Bispo Renato Cardoso também se manifestou alegando perseguição contra a Igreja Universal
Os desdobramentos da recente operação policial que resultou no bloqueio de ativos financeiros ligados ao Banco Digimais continuam movimentando os bastidores do cenário religioso e corporativo nacional. Diante do impacto das investigações e do cumprimento dos mandados judiciais, a liderança da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e o Bispo Renato Cardoso manifestaram-se publicamente para delimitar responsabilidades e contestar a abordagem das autoridades e de setores da imprensa.
O posicionamento oficial busca esclarecer a estrutura de governança da entidade bancária e externar a insatisfação da cúpula eclesiástica com o tratamento recebido ao longo da condução do caso.
Nota oficial da Universal esclarece o papel do Bispo Edir Macedo
Por meio de seu Departamento de Comunicação Social e de Relações Institucionais, a instituição emitiu um documento formal para detalhar o distanciamento da liderança religiosa da rotina corporativa do banco investigado. A manifestação visa resguardar a imagem institucional e desvincular a figura do fundador de eventuais irregularidades operacionais apontadas nos relatórios.
Diz o comunicado emitido pela UNIcom:
"Em relação às investigações envolvendo o nome do Banco Digimais, informamos que o Bispo Edir Macedo não integra a administração executiva nem participa da gestão operacional, financeira ou contábil da instituição. A condução das atividades é de responsabilidade exclusiva dos executivos e profissionais legalmente habilitados para responder perante os órgãos reguladores. Reiteramos nossa plena confiança na lisura das apurações conduzidas pelas autoridades competentes. Os advogados acompanham o processo de perto para garantir a rápida elucidação da verdade."
Bispo Renato Cardoso alega perseguição
Em paralelo à nota técnica, o Bispo Renato Cardoso trouxe o debate para a esfera espiritual e de direitos institucionais. Em pronunciamento público focado na defesa da comunidade, o líder externou a insatisfação ao declarar abertamente que as investidas tratam-se de “uma clara perseguição contra a Igreja Universal”.
A cúpula defende que os critérios de fiscalização e divulgação adotados possuem contornos atípicos se comparados às rotinas aplicadas ao restante do Sistema Financeiro Nacional.
Esse sentimento de sofrer uma ação desmedida e direcionada também foi compartilhado pela assessoria de imprensa da denominação, que aproveitou o espaço do esclarecimento oficial para direcionar críticas severas ao comportamento de determinados canais de comunicação durante a cobertura da Operação Miragem.
Ao fechar o comunicado, a assessoria expressou o descontentamento e a esperança da denominação ao expor:
"Infelizmente, não podemos expressar a mesma confiança em alguns veículos de notícias que historicamente, há décadas, alvejam o Bispo Macedo e a Igreja Universal com notícias falsas, tendenciosas e maldosas. Acima de tudo, e sempre, confiamos em Deus."
A banca jurídica que atende o grupo empresarial e religioso informou que todas as informações contábeis necessárias serão submetidas aos juízos competentes a fim de restabelecer a normalidade e demonstrar a integridade das atividades comerciais.
Confira a íntegra da nota abaixo:
Fonte: Folha Gospel com informações da Igreja Universal

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Pastor Carlos Roberto Silva
Point Rhema