sábado, 18 de fevereiro de 2012

Tempo de partir - Ricardo Gondim rompe com o Movimento Evangélico

Pr. Ricardo Gondim
Considerando que em tempos idos, lí, ouvi e aprendi com o Pr. Ricardo Gondim, sinto tristeza com a decisão tomada pelo reverendo Gondim, esposada no seu próprio texto abaixo. Decisão que já me parecia anunciada, considerando os caminhos trilhados já a algum tempo. Minha postagem não desmerece todo o trabalho  inicial do pastor Gondim, nem mesmo tem a iniciativa de ridicularizar sua atitude, mas é bom que pensemos e analisemos sôbre ela, para que tenhamos cuidado sôbre nós mesmos. Como ele mesmo diz, depois de tanto tempo convivendo com o movimento evangélico brasileiro, sabe que está saindo, ainda que não sabe o caminho a trilhar. - Oremos por ele.



Tempo de partir
Ricardo Gondim


Não perdi o juízo. Minha espiritualidade não foi a pique. Minhas muitas tarefas não me esgotaram. Entretanto, não cessam os rótulos e os diagnósticos sobre minha saúde espiritual. Escrevo, mas parece que as minhas palavras chegam a ouvidos displicentes. Para alguns pareço vago, para outros, fragmentado e inconsistente nas colocações (talvez seja mesmo). Várias pessoas avisam que intercedem a Deus para que Ele me acuda.
Minha peregrinação cristã está, há muito,  marcada por rompimentos. O primeiro, rachei com a Igreja Católica, onde nasci, fui batizado e fiz a Primeira Comunhão. Em premonitórias inquietações não aceitava dogmas. Pedi explicações a um padre sobre certas práticas que não faziam muito sentido para mim. O sacerdote simplesmente deu as costas, mas antes advertiu: “Meu filho, afaste-se dos protestantes, eles são um problema!”.
Depois de ler a Bíblia, decidi sair do catolicismo; um escândalo para uma família que se orgulhava de ter padres e freiras na árvore genealógica –  e nenhum “crente”. Aportei na Igreja Presbiteriana Central de Fortaleza.  Meus únicos amigos crentes vinham dessa denominação. Enfronhei em muitas atividades. Membro ativo, freqüentei a escola dominical, trabalhei com outros jovens na impressão de boletins, organizei retiros e acampamentos. No cúmulo da vontade de servir, tentei até cantar no coral – um desastre. Liderei a União de Mocidade. Enfim, fiz tudo o que pude dentro daquela estrutura. Fui calvinista.  Acreditei por muito tempo que Deus, ao criar todas as coisas, ordenou que o universo inteiro se movesse de acordo com sua presciência e soberania. Aceitei tacitamente que certas pessoas vão para o céu e para o inferno devido a uma eleição. Essa doutrina fazia sentido para mim até porque eu me via um dos eleitos. Eu estava numa situação bem confortável. E podia descansar: a salvação da minha alma estava desde sempre garantida. Mesmo que caísse na gandaia, no último dia, de um jeito ou de outro, a graça me resgataria. O propósito de Deus para minha vida nunca seria frustrado, me garantiram.
Em determinada noite, fui a um culto pentecostal. O Espírito Santo me visitou com ternura. Em êxtase, imerso no amor de Deus, falei em línguas estranhas – um escândalo na comunidade reverente e bem comportada. Sob o impacto daquele batismo, fui intimado a comparecer à versão moderna da Inquisição. Numa minúscula sala, pastores e presbíteros exigiram que eu negasse a experiência sob pena de ser estigmatizado como reles pentecostal. Ameaçaram. Eu sofreria o primeiro processo de expulsão, excomunhão, daquela igreja desde que se estabelecera no século XIX. Ainda adolescente e debaixo do escrutínio opressivo de uma gerontocracia inclemente, ouvi o xeque mate: “Peça para sair, evite o trauma de um julgamento sumário. Poupe-nos de sermos transformados em carrascos”. Às duas da madrugada, capitulei. Solicitei, por carta, a saída. A partir daquele momento, deixei de ser presbiteriano.
De novo estava no exílio. Meu melhor amigo, presidente da Aliança Bíblica Universitária, pertencia a Assembleia de Deus e para lá fui. Era mais um êxodo em busca de abrigo. Eu só queria uma comunidade onde pudesse viver a fé. Cedo vi que a Assembleia de Deus estava engessada. Sobravam legalismo, politicagem interna e ânsia de poder temporal. Não custou e notei a instituição acorrentada por uma tradição farisaica. Pior, iludia-se com sua grandeza numérica. Já pastor da Betesda eu me tornava, de novo, um estorvo. Os processos que mantinham o povo preso ao espírito de boiada me agrediam. Enquanto denunciava o anacronismo assembleiano eu me indispunha. A estrutura amordaçava e eu me via inibido em meu senso crítico. A geração de pastores que ascendia se contentava em ficar quieta. Balançava a cabeça em aprovação aos desmandos dos encastelados no poder. Mais uma vez, eu me encontrava numa sinuca. De novo,  precisei romper. Eu estava de saída da maior denominação pentecostal do Brasil. Mas, pela primeira vez, eu me sentia protegido. A querida Betesda me acompanhou.
