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sábado, 1 de setembro de 2018

Autora faz alerta sobre vida cristã “online” e diz que este é o “perigo real desta geração”

Em uma entrevista recente, a renomada autora cristã, Christine Caine, falou sobre como esta geração está se distanciando do ensino bíblico no tocante aos relacionamentos pessoais, sugerindo que uma vida "online" não produz autenticidade suficiente para testemunhar o amor de Cristo em nossas vidas.
Para Caine, relacionamentos reais exige a disposição para julgamentos. Somos expostos ao outro sempre que nos posicionamos, assumindo o risco de receber críticas e ouvir o que não gostaríamos.
"Eu acho que em muitos casos somos relacionalmente disfuncionais, e não temos amor autêntico um pelo outro porque não estamos dispostos a colocar nossos corações lá fora e estar prontos para ser pisados, mal interpretados, mal interpretados", disse ela.
Por conta disso, segundo Caine, vivemos em uma geração que se esconde na internet, acreditando que relacionamentos virtuais são mais "seguros", mas que não refletem o propósito de Deus para a vida humana, que deve ser pessoal.
"Você pode basicamente ter toda a sua vida cristã on-line, e não ter que fazer o trabalho duro de ser vulnerável, transparente e autêntico em relacionamentos reais. O  perigo real para esta geração", disse ela.

Uma caminhada pessoal no dia-a-dia

A escritora enfatiza que vida cristã significa, em outras palavras, caminhar no dia-a-dia com o próximo, tendo a disposição de "chorar com os que choram" e "se alegrar com os que se alegram", na vida real e não no mundo virtual.
"A Bíblia diz para termos cuidado de fazer o bem a todos, especialmente aqueles da família da fé. É muito mais fácil defender a justiça e dizer: 'Vamos todos dar as mãos e cantar Kumbaya e sermos unidos – desde que eu não tenha que ter uma vida diária com você'", explica a autora.
Caina lançou recentemente o livro "Unashamed: Drop the Baggage, Pick Your Freedom, Filling Your Destiny" ("Sem vergonha: largue a bagagem, escolha a sua liberdade, preencha o seu destino", em tradução livre), defendendo que devemos deixar para trás questões do passado que nos afligem, para ter uma vida autêntica no presente.
"Espero que o livro ajude a mover a agulha um pouco sobre tudo isso, porque senão nós vamos desperdiçar outra geração e Jesus terá que esperar até que outra geração surja", conclui a escritora, segundo informações do Relevant.
Fonte: Gospel+

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

COMUNHÃO VIRTUAL É PRECÁRIA E PERIGOSA



Por Ev. Izaldil Tavares de Castro


A tecnologia da comunicação tem afetado todo o sistema de relacionamento social no mundo. Muitas pessoas não contam com a proximidade de dez amigos, mas contam centenas (ou milhares) de amigos (?) virtuais. Entre o indivíduo e a proximidade com o semelhante está a moderna "tecnologia da amizade".

Diz o Salmo 133.1: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!" Evidentemente o salmista não dispunha dos aparelhos e das tecnologias à disposição deste tempo. Todavia, já saboreava a vida social entre os irmãos. E conclui: "Porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre" (v.5).

Continue lendo esse excelente texto diretamente no Blog do autor.

Clique no link abaixo:

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Pokémon Go e os impactos na vida cristã


