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sábado, 22 de junho de 2019

Justiça arquiva denúncias de adoções ilegais contra Igreja Universal em Portugal

As acusações de que a Igreja Universal do Reino de Deus integrava uma rede ilegal de adoção de crianças em Portugal foram apreciadas pelo Ministério Público do país e arquivadas.
A denúncia, feita em dezembro de 2017 por uma emissora de TV portuguesa, acusava a denominação liderada pelo bispo Edir Macedo de manter uma suposta rede ilegal de adoções nos anos 1990 no país.
A Procuradoria-Geral de Portugal confirmou que o inquérito, instaurado ainda em 2017, está arquivado. De acordo com o site da Igreja Universal, a série de reportagens da emissora TVI foi articulada pelo ex-bispo Alfredo Paulo, que foi expulso da denominação por supostamente ter cometido adultério e roubo. Ele atuou como uma das fontes das denúncias.
A Universal se referiu às reportagens como "mentirosas", e acrescentou que as denúncias não foram comprovadas. "Uma acusação caluniosa que, de acordo com o despacho de arquivamento do inquérito, foi desmentida durante a investigação", diz uma matéria no site oficial da denominação.
"Além disso, os supostos pais declararam não ter assinado qualquer documento para adoção das crianças. Contudo, a investigação também provou o contrário, 'foi igualmente desmentido por parte das restantes diligências de prova reiterou o juiz no despacho", diz outro trecho da notícia escrita pela jornalista Rafaela Dias.
O inquérito apurou que nenhum pai nunca havia apresentado sequer uma queixa contra a denominação antes das denúncias feitas pela TVI. Esse fato foi ponderado pela Justiça de Portugal: "Não houve notícia de qualquer pai ou mãe biológica que tivesse junto de qualquer entidade pública apresentado queixa pelo desaparecimento de qualquer criança ou da impossibilidade de aceder a qualquer criança", diz o despacho.
Em resumo, as acusações diziam que crianças abrigadas no Lar Universal, que era mantido pela Universal na década de 1990, teriam sido raptadas, levadas ao Brasil e aos Estados Unidos para serem adotadas ilegalmente por bispos e pastores.
No auge da polêmica, o caso foi exposto na imprensa brasileira e tornou-se centro de uma polêmica com o jornalista Fábio Pannunzio, da Band.
Pannunzio usou as redes sociais para compartilhar as reportagens da emissora portuguesa TVI e recebeu uma notificação extrajudicial
"Recebi um papelucho da Igreja Universal e outro do Edir Macedo. Não eram cartões de feliz ano novo nem nada parecido. Eram notificações extrajudiciais ameaçando me processar. O CEO da IURD está bravinho porque eu repliquei aqui no Facebook as reportagens feitas pela TVI de Portugal denunciando um lar de acolhimento criado pela seita em Lisboa", publicou o jornalista no Facebook à época.
Fonte: Gospel+

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Processo por acusação de estupro feita contra Marco Feliciano foi arquivado pela Justiça

A acusação feita pela jornalista Patrícia Lélis contra o pastor Marco Feliciano (PODE-SP) de estupro e agressão foi arquivada pela Justiça após um pedido do Ministério Público. O caso tramitava em segredo de Justiça e a decisão foi publicada na última quinta-feira, 13 de dezembro.
O processo por "crimes de estupro, lesões corporais, sequestro, cárcere privado, ameaça e corrupção de testemunha" foi arquivado pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Brasília, Aimar Neres de Matos. O pedido de arquivamento feito pelo MP do Distrito Federal considerava que o correto seria encerrar o caso "por não vislumbrar elementos mínimos para a propositura de ação penal".
Um laudo encomendado pela Justiça concluiu que a jovem sofria com "isolamento social", cansaço e problemas de sono na época da denúncia, segundo informações do jornal O Globo.
Quando fez a denúncia, Patrícia Lélis terminou investigada e virou ré em São Paulo por tentar extorquir o então chefe de gabinete do deputado, Talma Bauer, e fazer denunciação caluniosa, por dizer que havia sido coagida a gravar vídeos desmentindo as acusações que havia feito inicialmente.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, Patrícia Lélis declarou que sustenta as acusações feitas contra Feliciano: "Meu lado continua sendo o mesmo, não sou louca ou afins como eles dizem, como também não sou a primeira! Apenas fui a primeira a denunciar", afirmou, antes de repetir outra acusação, desta vez ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP): "[Ele] me ameaçou de morte, pelo menos isso o STF tem levado à frente".
"Devido às ameaças de morte que eu sempre recebi deles, não moro mais no Brasil", disse Lélis na entrevista via WhatsApp à jornalista Anna Virginia Balloussier, acrescentando que a pastora Damares Alves, futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, sabia do caso e lhe pediu silêncio.
Fonte: Gospel+
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