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sábado, 23 de outubro de 2021

Jogadora da seleção de vôlei é decapitada por não seguir regras do Talibã


Mahjabin Hakimi, uma das melhores jogadoras do Clube de Vôlei de Cabul, foi morta enquanto os terroristas procuravam atletas femininas.

Uma jogadora da seleção feminina de vôlei do Afeganistão foi decapitada pelo Talibã, revelou sua treinadora ao The Independent persa. As fotos de sua cabeça decepada foram publicadas nas redes sociais e chocaram o mundo.

Mahjabin Hakimi, uma das melhores jogadoras do Clube de Vôlei de Cabul, foi morta enquanto os terroristas procuravam atletas femininas. Sob o governo do Talibã, as mulheres são proibidas de praticar esportes no Afeganistão.

Hakimi — que não teve a idade revelada — foi assassinada em Cabul no início do mês, mas por causa das ameaças, sua família decidiu não divulgar sua morte, contou a treinadora, usando o pseudônimo de Suraya Afzali, por razões de segurança.

Afzali disse ao Persian Independent que decidiu ir à público para alertar o risco que as atletas afegãs enfrentam, já que apenas duas jogadoras da seleção feminina de vôlei conseguiram fugir do país.

Todas as jogadoras do time de vôlei e o restante das atletas femininas estão em uma situação péssima, desesperadas e com medo”, disse ela ao jornal. “Todas foram forçadas a fugir e viver em lugares desconhecidos.

Uma das jogadores que escapou, Zahra Fayazi, chegou a revelar à BBC no mês passado que uma atleta havia sido morta. “Não queremos que isso se repita com as outras jogadoras”, disse ela à emissora.


Por causa de ameaças, a família e equipe ficaram em silêncio sobre a morte de Mahjabin Hakimi. (Foto: Twitter)

Fayazi revelou que muitas jogadoras foram ameaçadas também por parentes que são seguidores do Talibã. “O Talibã pediu às famílias das nossas jogadoras que não permitissem que suas meninas pratiquem esportes, caso contrário, elas serão confrontadas com uma violência inesperada”, disse Fayazi.

Elas até queimaram seus equipamentos esportivos para salvar a si próprias e suas famílias. Elas não queriam que eles guardassem nada relacionado ao esporte. Elas estão com medo”, reportou a atleta afegã.

Outra companheira do esporte que escapou disse à BBC que todos ficaram “chocados” quando souberam que um membro de sua equipe havia sido morto.

Tenho certeza de que foi o Talibã”, disse Sophia, um pseudônimo para proteger seus familiares ainda no Afeganistão. “Talvez vamos perder outras amigas”, disse ela.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Atletas cristãos foram impedidos de participar da Olimpíada no Rio

Delegação do Egito usou critérios religiosos para escolher atletas denuncia ONG

A ONG egípcia Coptic Solidarity está fazendo uma grave denúncia de perseguição religiosa. A delegação do Egito não permitiu que atletas cristãos participassem da Olimpíada no Rio de Janeiro. Uma queixa formal já foi registrada junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Federação Internacional de Futebol (FIFA), contudo nenhuma providência foi tomada.
Segundo a organização, atletas não muçulmanos são impedidos de participar de competições esportivas tanto dentro quanto fora do país. Isso inclui membros da seleção de futebol. A minoria copta é o ramo mais numeroso do cristianismo no Egito. Eles são cerca de 10% da população de 90 milhões. Dentre a delegação olímpica de 122 atletas, nenhum era copta.
Essa prática foi reportada também em Londres, quatro anos atrás. Há pelo menos 10 atletas que teriam condições de participar do maior evento esportivo do planeta, caso os critérios fossem apenas técnicos. “Eles passaram em todas as fases de seleção, mas os atletas [cristãos] foram excluídos de competições tanto nacional quanto internacional com base apenas em sua confissão religiosa”, diz o comunicado da Coptic Solidarity.
O COI nunca se manifestou nem impôs penas ao Egito. Curiosamente, as imagens das jogadoras do vôlei de praia totalmente cobertas, seguindo a lei islâmica, viraram um símbolo de ‘diversidade’.
Segundo a Coptic Solidarity: “a intolerância religiosa nos esportes é algo muito difundido no Egito, e acaba minando o significado do espírito esportivo. A atitude vergonhosa do judoca egípcio Islam El Shehaby, que se recusou a cumprimentar seu adversário israelita nos Jogos Olímpicos de 2016, foi vista e condenada pelo mundo todo. Mesmo assim, o Egito comemora o fato como uma espécie de vitória religiosa”.
Com informações de Christian Today via Gospel Prime
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