Agora sinto necessidade de distanciar-me do Movimento Evangélico. Não tenho medo. Depois de tantas rupturas mantenho o coração sóbrio. As decepções não foram suficientes para azedar a minha alma, sequer fortes para roubar a minha fé. “Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso”.
Estou crescentemente empolgado com as verdades bíblicas que revelam Jesus de Nazaré. Aumenta a minha vontade de caminhar ao lado de gente humana que ama o próximo. Sinto-me estranhamente atraído à beleza da vida. Não cesso de procurar mentores. Estou aberto a amigos que me inspirem a alma.
Então por que uma ruptura radical? Meus movimentos visam preservar a minha alma da intolerância.  Saio para não tornar-me um casmurro rabugento. Não desejo acabar um crítico que nunca celebra e jamais se encaixa onde a vida pulsa. Não me considero dono da verdade. Não carrego a palmatória do mundo. Cresce em mim a consciência de que sou imperfeito. Luto para não permitir que covardia me afaste do confronto de meus  paradoxos. Não nego: sou incapaz de viver tudo o que prego – a  mensagem que anuncio é muito mais excelente do que eu. A igreja que pastoreio tem enormes dificuldades. Contudo, insisto com a necessidade de rescindir com o que comumente se conhece como Movimento Evangélico.
1.     Vejo-me incapaz de tolerar que o Evangelho se transforme em negócio e o nome de Deus vire marca que vende bem. Não posso aceitar, passivamente, que tentem converter os cristãos em consumidores e a igreja, em balcão de serviços religiosos. Entendo que o movimento evangélico nacional se apequenou. Não consegue vencer a tentação de lucrar como empresa. Recuso-me a continuar esmurrando as pontas de facas de uma religião que se molda à Babilônia.
2.       Não consigo admirar a enorme maioria dos formadores de opinião do movimento evangélico (principalmente os que se valem da mídia). Conheço muitos de fora dos palcos e dos púlpitos. Sei de histórias horrorosas, presenciei fatos inenarráveis e testemunhei decisões execráveis. Sei que muitas eleições nas altas cupulas denominacionais acontecem com casuísmos eleitoreiros imorais. Estive na eleição para presidente de uma enorme denominação. Vi dois zeladores do Centro de Convenções aliciados com dinheiro. Os dois receberam crachá e votaram como pastores. Já ajudei em “cruzadas” evangelísticas cujo objetivo se restringiu filmar a multidão, exibir nos Estados Unidos e levantar dinheiro. O fim último era sustentar o evangelista no luxo nababesco. Sou testemunha ocular de pastores que depois de orar por gente sofrida e miserável debocharam delas, às gargalhadas. Horrorizei-me com o programa da CNN em que algumas das maiores lideranças do mundo evangélico americano apoiaram a guerra do Iraque. Naquela noite revirei na cama sem dormir. Parecia impossível acreditar que homens de Deus colocam a mão no fogo por uma política beligerante e mentirosa de bombardear outro país. Como um movimento, que se pretende portador das Boas Novas, sustenta uma guerra satânica, apoiada pela indústria do petróleo.
3.       No momento em que o sal perde o sabor para nada presta senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. Não desejo me sentir parte de uma igreja que perde credibilidade por priorizar a mensagem que promete prosperidade. Como conviver com uma religião que busca especializar-se na mecânica das “preces poderosas”? O que dizer de homens e mulheres que ensinam a virtude como degrau para o sucesso? Não suporto conviver em ambientes onde se geram culpa e paranoia como pretexto de ajudar as pessoas a reconhecerem a necessidade de Deus.
4.       Não consigo identificar-me com o determinismo teológico que impera na maioria das igrejas evangélicas. Há um fatalismo disfarçado que enxerga cada mínimo detalhe da existência como parte da providência. Repenso as categorias teológicas que me serviam de óculos para a leitura da Bíblia. Entendo que essa mudança de lente se tornou ameaçadora. Eu, porém, preciso de lateralidade. Quero dialogar  com as ciências sociais. Preciso variar meus ângulos de percepção. Não gosto de cabrestos. Patrulhamento e cenho franzido me irritam . Senti na carne a intolerância e como o ódio está atrelado ao conformismo teológico. Preciso me manter aberto à companhia de gente que molda a vida, consciente ou inconsciente, pelos valores do Reino de Deus sem medo de pensar, sonhar, sentir, rir e chorar. Desejo desfrutar (curtir)  uma espiritualidade sem a canga pesada do legalismo, sem o hermético fundamentalismo, sem os dogmas estreitos dos saudosistas e sem a estupidez dos que não dialogam sem rotular.
Não, não abandonarei a vocação de pastor. Não negligenciarei a comunidade onde sirvo. Quero apenas experimentar a liberdade prometida nos Evangelhos. Posso ainda não saber para onde vou, mas estou certo dos caminhos por onde não devo seguir.
 Soli Deo Gloria

