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sábado, 11 de junho de 2022

A Igreja e o tratamento da dependência química: uma parceria necessária


Quem assistiu esta semana o vídeo do ator Sérgio Hondjakoff, o "Cabeção" de Malhação, da TV Globo, transtornado devido ao efeito de drogas, ameaçando matar o próprio pai com uma barra de ferro, deve ter sentido um pouco o sentimento de desespero que os familiares de quem possui dependência química vivenciam.

Particularmente, fiquei profundamente angustiada, não só pelo "Cabeção", mas principalmente por seus pais, em especial o Seu Francisco, que aparece na gravação caminhando lentamente, de costas, como quem está literalmente esgotado e abatido devido ao problema do filho.

Imagine você, pai ou mãe, estar diante de um filho que ameaça lhe matar com uma barra de ferro, porque não possui dinheiro para comprar drogas. A dor é indescritível! Seu Francisco não precisou dizer uma só palavra, nem mesmo mostrar o rosto, para a sua angústia mortal ficar evidente na gravação.

Essas situações, contudo, geralmente são frutos de um contexto muito complexo que envolve políticas públicas, cultura, família, escolhas pessoais e também a Igreja. Sim, a noiva de Cristo tem parte nisso, mas não como problema e sim solução.

Dependência de sentidos

Ao longo de décadas atuando no combate às drogas, posso afirmar com segurança que o grande sucesso das igrejas no tratamento da dependência química está na abordagem relacionada à fé. Isso é feito, basicamente, através das Comunidades Terapêuticas.

Os centros de tratamento mantidos pelas igrejas, como a Batista, que mantém a Cristolândia, um projeto de alcance nacional já reconhecido por seu excelente trabalho, se diferenciam das clínicas tradicionais exatamente pelo viés religioso e disciplinar.

Essa abordagem, diferente do que muitos imaginam, não é um fator impositivo, mas uma oferta alternativa ao dependente químico, que ao se deparar com uma compreensão diferenciada do mundo, baseada na fé, tem a oportunidade de construir um sentido de vida forte o bastante para resistir ao desejo pelo consumo das drogas.

Isso acontece, porque, muitas vezes o viciado em drogas é alguém que perdeu a sua razão de ser. Tudo o que ele enxerga gira entorno do vício. Emprego, estudo ou parentes, nada é suficiente para motivar a "vida sem graça" e "vazia" que esta pessoa acredita ter, onde o entorpecente exerce o papel ilusório de suprir essa e outras faltas.

Quando a Igreja oferece um tipo de tratamento baseado na fé em Deus, por outro lado, sendo algo digno de compreensão, aceitação e superação, é como se um novo horizonte fosse traçado na mente do dependente químico, pois o seu olhar sobre a vida tende a mudar de forma radical.

Os problemas familiares, profissionais, cultuais e até sexuais, muitos dos quais foram responsáveis pelo ingresso na dependência química, passam a ser trabalhados sob outra perspectiva, que não é a terrena, mas sim espiritual. O viciado compreende a natureza do seu vício, mas também o que ele precisa fazer para vencê-lo em todos os aspectos.

Aspectos esses que normalmente não são abordados numa clínica de reabilitação comum, onde o enfoque costuma ser no controle da abstinência, seus efeitos e sequelas, mas não na fenomenologia do vício, o que envolve a vida do dependente como um todo.

Conclusão

É lamentável que por muitos anos e até hoje, aqui no Brasil, as comunidades terapêuticas mantidas pelas igrejas tenham sido combatidas.

Os governos esquerdistas, principalmente, agiram de forma feroz contra esses projetos, os acusando de violar direitos humanos e de fazer proselitismo religioso.

A grande verdade, porém, é que a Igreja tem feito um excelente trabalho na luta contra a dependência química, através dessas comunidades. Se quisermos evitar situações como essa do Cabeção, precisamos investir muito mais na parceria do Estado com as instituições religiosas, algo que já vem sendo feito neste governo.

Se fazer proselitismo religioso significa salvar a vida do dependente químico, reestruturar a sua família e tirá-lo das ruas, então que isto seja feito hoje, amanhã e pelo tempo que for preciso.

Não é uma luta fácil, mas sem dúvida este pode ser o melhor caminho.

