Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trabalho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Enfermeira demitida por usar colar de cruz no trabalho vence batalha judicial


A cristã Mary Onuoha, de 61 anos, foi pressionada a retirar seu colar, enquanto seus colegas podiam usar adornos religiosos livremente.

A enfermeira cristã que processou o hospital, onde trabalhava em Londres, por puni-la ao usar um colar de cruz, venceu o caso na Justiça.

Um Tribunal decidiu que Mary Onuoha, de 61 anos, foi demitida injustamente, ao ser forçada a abandonar seu cargo em 2020, depois que seus empregadores criaram “um ambiente ofensivo, hostil e intimidador''.

Mary relatou que foi discriminada e pressionada a renunciar ao emprego porque não cumpriu a política de “remover ou encobrir seu colar de cruz” durante o serviço no Hospital da Universidade de Croydon. 

Um Tribunal decidiu a favor da enfermeira, concluindo que a alegação do hospital, de que pediu que Mary não usasse seu colar de cruz devido a políticas de saúde e segurança, é insustentável, já que não aplicou o mesmo tratamento a outros profissionais que também usavam acessórios religiosos.

“Em nossa opinião, a conduta que identificamos como sendo de assédio e/ou discriminação direta, individual ou cumulativamente, foi suficientemente grave para ser susceptível de destruir ou prejudicar gravemente a relação de confiança e segurança. Não aceitamos que o Reclamado tivesse uma causa razoável e adequada para sua conduta”, declarou o Tribunal.

Andrea Williams, chefe executiva do Christian Legal Center, que representou Mary no caso, comemorou a vitória da cristã. “Estamos muito satisfeitos que o Tribunal decidiu a favor de Mary e fez justiça neste caso. Desde o início, este caso tem sido sobre o ataque autoritário do hospital ao direito de uma enfermeira dedicada e diligente usar uma cruz - o símbolo mundial, reconhecido e estimado da fé cristã”, afirmou.

E concluiu: “Qualquer empregador agora terá que pensar com muito cuidado antes de restringir o uso de cruzes no local de trabalho”.

Através de seu porta-voz, o Hospital Croydon pediu desculpas à Mary. “Gostaríamos de nos desculpar com a Sra. Onuoha e agradecer ao painel do Employment Tribunal por sua consideração cuidadosa sobre este assunto”, afirmou, acrescentando que o hospital atualizou o código de vestimenta para seus funcionários.

Relembre o caso

Em agosto de 2018, os chefes do Hospital Croydon ordenaram que ela removesse a cruz porque era “uma violação do Código de Vestimenta e da Política Uniforme da Trust” e, portanto, um risco à saúde dela e de seus pacientes.

A cristã Mary Onuoha foi suspensa de suas funções clínicas e rebaixada para trabalhar como recepcionista porque não aceitou tirar seu colar com pingente de cruz, que usa há mais de 40 anos. Em agosto de 2020, ela decidiu pedir demissão. Logo depois, a enfermeira entrou com um processo contra o hospital.

Ela afirmou ainda que outros membros do corpo clínico do hospital tinham permissão para usar joias, sáris, turbantes, hijabs e outros adornos religiosos e que apenas a cruz estava sujeita a regras específicas.

Mary questionou o motivo pelo qual somente a cruz que ela usa é apontada como um “risco à segurança dos pacientes”, quando outros funcionários podem usar pingentes e brincos durante as cirurgias.

Fonte: Guiame

sábado, 25 de dezembro de 2021

Homem doa seu carro a um pai que ia trabalhar de bicicleta: ‘Deus me disse para dar’


Drew Ritter, que dirige um ministério de moradores de rua, se sentiu movido por Deus a ajudar o homem.

Movido pela voz de Deus, um homem ofertou seu próprio carro na terça-feira (21) a um pai que pedalava vários quilômetros para trabalhar todos os dias, na Carolina do Norte (EUA).

Eric Lengeni, de 48 anos, passou por dificuldades financeiras durante a pandemia e passou a ir e voltar do trabalho de bicicleta, faça chuva ou faça sol. São quase 16 quilômetros de distância em cada sentido.

“Ele é uma das pessoas mais dedicadas com quem já trabalhei”, disse um gerente à WWAY-TV. 