17 comentários:

Pr. Elcio Brandão disse...

E lamentável, como que é um pastor de tal nype romper com
o movimento evangélico? se fosse um membro se rompendo com a grei, chamaríamos de desviado e ele como chamaremos? tempos de partir como assim? pastor pródigo?
Ou esta seguindo ou se assemelhando escritor católico Leonardo Boff que após romper com o catolicismo deixando de ser frei, continua atanazando o catolicismo, fica em cima do muro
e deixou de ter a visão vaticana,
o que será de um homem como este?
Deus tenha misericórdia, as muitas letras os fez delíriar em sua teologia egocêntrica que pode leva-lo ao ateísmo. Qual o caminho a seguir? irmão Ricardo?
O caminho é aquele que a bíblia ensina e o sr. Ricardo ensinou a muitos anos, em um ministério que admiramos, clamamos a Deus por ele, cristo é o caminho a verdade e a vida. Pr. Elcio Brandão
AD.V.Bela - SP um forte abraço a todos!!!

PR MARCOS CRUZ disse...

Paz pr Carlos!

logo ele irá romper com Deus, a Bíblia e o Espíto Santo e por fim com a própria betesda.É uma pena.

jesielpadilha disse...

Pior que e verdade, as maiores liderancas evangelicas dos E.U.A. apoiaram a morte 40 mil criancas e 60 mil civis no Iraque

ஜ♥Patricia♥ஜ disse...

Eu senti cada palavra que ele escreveu, infelizmente muitos pensam assim mas não tem coragem de dizer, estou cansada e concordo com muitas coisas escritas, estão usando o santo nome de Deus em vão, e na verdade qual denominação vai levar ao céu??????Nenhuma, quem salva é Jesus, ainda bem que em tudo que li, o que realmente importa é que não deixe Deus, isso não, o resto é homens querendo competir, e isso só esta causando escândalos, vergonha.... lamentável, é bíblico irmos na casa de Deus, mas hoje em dia sei que muitos não sabem mais onde é....

semeadores disse...

Oremos principalmente por nós mesmos que permanecemos no movimento, para que no "desmovimento" não venhamos também nos perder (mesmo que por outras razões). Nós que permanecemos é quem mais carecemos de orações.

