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sábado, 22 de abril de 2017

Precisamos conversar sobre um problema chamado Desafio da Baleia Azul - Com Marisa Lobo

ENTENDENDO O DESAFIO DA BALEIA AZUL PASSO A PASSO COM MARISA LOBO

Baleia azul é um jogo comandado por um "serial killer virtual". Já são sete adolescentes que tentaram suicídio alienados pelo jogo da Baleia Azul, a ponto do prefeito Rafael Greca, de Curitiba (PR), fazer reunião de emergência com as Secretarias de Educação, Saúde e Segurança. Outras autoridades Brasil afora também já começam a se mobilizar.
Há muitos mais casos, inclusive com mortes por todo mundo. Estou fazendo um estudo aprofundado sobre estes fenômenos e palestrando em escolas sobre depressão e os perigos de jogos na internet.
Orem, pois a coisa é mais maligna do que imaginam.
Para se ter uma ideia da gravidade, o nome da pessoa que aliena jovens para o jogo suicida chama-se "curador", que cura a depressão e tristeza dos jovens. A maioria são meninas.
Os 50 desafios são todos de automutilação. As pessoas que se deixam alienar, ficam reféns desses maníacos, psicopatas que sentem prazer ao dominar pela dor e sofrimento suas vítimas.
Entendo isso como um serial killer virtual, mas a verdade é que se trata da ação de psicopatas assassinos. Denunciem páginas, links, tudo que possa sugerir este jogo. Lembrando que não é o único. A origem desse jogo é russa, muitos entram por curiosidade, outros recebem convites.
A problemática desse jogo é que quem entra convida os amigos, que convidam outros amigos. Existe uma linha muito tênue entre vida e morte que fascina e atrai muitos adolescentes, que estão passando por uma crise normal da adolescência, uma crise de contestação da autoridade dos pais, de valores, uma busca de si mesmos.
O grupo, a coletividade, os amigos são importantes nessa fase vulnerável, a ponto de serem influenciados pela coletividade, tornando-se presas fáceis para esse tipo de jogo. Adolescentes nessa fase tendem a serem depressivos, terem baixa autoestima. Muitos desses jovens já praticavam coutting (autoflagelo), que é moda no meio de adolescentes e uma preocupação dos especialistas em saúde mental há muitos anos.
Nossas crianças estão abandonadas, entregues à internet, trancadas em quartos, obcecadas por redes sociais, sem o menor monitoramento dos pais, que estão preocupados demais com seus afazeres.
Precisamos repensar nossa educação. Essa desconstrução da identidade de nossos jovens, essa busca compulsiva por "felicidade", essa falta de fé, vem adoecendo de morte nossas crianças.
Vamos clamar pelas nossas crianças e agir, educar mais, amar mais. Em nome de Jesus , dêem mais atenção aos seus filhos, monitorem seus filhos, dialoguem mais com seus filhos.
A Baleia Azul é apenas um sintoma da má educação, da relativização da fé, da sexualidade, da vida. Temos que falar sobre depressão na infância e adolescência e saber que ela existe e não é frescura.

Vítima do jogo prestes a se suicidar

Sintoma da péssima educação moderna

Esses jogos virtuais, competem com a falta de atenção que os pais não estão dando aos filhos, atitude que colocam na conta temporaneidade. Ensina-se uma educação permissiva, sem autoridade paterna ou materna.
Essa educação moderna onde os pais são "amigos dos filhos" sem exercer o papel de pais, com autoridade e um certo controle, deixa as crianças inseguras, crianças precisam de adultos para protege-las, precisam sentir segurança. Pais podem ser amigos de seus filhos claro, mas nunca esqueceremos que sua função é educar e cuidar.

