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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Igreja evangélica no Egito reúne cerca de 12 mil membros





Com o “DNA de missões”, a Igreja Kasr El-Dobara (KDEC) investe em métodos inovadores de evangelismo


Considerada a maior congregação evangélica do mundo árabe, a Igreja Evangélica Kasr El-Dobara (KDEC), localizada em Cairo, capital do Egito, é formada por cerca de 12 mil membros. Ela foi fundada em 1949 por Dr. Ibrahim Said e é reconhecida por ter o "DNA de missões".

Pastor Sameh Maurice, atual líder da KDEC, enfatiza que o foco não está na quantidade de membros na igreja e sim no Reino. "Acreditamos que a Igreja existe para a Grande Comissão, para continuar a mensagem que Jesus Cristo começou e ajudar as pessoas a chegar ao conhecimento de Jesus Cristo. Passamos a mensagem de esperança para as pessoas", disse.

De acordo com a Portas Abertas, a população do Egito está estimada em 114,5 milhões, e cerca de 10 milhões dos habitantes são cristãos.

Entre os cristãos, cerca de 93% pertencem à Igreja Copta Ortodoxa, os evangélicos representam apenas 5%, e os católicos, o restante. Diante disso, a atuação da KDEC abarca a minoria dentro da minoria.

Entre os diversos desafios para manter sua missão viva, a igreja precisa enfrentar as barreiras culturais e religiosas, e investir em métodos inovadores de evangelismo.

"Estamos usando diferentes ‘linguagens’. Não quero dizer como árabe e inglês. Quero dizer linguagens como esportes, música, apologética, mídia [e] mídia social para chamar a atenção das pessoas para a mensagem de Cristo", explica o líder da KDEC.

A igreja criou o maior programa de esporte cristão do Oriente Médio, o ministério esportivo da KDEC, que está sendo trabalhado como uma eficaz ferramenta de evangelismo.

"Alcançamos cerca de 750 mil pessoas por ano, tanto no Egito quanto em outros países da região. Usamos o esporte como ferramenta para levar o conhecimento de Cristo", conta pastor Sameh.

A igreja também realizou parcerias com organizações para promover eventos artísticos e atrair públicos diversos e compartilhar o Evangelho de forma acessível "com o maior número possível de pessoas".

Redação CPAD News/ Com informações Guiame

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

A força da luz do contrabandista de Deus: cristãos árabes choram a morte do irmão André


Líderes reunidos no encontro de evangélicos do Oriente Médio relembram conversas e livros do irmão André que moldaram seus ministérios.

Quando chegou ao Oriente Médio, o “contrabandista de Deus” entrou pela porta da frente. Já conhecido por esconder Bíblias na traseira de seu Volkswagen, quando cruzava a Cortina de Ferro, o irmão André agora simplesmente as entregava a terroristas. Juntamente com sua devoção à igreja palestina, o fundador da missão Portas Abertas abalou o status quo cristão ocidental.

E os evangélicos árabes o amavam por isso.

Ele tinha um coração que se comovia por aqueles que sofrem, pelos perseguidos e por aqueles geralmente considerados como os que são do outro lado, como o inimigo”, disse Jack Sara, coordenador geral da Aliança Evangélica para o Oriente Médio e o Norte da África. “Ele estava disposto a entrar em lugares difíceis e a conversar com pessoas difíceis, sem jamais comprometer a mensagem do evangelho.”

A notícia da morte de Anne van der Bijl, no dia 27 de setembro aos 94 anos, abalou os participantes durante a segunda assembleia geral da Aliança Mundial Evangélica (WEA) na região árabe. David Rihani, presidente do Conselho Evangélico da Jordânia, relembrou as palavras de seu pai, que recebia com frequência o evangélico holandês.

Este homem é um exemplo de um verdadeiro líder cristão”, dizia o primeiro pastor evangélico jordaniano ao filho. “Ele escreve livros, compartilha conhecimento e se preocupa com todos, sem discriminação.”

Rihani elogiou a cooperação ecumênica do irmão André. Desenvolvendo relacionamentos com líderes tradicionais católicos e ortodoxos da região, por décadas a Portas Abertas tem relatado a perseguição contra todas as denominações cristãs. E, à medida que a luta do grupo crescia em 60 países e passava a incluir a situação dos fieis de outras tradições religiosas, o contrabandista de Bíblias também ganhava o respeito da comunidade de direitos humanos em geral.