Depois de meses economizando, Lengeni estava em busca de um carro. Ele então perguntou a Drew Ritter se ele sabia de algum veículo à venda 

Lengeni confessa que é difícil pedalar na cidade de Wilmington, por conta da falta de ciclovias. “É meio perigoso ir e vir de bicicleta para o trabalho”, explica.

Drew Ritter já estava pensando em vender seu carro ou trocá-lo por um veículo novo. Ele, que dirige um ministério de moradores de rua, já fez muitas pessoas doarem seus carros para a sua organização. Agora, essa era sua chance de fazer o mesmo.

“Senti em meu coração Deus me dizendo que eu precisava dar este carro a ele”, lembrou Ritter.

Drew Ritter planejava vender seu Jeep, mas acabou doando. (Foto: Reprodução/WWAY-TV)

Depois de levantar mais de US$ 3.200 na plataforma de crowdfunding GoFundMe para consertar seu Jeep usado, Ritter entregou o carro para Lengeni.

“Eu me sinto muito bem e me sinto muito abençoado. Eu estou muito feliz!”, disse Lengeni.

Agora Lengeni não vai passar mais de duas horas pedalando e poderá ficar mais tempo com sua família.

Sorrindo, Lengeni explica: “Isso vai me ajudar, porque tenho um filho de 7 anos. Eu gostaria de vê-lo com mais frequência. Sabendo que não tenho carro, era muito difícil para mim vê-lo. Agora que tenho um carro, posso vê-lo com mais frequência.”

Fonte: Guiame

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Jovens profissionais cristãos enfrentam batalha para unir fé e trabalho, na Europa

O programa de mentoria Cross-Current conduziu um estudo entre 350 cristãos formados nos últimos quatro anos, que revelou que muitos têm "um forte desejo de aplicar integridade bíblica e virtudes ao seu trabalho", mas enfrentam "desafios reais".

O relatório foi conduzido entre 350 pessoas na Europa e na Eurásia (massa que forma em conjunto a Europa e a Ásia) como parte do programa de orientação e treinamento Cross-Current (da Graduate Impact, um ministério da IFES Europe), com o apoio do Templeton Religion Trust.

Após extensas entrevistas e questionários com profissionais que têm entre 1 e 10 anos de trabalho, o estudo mostrou que "os jovens profissionais cristãos consideram seus valores no trabalho como contraculturais e arriscados para sua carreira".

De acordo com os autores, existe um "forte desejo entre os jovens profissionais cristãos de aplicar integridade e virtudes bíblicas ao seu trabalho". No entanto, "durante 20 anos de trabalho com jovens profissionais cristãos, vimos muitos se tornarem cristãos de fim de semana, indistinguíveis no trabalho de seus colegas, e Jesus pode ser facilmente expulso de suas vidas", diz Tim Vickers, Diretor da Cross-Current.

Os desafios enfrentados pelos jovens profissionais "são reais, mas parecem ser mal compreendidos nos círculos cristãos" em um continente que se secularizou rapidamente, onde "grande número de pessoas de 18 a 29 anos que não se identificam com nenhuma religião".

Os jovens profissionais cristãos priorizam o relacionamento com os colegas de trabalho, bem como o serviço e a comunidade, antes do consumo, do carreirismo e do individualismo. Mas "os efeitos colaterais negativos de tal vocação contracultural incluem marginalização, intimidação ou desemprego".

Nesta situação, diz Adrian Petrice, que ajudou a liderar a pesquisa, muitos jovens cristãos "vivem inevitavelmente em um espaço liminar: um espaço de intersecção e grande potencial, e também um espaço que os apresenta com sérios desafios e riscos". É por isso que eles "precisam de um apoio especial", entendendo que também estão "em uma posição única para preencher a lacuna e trazer uma contribuição perspicaz e competente para a sociedade".

Tim Vickers disse que o programa Cross-Current e todo o ministério focado em jovens graduados na Europa têm como objetivo "ajudar as igrejas a ver como podem fornecer o tipo de discipulado dinâmico de que essas pessoas precisam. Eles são o futuro do testemunho cristão em nossas terras".

Algumas ideias-chave do estudo

"Os participantes do Cross-Current sugerem viver com um alto grau de criticidade. Na prática, isso significa incorporar um modo de vida alternativo. Em vez de ver o trabalho como um emprego (com um objetivo médio de pagar contas, etc.), o trabalho é visto como uma carreira e uma vocação (com um sentido inerente de significado)".