A Baleia

Vejam como são os desafios. Eles são criados para gerar estresse e alienação psicológica. Impõe medo, falta de sono e obriga a desafios que alteram o comportamento, levando a pessoa ao limite entre razão e loucura.
Os desafios são preparados para desencadear uma compulsão e obsessão pelo fim, para completar o jogo. A dor física gerada é uma estratégia para "diminuir" a angústia gerada pelo jogo. Somadas, as co-morbidades associadas, levam uma pessoa a um surto psicótico a ponto de tirar a própria vida.
Esses desafios diários são criados propositadamente com requintes de um estrategista que conhece técnicas de alienação, submissão, ameaças e imposição do medo. Um serial killer virtual. Há uma explícita maldade demoníaca nas entrelinhas de cada desafio. Perceba:
1 – Com uma navalha, escreva a sigla “F57” na palma da mão e em seguida envie uma foto para o curador;
2 – Assista filmes de terror e psicodélicos às 4:20 da manhã. Mas não pode ser qualquer filme: o curador indicará, lembrando que ele fará perguntas sobre as cenas, pois ele quer saber se você realmente assistiu;
3 – Corte seu braço com uma lâmina. Faça "3 cortes grandes", mas é preciso ser sobre as veias e o corte não precisa ser muito profundo, envie a foto para o curador, e seguirá para o próximo nível;
4 – Desenhe uma baleia azul e envie a foto para o curador;
5 – Se você está pronto para se tornar uma baleia, escreva "SIM" em sua perna. Se não, corte-se muitas vezes, "castigue-se";
6 – Tarefa em código;
7 – Escreva "F40" em sua mão, envie uma foto ao curador;
8 – Em sua rede social, escreva "#i_am_whale" no seu status do VKontakte (rede social russa) ou no Facebook (a hashtag significa "eu sou uma baleia");
9 – Ele te dará uma missão baseada no seu maior medo, ele quer fazer você superar esse medo;
10 – Acorde as 4:20 da manhã e suba em um telhado, quanto mais alto melhor;
11 – Desenhe uma foto de uma baleia azul na mão com uma navalha e envie a foto para o curador;
12 – Assista filmes de terror e psicodélicos à tarde;
13 – Ouça as musicas que os "curadores" te enviarem;
14 – Corte seu lábio;
15 – Fure sua mão com uma agulha muitas vezes;
16 – Faça algo doloroso, "machuque-se", fique doente;
17 – Procure o telhado mais alto, e fique na borda por algum tempo;
18 – Suba em uma ponte e sente-se na borda por algum tempo;
19 – Suba em um guindaste ou pelo menos tente;
20 – No próximo passo o curador irá verificar se você é de confiança;
21 – Encontre outra baleia azul, "outro participante", que o curador te indicará;
22- Pendure-se novamente em um telhado alto, apoiando-se na borda com as pernas penduradas;
23 – Outra tarefa em código;
24 – Tarefa secreta;
25 – Reunião com uma baleia azul que o curador indicará;
26 – O curador indicará a data da sua morte, e você aceitará;
27 – Acorde as 4:20 e vá a uma estrada de ferro;
28 – Não fale com ninguém o dia todo;
29 – Faça um voto de que você é realmente uma Baleia Azul;
30 a 49 – Todos os dias você deve acordar às 4h20 da manhã, assistir a vídeos de terror, ouvir música que "eles" enviarem, fazer 1 corte por dia em seu corpo, falar com "uma baleia" durante o intervalo dos desafios 30 a 49;
50 – Tire sua própria vida.
Filhos precisam de pais amigos, e não amigos que por acaso são pais. Essa nova geração Z está abandonada, entregue à escola, à mídia e aos sentimentos virtuais. Temos que parar e repensar essa modernidade mórbida, que tira a felicidade de nossas crianças.
Temos que entender que um abraço, amor de família, não é virtual, é real, e deve ser exercitado todos os dias. Virtualidade em excesso psicotiza.
Fonte: Gospel+
Marisa Lobo
Psicóloga clínica, escritora, pós-graduada em saúde mental, conferencista realiza palestras pelo Brasil sobre prevenção e enfrentamento ás drogas, e toda forma de bullying, transtornos psicológicos, sexualidade da familia, entre outros assuntos. Teóloga, ela é promoter e organizadora da ExpoCristo realizada no Paraná. Marisa é casada, tem dois filhos e congrega na IBB em Curitiba.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Líderes cristãos se mobilizam para aconselhar pais sobre como reagir ao jogo da Baleia Azul

A nova fonte de preocupação para pais com filhos adolescentes chama-se Desafio da Baleia Azul. O jogo, que conduz os participantes ao suicídio, tornou-se febre entre adolescentes e ligou a luz de alerta em líderes cristãos.
O pastor Renato Vargens, escritor, blogueiro e líder da Igreja Cristã da Aliança, publicou um artigo sobre o assunto e chamou a atenção para a responsabilidade dos pais nos relacionamentos de seus filhos adolescentes, e o que fazem nas horas vagas.
Vargens observa que "no jogo há desde tarefas simples, como desenhar uma baleia num papel, até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios, furar a palma da mão ou desenhar no braço com uma lâmina uma baleia", e acrescenta que "o desafio mais macabro deste maldito jogo é sempre o mesmo: suicídio".
"Apesar de não generalizar, sou tomado pela convicção que boa parte dos adolescentes que aceitam participar do jogo da baleia azul, o fazem por se sentirem deprimidos, o que em parte se deve a ausência de pais e mães", explicou Vargens, que destacou a dedicação dos pais ao trabalho como um fator de ausência na vida dos filhos.
"Quantos adolescentes que mesmo vivendo com seus pais, não recebem por parte destes atenção carinho, amor e disciplina? Eu particularmente tenho visto inúmeros adolescentes deprimidos, angustiados, sem ânimo algum pelo fato inequívoco de terem sido abandonados em vida por seus pais", lamentou.
Para contribuir de forma efetiva na resolução do problema, o pastor elaborou uma lista de conselhos para que, através do relacionamento, pais de adolescentes possam prevenir que seus filhos fiquem expostos às insanidades do mundo contemporâneo.
Confira:
  • Ame seu filho e lembre-se que amor se mostra através de atitudes; 
  • Dedique tempo ao seu filho. Seja presente, priorize ele, vá ao cinema, ao estádio de futebol, a um parque e gaste tempo em comunhão e relacionamento pessoal; 
  • Seja o melhor amigo de seu filho;
  • Se perceber que ele está se isolando dos amigos, da família, com um comportamento marcado pela tristeza, tente conversar com ele e se necessário for procure ajuda profissional;
  • Procure ver com quem ele está se relacionando na escola, na internet ou em outro ciclo de relacionamento qualquer;
  • Ore com e por ele.

