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sexta-feira, 10 de junho de 2022

Morte nigeriana por blasfêmia provoca indignação internacional


Diversas organizações instaram as autoridades nigerianas a abolir as leis de blasfêmia


Recentemente vem sendo divulgado diversos relatos de assassinatos por blasfêmia no norte da Nigéria.


Os cristãos que vivem no local, que é predominantemente muçulmano, são frequentemente agredidos e têm suas igrejas e negócios saqueados. Alguns desses ataques foram gravados e enviados online, e organizações em todo o mundo manifestaram preocupação com a situação.


A International Christian Concern (ICC) afirmou que um desses vídeos mostra o assassinato brutal de Deborah Emmanuel, uma estudante cristã de 25 anos. A jovem foi espancada e queimada no dia último 12 de maio, por causa de uma mensagem do WhatsApp que foi considerada blasfema por seus colegas de classe muçulmanos. Compartilhamos essa notícia, aqui no CPADNews.


Dois dias após esse crime, três igrejas e várias lojas de propriedade cristã foram destruídas e saqueadas. O ataque foi uma retaliação à prisão de dois envolvidos no assassinato de Deborah.


Nos últimos meses, associações como o Conselho de Relações Exteriores (CFR), a Human Rights Watch, a Associação Cristã da Nigéria, a Anistia Internacional e a Associação Humanista da Nigéria condenaram essa perseguição religiosa na Nigéria.


Diversas organizações internacionais instaram as autoridades nigerianas a abolir as leis de blasfêmia que resultam em muitos desses ataques. No entanto, as autoridades do norte da Nigéria não demostraram o mesmo nível de urgência por justiça.


Com informações International Christian Concern (ICC) via CPAD News

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Cristãos nigerianos clamam a Deus pelo fim de massacres no país

Evangélicos e católicos da Nigéria estão se unindo para clamaram “a uma só voz”

A Associação Cristã da Nigéria (CAN) convocou um clamor nacional pelo fim do "matança bárbara" de cristãos nas mãos de muçulmanos da etnia fulani. O país testemunhou esta semana outro ataque, que resultou na morte de 39 pessoas, a maioria cristãos.
O presidente da CAN, pastor Supo Ayokunle, afirmou: "A igreja quer ver esta carnificina parar". A intercessão em conjunto, que reuniu uma grande quantidade de igrejas de diferentes denominações teve início nesta quarta (11). O próximo passo da Associação é um protesto público, que inevitavelmente terá um teor político, já que as autoridades continuam sem agir com firmeza.
    Ayokunle asseverou que essa onda de assassinatos, onde estima-se que cerca de 6.000 cristãos foram mortos desde o início do ano, está transformando a Nigéria em uma "terra deserta".
    O arcebispo da diocese de Abuja, capital do país, John Cardinal Onaiyekan, disse que esta é a hora, mais do que nunca, de os cristãos se unirem.
    "Não há necessidade de permitir que divisões dificultem nosso trabalho em conjunto pelas coisas que são boas", enfatiza o líder católico. "Em um nível mais alto, estamos fazendo esforços para os cristãos se unirem em uma só voz".

    Novo ataque

    Pelo menos 39 pessoas foram mortas no início desta semana em várias aldeias no norte do país, anunciou o governador do estado de Sokoto, Aminu Tambuwal, nesta quinta (12).
    O senador Adamu Aliero atribuiu às agressões a “bandidos”, mas mantém a prática do governo em admitir que se trata de perseguição clara de muçulmanos contra cristãos.
    "Atualmente, existem três campos de deslocados, abrigando mais de 10 mil pessoas nas áreas afetadas", lembrou o político.
    O governador do estado de Zamfara, Abdulaziz Yari, que é presidente do Fórum de Governadores da Nigéria, pediu que o governo central perceba quanto trabalho precisa ser feito.
    O presidente Muhammadu Buhari, que é muçulmano da etnia fulani, voltou a pedir "paciência" enquanto as "equipes de segurança buscam maneiras de pôr fim a esta violência horrenda".
    Contudo, ele não anunciou nenhuma medida clara para parar os fulani, mesmo que os nomes de vários de seus líderes sejam conhecidos.
    Com informações Christian Post via Gospel Prime
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