"Os participantes observam honestamente o potencial de efeitos colaterais negativos, como marginalização, bullying ou desemprego, associados a essa vocação contra-cultural".

Para "desenvolver um tecido para a fidelidade", três tópicos principais são necessários: 1. Mentores – tanto a orientação de colegas quanto a orientação de modelo, para permitir uma conversa honesta. 2. Amizade – uma comunidade de participantes ativos e com interesses semelhantes para compartilhar. 3. Cosmovisão – um modelo contínuo de treinamento e ensino sobre as virtudes.

Baixe o relatório condensado (em inglês) de 30 páginas aqui .

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Demitida por se recusar a trabalhar no domingo, funcionária cristã ganha causa na justiça


Marie Jean Pierre, de 60 anos, alegou que não poderia trabalhar aos domingos, porque isso a impediria de guardá-los como o Dia do Senhor.


Uma fervorosa funcionária cristã e mãe de seis filhos que foi demitida pelo Conrad Hotel em Miami, Flórida, por se recusar a trabalhar aos domingos, foi indenizada por um júri federal na segunda-feira da semana passada, depois de ela ter seus direitos religiosos violados.

"Eu amo a Deus. Não, eu não posso [trabalhar] no domingo, porque no domingo eu honro a Deus", disse a imigrante haitiana Marie Jean Pierre, de 60 anos, em entrevista à NBC 6 South Florida, na última quarta-feira (16).

O júri constatou que o Conrad Hotel foi injusto com Pierre, quando a demitiu por não aceitar trabalhar aos domingos, embora soubesse de seu envolvimento como missionária na igreja 'Soldiers of Christ' (Soldados de Cristo), que solicitava que ela não trabalhasse aos domingos, informou o jornal Miami Herald.

Pierre trabalhou no hotel de 2006 a 2016, mas foi apenas em 2015 que seu chefe, o gerente de cozinha George Colon, decidiu que ela teria de trabalhar aos domingos de qualquer maneira. Seus colegas de trabalho trocaram turnos com Pierre para ajudá-la a manter o propósito de guardar o domingo, mas após 9 anos, Colon finalmente exigiu que ela comparecesse aos turnos designados, e quando ela se recusou, foi demitida, em 31 de março de 2016.

O hotel alegou que ela foi demitida por má conduta, negligência e "ausências não justificadas", de acordo com o processo.

Pierre reagiu à demissão, processando o hotel, administrado pelo grupo 'HEI Hotels & Resorts', no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul da Flórida em maio de 2017. O Conrad Hotel também faz parte da rede Hilton.

"O réu retaliou contra a Autora, entre outras coisas, criando um ambiente de trabalho hostil para a Autora, repreendendo a Autora pelas suas crenças religiosas e terminando com a Autora", disse o processo de Pierre.

O advogado de Pierre, Marc Brumer, disse à NBC que o hotel argumentou no tribunal que não sabia que Pierre era uma missionária e nunca soube por que ela sempre se recusava a trabalhar aos domingos.

Pierre alegou que, em 2009, o hotel havia marcado para que ela trabalhasse aos domingos e informou que, se o fizessem, teria que renunciar. Para persuadi-la a não sair, no entanto, o hotel decidiu manter o pedido da funcionária até 2015.

Depois de ouvir o caso, um júri federal em Miami ordenou ao Conrad Hotel que pagasse a Pierre US$36.000 por salários perdidos, US$500.000 por angústia emocional, além de US$21 milhões em indenizações punitivas, segundo o Miami Herald.

Embora exista um limite para as indenizações por danos punitivos no tribunal federal, Brumer disse à NBC que espera que Pierre receba pelo menos US$500.000.

"Pedi US$ 50 milhões, sabendo que poderia receber US$ 300 mil", disse Brumer à NBC News. "Eu não fiz isso por dinheiro. Eu fiz isso para corrigir os erros".

Uma porta-voz do grupo Hilton disse à NBC que o grupo estava "muito desapontado com o veredito do júri, e não acredita que seja apoiado pelos fatos deste caso ou pela lei".

"Durante os 10 anos de Pierre no hotel, várias concessões foram feitas para acomodar seus compromissos pessoais e religiosos", disse ela. "Pretendemos apelar e demonstrar que o Conrad Miami foi e continua sendo um local acolhedor para todos os hóspedes e funcionários."

