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terça-feira, 24 de abril de 2018

Brasil cria 56 mil empregos formais e tem melhor março desde 2013

Nos últimos doze meses, foi registrada a criação de 223.367 postos de trabalho formais, segundo o Ministério do Trabalho

A economia brasileira gerou 56.151 empregos com carteira assinada em março deste ano, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Trabalho.
Foi o melhor resultado para março desde 2013, quando foram abertas 112.450 vagas formais. Ou seja, foi o melhor resultado para o mês em cinco anos. Também foi o primeiro resultado positivo para março desde 2015.
Entretanto, os números também mostram que houve desaceleração no número de vagas abertas em relação aos meses de janeiro (+77.822 empregos) e fevereiro (+61.188 vagas) deste ano.
Quando o país cria vagas de trabalho em um determinado período, significa que as contratações superaram as demissões. No caso do mês passado, foram registradas 1.340.153 contratações e 1.284.002 desligamentos.
O Ministério do Trabalho não divulgou a série histórica das vagas abertas no mesmo período de anos anteriores.
Já nos últimos doze meses, segundo o Ministério do Trabalho, foi registrada a criação de 223.367 postos de trabalho formais.
Com o resultado de março, o estoque de empregos estava, no final daquele mês, em 38,072 milhões de vagas, contra 37,849 milhões em março do ano passado.
Setores
Os números do governo revelam que, em março, houve abertura de vagas em seis dos oito setores da economia. O maior número de empregos criados foi no setor de serviços. Já a agricultura foi o que mais demitiu.
Contratações:
-Serviços: +57.384
-Indústria de Transformação: +10.450
-Construção civil: +7.728
-Administração pública: +3.660
-Extrativa mineral: +360
-Serviços industriais de utilidade pública: +274
Demissões
-Agricultura: -17.827
-Comércio: -5.878
Dados regionais
Segundo o Ministério do Trabalho, houve criação de vagas em três das cinco regiões do país em março deste ano.
A região Sudeste liderou, com a criação de 46.635 vagas formais, seguida pelas regiões Sul (+21.091 postos) e Centro Oeste (+2.264 postos).
A região Norte, por sua vez, fechou 231 vagas com carteira assinada em março, ao mesmo tempo em que foram registradas 13.608 demissões na região Nordeste.
Trabalho intermitente
Segundo o Ministério do Trabalho, foram realizadas 4.002 admissões, e 803 desligamentos , na modalidade de trabalho intermitente em março deste ano. Com isso, houve um saldo positivo de 3.199 empregos no período.
O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. A previsão do governo é que essa modalidade gere 2 milhões de empregos em 3 anos.
Foram registradas ainda, no mês passado, 6.851 admissões em regime de trabalho parcial e 3.658 desligamentos, gerando saldo positivo de 3.193 empregos.
Salário médio de admissão
O Ministério do Trabalho também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.496,58 em março. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve alta de 1,07%, ou R$ 15,78, no salário de admissão na comparação com fevereiro deste ano.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Assembleiano é escolhido como ministro do Trabalho do Governo Temer


Nomeado para comandar o Ministério do Trabalho, o deputado federal Ronaldo Nogueira (PTB-RS) está no segundo mandato no Congresso Nacional. É filiado ao PTB desde 1992, quando deu início à carreira política no interior do Rio Grande do Sul. Ele teve o nome indicado ao Ministério do Trabalho pelo presidente do partido, Roberto Jefferson (RJ), e pelo líder da bancada na Câmara, Jovair Arantes (GO). Nogueira é pastor da Assembleia de Deus e integra a bancada evangélica em Brasília.
Aos 50 anos, o parlamentar natural de Carazinho (RS) é formado em Administração de Empresas pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) de Porto Alegre. Especializou-se em Gestão Pública na pela Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Iniciou a carreira política em 1992, como vereador em sua cidade natal, cargo que ocupou por quatro mandatos. Na gestão municipal, assumiu como secretário de Habitação e Assistência Social e de Obras e Serviços Urbanos.
Do governo gaúcho, foi diretor do Departamento de Transportes da gestão da governadora Yeda Crusius, entre 2007 e 2008, quando passou a diretor-presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), até 2010, quando foi eleito suplente para a Câmara Federal. Logo assumiu o cargo como titular depois da ida de Luiz Carlos Busato (PTB) para assumir a Secretaria de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano do Rio Grande do Sul, na gestão de Tarso Genro. Em 2014, foi eleito com 77.017 votos.
Atuação como deputado
Em junho do ano passado, o deputado foi eleito presidente da Comissão Especial que trata dos projetos que mudam a Lei Geral de Telecomunicações. Um dos pontos do novo texto, que ainda está para ser votado, prevê a liberação do acesso à internet pelos usuários.
Entre as propostas de autoria como deputado federal, Nogueira apresentou o projeto de lei que regulamenta a profissão de detetive particular, como o profissional que planeja e executa a coleta de dados e informações de natureza não criminal, utilizando recursos e meios tecnológicos permitidos, com objetivo de esclarecer assuntos de interesse privado.
O texto foi aprovado na Câmara e enviado ao Senado no ano passado. Passou pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e foi enviado para ser apreciado em Plenário. O petebista também propôs a criação do Programa Nacional de Renovação de Frota de Veículos Automotores, cujo objetivo é determinar a troca obrigatória de veículo com tempo de uso superior a 15 anos, criando incentivo para a substituição.
Pelo texto, o Poder Público oferecerá linha de crédito para compra do veículo novo e veículos usados serão aceitos como parte do pagamento do financiamento. Atualmente, o projeto de lei aguarda um parecer do relator na Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara.

Fonte: CPAD News
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