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terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Geneticista cristão diz que vacina da Covid-19 não altera o DNA nem tem microchip


O geneticista cristão Francis Collins refuta as teorias antivacinas que se espalham pela internet, em conversa com o pastor batista Russell Moore.

Não acredite em tudo que você vê na internet. Essa foi a mensagem deixada pelo Dr. Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais da Saúde nos Estados Unidos, em conversa com o pastor Russell Moore, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, o braço de políticas públicas da Convenção Batista do Sul.

Durante a conversa publicada na última quinta-feira (3), o geneticista cristão e o pastor batista encorajaram os cristãos a buscarem a verdade sobre as vacinas, em vez de acreditarem na desinformação e teorias de conspiração espalhadas pelas redes sociais.

Irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas”, disse Collins, citando Filipenses 4:8. “Isso se aplicaria muito bem aqui”.

Moore questionou o geneticista se as vacinas da Covid-19 podem realmente alterar o DNA humano — uma teoria que tem se espalhado pela internet. Collins, conhecido por liderar o Projeto Genoma Humano, refutou a ideia de que a tecnologia da vacina de RNA mensageiro (mRNA), produzida pela Pfizer e Moderna, altera o código genético.

O RNA vive por muito pouco tempo em seu corpo”, explicou ele. “É rapidamente degradado porque o RNA tem uma meia-vida muito curta. Portanto, não fica nenhum resíduo do que tenha sido injetado, além de provavelmente algumas horas”.

Os dois também comentaram rumores de que haveria um plano para implantar microchips rastreáveis nas pessoas, e que o cofundador da Microsoft, Bill Gates, estaria por trás disso. “Não há nenhum metal implantado que interage com satélites 5G, fazendo com que as pessoas sejam rastreadas”, disse Moore.

E o Bill Gates não nos convenceu a colocar microchips nas seringas”, acrescentou Collins. “Algumas pessoas ouviram isso e acham que talvez seja verdade. Eu realmente quero garantir que essas ideias são malucas”.

Collins disse que não há nenhum novo tecido fetal usado em nenhuma das vacinas da Covid-19 em produção. No entanto, ele observa que uma linha celular derivada de um aborto em 1972 foi usada na preparação das vacinas Johnson & Johnson e AstraZeneca, mas não foi usada na produção das vacinas Pfizer e Moderna. Ele acrescentou que a linha celular às vezes é usada em experimentos de laboratório para avaliar se algo está funcionando conforme o esperado. 

Existe uma linha celular que foi derivada de uma gravidez interrompida na Escandinávia em 1972, um aborto eletivo”, disse Collins. “Essa linha celular tem sido usada em muitas, muitas áreas da biotecnologia”.

Embora estas sejam as vacinas produzidas em menor tempo na história, Collins garante que os cientistas se atentaram aos padrões de eficácia e segurança. “Se o FDA (Food and Drug Administration, em inglês) e suas conclusões feitas em apenas algumas semanas, dizem que as vacinas são seguras e eficazes, é porque os dados dizem que são seguras e eficazes”, disse Collins. 

Avaliando o risco da vacina

Por outro lado, Collins reconhece que todo tratamento médico apresenta riscos. Ele argumenta que a quimioterapia, por exemplo, pode deixar um paciente com câncer doente, mas também pode curar sua doença fatal. 

Para nós, insistir que uma vacina tem que ser 100% livre de qualquer risco possível não seria razoável”, disse Collins. “No momento, [esse risco] parece mínimo”.

Collins previu que confiar apenas na “imunidade de rebanho” possivelmente mataria milhões e disse que esse é um preço muito alto a ser pago.

Se você está tentando avaliar benefícios e riscos e acredita que Deus nos dá a oportunidade de agir como Seus agentes para tentar aliviar o sofrimento e a morte, então este é um bom equilíbrio”.

Enquanto o mundo espera pelas vacinas da Covid-19, Collins pediu às igrejas que continuem investindo nas reuniões virtuais e que as pessoas permaneçam higienizando as mãos, usando máscara e mantendo o distanciamento social.

Eu sei que as pessoas estão cansadas de ouvir essas mensagens e ter que agir de acordo com elas, mas o vírus não liga se estamos cansados”, disse o geneticista.

Assista a discussão completa (em inglês):

Fonte: Guiame

terça-feira, 26 de maio de 2020

“Jesus é revelador da verdade”, diz geneticista que chefia pesquisas de Covid-19 nos EUA


O geneticista cristão Francis Collins, chefe dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, recebeu o Prêmio Templeton por defender a integração da fé e ciência.


O geneticista e médico Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês), conhecido por defender fé e ciência, recebeu na última quarta-feira (20) o Prêmio Templeton 2020.

Conhecido por liderar o Projeto Genoma Humano até sua conclusão bem-sucedida em 2003, Collins demonstrou como a fé pode inspirar pesquisas científicas. “A crença em Deus pode ser uma escolha inteiramente racional”, disse em seu livro A Linguagem de Deus (2006). "Os princípios da fé são, de fato, complementares aos princípios da ciência".

Collins, de 70 anos, faz parte da força-tarefa do coronavírus da Casa Branca e revela que tem gastado suas horas de sono pelo esforço de encontrar tratamentos e uma vacina para a Covid-19.

Em declaração ao site do Prêmio Templeton, ele falou como encara sua fé em meio à uma pandemia global que já deixou milhares de mortos.

"Lamento pelo sofrimento e pela morte que vejo ao redor e, às vezes, confesso que sou assaltado por dúvidas sobre como um Deus amoroso permitiria tais tragédias. Mas então me lembro que o Deus que estava pendurado na cruz está intimamente familiarizado com o sofrimento. Aprendo e reaprendo que Deus nunca prometeu a ausência de sofrimento — mas antes ser 'nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia' (Salmo 46)", disse Collins.

Heather Templeton Dill, presidente da Fundação John Templeton, elogiou Francis Collins por envolver cientistas e religiosos para "uma integração sóbria e intelectualmente honesta das perspectivas científica e espiritual".

Enquanto cursou Medicina da Universidade da Carolina do Norte, Collins lutou com questões religiosas e passou a ser ateu. Mas durante sua residência, ele foi tocado pela fé de muitos pacientes. Sua jornada ao cristianismo começou depois que seu vizinho, um pastor metodista, o mostrou os escritos de CS Lewis.

Vendo a necessidade de criar uma plataforma para um diálogo sobre ciência e religião, Collins e sua esposa, Diane Baker, fundaram a organização BioLogos Foundation em 2007, esclarecendo por que a ciência não entra em conflito com a Bíblia.

Em 2009, o ex-presidente americano Barack Obama nomeou Collins como o 16º diretor dos Institutos Nacionais de Saúde, tendo seu cargo renovado pelo presidente Donald Trump em 2017. Ele é o diretor mais antigo da história da agência.

Collins afirma que a visão de mundo é empobrecida quando se descarta a perspectiva da fé. "E, para minha surpresa, a pessoa de Jesus emergiu como o mais profundo revelador da verdade que eu já havia encontrado", destaca. "Eu poderia ser cientista e cristão? Minha cabeça não explodiria? Bem não. Isso não aconteceu".

"Em Mateus 22:36-37, os discípulos pedem que Jesus diga qual é o maior mandamento da Lei. Ele respondeu: 'Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento'. Nossas mentes deveriam estar envolvidas nisso. Isso significa que a ciência não é apenas um exercício intelectual estimulante, não apenas uma incrível história de detetive, mas também pode ser uma forma de culto", avalia Collins.

Fonte: Guiame
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