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terça-feira, 20 de março de 2018

Jornal diz que “quase 100% das igrejas evangélicas são irregulares” por falta de documentos

A exigência do artigo 44 do Código Civil para que igrejas funcionem é a formalização, através de um CNPJ, como entidade de direito privado. Além desse documento, há também exigências de alvarás de funcionamento e outros detalhes burocráticos. E são essas exigências legais que deixam "quase 100% das igrejas" em situação irregular no Brasil, segundo reportagem da Folha.
O espectro evangélico no Brasil é tão pulverizado que nenhum órgão governamental tem dados confiáveis a respeito de quantas igrejas há no país. Certamente, milhares, e muitas delas sem CNPJ, o que as tornam irrastreáveis.
"No segmento, é comum escutar que mais de 95% das igrejas sejam irregulares —número apontado em 2015 pelo Conselho de Pastores de São Paulo. E ilegais não só pela ausência de CNPJ, mas também de obrigatoriedades como alvará de licença emitido pelas prefeituras (sem ele, os templos perdem direitos como a isenção do IPTU) e um laudo dos bombeiros (para averiguar medidas de segurança como a presença de extintores)", contextualizou a jornalista Anna Virginia Balloussier.
A pastora Mônica Santos, líder da igreja Apostólica Templo do Espírito Santo, corrobora essa impressão: "A realidade é assim: o pastor quer abrir igreja, aluga um salão, põe um monte de cadeira e acha que é isso. Eles sabem pregar a palavra de Deus, ponto. Não sabem como administrar, montar tesouraria", lamentou.
Em sua denominação, a pastora Mônica decidiu que deixar todas as questões legais em ordem era prioridade. E assim, decidiu montar uma contabilidade especializada, e hoje conta com aproximadamente mil clientes, incluindo sua própria igreja, que gasta R$ 298,00 com a mensalidade dos serviços contábeis.
O pastor Paulo Cézar Nogueira, da igreja Prostrado aos teus Pés, é outro que se especializou no serviço, e afirma que nem sempre o status irregular se deve à ignorância do líder religioso. "Eles vão lá e dizem: 'Se a prefeitura fechou sua igreja, foi o diabo que agiu'. Não olham para a questão legal. Mas eles não só não têm noção, muitas vezes não se importam. Se der algum problema, ligam para o vereador tal e resolvem, principalmente em período eleitoral", criticou.
Mas às vezes a ilegalidade custa caro. Em 2017, a demolição de uma Assembleia de Deus próxima do Palácio do Jaburu gerou um arranco-rabo entre a bancada evangélica no Congresso e o governador Rodrigo Rollemberg. O deputado-pastor Marco Feliciano acusou Rollemberg de mandar derrubar o templo "de forma criminosa, sem mandado judicial”, numa “atitude digna das piores ditaduras".
Bruna Pinheiro, presidente da Agência de Fiscalização do Distrito Federal e evangélica, comentou o caso e afirmou que os pastores "têm que ser os primeiros as respeitar as leis".
Questões legais são mais importantes do que se imagina, alertou a pastor Mônica Santos. Há casos em que fiéis fazem serviço voluntário e o pastor se responsabiliza apenas pela compra de material, mas posteriormente isso se transforma em dor de cabeça: "Aí ele tem desavença, sai da igreja e pede vínculo empregatício [na Justiça]", exemplificou, sugerindo que os pastores adotem uma precaução pedindo que os envolvidos assinem um termo de trabalho voluntário.
"Lutamos em defesa da igreja, para que ela não seja lacrada", finalizou a pastora Mônica Santos, aconselhando atenção aos detalhes.
Fonte: Gospel+

MEU COMENTÁRIO:

O texto é propositalmente generalizante, no entanto temos que admitir que essa é uma falha muito comum no meio das Igrejas evangélicas, o que serve de alerta para que mudemos essa imagem, e possamos passar a ter atitudes exemplares nesse quesito.

Isso é uma questão de decisão interna de cada líder de ministério.

Oremos e trabalhemos.  

domingo, 9 de abril de 2017

JUSTIÇA DO RJ SUSPENDE AS ELEIÇOES DA CGADB


Conforme havia relatado no penúltimo post deste blog, VEJA AQUI, sobre as irregularidades constatadas no pleito em curso desde as zero horas e hoje, acabo de receber a Decisão Judicial, emitida pela juíza Angelica dos Santos Costa, Plantonista do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro - Capital, que decidiu pela SUSPENSÃO DAS ELEIÇÕES DA MESA DIRETORA E CONSELHO FISCAL DA CGADB PARA O QUADRIÊNIO 2017/2021.

Se foi SUSPENSA, com certeza sera anunciada uma nova data para os que estão devidamente inscritos.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Como decisão judicial se combate com outra decisão superior, por via das dúvidas, e á guisa de conselho, aqueles Ministros inscritos que ainda não votaram, o façam o quanto antes, enquanto o site das eleições estiver mo ar.

Enfim, façamos a nossa parte e oremos para que Deus conduza os detinos desse pleito eleitoral da nossa CGADB.

[CGADB - Eleições 2017] - Irregularidades apontadas pela Justiça são ignoradas no pleito


A eleição da CGADB 2017 - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, iniciou dentro do seu horário previsto, no entanto, com o apontamento de diversas anormalidades, considerando tudo o que fora combinado com a Comissão Eleitoral, com os candidatos e a concordância da Mesa Diretora da instituição.

A sede da Scytl Soluções de Segurança e Voto Eletrônico Ltda, em Brasília, não abriu suas portas para receber os candidatos para visitação e acompanhamento da abertura do sistema, nem mesmo para receber o interventor nomeado pela justiça.

Os candidatos que compareceram, permaneceram de pé, à porta do prédio, boa parte da tarde e noite, quase à hora do início da votação, entre eles o Pastor Samuel Câmara.

Os auditores foram chamados, via telefone, para se apresentarem junto a Comissão Eleitoral e Comissão Jurídica da CGADB, em um hotel próximo à sede da empresa, porém sem a presença dos candidatos.

Um detalhe importante é que, tanto o Presidente, bem como o Vice Presidente, afastados pela justiça, estiveram normalmente à frente dos trabalhos.

O interventor nomeado pela justiça, foi impedido de assumir suas funções, tendo lhe sido negada as chaves do sistema, o que gerou comunicado ao Juízo competente e a devida lavratura de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia mais próxima do local, para registro do fato.

As 10.479 inscrições irregulares e ou fraudulentas que estavam canceladas pela justiça, também foram incluídas integralmente no sistema, tornando todos os inscritos aptos a votar, num total de mais de 31.400.

O limite de 5 votos por IP estipulado pela justiça, também foi alterado para 1.000.

O fato é triste e lamentável, no entanto, por certo foi comunicado a quem de direito pelas vias legais. Quanto ao resultado disso tudo, somente o futuro dirá.

Acompanhei de perto tais fatos, o dia inteiro em Brasília, com informações de integrantes dos trabalhos, de forma que não estou citando nomes e nem detalhes para não expor pessoas, o que não é o objetivo deste post, porém se faz necessário registrar o fato.

Que Deus tenha misericórdia de nós.
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