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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Seminário prega subordinação das religiões a Xi Jinping na China




Representantes do Partido Comunista Chinês marcaram presença no evento



Líderes das cinco crenças autorizadas na China participaram do Seminário "Sinicização" da religião, realizado no dia 26 de junho em Pequim, capital do país.


A programação também contou com a presença de importantes representantes do Partido Comunista Chinês (PCCh) e diversas instituições governamentais e acadêmicas.


O evento contou com a presença  de autoridades de diversos seguimentos chineses, além de representantes de todas as províncias e regiões autônomas.


O seminário teve como ponto focal o discurso de Shi Taifeng, membro do Bureau Político do Comitê Central do PCCh e Ministro do Departamento de Trabalho da Frente Unida Central.


Segundo ele, a "sinicização da religião" é crucial para que as religiões possam se adaptar à sociedade socialista chinesa. Ele afirmou ainda que, em uma sociedade socialista, não há espaço para religiões que não sejam "sinicizadas", pois elas são vistas como uma ameaça à harmonia e ao progresso social e, portanto, serão erradicadas.


Com informações: Gospel Prime (05.07.24) via CPAD News



Significado de Sinicização

- Viés ideológico da China contra as religiões

(Veja mais aqui)


quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Amazon obedece exigências da China e exclui avaliações negativas a livro de Xi Jinping


De acordo com a Reuters, a Amazon foi pressionada pela China e acabou removendo as críticas ao livro do ditador chinês Xi Jinping, em sua loja online no país.

O livro "A Governança da China", uma coletânea de discursos e textos de Xi, começou a ser vendido há cerca de dois anos. Após uma avaliação negativa de um comprador, Pequim ordenou a gigante americana de e-commerce a não permitir mais que os clientes deixassem avaliações na página de compras do livro.

De acordo com uma fonte que preferiu não ser identificada, o problema era qualquer avaliação com menos de cinco estrelas — a pontuação máxima que clientes podem dar aos produtos vendidos pelo site.

Sobre a decisão da Amazon

Aceitar o decreto do regime chinês faz parte dos esforços da companhia para se manter no país, um dos maiores mercados do mundo. A Reuters cita um documento interno de 2018 que descreve os negócios da empresa na China e lista vários problemas que a Amazon já enfrentou no país.

Entre os problemas, estão "o controle ideológico e a propaganda que fazem parte do kit de ferramentas usadas pelo partido comunista para alcançar e manter o seu sucesso", diz o documento.

"Não julgamos se isso é certo ou errado", defende o redator. O documento relata ainda que, em 2018, a Amazon recebia "um número crescente de pedidos de fiscalizadores [chineses] para remover conteúdos, a maioria deles politicamente sensível".

Atualmente, na Amazon chinesa, as páginas de venda das diferentes versões do livro de Xi, que é traduzido em vários idiomas, não possuem o sistema de avaliação por compradores e a seção de comentários está desabilitada.

Parceria entre a Amazon e o Partido Comunista Chinês

Segundo a reportagem da Reuters, além desse documento, há também entrevistas com mais de 20 pessoas envolvidas na operação da Amazon na China, revelando que a empresa se mantém no país asiático ajudando o Partido Comunista a promover a sua agenda política e econômica global.

Com as entrevistas foi possível descobrir que a Amazon fez parceria com um braço midiático de propaganda da China para criar um portal de vendas no site da empresa nos Estados Unidos.

O projeto, que ficou conhecido como China Books, acabou oferecendo mais de 90 mil publicações para venda e, embora não tenha gerado receita significativa, serviu para que a China expandisse seu dispositivo de livro eletrônico Kindle, computação em nuvem e negócios de comércio eletrônico.

Entre as publicações, há muitos livros didáticos em chinês, livros de receitas e também histórias infantis para dormir. Mas há também muitos títulos que amplificam a linha oficial do Partido Comunista.

Nem todas as empresas consideraram parceria com a China

Diferente da Amazon, algumas empresas não cederam às exigências chinesas e preferiram deixar o mercado.

O Yahoo recentemente saiu da China e o LinkedIn da Microsoft Corp anunciou que retiraria alguns de seus serviços. Ambos citaram o difícil ambiente de negócios e as exigências regulatórias do país.