DEPRESSÃO
Marisa Lobo, psicóloga e palestrante, publicou um artigo em sua coluna no Gospel+ explicando os detalhes da manipulação premeditada que existe no jogo da Baleia Azul, e alertou para o risco ao qual os adolescentes estão expostos nas redes sociais.
"Para se ter uma ideia da gravidade, o nome da pessoa que aliena jovens para o jogo suicida chama-se "curador", que cura a depressão e tristeza dos jovens. A maioria são meninas. Os 50 desafios são todos de automutilação. As pessoas que se deixam alienar, ficam reféns desses maníacos, psicopatas que sentem prazer ao dominar pela dor e sofrimento suas vítimas", observou.
Segundo Marisa Lobo, a sedução aos adolescentes passa pela ideia de confrontar os pais e se livrar da autoridade que eles representam: "A problemática desse jogo é que quem entra convida os amigos, que convidam outros amigos. Existe uma linha muito tênue entre vida e morte que fascina e atrai muitos adolescentes, que estão passando por uma crise normal da adolescência, uma crise de contestação da autoridade dos pais, de valores, uma busca de si mesmos".
"Precisamos repensar nossa educação. Essa desconstrução da identidade de nossos jovens, essa busca compulsiva por "felicidade", essa falta de fé, vem adoecendo de morte nossas crianças. Vamos clamar pelas nossas crianças e agir, educar mais, amar mais. Em nome de Jesus , dêem mais atenção aos seus filhos, monitorem seus filhos, dialoguem mais com seus filhos", orientou.
Confira todos os detalhes dos conselhos oferecidos pela psicóloga neste artigo.
Fonte: Gospel+

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Pokémon Go e os impactos na vida cristã