Fonte: Guiame

terça-feira, 14 de junho de 2016

Justiça condena Igreja Universal a pagar R$ 4 milhões por contratar PM's


Segundo juíza, militares faziam segurança dos templos em dias de folga. Ela explica que caso é proibido por lei; defesa discorda e diz que recorrerá.


A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a pagar R$ 4 milhões por contratar policiais militares para realizar serviços de vigilância e transporte de valores. A decisão é da 10ª Vara do Trabalho de Goiânia, em faça de ação por danos morais coletivos proposta pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO). A igreja informou que vai recorrer.

O valor indenizatório deverá ser revertido a alguma entidade beneficente que será escolhida na fase de liquidação. Além disso, a igreja também foi proibida de contratar policiais e terá que pagar multa de R$ 50 mil caso descumpra a medida e contrate novos policiais militares.

O G1 entrou em contato com as assessorias de comunicação da Polícia Militar, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O despacho é da juíza auxiliar Viviane Silva Borges e é válido por todo o território nacional, exceto nos estados da Bahia, Maranhão e Rondônia, onde já existem ações da mesma natureza em trâmite.

No documento, a magistrada sustenta que, apesar de ter contratado uma empresa especializada de segurança, a igreja também firmava acordo com policiais, que trabalhavam no período de folga. Além disso, não eram feitas anotações nas Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS) dos militares.

Para embasar sua decisão, Viviane evoca o artigo 22 do Decreto-Lei nº 667/69, que diz: "pessoal das Polícias Militares, em serviço ativo, é vedado fazer parte de firmas comerciais de empresas industriais de qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego remunerados”.

Fora isso, a juíza também destaca que o acúmulo de função do policial pode incorrer em prejuízo na sua atuação principal, que é o de atuar de forma "atenta, vigilante e eficaz" para combater a criminalidade.

"A prestação de serviços à ré é realizada em dias de folga dos policiais, nos quais deveriam estar usufruindo pleno descanso, ou dedicando-se a família ou ao lazer, a fim de garantir sua higidez física e mental. Os períodos de descansos, por meio de escalas, visam a recuperação das energias despendidas na atividade de segurança, notoriamente estressante", escreve.

Por isso, destaca a magistrada, é necessário combater a prática "com vistas a garantir o aprimoramento e a eficiência na prestação de serviços de segurança à sociedade, e melhor qualidade de vida aos policiais”.



Defesa

Em nota enviada ao G1, a assessoria de comunicação da Igreja Universal informou que vai recorrer do caso. O comunicado afirma ainda que "não há nenhuma legislação que proíba qualquer instituição de contratar policiais militares para a prestação de serviços". A assessoria cita ainda que a prática é reconhecida como legítima e reconhecida pela Justiça do Trabalho em todo o país.

O advogado da igreja, Bruno Freire e Silva informou ao G1 que a contratação dos policiais contribuiu para que eles possam ter uma renda extra. "Nada proíbe, desde que seja nas horas vagas. Nada impede que o militar faça outro serviço. Muitos deles, inclusive, precisam desse complemento e sustentam as famílias com esse rendimento", afirmou.

O defensor explica que essa questão está evidente no inciso II do artigo 5º da Constituição Federal, o qual cita que "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei".

Silva salienta ainda que este tipo de serviço é comum em várias outras empresas, não só na igreja e afirma que o templo já obteve decisão judicial favorável em relação ao mesmo assunto em processo que corre no Maranhão.

Publicado em G1 via Notícias Cristãs

MEU COMENTÁRIO:

Independente de que seja a IURD ou quem quer que seja, a contratante desses policiais militares, me parece até prova em contrário, uma verdadeira hipocrisia tal decisão judicial, uma vez que isso é uma pratica comum no Brasil.

Temos policiais militares que em seus horários de folga prestam serviços como segurança em bares, restaurantes, casas de shows, eventos diversos, a autoridades, empresários, políticos, etc.... Tudo isso no afã de melhorarem seus salários, utilizando-se para tanto da sua experiência nesse tipo de serviço, sem qualquer ônus à sua atividade principal.

Mais recentemente, existe até mesmo convênios celebrados entre estados e prefeituras para esse tipo de atividade, o que o torna oficial.