A Amazon, por outro lado, tornou-se uma força econômica poderosa na China nos últimos anos, proporcionando oportunidades lucrativas de exportação para milhares de empresas chinesas.

A Amazon Web Services, ou AWS, é agora um dos maiores fornecedores globais para empresas chinesas, de acordo com um relatório deste ano da empresa de análise iResearch na China e de pessoas que trabalharam para a AWS.

Vale citar que "a China Books" e a "Kindle Chinese eBook Store" são o principal compromisso da Amazon China para "ajudar a China em seu projeto abrangente que visa promover a cultura chinesa para o mundo", ainda conforme a Reuters.

A versão em chinês do livro de Xi Jinping: "A Governança da China, Volume Três" é listada em primeiro lugar na página como "melhor vendedor" da China Books.

Além disso, foi informado que há outro "best-seller chinês" que fala sobre a Covid-19, retratando o país, é claro, como um batalhador heroico contra a pandemia.

Fonte: Guia-me via Folha Gospel

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Presidente da China pede nova ordem mundial, sem uma única potência dominante

O presidente da China, Xi Jinping, pediu na terça-feira (20) uma nova ordem mundial, defendendo um sistema de governança “mais igualitário e justo”, sem que haja uma única potência dominante.

Em discurso no Fórum Boao para a Ásia, evento que segue o modelo do Fórum de Davos, na Suíça, Xi expôs sua visão de um mundo sem um único poder dominante, centrado na ONU e outras instituições multilaterais.

Em meio a tensões crescentes entre os Estados Unidos e a China, Xi criticou os esforços de algumas nações para “construir barreiras” e “desacoplar”, argumentando que isso não beneficia ninguém.

O mundo quer justiça, não hegemonia”, disse Xi em discurso transmitido ao fórum. “Um grande país deve se parecer com um grande país, mostrando que está arcando com mais responsabilidades”.

Embora Xi não tenha mencionado nenhum país em seus comentários, autoridades do governo chinês recentemente se referiram à “hegemonia” dos EUA em críticas sobre a projeção global do poder de Washington no comércio e na geopolítica.

Enquanto isso, o governo americano tem criticado a liderança chinesa em uma série de questões, desde direitos humanos até a influência econômica da China sobre outros países.

Na sexta-feira passada, o presidente dos EUA, Joe Biden, realizou sua primeira cúpula presencial na Casa Branca desde que assumiu o cargo, em uma reunião com o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, tendo a China como principal tópico da agenda.

Ambos os líderes disseram que “compartilham sérias preocupações” sobre a situação dos direitos humanos em Hong Kong e na região chinesa de Xinjiang, onde Washington acusa Pequim de cometer um genocídio contra os uigures muçulmanos. A China negou abusos.

Em uma demonstração de cooperação econômica que exclui a China, Biden disse que o Japão e os EUA investirão em conjunto em áreas como tecnologia 5G, inteligência artificial, computação quântica, genômica e cadeias de suprimentos de semicondutores.

Enquanto o governo Biden reúne outros aliados democráticos para endurecer sua posição em relação à China, Pequim busca fortalecer os laços com seus parceiros autocráticos e vizinhos economicamente dependentes do Sudeste Asiático.

As práticas comerciais da China foram o foco de uma intensa guerra tarifária entre Pequim e Washington sob o governo Trump, quando os EUA acusaram Pequim de subsidiárias injustas que dão às empresas chinesas vantagens desleais no exterior, além de transferências forçadas de tecnologia e propriedade intelectual.

A maior experiência da adesão da China à Organização Mundial do Comércio há 20 anos é que nós, chineses, não temos medo da concorrência”, disse Long Yongtu, ex-negociador-chefe da China para a entrada da China na OMC em 2001, no fórum na segunda-feira.

Interesses comuns

Apesar do confronto entre o governo dos EUA e a China, ambos os lados redescobriram um interesse comum no combate às mudanças climáticas , depois que as negociações bilaterais sobre o combate às emissões de gases de efeito estufa fracassaram durante a era Trump.

Na semana passada, o enviado climático dos EUA, John Kerry, voou a Xangai para se encontrar com seu homólogo chinês na primeira visita de alto nível de um funcionário do governo Biden à China.

Ambos concordaram com ações concretas “na década de 2020” para reduzir as emissões.

Fonte: Guiame

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