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sábado, 17 de dezembro de 2022

Livro para crianças incentiva a mudança de gênero de meninas


Desde que foi lançado, o livro, voltado para meninas de 3 a 12 anos, tem sofrido muitas críticas.

O novo livro da American GirlA Smart Girl’s Guide: Body Image Book [Guia de uma garota inteligente: Imagem corporal – em tradução livre] traz mensagens para meninas de 3 a 12 anos de idade amarem seus corpos, indicando também uma consulta ao médico caso questionem sua identidade de gênero.

O guia passou a sofrer uma série de críticas, pois é destinado ao público infantil, mas aconselha o uso de bloqueadores de puberdade para garotas interessadas em mudar de sexo; mesmo diante de novos estudos que mostram os malefícios do uso desses hormônios a médio e longo prazo.

Esses efeitos colaterais foram publicados no National Institutes of Health pontuando que a "decisão de fazer a transição tem implicações duradouras significativas, algumas das quais adolescentes e jovens adultos podem ainda não estar prontos para avaliar por conta própria".

A jornalista da Fox News Kristi Stone Hamrick fez um artigo criticando a linha de bonecas da Mattel por criar uma revista sobre aceitação e, ao mesmo tempo, incentivá-las a mudar de gênero.

Hamrick diz que esse discurso não combina com as bonecas American Girl que tem coleções cor-de-rosa e vestidos com babados.

Ter a empresa American Girl prejudicando as meninas, dizendo-lhes que pode não ser tão bom crescer como mulher é um pouco como ter um Papai Noel aparecendo bêbado em uma festa infantil, gritando sobre a comercialização do Natal. Simplesmente não combina com a imagem – criticou a jornalista.

Deputada critica livro

Presidente da Comissão de Assuntos da Criança, Adolescente e Idoso da Alerj, a deputada estadual Rosane Felix (PL), uma das parlamentares mais atuantes em defesa da família e das liberdades individuais, lamentou em suas redes sociais que o novo livro da American Girl (A Smart Girl’s Guide: Body Image – Guia de uma Garota Inteligente: Imagem corporal) mencione em seu conteúdo que as meninas devem amar seus corpos, indicando uma consulta ao médico caso questionem sua identidade de gênero.


Rosane Felix é deputada estadual pelo partido PL-RJ

A deputada também repudiou o fato de que o livro aconselha o uso de bloqueadores de puberdade para garotas interessadas em mudar de sexo, mesmo diante de novos estudos que mostram os malefícios a médio e longo prazo. Por afetar a produção de hormônios, tais medicamentos podem provocar uma série de efeitos colaterais no organismo.

Enquanto eu estiver na política, continuarei trabalhando em defesa das nossas crianças, dos adolescentes, da família, dos nossos princípios e valores! – ressaltou a deputada.

Desde que foi lançado, o livro, voltado para meninas de 3 a 12 anos, tem sofrido muitas críticas. Uma realização da marca de bonecas American Girl, da Mattel, a publicação traz dicas, histórias reais e atividades “para incentivar meninas a permanecerem confiantes durante as mudanças de seus corpos”.

Empresa se defende

Em entrevista ao USA Today, Julie Parks, porta-voz da empresa, disse que esse foi o único livro da franquia que recebeu críticas e é justamente essa edição que trata sobre identidade de gênero.

A empresa afirmou que, "dos muitos temas discutidos", duas páginas foram criticadas, sendo a que direciona as crianças para outros recursos caso não tenham um adulto por perto ou alguém que possa apoiá-las na transição de gênero.

Se você não tem um adulto em quem confia, existem organizações em todo o país que podem ajudá-lo – ensina o guia.

Sobre os bloqueadores de puberdade, Parks disse que o tratamento ajuda a reduzir a depressão e a ansiedade que são comuns em crianças com disforia de gênero.

O conteúdo desse livro foi desenvolvido em parceria com profissionais médicos e de atendimento a adolescentes e enfatiza consistentemente a importância de conversar e discutir quaisquer sentimentos com os pais ou adultos de confiança – afirmou a empresa.

Fonte: Pleno News via Folha Gospe

sábado, 22 de agosto de 2020

Netflix é acusada de promover a sexualização de meninas de 11 anos em filme

O filme conta a história de uma menina de 11 anos que foge de suas 'raízes fundamentalistas' para se unir a um grupo de dança sensual.


No dia 9 de setembro, a plataforma de streaming Netflix lançará um novo filme chamado "Cuties" ("Lindinhas", em português), um filme francês que segue a protagonista Amy, uma criança pré-adolescente que espera escapar das raízes profundamente conservadoras de sua família senegalesa, entrando para uma trupe de 'Twerk' — tipo de dança sensual — com outras garotas, menores de idade. Porém a produção está sendo apontada como uma forma de promover a sexualização precoce de meninas.

De acordo com a sinopse, Amy de repente fica ciente de sua "feminilidade crescente" e incentiva suas colegas "a abraçar com entusiasmo uma rotina de dança cada vez mais sensual" enquanto elas "esperam preparar seu caminho para o estrelato".

A crítica de cinema argumentou que o próximo filme é "um atrativo para o público" que "anuncia uma voz indelével na direção" e deve ser "respeitado por sua audácia".

Muitos outros usuários afirmaram que "Cuties" é na verdade uma forma de mostrar "como as garotas acabam se tornando excessivamente sexualizadas em uma idade jovem". Mas parece contra-intuitivo sexualizar intencionalmente meninas menores de idade em um esforço para explicar por que a sexualização intencional de meninas menores de idade é uma coisa ruim.

Muitos acusaram a Netflix e a criadora de "Cuties", Maïmouna Doucouré, de promover a sexualização grotesca das meninas do filme.

Além do roteiro em si, a própria divulgação do filme já sugeria a sexualização das garotas, expostas pela Netflix em um cartaz, no qual aparecem com roupas curtas e algumas poses sensuais da conhecida dança.

"Nossa cultura está tão profunda e irrevogavelmente quebrada", comentou uma usuária do Twitter ao mostrar o cartaz.

"Empoderamento feminino"

A própria cineasta francesa reconheceu em uma entrevista ao 'The Wrap' que o filme tem uma proposta de dar mais autonomia a garotas e acredita que a produção possa alcançar esse objetivo.

Tendo crescido na França com pais tradicionais do Senegal, onde a religião predominante é o Islã, Doucouré disse que queria que "Cuties" ponderasse em voz alta que as meninas deveriam "ter o direito de escolher quais mulheres podem ser neste mundo".

"Em nossa cultura, ainda hoje, posso dizer que não sou totalmente livre", explicou ela. "Porque adoro usar vestidos curtos e, ao mesmo tempo, quando vou a uma cerimónia religiosa, uso véu. Basta escolher como mulher: quem você quer ser?".

"Retratação"

Após as inúmeras críticas, a Netflix emitiu uma "nota de retratação" em suas redes sociais, reconhecendo que errou ao divulgar o cartaz com a imagem das meninas, mas não criticou o conteúdo do filme, que ainda será lançado em 9 de setembro.

"Lamentamos profundamente a arte inadequada que usamos para o filme Mignonnes / Cuties. Não estava bem, nem representava esse filme francês que ganhou um prêmio no Festival de Sundance. Agora, atualizamos as fotos e a descrição", publicou o perfil da plataforma no Twitter.

Fonte: Guiame
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