entrada ilegal de imigrantes nos Estados Unidos, vindos do México, continua rendendo novos capítulos diariamente. Enquanto isso, um grupo de evangélicos e muçulmanos acredita que poderá contribuir para a solução do impasse fazendo orações conjuntas na fronteira entre os dois países.
A cerimônia de oração ocorre uma vês por mês, aos domingos, no Friendship Park, um ponto de encontro histórico na fronteira EUA-México com vista para o Oceano Pacífico entre San Diego e Tijuana.
"Não há barreira entre nós e os céus hoje", disse o líder muçulmano Omar Suleiman, que conduziu a oração binacional no último domingo (27).
O encontro entre muçulmanos e evangélicos ocorre porque os dois grupos decidiram fazer reuniões no mesmo local, há cerca de seis meses, resultando assim na "Mesquita da Fronteira" e a Igreja da Fronteira, ou "La Iglesia Fronteriza", liderada pelo Rev. John Fanestil, um ministro da Igreja Metodista.
Fanestil é diretor de ministérios de justiça e compaixão da Conferência da Califórnia no Pacífico da Igreja Metodista. Ele acredita que a presença de ambos os segmentos religiosos na fronteira dos EUA com o México poderá trazer consciência sobre a justiça social.
"Acho que é uma maneira de dizer não vamos embora. Não vamos desistir", disse ele. "Esta é uma testemunha para sempre até que a justiça chegue… acho que é uma coisa muito valiosa estar sempre presente.", disse ele, segundo informações da Religio News.
A restrição dos Estados Unidos à entrada ilegal de imigrantes está amparada na lei de imigração que rege o país, a qual visa proteger os note-americanos. Regras semelhantes são adotadas em todo mundo, inclusive no Brasil, tendo em vista que a entrada desenfreada de estrangeiros poderá acarretar prejuízos econômicos e sociais ao país de destino.
O evangélicos metodistas e muçulmanos que oram na fronteira México-EUA, no entanto, fazem parecer que o problema migratório na região é fruto de injustiça e discriminação, e não da aplicação correta da lei.
Para Guillermo Navarrete, um dos líderes da Igreja Metodista do México, a oração inter-religiosa, por outro lado, poderá trazer paz ao conflito, devido a sua mensagem de união e superação das diferenças.
"Isso abre uma perspectiva de unidade. Somos todos filhos de Deus", acredita Navarrete. "Um dos objetivos deste local é oferecer paz, esperança e fé àqueles que não a têm – àquele que foi deportado, ao migrante que não sabe para onde ir e que está sendo oprimido pelas leis de imigração", conclui.
Fonte: Gospel+

domingo, 28 de maio de 2017

Parlamento de Israel analisa difícil situação de imigrantes judeus do Brasil



A Comissão de Imigração do parlamento de Israel questionou nesta quarta-feira as políticas do governo de Benjamin Netanyahu para conseguir um correta aclimatação dos emigrantes judeus que chegam ao país procedentes do Brasil.

"Do que vimos hoje, podemos entender que aqui há um grande fracasso do aparelho governamental. Isto é realmente uma tortura para os imigrantes que abandonam tudo e vêm para fazer de Israel seu lar", disse o presidente da comissão, Abraham Nagosa, em comunicado ao concluir o debate.

O caso dos judeus brasileiros que se consolidam em Israel graças ao direito à "Lei do retorno" chegou ao parlamento após as sucessivas dificuldades que foram denunciadas em seu processo de aclimatação, sobretudo por parte de médicos, dentistas e fisioterapeutas.

Segundo os analistas que participaram da sessão, Israel não reconhece seus títulos universitários nem concede acesso a um teste de revalidação em português, dado que geralmente os judeus na diáspora não falam hebraico. Por isso, muitos se veem obrigados a aceitar trabalhos menos remunerados para poder subsistir.

"Há uma série de muitos erros de nossa parte como órgão governamental e em breve realizaremos outro debate com a participação dos diretores gerais dos ministérios competentes", disse Nagosa.

Nos últimos anos, o número de judeus brasileiros que decidem emigrar a Israel cresceu notoriamente, de 200 em 2014 para cerca de 700 em 2016, segundo estatísticas proporcionadas pela Agência Judaica, um fenômeno influenciado pela crise econômica brasileira.

Com 120 mil membros, a maioria concentrados em São Paulo e Rio de Janeiro, o Brasil tem a segunda comunidade judaica mais numerosa da América Latina, atrás apenas da Argentina.