Pb Uilton disse...

Graça e paz Pastor Carlos

Eu concordo com os pontos que ele colocou, também acho que estão mudando a visão de reino de Deus, mas não acho que esse seja o caminho a seguir.

O Negocio é aguardar pra ver no que vai dar.

Um Abraço

Em Cristo


Pb Uilton

Assembleia de Deus Londres disse...

É lamentável vermos uma atitude como esta, mas infelizmente as alegações aqui manifestadas, são de fatos reais. Pois o que temos visto no meio Evangélico é vergonhoso. A briga pelo poder, a falta de amor para com o próximo, a formação de facções, murmurações uma total falta de respeito para com os que na verdade fazem a Igreja. Mas apesar disto, não concordo com o amado Pr. Ricardo Gondim, em sair do movimento, acredito que a melhor forma de mudarmos esta situação é estar dentro dele e procurarmos ser a diferença, fazendo com o mundo veja quem é o joio e o trigo, pois no fim tudo há de ser revelado e o fim não acontecerá antes que venha a apostasia e ela já esta em plena atividade, pois o fim está próximo. Meus parabéns ao Pr. Carlos por postar esta mensagem. Um abraço e continue a fazer a diferença pois certamente Deus te recompensará. Com amor Ernani Lara

Pr. Carlos disse...

Graça e Paz!
Também acredito que estamos vivendo tempos difíceis, e que realmente o Movimento Evangélico sofre com os mercadores da fé, no entanto sou da opinião de que a solução não está em romper com o Movimento e sim não nos calarmos em meio a tantos assaltos cometidos em nome da fé cristã, precisamos romper sim com o silêncio e fazer nossa parte, vejo que existe ainda muita gente boa que leva Deus a sério. Sejamos a voz do que clama no deserto.

sergio magno disse...

ele pode romper com o movimento evangélico, só não pode romper com o evangelho de Cristo, com a Igreja de Cristo, com a Graça de Cristo, com a fé Cristã, com a Esperança Cristã e com o Amor de Deus e com o Amor ao Próximo. Disso ele não romper jamais.

Orlando disse...

Infelizmente 90% dos que se dizem "evangélicos" não possuem a mínima condição (em todos os sentidos) de entender um homem como esse!

Não, não é ele que precisa de oração, são vocês participantes desses 90% é que precisam não só de oração mas de um milagre cristão para poder entender um homem como esse!

Mais uma vez parabenizo o grande Pr. Gondim que, mais uma vez, mostra-me que o conceito e a forma moderna(o) de "igreja" é uma grande heresia!!!

Estou com Gondim o movimento "evangélico" atual NÃO É CRISTIANISMO e muito pouco tem de Bíblia corretamente entendida!!!!!!!

Pr. Carlos Roberto disse...

Olá amados comentaristas,

A Paz do Senhor!

Grato pela honrosa visita.

Considerando os diversos pensamentos aqui postados, tenho o dever de esclarecer alguns pontos:

1 - A postagem se deve, em virtude do pr. Ricardo Gondim ter se tornado, ao longo dos anos, um referencial no meio evangélico, mormente o brasileiro.

2 - A intenção da postagem não é ridicularizá-lo, até porque o texto principal tem como fonte, o link do seu próprio site.

3 - Concordo plenamente com os pontos citados por ele e participo da mesma indignação. Há desvios de conduta de líderes, heresias e motivações estranhas em nosso meio. Isso é inegável, assim como também cumprimento das Sagradas escrituras.

4 - Discordo apenas da atitude do rompimento e não da indignação. Quando o profeta Elias de indignou com os acontecimentos da sua época, também pensou que estava só, e que os demais se conformaram. O próprio Deus tratou de mostrá-lo que isso não era verdade, afinal, havia 7.000 que não se dobraram.

5 - Sei que os escândalos se multiplicam, principalmente por aqueles que estão em evidência, mas isso não pode ser atribuído à Igreja como um todo.

6 - O pastor Gondim, como ele mesmo trata no texto, já não está submisso a quem quer que seja há muitos anos, portanto isso não o impede que seja íntegro diante de Deus e dos homens, mas ainda que estivesse submisso a alguém, poderia até passar por sofrimentos, mas não precisaria deixar sua integridade moral e espiritual.

