quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pr. Marco Feliciano - Bancada evangélica defende sua permanência na presidência na CDHM



O coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), defendeu nesta quarta-feira (3) a permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Para Campos, as representações contra declarações de Feliciano ferem a livre exposição do pensamento, "um dos pilares da democracia" e prerrogativa dos deputados. “Mesmo havendo divergências, o que está em jogo são as nossas prerrogativas de dizer o que pensamos”, disse.
Em resposta aos deputados que questionaram a sessão em que Feliciano foi eleito, Campos disse que a eleição teve legalidade e legitimidade. “Todos os passos foram respeitados, e a maioria elegeu o presidente. É preciso garantir que ele exerça seu mandato à frente da comissão”, disse Campos.
Na opinião da bancada evangélica, a eleição de Marco Feliciano é um ganho para a sociedade brasileira e para o Parlamento. “Porque ele vai discutir os direitos humanos sem ser do ponto de vista de um gueto, mas de todos”, concluiu Campos, em referência à defesa dos direitos dos homossexuais feita por integrantes da comissão que se opõem a Feliciano.
Reportagem – Marcello Larcher 
Edição – Pierre Triboli

2 comentários:

Elian Soares disse...

Nada mais justo. O que está em discussão, no meu ponto de vista é o O DIREITO DE OPINIÃO DENTRO DE UM ESTADO DEMOCRÁTICO. Sendo assim, sou solidário ao PSC - os demais partidos tem que entender que não podemos CRIMINALIZAR A OPINIÃO e não há nada que impeça sua permanência à frente da comissão.

Via Facebook

Elian Animações disse...

Vou postar aqui, um comentário que fiz numa postagem do nobre Pr. Robson Aguiar no facebook, pois acho que condiz com o assunto em tela.

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Tenho lido, refletido e analisado esse episódio "FELICIANO E A CDH" não com o foco na biografia do deputado, mas na questão LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Estamos testemunhando, através desse episódio, um ataque violento à liberdade de expressão, criminalização da divergência e da opinião e, principalmente, INTOLERÂNCIA RELIGIOSA. O espetáculo de intolerância é nítido. Como bem colocou o jornalista Reinaldo Azevedo "ESSA GENTE NÃO QUER DEBATER IDEIAS. QUER É CALAR O OPONENTE, ELIMINÁ-LO SE POSSÍVEL".

Deveras eles não querem nenhum deputado PRÓ-VIDA, PRÓ-FAMÍLIA. Sendo assim, tenho comigo que mesmo que não fosse o FELICIANO, mas outro PASTOR ou PADRE de linha conservadora o fogo cruzado seria o mesmo.

Por outro lado, não sou simpatizante das alegações muito utilizada por blogueiros cristãos (em textos e vídeos) nesse período: "MARCO FELICIANO NÃO ME REPRESENTA" (ou "SILAS MALAFAIA NÃO ME REPRESENTA"), pois vejo que a maioria dos blogueiros liga a tal "não representação" ao discurso tolo ou incongruências teológica/filosóficas dele(s). Isso mesmo: dá pra se observar que tais blogueiros (com raras exceções) estão contra e até se aliando às tais minorias influentes como uma RETALIAÇÃO pelo comportamento deste(s) telepregador(es) em seus discursos religiosos. Claramente o foco está no PASTOR e não no DEPUTADO.

FELICIANO (Silas Malafaia ou qualquer outro ministro) nos assuntos, propostas, projetos, debates que são a favor da sociedade, família e igreja, ME REPRESENTA, SIM! De fato, TODOS OS DEPUTADOS, sejam crentes ou ATEUS, que defendem propostas PRÓ-VIDA ou PRÓ-FAMÍLIA ou qualquer outra que beneficie a população brasileira me reprensenta, SIM!

Alguém alega: Feliciano beneficiando-se politicamente (votação) com isso. Ora, isso é uma consequência óbvia. Tanto ele quanto o deputado que tem nome de carro, como bem frisou o nobre Pastor Geremias Couto, no entanto, a comunidade evangélica tem de estar atenta para essa e qualquer outra violência contra os direitos do cidadão e manifestar o seu repúdio, sempre que necessário. Não sejamos irresponsáveis: o assunto é mais que sério. Quem observa a situação sem paixão, observa que tais reações estão contribuindo para fundamentar o discurso e propostas de parlamentares que querem a volta da censura e o delito de opinião.

O que, de fato, é lamentável, como observou o nobre Pr. Geremias Couto, é que esses mesmos parlamentares evangélicos que caíram na cilada do PT estarão em seu palanque defendendo a candidatura da presidenta e de outros.

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