Mostrando postagens com marcador Izaldil Tavares. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Izaldil Tavares. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de março de 2023

BOM DIA OU A PAZ DO SENHOR?


BOM DIA OU A PAZ DO SENHOR? Por Pr. Prof. Izaldil Tavares


As expressões "Bom dia!", "Boa noite!" e outras semelhantes, em nossa cultura, são formas de linguagem com as quais demonstramos alguma intimidade ou gentileza para com aqueles a quem nos dirigimos.

Tais expressões sempre deveriam denotar, de fato, um desejo pessoal; porém, é sabido que o uso constante e irrefletido de qualquer expressão corrói-lhe o significado; tornando-a vazia de sentido.

Ela passa a ser apenas um hábito social.

Algumas igrejas cristãs, sobretudo, as igrejas "Assembleia de Deus" adotaram - há mais de um século - uma forma oficial de saudação:

"A paz do Senhor!".

É necessário dizer que essa expressão não é tão somente a substituição de um cumprimento secular. Seu valor excede em muito a isso.

Não podemos nos esquecer de que esse magnífico e tão gentil cumprimento é memorial de uma benção ofertada pelo Senhor Jesus a todos os que o seguem.

"... Deixo para vocês a minha paz...". (Jo 14.27).
Jesus restabeleceu o valor da palavra hebraica, "Shalom", quando disse que a Sua paz era dada de modo diferente do usual para a sociedade.

A paz "do Senhor" é uma dádiva para os crentes! Contudo, tem sido mal ensinada, por isso, a expressão assumiu uma conotação antissocial, desvalorizada e, até mesmo, vergonhosa, para ser usada num recinto descrente da fé cristã.
A doce paz do Senhor mantém-se válida apenas dentro de umas poucas igrejas. Há igrejas que a aboliram do próprio púlpito! Todavia, tão grave quanto o desprezo da preciosidade dessa saudação é a vulgarização do seu uso, tornando-o vazio de sentido, como se faz com qualquer costumeiro "bom dia".
Toda saudação é uma forma de se expressar um bom desejo a outrem.

Essas expressões de desejo (volitivas) sempre podem estar precedidas da forma "Eu lhe desejo..."
Eu lhe desejo um bom dia!
Eu lhe desejo a paz do Senhor!
É realmente verdade que expressamos o desejo de que a paz do Senhor Jesus esteja com as pessoas ao nosso redor?

Haverá desejo de "boa noite" comparável à doce paz do Senhor?
Irmãos, é urgente que a igreja resgate, em alto e bom som, o imenso valor da paz do Senhor, não apenas entre nós; mas entre todos os homens! (Lc 2.14).

"Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!" - Lucas 2:14



Servo do Senhor Jesus Cristo, bacharel e pós-graduado em Teologia; especialista em Ciência da Religião. Consagrado ao Santo Ministério, como Evangelista, na Igreja Assembleia de Deus Bereana, em São Paulo, em 2013, e, ao pastorado, em 2018, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Pentecostal Russa do Brasil. Pastor Vice-Presidente da mesma igreja e membro do Conselho de Doutrina da COMADESPE/CGADB.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

O Presidente Bolsonaro e o Cristianismo


O Presidente Jair Bolsonaro e o Cristianismo - Prof. Izaldil Tavares


Ultimamente, meus textos e observações têm-se iniciado com uma frase recorrente: "Irrita-me...". Às vezes, penso ser efeito da senilidade, afinal, meus dezoito anos já ficaram bem longe. Outras vezes, vejo-me cheio de razão, diante do que leio nessas mídias sociais e em outros lugares. Mas vamos aos fatos.

O Brasil (não só o Brasil cristão ou evangélico) elegeu o capitão Jair Messias Bolsonaro, para a Presidência da República. Entre outras "virtudes", a Nação viu no homem a de se declarar cristão – com versículo bíblico e tudo. Nada mau para quem suportou Presidente bêbado e boca suja. Neste ponto começa o enrosco.

Algum "sábio" religioso postou que a palavra cristão significa "pequeno cristo". De onde ele tirou isso? Sabe-se lá! Também não está nisso o maior mal. Os seguidores de Cristo foram chamados cristãos, pela primeira vez, em Antioquia (At 11.26). Anteriormente eram chamados os "do Caminho" (At 9.2).

Quando Jesus andou por este mundo, multidões o acompanhavam por onde quer que ele andasse. Muitos simpatizavam com os seus ensinos, mas não eram seus seguidores; logo, não assumiam compromisso com a sua doutrina; mas eram considerados homens "do Caminho", tanto que Pedro, enquanto negava o Mestre, era considerado um "do Caminho".