Portanto, em que pese entenda a melhor das intenções da nobre magistrada, creio ser difícil a sustentação dessa tese em instância superior, pois caso contrário, em se tornando jurisprudência, não será somente a IURD que terá problemas, mas principalmente os policiais militares em todo o Brasil, os quais sofrerão sensível baixa em seus rendimentos. Não duvido ainda, que alguns deixem a farda para ficarem nesses chamados "bicos'.  Oremos!


domingo, 15 de fevereiro de 2015

Evangélica demitida por usar saia pretende denunciar caso à Justiça



Vítima de preconceito religioso, a jovem evangélica de 20 anos que teve emprego recusado por usar saia comprida quer ir além da denúncia feita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e agendou audiência no Ministério do Trabalho na próxima segunda-feira (9) para tratar sobre o caso. Ela, que pediu para ter a idade preservada e preferiu não revelar o nome das empresas, conta que em pelo menos sete lojas e mercados de Campo Grande ficou claro que a vestimenta era o motivo de não ter sido contratada.

A peregrinação em busca de trabalho foi no final do ano passado. “As pessoas pegavam meu currículo e me olhavam de cima a baixo e perguntavam: você pode usar calça? Eu respondia que não por conta da minha religião. Então diziam que eu não poderia trabalhar porque não era o padrão”, relata.

Em um dos casos ela chegou a ir para o serviço e foi demitida ao fim do dia. “No final do expediente a gerente me chamou e falou "olha, eu não vou poder ficar com você porque achei que você fosse chegar aqui e colocar calça”, conta.

“No dia seguinte, quando fui buscar meu acerto, citei para a mesma gerente a constituição, onde nela está garantido meu direito no artigo 5º inciso sexto e oitavo, e ela me respondeu da seguinte forma: "eu sou formada em direito e administração e conheço muito bem a constituição, só que eu não posso fazer nada" e ainda falou que eu estava faltando com respeito”.

Essa conversa, segundo a vítima, foi ouvida pelos colegas e clientes que estavam no local. “Foi constrangedor. Todos ficaram olhando”, conta.

Para a vendedora Luciene Feitosa, 28 anos, a restrição quanto ao sábado a ajudou a conseguir trabalho. Para a vendedora Luciene Feitosa, 28 anos, a restrição quanto ao sábado a ajudou a conseguir trabalho.

Constrangimento - A estudante não é a única a ser vítima do preconceito religioso e a roupa tampouco é o único motivo para a discriminação motivada pela crença da pessoa. A secretária Lady Rodrigues, 32 anos, é adventista e guarda o sábado. Ela já teve trabalhos recusados muitas vezes porque os patrões não aceitavam em dispensá-la do ofício nesse dia do fim de semana.

“Era uma loja no comércio, foi mais ou menos em 2008. Tentei arrumar alguns empregos e infelizmente não conseguia não por falta de experiência, mas pela questão do sábado. O dono explicou que precisaria de alguém que estivesse no sábado e que por esse motivo ele não poderia me contratar. Você se sente constrangido e desvalorizado e acaba ficando desanimado, porque você pensa que não vai conseguir se colocar no mercado de trabalho”, diz.

Os problemas vão além. Quando conseguiu arrumar trabalho, houve rejeição por parte dos colegas que não entendem que a guarda do sábado é em função religiosa. “Eles ficam chateados porque trabalham em um horário x e eu não. Acaba pesando. Nós tentamos explicar que a gente não fica em casa descansando, a gente procura estar em comunhão com Deus, que é na igreja, fazendo atividades sociais. A gente usa o sábado para ajudar o próximo”, conta.

Vantagem - Para a vendedora Luciene Feitosa, 28 anos, a restrição quanto ao sábado a ajudou a conseguir trabalho. Ela trabalha em um dos shoppings da Capital e como o local funciona todos os dias, a folga semanal dela é fixa no sétimo dia da semana.

"O dono da loja me surpreendeu. Ele disse que precisava de gente que trabalhasse aos domingos, dia em que ninguém quer trabalhar”, conta. "O contratante nunca teve nenhum tipo de preconceito. Ele está aberto a negociação, a ver em que pode ajudar nessas possibilidades dele. Todo mundo já sabe que sexta eu entro mais cedo e saio mais cedo. Como todos têm direito a uma folga por semana, a minha rigorosamente é sábado. Não tem como mudar".

Ela chegou, inclusive, a virar exemplo entre as colegas. "Teve uma vez que uma menina questionou. Disse que era evangélica e queria sair mais cedo. Usou a minha questão para beneficiar ela também. No caso, nessas circunstâncias, todo caso é negociável", relata.