Que Deus nos ajude a definir, de fato, quem e o quê possuem prioridade e importância em nossas vidas.
Ao chegar em casa na hora do almoço, vi no condomínio um marmanjo andando para cima e para baixo com o celular na mão. Minha esposa estava junto comigo e logo me disse: “ele está procurando um Pokémon”. Logo entendi que eu estava por fora da notícia que virou febre mundial, o mais novo game chamado Pokémon Go.
Em suma este game é instalado no smartphone com o objetivo de capturar alguns monstrinhos (Pokémons) que ficam espalhados por diversos lugares. Para isso, é utilizado o sistema de GPS e a câmera do celular que auxiliam na busca e captura dos monstrinhos. Quanto mais monstrinhos são capturados melhor fica a performance do seu treinador (avatar).
Até aí parece ser um ótimo entretenimento para pessoas de idades variadas, entretanto, haveria alguma objeção acerca deste mais novo modismo virtual?
Certamente! Em poucas horas de uso no Brasil este novo fenômeno virtual já tem demonstrado uma série de problemas, tais como: colisões e atropelamentos com veículos; morte de um jovem de 18 anos por invadir uma casa para pegar o animalzinho virtual[1]; acidentes em lagos e rios; roubos de celular, etc… Dizem até que informações privativas, bem como a revelação de coordenadas da casa por meio de registros com a câmera do celular são enviadas a empresa dona do game. A lista de problemas e infortúnios é extensa.
Junto a isso, pesquisas tem revelado a dependência cada vez maior de uso do smartphone (conectado a internet) por esta geração. Não importa a faixa etária! Cada vez mais, crianças, jovens, adultos, idosos, etc., tem demonstrado comportamentos compulsivos no uso das redes sociais como Facebook, WhatsApp, Twitter, Snapchat, etc. No caso do Pokémon Go, a grande sacada é o realismo adaptado ao ambiente virtual, uma vez que o usuário deve literalmente sair procurando pelo bichinho para capturá-lo.
Através da cosmovisão cristã podemos perceber que existem princípios a serem observados em relação ao uso da tecnologia, assim como no caso deste novo game de fama internacional. Um dos princípios mais claros e inerentes neste caso é o ‘correto uso do tempo’. O uso excessivo das mídias sociais e de jogos como esse tem levado as pessoas a consumirem quase todo o tempo do dia em um único aparelho. De modo que, atividades importantes do cotidiano, investimento em relacionamentos familiares, admissão de conhecimento, empreendedorismo, etc., tem sido deixados de lado por uma sociedade cada vez mais virtualmente vaidosa. Se esquecem que há um tempo determinado para cada propósito debaixo do céu (Eclesiastes 3.1).
A virtualidade presente nas redes sociais e em jogos como esse, tem tomado a primazia e a importância dos relacionamentos interpessoais e, principalmente, da intimidade com Deus por grande parte das pessoas que confessam a fé cristã. Não somente a intimidade com Deus, mas a comunhão com os irmãos em Cristo, retratada no livro de Atos, tem dado lugar a uma espécie de “mundo ideal platônico”, onde tudo parece ser a representação perfeita da vida, mas, na prática está mais para uma fuga da realidade do que qualquer outra coisa.
Não precisamos ir muito longe. Basta fazermos uma comparação do tempo que temos disponibilizado para Deus (por meios dos devocionais diários) com o tempo que gastamos conectados por meio do smartphone. Outro ponto interessante é a mudança de comportamento ao dormir e ao acordar. Em ambos os casos, os cristãos se preocupavam em se dirigir a Deus por meio da oração. Hoje em dia o primeiro ato logo após o despertar da manhã ou antes de repousar é o de acessar os ambientes virtuais pelo smartphone.
O resultado disso? Cada vez mais nossa geração está perdendo o interesse pelo conhecimento da revelação de Deus, através das Escrituras Sagradas, aumentando exponencialmente o analfabetismo bíblico-teológico de cristãos confessos que, ao se depararem com ataques do relativismo pós-moderno à sua fé, desmoronam facilmente por não saberem apresentar a razão da esperança que há neles.
De certa forma, ainda é cedo para tirar conclusões contundentes sobre a chegada deste novo game no Brasil. Como qualquer outro entretenimento utilizado de modo sadio, creio não haver prejuízos para os seus usuários. Entretanto, tenho uma expectativa pessimista de que no meio da juventude evangélica se ouça falar e gastar mais tempo com o Pokémon Go do que propriamente com o Reino de Deus e a sua justiça. Espero estar redondamente enganado.
Por fim, tenho uma palavra a você, jovem evangélico, que está afetado por esta febre passageira: que a empolgação com a obtenção de Pokébolas dê lugar a obtenção de sabedoria através da Palavra de Deus. Que a visitação dos PokéStops para ganhos no jogo dê lugar a visitação da presença de Deus por meio da oração aí mesmo no seu quarto. Que a busca pelo crescimento do seu treinador (avatar) dê lugar ao seu próprio crescimento, através de boas leituras, bons hábitos e bons relacionamentos.
E que Deus nos ajude a definir, de fato, quem e o quê possuem prioridade e importância em nossas vidas. Afinal de contas, ficar o dia inteiro correndo atrás de monstrinhos que não existem é de doer né?
Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Jogos Evangélicos atraem 700 atletas de 60 igrejas

São diversas modalidades esportivas disputadas nesse evento que chega à 7ª edição

Neste final de semana acontece no Ginásio do Arena do Morro, em Natal, a segunda rodada do futsal masculino e a primeira rodada do basquete que fazem parte da 7ª edição dos Jogos Evangélicos do Rio Grande do Norte (JOERN).
O evento conta com o apoio de mais 60 igrejas que enviaram aproximadamente 700 atletas para competir nas modalidades de futsal, futebol de areia, basquete, vôlei, xadrez, karatê, judô e tênis de mesa.
As competições acontecem nos dias 2 e 3 de julho entre as 8h e as 20h, atraindo milhares de espectadores que acompanharão as partidas.
O JOERN é um evento promovido pela Rede Internacional Jesus Warriors no Brasil, tendo como principal objetivo promover o esporte e a integração dos cristãos do estado.
Ao longo desses 7 anos, as igrejas da região estão se tornando cada vez mais participativas, entendendo esse propósito de unidade em torno do propósito que é expandir a verdade da Palavra de Deus.
Para acompanhar as competições e saber mais sobre o evento acesse o site www.jogosevangelicosdorn.com.
Fonte: CPAD News
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