7 - Agora, analisemos: "MOVIMENTO EVANGÉLICO" não é uma instituição ou organização formal, portanto, perdoem-me, mas no meu entender, ele não rompeu oficialmente com nada. Se quiser continuar sendo um cristão, como acredito que continuará, terá que lutar pelos princípios do Reino de Deus, esteja ele dentro ou fora do que se diz MOVIMENTO EVANGÉLICO.

8 - Conheço alguns líderes que, mesmo tendo menor grau de influência ou de formação de opinião, já não interagem com aqueles que assim agem, como já acontecia com o Pr. Gondim, mas não tiveram essa atitude pública de rompimento, até porque com a Igreja de Cristo não se rompe. Sei perfeitamente que, a ideia do Pr. Gondim também não é essa, mas a forma em que se dá e se publica, fomenta esse entendimento.

9 - Quando digo "oremos por ele", não é uma crítica, mas um pedido mesmo e, acrescento ainda: Oremos por toda a Igreja brasileira, e peço também que orem por mim, afinal, precisamos completamente de Deus em tempos de verdadeira turbulência nos arraiais da Igreja brasileira.

Oremos uns pelos outros!

Vosso conservo em Cristo,

Pr. Carlos Roberto

Pr. Carlos Roberto disse...

Olá amados comentaristas,

A Paz do Senhor!

Grato pela honrosa visita.

Considerando os diversos pensamentos aqui postados, tenho o dever de esclarecer alguns pontos:

1 - A postagem se deve, em virtude do pr. Ricardo Gondim ter se tornado, ao longo dos anos, um referencial no meio evangélico, mormente o brasileiro.

2 - A intenção da postagem não é ridicularizá-lo, até porque o texto principal tem como fonte, o link do seu próprio site.

3 - Concordo plenamente com os pontos citados por ele e participo da mesma indignação. Há desvios de conduta de líderes, heresias e motivações estranhas em nosso meio. Isso é inegável, assim como também cumprimento das Sagradas escrituras.

4 - Discordo apenas da atitude do rompimento e não da indignação. Quando o profeta Elias de indignou com os acontecimentos da sua época, também pensou que estava só, e que os demais se conformaram. O próprio Deus tratou de mostrá-lo que isso não era verdade, afinal, havia 7.000 que não se dobraram.

5 - Sei que os escândalos se multiplicam, principalmente por aqueles que estão em evidência, mas isso não pode ser atribuído à Igreja como um todo.

6 - O pastor Gondim, como ele mesmo trata no texto, já não está submisso a quem quer que seja há muitos anos, portanto isso não o impede que seja íntegro diante de Deus e dos homens, mas ainda que estivesse submisso a alguém, poderia até passar por sofrimentos, mas não precisaria deixar sua integridade moral e espiritual.

7 - Agora, analisemos: "MOVIMENTO EVANGÉLICO" não é uma instituição ou organização formal, portanto, perdoem-me, mas no meu entender, ele não rompeu oficialmente com nada. Se quiser continuar sendo um cristão, como acredito que continuará, terá que lutar pelos princípios do Reino de Deus, esteja ele dentro ou fora do que se diz MOVIMENTO EVANGÉLICO.

8 - Conheço alguns líderes que, mesmo tendo menor grau de influência ou de formação de opinião, já não interagem com aqueles que assim agem, como já acontecia com o Pr. Gondim, mas não tiveram essa atitude pública de rompimento, até porque com a Igreja de Cristo não se rompe. Sei perfeitamente que, a ideia do Pr. Gondim também não é essa, mas a forma em que se dá e se publica, fomenta esse entendimento.

9 - Quando digo "oremos por ele", não é uma crítica, mas um pedido mesmo e, acrescento ainda: Oremos por toda a Igreja brasileira, e peço também que orem por mim, afinal, precisamos completamente de Deus em tempos de verdadeira turbulência nos arraiais da Igreja brasileira.

Oremos uns pelos outros!