Publicado originalmente em UOL via Notícias Cristãs

sábado, 27 de agosto de 2016

Pastor envia e-mail a Barack Obama e se surpreende com a resposta: “Me senti honrado”

O presidente Barack Obama causou surpresa a um pastor brasileiro que vive nos Estados Unidos quando respondeu uma mensagem enviada pelo líder evangélico através do site da Casa Branca.
O pastor e empresário Bruno Garcia, 36 anos, viu um alerta escrito “e-mail da Casa Branca” em seu dispositivo e, num primeiro momento, desacreditou. A mensagem era uma resposta de um recado enviado por ele ao presidente semanas antes.
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, Garcia – que é pastor da Igreja Renascer em Cristo – resolveu enviar uma mensagem a Obama depois de ouvir seu discurso na Convenção Democrata, que referendou a candidatura de Hillary Clinton à presidência.“Querido Bruno”, dizia a mensagem, com timbre da Casa Branca. “Suspeito que mais do que minha presidência, são o otimismo e o trabalho duro de pessoas como você que mudaram nosso país para melhor”, dizia o texto.
“Ele dizia que entregaria o país melhor do que quando chegou. Vivi todos os oito anos do governo dele. Aí disse: Sr. presidente, tudo o que falou é verdade”, disse Garcia.
No e-mail, o pastor agradeceu a forma como foi tratado nos Estados Unidos: “Como imigrante, quero agradecer pela oportunidade, pelo respeito e por ter me aberto as portas”, escreveu o pastor.
Ele e a esposa, a bióloga Gisele, 40 anos, mudaram-se para Parkland (Flórida), cidade vizinha a Miami, em 2007, no começo da crise americana e época de bonança no Brasil. A vida que ambos levavam por aqui era boa, “com casa própria”. No entanto, o sonho de morar nos Estados Unidos falou mais alto, e eles se mudaram para lá.
No começo, sem falar inglês fluentemente, Garcia disse que sentiu na pele “a subvalorização e o preconceito” de ser um latino nos Estados Unidos. Dentre os empregos que arrumou, trabalhou em uma dedetizadora e disse que passou sufoco. “Fui jogar veneno numa janela, e o exaustor do ar-condicionado ligou. Um pouco do spray voou na janela de uma mansão. O técnico da dedetização, americano filho de italianos, soltou um palavrão sonoro… ‘Esses malditos latinos’”, relembrou.
Quando se estabeleceu de forma um pouco mais estável, foi estudar na Universidade Metropolitana da Flórida, aprendeu inglês e resolveu empreender, montando um lava-rápido. “Eu, que não lavava nem meu próprio carro no Brasil, passava de casa em casa nas mansões de Boca Raton [cidade da Flórida] para fazer polimento em domicílios”.
Durante esse tempo, mesclou sua atuação como pastor com os trabalhos no lava-rápido, e posteriormente, fundou uma agência de turismo em Miami, e hoje tem como clientes o pastor e senador Magno Malta (PR-ES) e o funkeiro MC Biel.
Em 2011, a família trocou a Flórida por Nova York. Agora, ele e a esposa buscam se naturalizar norte-americanos, já que as três filhas do casal, Giulia, 8, Caroline, 6, e Gabrielle, 2, nasceram nos Estados Unidos.
Garcia não se importa com a possibilidade de que a resposta a sua carta tenha sido escrita por um assessor de Obama. “Me senti honrado. Pode ser que muitos não deem o devido valor, mas os EUA onde vivo hoje são muito melhores do que o país no qual cheguei nove anos atrás”.
Obama concluiu sua mensagem ao pastor falando do que vêm pela frente: “A América ainda enfrenta muitos desafios, e nosso sucesso não é inevitável. Ele vai depender de todas as pessoas levantando suas vozes, rejeitando a noção cínica de que progresso não é possível e garantindo que nossa política reflita o melhor de nós”, afirmou, em uma menção indireta ao candidato do Partido Republicano, Donald Trump.
Fonte: Gospel+

sábado, 14 de maio de 2016

Agência Judaica revela Recorde de imigração de brasileiros para Israel


Representante da Agência Judaica no Brasil exalta valores democráticos em entrevista ao R7.

O atual momento político e econômico vivido pelo Brasil tem contribuído de forma decisiva para o grande aumento de imigração de brasileiros judeus para Israel. Até 2013, o máximo de brasileiros que iam morar no país judaico foi de 220 por ano. Já em 2014, a quantidade aumentou 40%, chegando a 290 imigrantes e atingiu um pico, inédito nas últimas décadas, de 77% em 2015, quando 496 brasileiros se mudaram para Israel. Em 2016 o ritmo segue o mesmo e não será surpresa se novo recorde for batido no fim do ano, atingindo o número de mil imigrantes.

Em entrevista exclusiva para o R7, Revital Poleg, representante da Agência Judaica no Brasil, órgão do Estado de Israel, fala sobre esses números e sobre o papel da entidade, tão ou mais importante para as comunidades judaicas do mundo inteiro como consulados ou embaixadas.