O Brasil religioso, considerados aqui os evangélicos e os católicos, decidiu apoiar para a Presidência da República um candidato que se diz "cristão". Assim, a parcela dita evangélica resolveu puxar a sardinha para o seu lado, não sei a troco de quê. Tenho para mim que uma Nação carece de políticos e administradores honestos em suas funções no Estado, e isso não envolve a convicção religiosa de ninguém. Caso contrário, não haveria políticos evangélicos condenados e presos pela Justiça. Querem nomes?

O atual Presidente encontrou, principalmente no meio evangélico, um nicho importante, que, encantado pela recitação de um fragmento das Escrituras Sagradas, passou a assediá-lo ridiculamente.

Jair Bolsonaro não desistiu de ser católico, nunca se declarou evangélico, embora o tenham batizado (na marra) lá em Israel.

Mas, ponderemos! Que tem a ver o patriotismo, o amor à família, a devoção própria da caserna ao país e a simpatia pelos crentes com os interesses do Reino de Deus? Nada!

Cabe ao Presidente, por si mesmo, controlar e selecionar o seu vocabulário (o falar demais também) e prosseguir o bom trabalho que vem fazendo, motivo por que alinha inimigos ferozes que almoçavam, jantavam, bebiam uísque à vontade e falavam impropérios à mesa do ladrão, ora condenado.

Dispensa-se a interferência - como sugerem alguns – da Ministra Damares Alves (Onix também é evangélico). Ela não foi posta para capelania no Palácio, ela é uma funcionária do Estado, e sua fé nada tem com a sua mesa de trabalho, assim como a minha mesa de trabalho não está posta com a finalidade de eu exercer a exposição da minha crença. Os frutos aparecem sem que eu os ponha num cesto à frente de todos.

Deixem, por um tempo, o trato religioso de quem quer que seja. "... para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus" (Mt 5.16).

Postado por Izaldil Tavares de Castro às sábado, maio 23



QUEM É IZALDIL TAVARES DE CASTRO

Pai de Carlos Alberto, Luís Roberto, Eneida Cristina e Camila. Casado com Silvana Cristina de Souza Tavares de Castro. Mora em São Paulo. Consagrado ao Santo Ministério da Palavra, na Igreja Assembleia de Deus Bereana, em São Paulo, no ano de 2013. Atualmente, pastor auxiliar, na Igreja Assembleia de Deus Russa (sede em São Paulo). Foi membro atuante em "Os Gideões Internacionais" e na ADHONEP - Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Pleno. É, pela graça de Deus, pregador do Evangelho de Cristo. É pós-graduado em Ciência da Religião, palestrante, professor, autor e coordenador de material didático para a área de vestibulares e de concursos públicos; atua na área de aulas particulares para acompanhamento de vestibulandos e concursandos aos cargos públicos e escritor com vários livros e artigos publicados. Trabalha como crítico literário e teológico de obras cristãs; revisor de textos e ghost writer.

CONHEÇA O BLOG DO PROFESSOR TAVARES AQUI

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

COMUNHÃO VIRTUAL É PRECÁRIA E PERIGOSA



Por Ev. Izaldil Tavares de Castro


A tecnologia da comunicação tem afetado todo o sistema de relacionamento social no mundo. Muitas pessoas não contam com a proximidade de dez amigos, mas contam centenas (ou milhares) de amigos (?) virtuais. Entre o indivíduo e a proximidade com o semelhante está a moderna "tecnologia da amizade".

Diz o Salmo 133.1: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!" Evidentemente o salmista não dispunha dos aparelhos e das tecnologias à disposição deste tempo. Todavia, já saboreava a vida social entre os irmãos. E conclui: "Porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre" (v.5).

Continue lendo esse excelente texto diretamente no Blog do autor.

Clique no link abaixo:

domingo, 27 de dezembro de 2015

FUGINDO DA IGREJA - novo livro do Prof. Izaldil Tavares


Fugindo da Igreja - Capa - Izaldil Tavares

Fugindo da Igreja, é o novo livro de autoria do Professor e evangelista Izaldil Tavares, nosso amigo aqui na blogosfera cristã.

A obra chamou a minha atenção a partir do seu título que, já em primeira vista me pareceu ser uma lavra pertinente e necessária para os dias em que estamos vivendo.

Quem pastoreia igreja, sabe perfeitamente o que estou dizendo, afinal de contas, passamos muito tempo, envolvidos com longos aconselhamentos pastorais, àqueles que vivem de igreja em igreja e outros que já se consideram "crentes desigrejados", e o pior, que ainda se orgulham disso.