Vosso conservo em Cristo,

Pr. Carlos Roberto

Pr. Jesse Sobral disse...

Caro Pr. Carlos e demais leitores e comentaristas.


Como estamos em periodo de acampamento estou meio fora da internet por alguns dias, mas voltarei a esse forum assim que possivel.

Quanto a decisão do Pr. Godim e suas reais motivacões, quero pontuar apenas tres coisas:

1) Rompimento as vezes é necessario sim para marcar uma posicão ou uma decisão de mudanca em funcão uma situcão existente. Exemplo: Lutero, Berg e Vigren entre muitos exemplos. Porem não parece aqui o caso,pois a amado Pr. Godim e "sua" igreja ja não seguia a multidão que tanto desqualifica e condena a tempos.

2) Para nós, resta-nos tirarmos de tudo isto licões e repensarmos se não estamos sendo em nome de Deus, causa de escandalos, tristezas e feridas em irmãos que não rompem nem mesmo com a denominacão pelos mais variados motivos, dentre eles a condenacão publica e a imposicão cultura de sair é cair ni inferno.

3)Estavamos vivendo um periodo que uma reforma, ou melhor, uma restauracão em nosso meio é muito mais que bem vinda, é necessaria. Porem, como cremos que Deus está no controle de todas as coisas. Continuamos fazendo a nossa parte e aguardamos a volta de Cristo.

Será que não esta na hora mesmo de deixarmos esse tal movimento evangelico e seguirmos a Cristo, só a Cristo. Talves um novo movimento surgira? Movimento Cristão? Não sei.

Minha leitura de todo movimento que cresce, é que com o crescimento vem os desafios, os problemas, as desvirtuacõese por fim até a corrupcao.

Mas a Igreja de Cristo, a Noiva do Cordeiro seguirá adiante, cumprindo a sua missão.

Dela espero fazer parte.

Pr. Jessé Sobral

Anônimo disse...

Compreendo muito bem o que o irmão Gondim está sentindo. Pra quem é crente de banco, talvez não o compreenda, mas pra quem é atuante nos movimentos e conheçe (com vivência) um pouco que seja da sujeira por baixo do tapete, conluí-se que ele aguentou por muito tempo.

Ele não deve romper com os irmãos, mas com o sistema, esse ele deve deixar bem longe de sua vida.

Robson Aguiar disse...

Concordo com o Pr, Elcio, quando compara Gondim, com o Boff, pois, suas declarações parecem caminhar para um isolamento teológico dentro as margens do ensinamento ortodoxo.

Também creio que esse rompimento não é real, no sentido que ele não vai deixar de acompanhar e criticar o movimento evangélico.

Em parte, concordo com muito do que escreveu Gondim, porém, quando ele se dirige, as tragédias da humanidade, sua linha humanista lhe embaça a vista e lhe confunde. Ele nitidamente se escandaliza, e parece querer ter mais misericórdia do que o próprio Deus. Como se ele não soubesse que tudo isso é conseqüência do pecado do homem, mas, que Deus continua no controle de tudo, diga-se de passagem, também conduzindo a história. Não fosse assim, Israel, já estaria destruído. Depois que Gondim deixou de ser predestinalista, parece que ele divorciou-se da soberania de Deus.

Não entendo que Cristo está sendo pregado por Gondim, mas, vejo que ele se parece um pouco com o Leonardo, como já citei aqui, e também um pouco com o Ouriel. Pois nos dá a impressão em suas palavras que Cristo falhou, que a igreja está desviada, com exceção do grupo dele, que já não sei como são rotulados por ele. Já escrevi no facebook do pastor Elinaldo e torno a escrever aqui, pastor Ricardo tem se aproximado da doutrina humanista, não é atoa que ele figura entre os pregadores da Globo. Ele prega o Cristo politicamente aceito. Dai o seu sucesso entre os não cristãos, até mesmo entre os homossexuais. Acho que ele precisa se repaginar. Acho que as idéias dele não coadunam com o evangelho. Não é exemplificando escândalos de homens e situações dentro de convenções e igrejas que ele vai justificar suas frustrações teológicas. Não estou falando de um membro, ou de um pastor qualquer, mas, sim, de uma pessoa conhecida no meio acadêmico como pensador e teólogo.