Tendo sido assessora do ex-primeiro-ministro Shimon Peres e ex-chefe de gabinete do presidente do Parlamento (Knesset), Revital também ressalta a importância dos valores democráticos para qualquer país.

Berço do Estado de Israel, a Agência Judaica foi fundada em 1929, quando o país estava sob o mandato britânico e, na ocasião, já que ainda não havia um Estado, tinha o papel de administradora de questões judaicas, inclusive as políticas e econômicas. Vários líderes de Israel já a chefiaram, como o ex-primeiro-ministro David Ben-Gurion. Com a proclamação do Estado de Israel, que completa 68 anos no sábado (14), a Agência passou a ter um papel essencialmente comunitário. 

R7 – Qual é o papel da Agência Judaica junto a Israel e às comunidades judaicas do mundo inteiro?

Revital Poleg - A Agência Judaica é um órgão do Estado de Israel e trabalha no mundo todo com as comunidades judaicas locais. Não procuramos pessoas para fazer a chamada aliá (imigração para Israel), facilitamos a quem quiser. O papel Agência Judaica, sempre em integração com outras entidades judaicas, é trabalhar com os judeus dentro e fora de Israel para garantir a continuidade do Estado e isso passa por alimentar a ligação com o Estado de Israel, ter experiências no país, ajudar os interessados a conhecerem Israel e que Israel, e seus jovens, conheçam as comunidades do mundo que são uma só coisa. 

R7 – Organizar a imigração de judeus para Israel é o principal objetivo da Agência?

RP - Não há um objetivo específico de imigração, você pode ser judeu no Brasil por toda a sua vida, ótimo para nós e para Israel: um bom brasileiro e judeu, um bom americano e judeu e assim por diante. A pessoa estar interessada em morar em Israel é uma decisão pessoal não estamos aqui para convencer ninguém. Mas se há o interesse, nosso papel é facilitar e dar a assistência necessária para que isso aconteça. 

R7 – Que tipo de apoio o Estado de Israel, por meio da Agência Judaica, dá àqueles que vão morar no país?

RP - O Estado dá uma ajuda básica para o começo do caminho, que não é para resolver todas as necessidades da pessoa. Israel é definido como a casa do povo judeu e por esse motivo ajudamos e facilitamos a chegada no começo, mas depois as pessoas têm de encontrar trabalho, emprego, estudar dependendo da idade. Se for opção da pessoa ela pode no começo ir para um centro de absorção com custo subsidiado por seis meses. 

R7 – Quais os critérios de ajuda para cada imigrante?

RP - Os critérios para cada um variam de acordo com a idade, número de pessoas, etc. Isto é definido lá em Israel. Em geral há uma assistência financeira modesta no começo e também há ajuda burocrática. Também damos apoio para o aprendizado do hebraico, até a pessoa começar a entender melhor a língua e o ambiente. Israel sempre diz: Bem-vindo, vamos facilitar os primeiros passos mas o resto é com você. Israel é um país de imigrantes, não é só de agora, e foi desta maneira que se constituiu. 

R7 – Como a Agência tem visto o crescimento do número de imigrantes brasileiros para Israel?

RP - A imigração de brasileiros é muito apreciada em Israel e contribui com o país devido à qualidade dos que chegam. Ultimamente houve um aumento de brasileiros indo para Israel, é fato. Temos de entender que é uma decisão pessoal e que há vários motivos para situações de imigração. Cada pessoa e família tem um motivo diferente. Às vezes surgem circunstâncias que ajudam a pessoa a tomar uma decisão que estava na cabeça há algum tempo. Claro que a atual crise brasileira acabou contribuindo de alguma maneira para isso. Estamos tendo mais trabalho, mas estamos aqui para isso. 

R7 – Qual a ligação do judaísmo e do Estado de Israel com a democracia?

RP - Para a Agência Judaica a democracia israelense é ligada a valores democráticos que são universais e buscamos passar isso aos jovens com atividades que simulam, por exemplo, uma sessão do Knesset (Parlamento). No judaísmo, sem que eu fale como autoridade religiosa, há muito de democracia. Na bíblia há passagens que falam de valores como “ama o teu próximo como a ti mesmo”. Não são valores somente judaicos, mas começaram com o judaísmo e valem para todo o ser humano. Também está escrito “não faça para os outros o que não queres que te façam”, nesta mesma linha. Na Guemará (livro de leis judaicas), se fala que a bíblia tem 70 caras, o que mostra muitas maneiras de analisar os temas, de praticar a vida religiosa e cultural do judaísmo, mostrando um pluralismo legítimo. Isso justamente é a democracia e são valores judaicos e democráticos. 

R7 – Qual a importância dos evangélicos para o Estado de Israel?