Não tenho dúvida que o livro em epígrafe vem em boa hora, e foi inspiração divina concedida pelo Eterno ao autor, para auxiliar em momento peculiar da Igreja Evangélica brasileira.

O professor Izaldil Tavares, membro e evangelista da Assembleia de Deus Bereana, com sede em Vila Mariana na Capital paulista, não poderia ter escolhido melhor prefaciante para obra, que o seu Pastor Presidente Walter Brunelli, que além de pastor de ovelhas, é teólogo, professor e também escritor, cujo prefácio publico abaixo, para conhecimento dos meus leitores.

Conheça mais sôbre o Professor Izaldil Tavares acessando seu excelente blog (clique aqui), ou seu perfil no facebook (clique aqui)

PEDIDOS: 
Por e-mail: livrostavares@uol.com.br 

Ou nos sites: Livraria Cultura e Editora Autografia.


PREFÁCIO por Pr. Walter Brunelli

O salmista e rei Davi amava estar na casa de Deus. Era-lhe mil vezes melhor estar na casa do Senhor do que em qualquer outro lugar. Quando perseguido por Saul, não podia ser visto em local público, sob o risco de ser capturado pelos soldados do rei, o de que mais sentia falta era estar reunido na casa de Deus, prestando-lhe culto. Ele desabafa: "Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!... eu havia ido com a multidão; fui com eles à Casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava".

Nos anos em que o comunismo dominava os países do leste europeu, o que irmãos nossos, aos milhares, perseguidos por aquele regime cruel mais lamentavam era a privação dos cultos. Desejavam cultuar, mas eram proibidos de se reunirem para tal. Na China comunista e nos países onde o islamismo é dominante, os crentes não são apenas impedidos de cultuar, mas perseguidos e muitos são mortos.

Aqui no ocidente, no entanto, parece não existir esse anelo, talvez pelo fato de haver tantas igrejas e muitas delas com perfis diferentes, ao gosto do freguês. Há igrejas grandes e pequenas, em templos próprios ou alugados; agitadas ou serenas; de gente simples e de gente sofisticada; igrejas com pastores cultos e outras cujos pastores mal sabem ler; igrejas com música litúrgica ao som de órgão ou de orquestra, e igrejas com bandas eletrônicas ao som de guitarra distorcida e de bateria capaz de fazer inveja às melhores bandas de rock do mundo. Há igreja para todo gosto: exigentes ou liberais na conduta; que exigem compromisso ou disponíveis para quem quiser, do jeito que quiser; as que pregam a sã doutrina ou que estão sempre abertas para aderir aos modismos teológicos. A opção variegada de igrejas parece não só aguçar o espírito aventureiro dos novos crentes, mas também nutrir esse caráter vulnerável de crentes que se tornam viciados no processo migratório de igreja em igreja.

Os destinatários de Hebreus eram crentes, os quais, no início da sua fé, suportaram prisões, o espólio dos seus bens e até martírio pela causa do Evangelho; mas, com o passar do tempo, entraram num processo tal de esfriamento que começaram a trocar o mantimento sólido pelo rudimentar; passaram a discutir pontos elementares da fé, em vez de avançarem para assuntos relevantes e, em meio a tantas demonstrações de fraquezas, estava o abandono da congregação: "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns" – reclama o escritor.

Se, de um lado há o nomadismo, de outro, o abandono, justificado em causas peculiares, seja a do descontentamento, seja dos encantos do mundo ou de algum pecado de graves consequências; os que se desviam não podem dizer que Deus continua a estar com eles, como comumente dizem; afinal, a Bíblia é taxativa em afirmar que Deus não tem prazer nos que recuam.

Nesta obra, o professor Tavares, mostra a sua preocupação com esse fenômeno, tanto do nomadismo cristão quanto do abandono definitivo de tantas pessoas que já se mostraram entusiasmadas e ativas e que hoje, em meio a tantas desculpas, estão afastadas do redil, completamente indiferentes e insensíveis às verdades da fé que elas mesmas difundiam, como se Deus houvesse descuidado de suas promessas.

Este livro vem como um grito profético à igreja de hoje, conclamando todos aqueles que uma vez puseram a mão ao arado, para que não olhem para trás; mas prossigam, fazendo cada um a sua parte, olhando para Jesus, o autor e consumador da fé. Espero também que esta obra sirva para sensibilizar a muitos que abandonaram as suas igrejas a que se arrependam e voltem para o lugar de onde jamais deveriam ter saído!

Walter Brunelli
Pastor–presidente da Igreja A.D. Bereana


Fugindo da Igreja - Contra capa

Fugindo da Igreja - Orelha

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...