O que Gondim precisava era fazer a diferença dentro da instituição "igreja" sem desviar-se da Bíblia. Pregando um evangelho genuíno e dando testemunho de um verdadeiro pastor.

Apesar de minhas duras críticas, ouço e leio Gondim, ainda nutro certa simpatia por sua coragem e por sua abertura as críticas. Para mim, ele não é mascarado, e sim, confuso. fala as vezes coisas importantes, mas, desencaixadas, fora de ordem.

Minha oração, é que ele não caminhe para o ateísmo. Já que teologicamente se encontra embaralhado, que reencontre o verdadeiro evangelho ao menos através do empirismo. Por que creio que não será convencido pelos argumentos teológicos.

Abraços,

Robson Aguiar disse...

Concordo com o Pr, Elcio, quando compara Gondim, com o Boff, pois, suas declarações parecem caminhar para um isolamento teológico dentro as margens do ensinamento ortodoxo.

Também creio que esse rompimento não é real, no sentido que ele não vai deixar de acompanhar e criticar o movimento evangélico.

Em parte, concordo com muito do que escreveu Gondim, porém, quando ele se dirige, as tragédias da humanidade, sua linha humanista lhe embaça a vista e lhe confunde. Ele nitidamente se escandaliza, e parece querer ter mais misericórdia do que o próprio Deus. Como se ele não soubesse que tudo isso é conseqüência do pecado do homem, mas, que Deus continua no controle de tudo, diga-se de passagem, também conduzindo a história. Não fosse assim, Israel, já estaria destruído. Depois que Gondim deixou de ser predestinalista, parece que ele divorciou-se da soberania de Deus.

Não entendo que Cristo está sendo pregado por Gondim, mas, vejo que ele se parece um pouco com o Leonardo, como já citei aqui, e também um pouco com o Ouriel. Pois nos dá a impressão em suas palavras que Cristo falhou, que a igreja está desviada, com exceção do grupo dele, que já não sei como são rotulados por ele. Já escrevi no facebook do pastor Elinaldo e torno a escrever aqui, pastor Ricardo tem se aproximado da doutrina humanista, não é atoa que ele figura entre os pregadores da Globo. Ele prega o Cristo politicamente aceito. Dai o seu sucesso entre os não cristãos, até mesmo entre os homossexuais. Acho que ele precisa se repaginar. Acho que as idéias dele não coadunam com o evangelho. Não é exemplificando escândalos de homens e situações dentro de convenções e igrejas que ele vai justificar suas frustrações teológicas. Não estou falando de um membro, ou de um pastor qualquer, mas, sim, de uma pessoa conhecida no meio acadêmico como pensador e teólogo.

O que Gondim precisava era fazer a diferença dentro da instituição "igreja" sem desviar-se da Bíblia. Pregando um evangelho genuíno e dando testemunho de um verdadeiro pastor.

Apesar de minhas duras críticas, ouço e leio Gondim, ainda nutro certa simpatia por sua coragem e por sua abertura as críticas. Para mim, ele não é mascarado, e sim, confuso. fala as vezes coisas importantes, mas, desencaixadas, fora de ordem.

Minha oração, é que ele não caminhe para o ateísmo. Já que teologicamente se encontra embaralhado, que reencontre o verdadeiro evangelho ao menos através do empirismo. Por que creio que não será convencido pelos argumentos teológicos.

Abraços,

Joel Fontenelle disse...

Depois de 27 anos trilhando os passos da igreja evangélica também a vejo num tremendo beco sem saída. O meu problema é idêntico ao do Gondim: não sei para onde ir. Sei que prossigo e sei também que a comunhão com irmãos é necessária mas "meio evangélico" não dá mais. Igrejas-empresas estão a um passo de se tornarem Empresas-igrejas. Mamom não brinca em serviço e com Mamom não se brinca. Tenho certeza que o Doce Espírito levará o Gondim e a mim (e a todos aqueles para quem estourou o "balão da fé") a um porto seguro - ou à uma caminhada solitária onde não teremos onde reclinar a cabeça.

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