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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Pr. Rick Warren diz que foi transformado ao visitar igreja na África: “Ajudava mais os pobres”


Em uma conferência em Ruanda, Warren contou aos pastores como uma visita à África transformou seu ministério.

O pastor Rick Warren, da Igreja de Saddleback, na Califórnia, disse à igreja africana e líderes políticos na Conferência da Iniciativa Africana de Liderança Bíblica (ABLI) em Kigali, Ruanda na quarta-feira (22), que visitar uma igreja rural da África do Sul transformou seu ministério.

Ele contou que há 17 anos ele e sua esposa Kay Warren visitaram uma igreja de uma vila na África, onde as congregações cuidavam de órfãos com AIDS.

"Olhei para eles e disse: 'Esta igreja rural africana pobre da vila está fazendo mais para ajudar os pobres do que minha megaigreja rica na América.'”, contou Warren.

Ele disse que aquela constatação foi como uma faca em seu coração: "Eu disse 'preciso me arrepender'".

Warren disse à plateia, que incluía o primeiro-ministro de Ruanda, Édouard Ngirente, que ele ouvira Deus dizer a ele: "Você simplesmente não se importa com as pessoas de quem mais me preocupo: os pobres".

Ele continuou: "Deus tem favoritos? Sim, ele tem. Ele ama os pobres".

Warren também falou do envolvimento da Igreja Saddleback na África e em Ruanda em particular.

O presidente ruandês Paul Kagame falou na igreja, e Warren se tornou cidadão ruandês de dupla nacionalidade há 15 anos.

Ele encorajou sua audiência a "celebrar a África", destacando o progresso que Ruanda fez desde o genocídio de 1994, no qual cerca de 1 milhão de pessoas morreram.

"O futuro da Igreja é o sul global, particularmente a África e a Ásia", disse Warren.

A ABLI, agora em seu nono ano, é patrocinada pela Sociedade Bíblica e este ano é sediada pela Sociedade Bíblica de Ruanda.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Ruanda fecha 700 igrejas e ainda quer restringir atividades dos pastores

A grande maioria das igrejas fechadas eram pentecostais, que o governo acusa de “poluição sonora”

Depois de fechar mais de 700 igrejas desde o início do ano, o governo de Ruanda mudou as diretrizes sobre como os grupos religiosos devem operar no país. Oficialmente, 93,6% da população é cristã (56,5% de católicos e 37,1% de evangélicos).
O presidente Paul Kagame mandou ao Parlamento um projeto de lei que exige que sacerdotes de todas as religiões, incluindo muçulmanos, tenham um diploma universitário em "estudos religiosos" para poder pregar nos templos.
Evalister Mugabo, bispo da Igreja Luterana em Ruanda, lembra que a maioria dos pastores do país tem apenas certificados de escolas bíblicas locais, que não são reconhecidos pelo governo. "As missões globais devem considerar isso como uma emergência", aponta.
Ainda segundo ele, "a Igreja Católica Romana terá o domínio em Ruanda, pois não temos muitas Universidades evangélicas e dificilmente poderemos oferecer um diploma para todos os pastores em pouco tampo".
Caso aprovada, a exigência da nova lei é que as Igrejas seriam obrigadas a instituir um órgão interno de resolução, que responderia ao governo por qualquer denúncia. A medida, segundo funcionários do governo, trará ordem entre as igrejas, algumas das quais são suspeitas de enganar as pessoas.
Judith Uwizeye, ministra do gabinete do presidente Kagame, justifica: "Era possível acordar de manhã e chamar outras pessoas para começar uma igreja, nada impedia. Queremos criar uma melhor organização sobre o modo de trabalho dessas organizações religiosas".
Desde março, o governo tomou uma atitude radical, fechando centenas de igrejas na capital de Kigali e até nas comunidades rurais isoladas. As autoridades argumentam que os templos não tinham infraestrutura e estavam "contribuindo para a poluição sonora". Contudo, os minaretes das mesquitas não foram impedidos de tocar o chamado para a oração cinco vezes por dia.
A grande maioria das igrejas fechadas eram pentecostais. O pastor Jean Bosco Nsabimana, fundador de uma das que não pode mais funcionar questiona porque as autoridades não olham para os bares e boates que produzem poluição sonora de verdade.
Curiosamente, Innocent Maganya, chefe do departamento de estudos islâmicos da Universidade de Tangaza argumenta que a medida é positiva. "Essas igrejas estavam se multiplicando rapidamente e explorando pessoas pobres. Se eles não forem controlados, continuarão a surgir. Eu não acho que o governo esteja interferindo na liberdade de culto", assevera.
Com informações Religion News Service via Gospel Prime
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