Emblemático – O bispo Antonio Toneti, presidente do Conselho de Pastores de Campo Grande, entidade vinculada à AEB (Aliança Evangélica Brasileira), disse ao Campo Grande News que ficou surpreso com o caso da estudante.

“Nós não temos visto esse tipo de preconceito ser uma coisa constante. EU me choquei um pouco porque hoje é raro termos esse tipo de problema. Foi a primeira vez que eu vi nos últimos anos”, relata.

Segundo ele, casos de adventistas passarem por situações constrangedoras no mercado de trabalho são mais comuns do que rejeição por conta da roupa, situação que ele, em nome da entidade, repudia totalmente. “É um preconceito absoluto, não pode acontecer. A nossa posição é extremamente contaria a isso. Uniforme pode ser calça e pode ser vestido, na mesma proporção”

Publicado em Fátima News via Notícias Cristãs

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Dilma tira recursos do trabalhador para cobrir rombo do governo

Dilma Roussef
O corte nos gastos do governo no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff vai começar pelos direitos trabalhistas, com restrições no acesso a seguro-desemprego, abono salarial (PIS) e auxílio-doença, além de uma minirreforma na Previdência Social, com mudanças nas regras das pensões. As medidas foram anunciadas ontem e serão incluídas em medida provisória a ser encaminhada hoje ao Congresso Nacional. Segundo cálculos do futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, o pacote vai gerar uma economia de R$ 18 bilhões por ano, a partir de 2015, equivalente a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país).
Entre as medidas de maior impacto está a alteração no cálculo do valor da pensão da viúva ou do viúvo, que cairá pela metade, sendo acrescida de 10% por filhos dependentes, até o limite de 100%. Além disso, assim que os filhos forem completando a maioridade, as quotas relativas a eles serão suspensas, sem reverter para o pensionista. Atualmente, o benefício é integral, vitalício e independente do número de beneficiários.
Com a mudança, acaba a pensão vitalícia para cônjuges considerados jovens (até 35 anos). A partir desta idade, a duração do auxílio dependerá da expectativa de sobrevida: entre 39 e 43 anos, por exemplo, o prazo será de 15 anos; entre 33 e 38 anos, de 12. Somente receberá a pensão vitalícia quem ficar viúvo a partir dos 44 anos. Além disso, será exigida carência de dois anos de contribuição ao INSS para poder requerer o benefício e tempo mínimo de casamento de dois anos.
Para reduzir as despesas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o governo vai restringir o acesso ao seguro-desemprego, ampliando o período aquisitivo de seis para 18 meses na primeira vez em que o trabalhador recorrer ao auxílio. O abono salarial (PIS), que hoje corresponde a um salário mínimo para quem tem renda de até dois salários, não será mais integral. Ele vai variar de acordo com o tempo de carteira assinada, que subirá de um mês para seis meses na mesma empresa, no mínimo.
As medidas vão atingir também os empregadores, que terão de arcar com os primeiros 30 dias de afastamento do trabalhador, em lugar dos 15 de hoje. O teto do auxílio-doença será equivalente à média dos últimos salários de contribuição, a fim de evitar que os trabalhadores recebam um benefício acima do último salário.
As medidas foram anunciadas pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, acompanhado dos futuros ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Previdência, Carlos Gabas, da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e do ministro do Trabalho, Manoel Dias, depois de uma reunião marcada de última hora com representantes das centrais sindicais. Os presidentes das duas maiores centrais, Força Sindical e CUT, não compareceram. A Força não conseguiu mandar representante.
Procurado, o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, criticou o anúncio no apagar das luzes, alegando que as medidas não foram negociadas com as centrais:
“As medidas são muito negativas e prejudicam os trabalhadores, principalmente quem fica desempregado e custou a conseguir o primeiro emprego”.
Ele disse que até o fim de janeiro as centrais sindicais vão fechar uma pauta conjunta, prevendo, entre outros itens, o fim do fator previdenciário.
Para o ex-diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho Rodolfo Torelly, o governo escolheu o caminho mais fácil, sem enfrentar as falhas do sistema.
“O governo está metendo a mão no bolso do trabalhador”, disse Torelly, que considera a mudança no valor do abono inconstitucional.
Mercadante explicou que as medidas foram anunciadas agora porque foram preparadas pela atual equipe do governo. As propostas chegaram a ser discutidas nos últimos anos, mas foram engavetas por ordem de Dilma. Ele negou que as mudanças retirem direitos do trabalhadores.
“Estamos preservando as políticas, preservando os direitos adquiridos, preservando esses programas para o futuro. São ajustes e correções inadiáveis e indispensáveis”, disse Mercadante.
Segundo o ex-secretário de Previdência Social Leonardo Rolim, as alterações nas regras da pensão são importantes para corrigir distorções e reduzir o déficit da Previdência. O potencial, segundo ele, é de uma economia de R$ 1 bilhão já no primeiro ano e de até R$ 30 bilhões por ano, depois de 15 anos de vigência
Fonte: O Globo via Verdade Gospel.