RP - Os evangélicos são amigos de Israel e como amigos são muito importantes. Ajudam a divulgar o nome de Israel de uma maneira positiva pelo mundo afora e apreciamos muito esta amizade, que nos ajuda em nosso objetivo de nos relacionar com o mundo de uma maneira respeitosa e democrática. 


sábado, 5 de setembro de 2015

Brasil recebeu mais de 2 mil sírios desde 2011

O número é maior do que a quantidade de refugiados sírios na rota europeia

Dados do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão ligado ao Ministério da Justiça, afirmam que há mais sírios que receberam asilo no Brasil do que em outros países.
Desde 2011 o governo brasileiro já recebeu 2.077 sírios que fogem do clima de guerra e terror. O número é maior do que dos Estados Unidos, onde 1.243 sírios receberam asilo. Outros países que também abrigaram esses refugiados foram: Grécia (1.275), Espanha (1.335), Itália (1.005) e Portugal (15).
Fugindo da violência, pessoas de todos os perfis socioeconômicos buscam as embaixadas no Brasil no Oriente Médio pedindo asilo. “Há desde camponeses a engenheiros e advogados, muitos deles com pós-graduação”, disse um diplomata brasileiro que não quis se identificar.
“Antigamente, emitíamos 20 vistos por mês. Hoje são 20 por semana. Mas já emitimos mais”,afirmou ele à BBC Brasil.
“O Brasil tem mantido uma política de portas abertas para os refugiados sírios. O número ainda é baixo, em muito devido à localização geográfica. Mas sem dúvida se trata de um exemplo a ser seguido a nível mundial”, disse Andrés Ramirez, representante da Acnur (Agência da ONU para Refugiados).
Na América o Brasil só perde para o Canadá que recebeu 2.374 sírios entre janeiro de 2014 e janeiro deste ano. Já na América do Sul somos o país que mais recebe esses refugiados, o Chile recebeu 1.220 pessoas, a Argentina recebeu 233 sírio s e o Uruguai, 117.
Mas se comparado a outros países, estamos longe de sermos o país que mais abriga sírios: a Alemanha recebeu 65.075, a Suécia 39.325, a Bélgica 5.430, a França 4.975, o Reino Unido 4.035 e a Noruega 2.995.
A Anistia Internacional e a Comissão Europeia alertam para a maior crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. Desde janeiro deste ano, mais de 350 mil imigrantes tentam deixar o Oriente Médio através do Mar Mediterrâneo para fugir da violência do Estado Islâmico. Mais de 2.643 pessoas morreram enquanto tentavam atravessar o mar para chegar na Europa.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cresce número de imigrantes brasileiros em Israel


Esses judeus buscam melhor qualidade de vida e identidade cultural

O Ministério de Absorção de Imigrantes de Israel tem notado um aumento significativo do número de imigrantes brasileiros no país.
Só em 2014 o número de pessoas que trocaram o Brasil por Israel foi de 356, em 2013 foram apenas 209 imigrantes. Os números prévios de 2015 já apontam um crescimento de 38% em relação aos primeiros meses do ano passado.
“De janeiro a meados de abril desse ano recebemos 158 brasileiros”, diz o órgão responsável por acolher os imigrantes. Israel tem cerca de 12 mil brasileiros, números que estão crescendo na mesma proporção dos imigrantes que partem de outros países.
Israel recebe todos os judeus e incentiva a ida desse povo para a Terra Santa. Em 2014 26,5 mil pessoas foram integradas e se tornaram novos cidadãos israelenses, números que estão cada vez maiores.
A adaptação no país pode ser mais complicada para quem não fala hebraico, mas apesar das diferenças linguísticas e culturais apenas 10% de imigrantes desistem e voltam para o Brasil.
“O imigrante precisa ser flexível e paciente”, diz a psicóloga Rita Cohen Wolf em entrevista à Folha de São Paulo. “No caso do brasileiro em Israel, há um grande choque: eles deixam de conviver com a cultura serviçal do ‘pois não’ para lidar com o povo pragmático que sempre luta pela sobrevivência”.
Ao contrário do que acontece em outros países, no Brasil não há campanhas de incentivo para que os judeus se mudem para Israel. Mas na busca da identidade judaica, muitas famílias estão deixando o país.
A ONG Olei Brasil realiza um trabalho de apoio aos imigrantes brasileiros, cerca de 120 voluntários oferecem apoio emocional e prático como ajuda por busca de moradia e em matrícula escolar.
Já a ONG Gvachim oferece auxílio para quem busca por emprego. “Sem network, os imigrantes têm dificuldade para encontrar uma nova posição no mercado”, diz Gali Shahar, CEO da ONG. “Nosso papel é ajuda a mão de obra qualificada a firmar raízes em Israel antes que se frustre e retorne ao país de origem”, completa.
Fonte: Gospel Prime
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