Ele lutou incansavelmente pela liberdade religiosa, [foi] uma fonte de esperança para comunidades cristãs perseguidas em todo o mundo”, tuitou o embaixador-geral dos EUA, Rashad Hussain, um muçulmano. “Sou grato porque seu legado sobreviverá no trabalho de @OpenDoors [conta em inglês da missão Portas Abertas].”

Mas foram seus livros que a princípio construíram a fama mundial do irmão André. O contrabandista de Deus, escrito em 1967, vendeu mais de 10 milhões de cópias e foi traduzido para 35 idiomas, incluindo o árabe.

Irmão André, coautor da obra “O contrabandista de Deus”.
Image: Open Doors International

Irmão André, coautor da obra “O contrabandista de Deus”.

Maher Fouad, presidente da Sociedade Geral das Igrejas Evangélicas Nacionais do Iraque, foi mais tocado por E Deus mudou de ideia (1990). Chamando o irmão André de “santo abençoado”, ele se lembra de ter lido o livro em 1991, quando chefiava o ministério de oração da Igreja Evangélica Nacional de Bagdá.

Esse livro me redirecionou completamente”, disse Maher. “Ele sabia como entrar pouco a pouco na presença de Deus, e só então encontrar respostas de oração.”

A publicação de Força da luz, em 2004, destacou para o mundo a crescente atenção que o irmão André dedicava ao mundo muçulmano. Aclamado por ser tão cativante quanto a obra contrabandista de Deus, sua dependência da oração ficava evidente em sua preocupação prática com a igreja do Oriente Médio.

Meu propósito é encorajar e fortalecer os crentes locais para serem uma Força da Luz” ou um exército da Luz, escreveu ele, “uma alternativa ao poderio militar”.

Ele próprio, porém, era o primeiro exemplo disto.

Em 1992, quando 415 militantes do Hamas foram expulsos por Israel, para a encosta de uma montanha em Marj al-Zohour, no sul do Líbano, irmão André viu ali uma oportunidade de colocar em prática Mateus 25. Ele doou tendas, alimentos e remédios.

Não há terroristas — apenas pessoas que precisam de Jesus”, escreveu ele mais tarde em sua obra Força da Luz. “Enquanto enxergarmos qualquer pessoa — seja ela muçulmana, comunista, terrorista — como um inimigo, então, o amor de Deus não pode fluir através de nós para alcançá-la.

O ativismo do irmão André desconcertava muitos cristãos — tanto crentes locais quanto apoiadores ocidentais. Ele frequentemente criticava o apoio dos evangélicos dos EUA às guerras no Afeganistão e no Iraque, vendo isso como falta de fé deles no poder das missões. Ele defendia os refugiados e orou por Osama bin Laden — cuja morte ele chamou de “assassinato”.

Ele também condenava os “assassinatos” de seus “amigos” em Gaza. Em 2004, os militares israelenses mataram o Sheikh Ahmad Yassin, fundador do Hamas, que sete anos antes havia recebido o fundador da missão Portas Abertas em sua casa. Apenas o evangelho do amor, como o irmão André consistentemente pregava, poderia ser a resposta para o impasse do conflito no Oriente Médio.

Irmão André e Sheikh Yassin, fundador do Hamas.
Image: Open Doors International

Irmão André e Sheikh Yassin, fundador do Hamas.

A melhor maneira de ajudar Israel”, dizia ele, rebatendo seus críticos na obra Força da Luz, “é levando seus inimigos a Jesus Cristo”.

E fazendo isso com os crentes locais. Esforçando-se para que os cristãos locais escapassem de sua “mentalidade de vítima”, ele também ajudou no crescimento de pessoas e instituições que poderiam levar outros a Cristo.

Agradecemos a Deus por colocar uma pessoa tão grandiosa à nossa frente, e nos convidar a imitá-lo”, disse Bassem Fekry, presidente da Comunidade de Evangélicos do Egito. “Ele está agora entre a grande nuvem de testemunhas.”

Fekry lembrou do irmão André contando suas histórias de contrabando de bíblias para uma multidão, na Igreja Salvação das Almas, que fica no denso bairro urbano de Shubra, no Cairo. Com seus 20 e poucos anos na época, o líder egípcio foi inspirado para uma vida de serviço.

O irmão André estava sempre em busca de novos rebeldes e radicais dispostos a ir aos lugares mais sombrios da Terra, correndo risco de morrer, para mudar o mundo”, escreveu David Curry, CEO da missão Portas Abertas EUA, em uma homenagem esta semana. “E ele ficava grato por todos que se juntavam à sua causa.”

