quinta-feira, 25 de junho de 2020

O Intérprete de Libras e a Igreja evangélica durante a pandemia



A linguagem de libras e a inclusão social na Igreja evangélica durante a pandemia


língua brasileira de sinais (Libras) é a língua de sinais (língua gestual) usada por surdos dos centros urbanos brasileiros e legalmente reconhecida como meio de comunicação e expressão.

De acordo com as estatísticas, "existem 9,7 milhões de surdos no Brasil e são 360 milhões de surdos no mundo, porém somente 3% conhece Jesus. É um povo não alcançado. Dentro do tempo de missões se fala muito na janela 10/40, portanto podemos  concluir que os surdos estão dentro da janela 10/41, ou seja, eles são o Sétimo seguimento entre os menos evangelizados". - (G)

Durante a quarentena da pandemia do novo coronavírus, a covid-19, algumas igrejas se utilizaram dessa linguagem em suas transmissões dos Cultos on line, porque a prática já era comum nos seus Cultos presencias.

Por outro lado, encontramos em grupos de whatssapp e outras redes sociais, líderes garimpando pessoas com conhecimento da linguagem de libras no meio da sua membresia ou até mesmo em suas adjacências, para colaborarem nas transmissões, ao mesmo tempo em que na maioria das Igrejas não se pode suprir essa necessidade, justamente porque não se have preparo com antecedência para tal necessidade.

Assim como nossas deficiências na área de comunicação e tecnologia se verificaram, não é diferente com a linguagem de libras.

O Evangelho de Cristo não pode nem deve ser mudado em sua essência, no entanto, quanto a forma de comunicá-lo e fazê-lo chegar a todos os ouvintes é necessário contextualização. Não adianta termos a certeza que temos o melhor conteúdo, se não temos as ferramentas corretas para alcançarmos o alvo.

Uma ferramenta de evangelização e inclusão social

Assim como comunicação e tecnologia são ferramentas que vieram para ficar, não é diferente com a linguagem de libras, algo pertinente e necessário a partir de agora, o que trata-se de mais um elemento de evangelização e também de inclusão social para aqueles que são deficientes auditivos.  

Capacitação profissional

Ficou evidente que Líderes religiosos precisam incentivar as pessoas, e até mesmo investir se necessário for, com cursos, palestras e formação, para que a Igreja esteja devidamente equipada e preparada com os recursos humanos que que a modernidade requer.

Capacitação espiritual e ministerial

Outra preocupação com as pessoas que operam em todas essas áreas, incluindo-se aí os intérpretes de libras, além da capacitação profissional, é necessário também preparo espiritual e ministerial, assim como diáconos e outros obreiros em geral, considerando serem os atuais cooperadores e ou auxiliares de trabalho, pelo que deverão também operar em sintonia tanto com a Palavra de Deus, assim como com a visão espiritual da liderança da Igreja, em suma, não podem mais serem vistos como operadores descartáveis ou sem qualquer importância para o Reino de Deus na atualidade.

Reciclando nossas ferramentas para manter o conteúdo do evangelho 

Desde o princípio, a Igreja de Cristo vem sofrendo alterações no seu "modus operandis", ou seja, reciclando as ferramentas e o modo operacional, sem no entanto perdermos a essência do evangelho, para que possa cumprir a grande comissão.

Os apóstolos eram em sua maioria absoluta, homens pescadores de profissão, acostumados às lutas do alto mar, portanto, rudes no trato, mas foram essenciais para o Ministério de Jesus aqui na terra.

Com a ascensão do Cristo, Ele mesmo teve um encontro com Saulo de Tarso, transformando-o no grande apóstolo Paulo, um homem muito preparado desde a sua juventude, com linguagem erudita, bem como com penetração entre judeus e romanos, e com livre trânsito em todo o mundo da sua época, o qual foi usado por Deus entre os gentios, uma tarefa que seria muito difícil para discípulos que compunham o colégio apostólico do Mestre.

A conversão de Paulo foi algo sobrenatural, extraordinário e atípico. Jesus tomou para si a responsabilidade de abordá-lo pessoalmente, muito provavelmente pela dificuldade que haveria entre os seus discípulos para essa abordagem. Havia pureza, conteúdo e boa intenção dos discípulos, mas faltava-lhes linguagem e a erudição necessária para que chegassem até Saulo de Tarso. No mundo atual, até mesmo os educadores estão 

A obra é de Deus, mas é operacionalizada através dos homens, portanto esses "up grade's" são necessários. No mundo pós pandemia, a imprevisibilidade será a regra, será o normal, a Igreja como corpo de Cristo jamais mudará, porém, como instituição, precisa se preparar e se adequar para essas mudanças.

Paulo disse a Temóteo: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade". - 2 Timóteo 2:15
As imagens abaixo, pela ordem, as cooperadoras Aline Marinho e Daniel Fernandes, são as intérpretes de libras em cultos on line do Templo Sede da AD Cubatão, uma prática que, pela misericórdia de Deus já era comum nos cultos presenciais.





2 comentários:

Marcos Brito disse...

Maravilha

Jeferson Martiniano disse...

Excelente artigo, Reverendo Carlos Roberto! Mt pertinente e motivador. Fui despertado e ensinado para um novo seguimento evangelístico que não sabia.Vou compartilhar com meus grupos e amigos. Obrigado.

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