Que Deus nos ajude a definir, de fato, quem e o quê possuem prioridade e importância em nossas vidas.
Ao chegar em casa na hora do almoço, vi no condomínio um marmanjo andando para cima e para baixo com o celular na mão. Minha esposa estava junto comigo e logo me disse: “ele está procurando um Pokémon”. Logo entendi que eu estava por fora da notícia que virou febre mundial, o mais novo game chamado Pokémon Go.
Em suma este game é instalado no smartphone com o objetivo de capturar alguns monstrinhos (Pokémons) que ficam espalhados por diversos lugares. Para isso, é utilizado o sistema de GPS e a câmera do celular que auxiliam na busca e captura dos monstrinhos. Quanto mais monstrinhos são capturados melhor fica a performance do seu treinador (avatar).
Até aí parece ser um ótimo entretenimento para pessoas de idades variadas, entretanto, haveria alguma objeção acerca deste mais novo modismo virtual?
Certamente! Em poucas horas de uso no Brasil este novo fenômeno virtual já tem demonstrado uma série de problemas, tais como: colisões e atropelamentos com veículos; morte de um jovem de 18 anos por invadir uma casa para pegar o animalzinho virtual[1]; acidentes em lagos e rios; roubos de celular, etc… Dizem até que informações privativas, bem como a revelação de coordenadas da casa por meio de registros com a câmera do celular são enviadas a empresa dona do game. A lista de problemas e infortúnios é extensa.
Junto a isso, pesquisas tem revelado a dependência cada vez maior de uso do smartphone (conectado a internet) por esta geração. Não importa a faixa etária! Cada vez mais, crianças, jovens, adultos, idosos, etc., tem demonstrado comportamentos compulsivos no uso das redes sociais como Facebook, WhatsApp, Twitter, Snapchat, etc. No caso do Pokémon Go, a grande sacada é o realismo adaptado ao ambiente virtual, uma vez que o usuário deve literalmente sair procurando pelo bichinho para capturá-lo.
Através da cosmovisão cristã podemos perceber que existem princípios a serem observados em relação ao uso da tecnologia, assim como no caso deste novo game de fama internacional. Um dos princípios mais claros e inerentes neste caso é o ‘correto uso do tempo’. O uso excessivo das mídias sociais e de jogos como esse tem levado as pessoas a consumirem quase todo o tempo do dia em um único aparelho. De modo que, atividades importantes do cotidiano, investimento em relacionamentos familiares, admissão de conhecimento, empreendedorismo, etc., tem sido deixados de lado por uma sociedade cada vez mais virtualmente vaidosa. Se esquecem que há um tempo determinado para cada propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3.1).
A virtualidade presente nas redes sociais e em jogos como esse, tem tomado a primazia e a importância dos relacionamentos interpessoais e, principalmente, da intimidade com Deus por grande parte das pessoas que confessam a fé cristã. Não somente a intimidade com Deus, mas a comunhão com os irmãos em Cristo, retratada no livro de Atos, tem dado lugar a uma espécie de “mundo ideal platônico”, onde tudo parece ser a representação perfeita da vida, mas, na prática está mais para uma fuga da realidade do que qualquer outra coisa.
Não precisamos ir muito longe. Basta fazermos uma comparação do tempo que temos disponibilizado para Deus (por meios dos devocionais diários) com o tempo que gastamos conectados por meio do smartphone. Outro ponto interessante é a mudança de comportamento ao dormir e ao acordar. Em ambos os casos, os cristãos se preocupavam em se dirigir a Deus por meio da oração. Hoje em dia o primeiro ato logo após o despertar da manhã ou antes de repousar é o de acessar os ambientes virtuais pelo smartphone.
O resultado disso? Cada vez mais nossa geração está perdendo o interesse pelo conhecimento da revelação de Deus, através das Escrituras Sagradas, aumentando exponencialmente o analfabetismo bíblico-teológico de cristãos confessos que, ao se depararem com ataques do relativismo pós-moderno à sua fé, desmoronam facilmente por não saberem apresentar a razão da esperança que há neles.
De certa forma, ainda é cedo para tirar conclusões contundentes sobre a chegada deste novo game no Brasil. Como qualquer outro entretenimento utilizado de modo sadio, creio não haver prejuízos para os seus usuários. Entretanto, tenho uma expectativa pessimista de que no meio da juventude evangélica se ouça falar e gastar mais tempo com o Pokémon Go do que propriamente com o Reino de Deus e a sua justiça. Espero estar redondamente enganado.
Por fim, tenho uma palavra a você, jovem evangélico, que está afetado por esta febre passageira: que a empolgação com a obtenção de Pokébolas dê lugar a obtenção de sabedoria através da Palavra de Deus. Que a visitação dos PokéStops para ganhos no jogo dê lugar a visitação da presença de Deus por meio da oração aí mesmo no seu quarto. Que a busca pelo crescimento do seu treinador (avatar) dê lugar ao seu próprio crescimento, através de boas leituras, bons hábitos e bons relacionamentos.
E que Deus nos ajude a definir, de fato, quem e o quê possuem prioridade e importância em nossas vidas. Afinal de contas, ficar o dia inteiro correndo atrás de monstrinhos que não existem é de doer né?
Fonte: Gospel Prime
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