Jack Sara é um desses que se juntaram à causa. O irmão André visitava regularmente sua igreja em Jerusalém, quando Sara era um jovem crente, em 1992, e também mais tarde, quando passou a ser líder da mesma congregação. No meio tempo, porém, quando o fundador da missão Portas Abertas ouviu do pastor que crentes pobres haviam prometido enviar Jack Sara às Filipinas para estudar em um seminário, ele tirou todo o dinheiro que tinha no bolso — o que correspondia exatamente à quantia para completar o financiamento necessário.

Jack Sara só descobriu isso dois anos depois, quando perguntou de onde viera o dinheiro para seus estudos. Doações regulares continuaram a desenvolver o ministério do Bethlehem Bible College (BBC) — que dava continuidade ao controverso ministério palestino do holandês, por meio de conferências regulares chamadas Cristo no posto de fronteira.

Cada cantinho do BBC tem o toque do irmão André”, disse Jack Sara, agora presidente da faculdade. “Ele se preocupava com o testemunho dos cristãos em nossa comunidade.”

Irmão André e Jack Sara, presidente do Bethlehem Bible College (BBC).
Image: Cortesia de Jack Sara

Irmão André e Jack Sara, presidente do Bethlehem Bible College (BBC).

Outro desses indivíduos é Salim Munayer, fundador do ministério Musalaha, com sede em Jerusalém. De volta do Seminário Fuller, em 1985, para ser o primeiro professor local contratado pelo BBC, sua visão de estimular a reconciliação centrada em Cristo entre judeus messiânicos e evangélicos palestinos — que mais tarde se expandiria para toda a sociedade na Terra Santa — recebeu seu primeiro financiamento da missão Portas Abertas.

Mais tarde, ele se juntou ao irmão André e ao presidente fundador do BBC, Bishara Awad, para uma tensa viagem de táxi por estradas secundárias até Hebrom. Sob o toque de recolher israelense na época, Munayer havia carregado uma caixa cheia de Bíblias e traduções para o árabe da obra O contrabandista de Deus, no segundo veículo locado. O primeiro, sabendo do destino, recusou-se a levá-los.

Ao chegarem à cidade da Cisjordânia, uma multidão de mais de 100 apoiadores do Hamas estava reunida no local. O líder local os acalmou, dizendo que o irmão André certa vez os socorreu em um momento de necessidade. Distribuindo livros e pregando sobre como o amor de Deus exige amar também o “irmão”, Munayer — que agora era o coordenador de rede da Rede de Paz e Reconciliação da Aliança Evangélica Mundial — lembrou como o holandês falava com clareza sobre a cruz.

Ele foi uma das poucas pessoas que podia dizer aos líderes do Hamas: ‘Sou cristão e seguidor de Cristo, e ajudo pessoas que passam por aflição'”, disse ele. “Ele construiu um histórico de confiança entre eles.

Irmão André e Yasser Arafat.
Image: Open Doors International

Irmão André e Yasser Arafat.

O irmão André conseguiu a permissão de Yasser Arafat para abrir uma livraria bíblica em Gaza, e para falar sobre o cristianismo na Universidade Islâmica do enclave costeiro.

Hanna Massad, que serviu 12 anos como pastor da Igreja Batista de Gaza, chamou o irmão André de “herói da fé”. Foi por seu cuidado genuíno que irmão André conquistou o direito de falar — e longe dele ser ingênuo sobre as realidades locais.

Se não fôssemos até eles com o amor de Cristo”, lembra Massad da convicção do evangelista, “eles viriam até nós com suas armas”.

Mas o irmão André não estava interessado apenas em cultivar boas relações. A obra Cristãos secretos, publicada em 2007, tinha por subtítulo: O que acontece quando muçulmanos se convertem a Cristo.

Até o fim da vida, disse Curry, o irmão André manteve acesa essa paixão. Aos 90 anos, ele viajou para o Paquistão, à procura de conhecer líderes do Talibã. O homem que, antes da própria conversão, matou a tiros muçulmanos inocentes na Indonésia, quando serviu como soldado do exército holandês, estava determinado a demonstrar amor para essa geração de extremistas.

O irmão André podia ver o que outros não podiam”, disse Munayer, “e com voz profética ele não apenas proclamou a verdade, mas a viveu, fielmente”.