Fonte: Gospel+

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Michael W. Smith testemunha como Deus o libertou da dependência química

Michael W. Smith Picture
O cantor Michael W. Smith compartilhou seu testemunho de libertação da dependência química e a superação de uma experiência de quase morte.
"Eu estava brincando com fogo no final dos anos 1970 e eu tive uma experiência de quase morte. Comecei a orar para que Deus me salvasse, porque eu sabia que iria morrer se algo não mudasse", disse o cantor e compositor ao portal The Christian Post.
Michael W. Smith – que nasceu e foi criado em um lar cristão – foi entrevistado para falar do seu novo papel como ator, onde interpretará um pastor no filme Beautifully Broken. Porém, perguntado por onde gostaria de começar a falar da sua vida, ele disse que precisaria escolher por onde começar, lembrando então do seu acidente.
Outro momento lembrado pelo cantor foi quando sofreu uma espécie de surto nervoso pelo uso abusivo de drogas, décadas atrás. Smith disse que foi o momento em que teve a sua maior experiência com Deus até então, o que mudou sua vida completamente.
"Eu tive esse colapso nervoso. Foi então quando Deus veio e Ele deitou ao meu lado no chão da minha cozinha enquanto eu chorava e convulsionava por três horas, da meia-noite às 3:00 da manhã", disse ele. "Eu não tenho sido o mesmo desde que me levantei daquele chão", acrescentou.
O aprendizado com as dificuldades o levou a enxergar que Deus é o alicerce espiritual, de modo que sem Ele não podemos ir além, senão sucumbir aos problemas.

Este ensinamento ele transmitiu para sua filha, que atualmente passa por um momento delicado. "O marido a abandonou. Foi horrível. Mas, vendo a fé surgir nela, vendo a fé se erguer em toda a família, você vê a fidelidade de Deus no meio de uma situação muito difícil. Temos de nos apoiar no único que pode consolar e preencher a lacuna e nos tornar inteiros e é isso que fazemos", disse ele.
Pastor de uma igreja há dois anos, o cantor também comentou o seu novo papel no filme Beautifully Broken, destacando como a trama é envolvente e trás uma perspectiva familiar muito atual:

"Eu digo não para muitas coisas, mas quando eu li este roteiro sobre como todas essas três famílias estão interligadas, pensei, ‘Uau, isso é incrível’. É tão bonito como Deus trabalha e como Deus faz tudo isso acontecer", concluiu.

Fonte: Gospel+ 
Veja o trailer do filme Beaultifully Broken:

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Governo ordena liberação de verbas para casas de recuperação



Palácio do Planalto - Brasília - DF


Governo ordena liberação de verba para entidades cristãs que trabalham na recuperação de dependentes químicos

O governo federal decidiu liberar recursos para as comunidades terapêuticas ligadas a denominações evangélicas e católicas, através da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

A decisão ocorre às vésperas da votação do projeto de lei que prevê internação compulsória para dependentes químicos.



As organizações não governamentais que gerenciam centros de recuperação e tem seu trabalho comprovadamente bem sucedido, estão agora numa lista que será analisada até junho pelo secretário interino, Mauro Roni Lopes da Costa.


Em entrevista ao jornal O Globo, Costa afirmou ser “uma questão de honra” que os projetos sejam analisados e classificados para a assinatura dos convênios, que viabilizarão o repasse das verbas.


Costa disse ainda que a ordem para que essas entidades recebam recursos da Senad veio diretamente da presidente Dilma Rousseff, através da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman: “[A orientação é] que se pactue logo, que se viabilize logo a política pública, e elas têm razão. Estamos fazendo isso, correndo atrás, todo mundo trabalhando. É ordem deles que essa é uma ação prioritária, e assim nós iremos encarar e assim nós temos feito”, pontuou.


A decisão do governo de repassar verbas para as comunidades terapêuticas ligadas a igrejas causou contrariedade na antiga responsável pela pasta, Paulina Duarte. Devido a essa nova diretriz, a ex-secretária deixou o cargo sob argumento de que assumirá uma nova função na Organização dos Estados Americanos, em Washington.


O pastor Everaldo Dias Pereira, vice-presidente nacional do Partido Social Cristão (PSC), afirmou em seu blog que a decisão pode ser apenas uma estratégia política.


“É aquela história do ‘leite derramado’ que aqui se aplica. Ou seja, dizer: Por que só agora? Será que é apenas porque o Planalto começa a perceber que vem desagradando aos evangélicos e que eles já começam a ficar ressabiados com a presidente Dilma e tendendo a mudar de voto? Será que eles vêm com essa história de liberar verba pra recuperação de dependentes químicos pensando que os evangélicos não têm senso crítico? A possível iminência da perda do apoio evangélico deve estar mesmo tirando o sono das equipes palacianas”, afirmou o pastor, que é um dos cotados para ser o candidato do PSC à presidência da República em 2014.

Fonte: PORTAL FIEL
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