sábado, 9 de março de 2019

A Irmãzinha de coque! - Quem é essa?

Quero falar hoje de um tipo de evangélico brasileiro que representa na realidade a nossa cultura, e que corre o risco de ser menosprezado pelos orgulhosos e soberbos.

A conhecidíssima "irmãzinha do coque" é a que personifica muita das vezes o verdadeiro cristianismo. É claro que existem senhoras que escandalizam o Evangelho e não se comportam de maneira prudente. Mas você sabe do tipo de irmãzinha que estou falando, aquela sincera, humilde e que conhece a Deus.

Ela muita das vezes não tem seu marido convertido ou seus filhos, mas ela ora e intercede por todos eles, obedecendo a Deus, servindo ao esposo e aos filhos, levando a luz do Evangelho.

É humilhada por sua fé. Sofre insultos e escuta palavras que nos fariam simplesmente sumir do mapa, mas elas permanecem. Chorando, mas permanecem. No meio das dificuldades, mas crendo.

No momento do desespero é a primeira pessoa que se lembram em conversar e pedir oração e conselho.

Não tem honra entre os seus, mas é vista e contemplada por Deus todos os dias.

É forte como Sansão, sábia como Salomão, corajosa como Davi, destemida como Neemias, fiel como Daniel.

Ela não sabe o que Lutero pensava sobre as autoridades seculares, nunca pegou uma Teologia Sistemática na mão, e jamais ouviu as palavras "soteriologia" e "hamartiologia".

História da igreja? Conhece somente os pastores que presidiram a igreja em que congrega, essa é a única história da igreja que conhece.

Mas e o hebraico e grego bíblico para se fazer exegese? Nada, mal sabe ler e escrever.

Mas e Calvino, Edwards, Wesley, e tantos outros, ela conhece? Também não conhece. Calvino pra ela é um homem que está perdendo os seus cabelos.

Tudo bem, mas e a vida dela, como é? Ora como ninguém. De manhã, madrugada, noite, visita lares e ora por pessoas enfermas e que precisam de ajuda espiritual. Pregam e evangelizam sem medo. "Jesus te ama, ele tem uma obra na sua vida".

Na simplicidade, atraem pessoas para perto de Deus. Falam na cara das pessoas o que Deus manda dizer. Se é arrependimento, perdão, adultério, fornicação? Falam também.

Têm convicção que o Espírito Santo as guia em tudo. Louvam lavando a louça. Choram pelos seus parentes e conhecidos diante do Senhor. Glorificam a Deus nas pequenas coisas.

Elas fazem marmanjos que posam de teólogos e especialistas em assuntos teológicos (principalmente na internet) serem anões espirituais.

Pra elas, O Pai, Filho e Espírito Santo não são uma doutrina, são o próprio Deus que elas conhecem e caminham com Ele todos os dias.

Elas podem até não conhecer a teologia de Deus mais sofisticada intelectualmente que existe, contudo, elas conhecem o Deus da teologia. Não conhecem somente a palavra que o Espírito soprou, mas o próprio Espírito Santo.

A irmãzinha do coque é a maior prova de que Deus procura pessoas sinceras, verdadeiros adoradores que estão dispostos a renunciar tudo por amor a Ele e sofrer as injúrias e sofrimentos da vida pelo Senhor.

Neste momento há milhares delas que não tem livro escrito, pregação gravada, CD tocando nas rádios, ou palestra agendada., mas que o Senhor as ouve todos os dias e se inclina para abençoar, ah ouve...”

Autor desconhecido.

Recebi via whatssapp.

Um comentário:

Unknown disse...

Pastor Carlos Roberto, infelizmente as irmãs do coque estão em extinção nas Assembleias de Deus, aquela simplicidade de outrora está desaparecendo, aquela espiritualidade genuinamente pentecostal têm sucumbido aos modismos do neo-pentecostalismo e a simplicidade das irmãs na indumentária gradativamente têm sido substituídas pelo exagero e irreverência da moda. À exemplo de Habacuque, supliquemos à Deus por um Avivamento que nos leve de volta à simplicidade do Evangelho e da vida cristã.

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