Traduzido por Mariana Albuquerque

Editado por Marisa Lopes

Fonte: Cristianismo Hoje

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Número de cristãos aumenta de 10 mil para 500 mil em dez anos na Argélia

O maior país árabe do mundo, que já abrigou os fenícios, romanos, otomanos e franceses, agora abriga um número crescente de cristãos, apesar da significativa perseguição.
A Argélia está em 22º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Portas Abertas.
O país, que fica no norte da África, é formado por 95% de muçulmanos, e os crentes enfrentam pressões intoleráveis da família e vizinhos que militam contra a expressão aberta de sua fé, junto com as leis anticonversão e de blasfêmia, segundo a Portas Abertas.
Apesar disso, durante a última década a igreja cristã cresceu rapidamente na Argélia.
"Em 2008, havia uma estimativa de 10.000 cristãos; até 2015, esse número cresceu para 380.000. Acredito que agora possa chegar a 500 mil", observa o Dr. Rex Rogers, presidente da SAT-7 dos EUA.
Ele atribui uma parte do crescimento à programação cristã por satélite que produzem e transmite para a Argélia e outros países do norte da África.
Joshua Project, que também acompanha o crescimento da igreja, confirma que há pelo menos 600.000 cristãos professos na Argélia, "um enorme aumento impulsionado pelo Espírito Santo".
Rogers informa ainda que "há agora uma igreja em rápido crescimento no norte da Argélia, com 1.000 fiéis. Tantos estão vindo a Cristo que a cada poucos meses eles realizam um serviço de batismo onde 60 a 100 novos crentes declaram sua nova fé". Esta igreja, segundo ele, já plantou 14 filiais no país.
Uma mulher berbere compartilhou o seguinte testemunho pela emissora: "Eu era casada aos 16 anos; meu pai escolhera um homem como meu marido, alguém que eu não conhecia. Eu sofri muito com ele; ele estava sempre me batendo, mesmo sem qualquer motivo. Espancamentos e surras são parte da masculinidade em nossa sociedade", explicou.
A mulher contou que implorava ao marido que se divorciasse dela, mas ele recusava. "Depois de 23 anos de sofrimento, meu marido ouviu falar de Jesus Cristo e O aceitou como seu Senhor e Mestre. Sua personalidade mudou. Ele não é mais aquele homem durão. Ele compartilhou comigo sobre o Deus da esperança. Com os olhos fechados, aceitei Jesus, que mudou a vida do meu marido, e também meus dois filhos e minha filha".
O marido contou que tinha um estilo de vida depravado. "Eu roubei; Eu era um ladrão. Eu abusei de drogas durante um período de 17 anos. Eu destruí minha vida sozinho", lembra.
"Então um milagre aconteceu depois que eu acreditei no Messias. Eu parei de abusar de drogas completamente. Eu entreguei minha vida ao Senhor. Eu senti como se nunca tivesse tomado drogas por dia na minha vida. Deus derramou Sua paz e segurança em meu coração ferido. O peso que eu carregava nos meus ombros por tanto tempo foi tirado. Deus mudou minha vida completamente", testemunhou o homem.
Ele conta que "hoje agradeço a Deus pelo grande trabalho que fez em minha vida. Jesus é meu amigo íntimo, de quem não posso separar! Glória a Deus, louvai o nome do Senhor. Isso não é ficção. Eu chamo aqueles que querem desistir de drogas. Espero que, como Deus produziu um milagre em minha vida, ele também produza muitos milagres em suas vidas".
Outra mulher que suportou uma vida doméstica abusiva também compartilhou sobre um encontro com Jesus. Ela conta que o viu "através de uma luz misteriosa" que entrou em seu quarto no meio da noite.
"Meu marido era alcoólatra. Ele me batia severamente e me amaldiçoava o tempo todo. Uma vez ele me bateu até eu desmaiar", conta a mulher, dizendo que então algo incomum aconteceu.
"Uma noite eu estava dormindo; por volta das 2:00 da manhã, vi uma luz verde deslizar pela sala. Eu vi a luz refletir através da parede e gritei alegremente. 'Oh alegria, oh alegria, oh alegria. Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Senhor Jesus Cristo!'", lembra.
Ela conta que começou a celebrar. "Sim, a luz de nosso Senhor Jesus Cristo estava brilhando. Eu vi a luz de Cristo com meus próprios olhos naquele dia", testemunha.
Inspirada por sua história, seu marido e filhas começaram a seguir a Jesus. "Acorde do seu sono", ela diz para aqueles que ainda não acreditaram. "Cristo é o caminho. Cristo é a verdade, o doador da vida. Cristo é o que dá a paz. Acordem, irmãos e irmãs! O caminho de Cristo é o caminho da misericórdia. Não há vida separada de Cristo".
Fonte: Guia-me com informações de SAT-7 via Folha Gospel