quinta-feira, 1 de maio de 2008

TRABALHO - Trajetória de Castigo a Dom de Deus


Hoje, 1º de Maio, é comemorado o DIA TRABALHO.


Nada mais justo do que reservarmos um espaço para uma reflexão bíblica sobre a trajetória do significado do termo trabalho, que transita desde o castigo original, até mesmo ser qualificado como um Dom de Deus.
Querendo ou não, de uma forma ou de outra, todos temos que ter nossa ligação, direta ou indireta com qualquer tipo de trabalho, afinal de contas isso é uma determinação de Deus.
No início, o trabalho foi determinado por Deus como uma forma de castigo pelo fato de Adão e Eva terem se esquecido dos seus mandamentos e então terem introduzido o pecado à raça humana.

Vejamos o que diz a Palavra de Deus:
CASTIGO

E a Adão disse: Porquanto deste ouvido à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com odor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos e cardos também te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás. Gênesis 3: 17-19

Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os afligir. Eclesiastes 3: 10

É interessante notar que, com o desenvolvimento da raça humana, esse castigo inicial, foi tomando formatos mais confortáveis, como, por exemplo, de recompensa honesta, alegria e mesmo de prosperidade.
Analisemos a essência das passagens do texto sagrado, abaixo transcritas:
SOBREVIVENCIA E FELICIDADE

Pois comerás do trabalho das tuas mãos, feliz serás, e te irá bem. Salmos 128: 2

RECOMPENSA E PRAZER HONESTO

Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida da tua vaidade; os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida e do teu trabalho que tu fizeste debaixo do sol. Eclesiastes 9: 9

PROSPERIDADE

A fazenda que procede da vaidade diminuirá, mas quem a ajunta pelo trabalho terá aumento. Provérbios 13: 11

ALEGRIA
E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhos neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho. Eclesiastes 2: 10

Ninguém pode esquivar-se do trabalho, julgando-o como algo que provém fonte duvidosa, pois o trabalho foi instituído por Deus e portanto d’Ele provém. Acredito que as diversas faces do trabalho podem ser usadas por Deus para um tratar d’Ele mesmo com nossas vidas. Vejamos o que diz a Bíblia Sagrada:

O TRABALHO PROVÉM DE DEUS

Não é, pois, bom para o homem que coma e beba e que faça gozar a sua alma do bem do seu trabalho? Isso também eu vi que vem da mão de Deus. Eclesiastes 2: 24

O TRABALHO É DOM DE DEUS

E também que todo homem coma e beba e goze do bem de todo o seu trabalho. Isso é um dom de Deus. Eclesiastes 3: 13

Outra coisa que é muito interessante notar, é que Deus fiel aos seus atributos, ainda que determinando o trabalho inicialmente como uma medida compensatória pelo pecado do homem, não o taxou com uma moeda que Ele mesmo não conhecia, muito pelo contrário, o fez com algo que Ele faz e sabe fazer muito bem. Analisemos o texto sagrado:

DEUS TRABALHA

E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. João 5: 17

Como tudo é bom, prazeroso, dá alegria ou mesmo seja aplicado como medida compensatória, é necessário equilíbrio, e no caso do trabalho não é diferente. Pela recompensa, alegria, prazer, sobrevivência honesta e tudo o mais que o trabalho pode nos proporcionar, é de bom alvitre que seja exercido com equilíbrio.

Analisemos o texto sagrado:

Porque, na muita sabedoria, há muito enfado; e o que aumenta em ciência aumenta em trabalho. Eclesiastes 1: 18

Melhor é uma mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com trabalho e aflição de espírito. Eclesiastes 4: 6

Assuma para sua vida os conselhos da Palavra de Deus e tenha um
FELIZ DIA DO TRABALHO.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...