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Após fala de Bolsonaro, Egito cancela viagem de comitiva brasileira

Não é comum no protocolo da diplomacia desmarcar viagens em cima da hora

O governo egípcio cancelou uma visita que o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira (foto), faria ao país árabe. O chanceler brasileiro desembarcaria na quarta-feira (7) e cumpriria uma agenda de compromissos entre os dias 8 e 11 de novembro.
Nesta segunda-feira (5), o governo brasileiro foi informado pelo Egito que a viagem teria que ser cancelada por mudança na agenda de autoridades do país.
Não é comum no protocolo da diplomacia desmarcar viagens em cima da hora.
As autoridades do governo brasileiro temem que a medida seja uma retaliação às declarações recentes do presidente eleito, Jair Bolsonaro.
Ele disse que pretende reconhecer Jerusalém como capital de Israel e que irá transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para a cidade, o que tem desagradado a comunidade árabe.
Segundo relatos de diplomatas, a Liga dos Países Árabes enviou inclusive uma nota à embaixada brasileira no Cairo condenando as declarações do presidente eleito.
Juntos, os países árabes são o segundo maior comprador de proteína animal brasileira. Em 2017, as exportações somaram US$ 13,5 bilhões e o superávit para o Brasil foi de US$ 7,17 bilhões.
Para o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, a mudança da embaixada pode abrir as portas para países concorrentes do Brasil no setor de proteína animal, como Turquia, Austrália e Argentina.
"Já tivemos ruídos com a [Operação] Carne Fraca e com a paralisação dos caminhoneiros, mas conseguimos superar. Temos a fidelidade dos países árabes", afirma. Para Hannun, porém, a questão da embaixada é algo muito mais forte e sensível.
Com informações da Folhapress via Notícias ao Minuto

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Gleisi Hoffmann pede ajuda ao mundo árabe para libertar Lula


A senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT, gravou um vídeo para a rede de TV do Catar Al-Jazeera, veiculado na terça-feira, 17, em que denuncia que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria um "preso político" no Brasil. 

A Al-Jazeera é a mais importante do mundo árabe e transmite também em inglês.

A senadora afirma que o objetivo da prisão é não permitir que Lula seja candidato na eleição deste ano, embora ele lidere "todas as pesquisas", e convida "a todos e a todas" a se juntarem à campanha pela libertação do ex-presidente. Em meio à fala de Gleisi, o vídeo mostra imagens de Lula discursando para militantes em várias ocasiões.

A senadora ressalta também que Lula é "um grande amigo do mundo árabe" e foi o único presidente que visitou o Oriente Médio, apesar de ao longo da história o Brasil ter recebido milhões de árabes e palestinos. Segundo a presidente do partido, no governo petista o comércio com a região "se multiplicou por cinco". "Lula sempre defendeu a criação do Estado palestino", diz Gleisi.

A fala reitera o discurso petista de que a prisão de Lula é a continuidade do "golpe" que se iniciou em 2016, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. "Ela não cometeu nenhum crime, assim como Lula também não cometeu. É um preso político. Ele é inocente", afirmou a senadora, ressaltando que ele teria sido condenado "por juízes parciais num processo ilegal".

"Não há nenhuma prova de culpa, apenas acusações falsas", afirma Gleisi no vídeo.

"A TV Globo, que domina a mídia no Brasil, fez uma campanha de mentiras contra Lula. A Globo está pressionando o Judiciário brasileiro a não conceder a liberdade a Lula, apesar de ela estar prevista na Constituição. Isso fere os direitos humanos e fere a democracia brasileira", diz.

A senadora também critica o governo do presidente Michel Temer: "O governo golpista está retirando direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro e liquidando com o patrimônio nacional".

E vai além: "As reservas de petróleo estão sendo entregues a multinacionais e que a política externa passou a ser ditada pelo Departamento de Estado norte-americano".

Fonte: EM

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Para uma boa audição desligue o som do Stúdio Rhema
no canto esquerdo superior do blog.

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