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quarta-feira, 17 de julho de 2024

As Mulheres Pretas da Bíblia, da escritora Sheila Souza é lançado pela Mk





As Mulheres Pretas da Bíblia - A obra aborda identidade e representatividade feminina por meio de histórias de mulheres fortes da Bíblia


As Mulheres Pretas da Bíblia é o mais novo lançamento da MK Books. A obra, lançada nesta quinta-feira (11), foi escrita pela pastora Sheila Souza que ressalta que seu livro é “inspirado totalmente nas Escrituras Sagradas”.

Nesta obra, o leitor encontrará a história de Eva, Débora, Sara, Maria – a mãe de Jesus -, Ana, Rute e tantas outras contadas sob a perspectiva de uma “mulher de pele preta que encontrou na sua Bíblia uma melhor amiga, amiga essa que tinha uma capa preta”.

A autora, que pastoreia ao lado de seu marido, o pastor Sandro Souza, a Comunidade Cristã do Gueto, espera que todas as mulheres, independentemente da cor de pele e etnia possam ler o seu novo ebook.

Sheila destaca pontos importantes de quem comete e sofre com o racismo e a discriminação. Para ela, os preconceitos “formam uma faca de dois gumes, prende a agredida em seus traumas e a agressora em seus pecados, mas a vontade de Deus é libertar a todas”.

A escritora ainda relembra que “a verdade liberta” e crê que “através dessa verdade cativeiros na alma serão abertos, tanto das mulheres que sofreram com o racismo e a discriminação quanto das que praticaram”.

– [O livro] sem dúvida, servirá de ferramenta para todas as mulheres pretas, cristãs e não cristãs, porque tem como fundamento gerar identidade e representatividade através das mulheres fortes da história da Bíblia e de algumas mulheres do nosso tempo, ajudando-as enxergar o grande potencial que Deus investiu em cada uma delas e, principalmente, ajudando-as a se enxergarem Nele, como filhas amadas que sempre foram – pontua em seu ebook.

Os pastores Sheila e Sandro Souza pregam contra o racismo, o preconceito e as desigualdades sociais. O casal incentiva os fiéis a romperem com as barreiras sociais e a se tornarem referências para as próximas gerações.

Fonte: Pleno News

O novo lançamento da MK Books já está disponível em todas as plataformas digitais.

Capa do ebook As Mulheres Pretas da Bíblia
Capa do ebook As Mulheres Pretas da Bíblia Foto:Divulgação/MK Books

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Estevam Hernandes é alvo de ação do MP por racismo religioso na Marcha para Jesus



Documento pede retratação pública de Hernandes e indenização de R$ 50 mil.


O apóstolo Estevam Hernandes, líder e fundador da Igreja Renascer em Cristo e organizador da Marcha para Jesus, que ocorreu na quinta-feira, 8, se tornou alvo de uma ação protocolada junto ao MPSP (Ministério Público de São Paulo) após perguntar aos participantes da Marcha para Jesus se, nos próximos anos, "o Brasil será o maior país macumbeiro do mundo ou o país mais evangélico do mundo".

De acordo com o advogado e ex-deputado estadual Átila Nunes Pereira Filho, que protocolou o pedido, a declaração configura discurso de ódio — o que gerou o pedido aos MPSP de que investigasse a possibilidade de cometimento de crime contra o sentimento religioso.

O ministro neopentecostal narrou um encontro que teve com um pastor quando há décadas e repetiu a pregação:

"Um dia eu estava no estádio do Maracanã e ele disse assim: nos próximos anos, o Brasil será o maior País macumbeiro do mundo ou maior País mais evangélico do mundo. Depende de você porque depende de nós— disse o apóstolo aos mais de 2 milhões de presentes".

Documento pede retratação pública de Hernandes e indenização de R$ 50 mil. A retratação seria feita em um vídeo de 15 minutos a ser divulgado pelo apóstolo por 30 dias em suas redes sociais. Já a indenização seria destinada à realização de projetos sociais contra o preconceito religioso na cidade de São Paulo.

Para advogado Átila Nunes, que é umbandista, declarações de apóstolo Hernandes são como "riscar um fósforo numa refinaria". No pedido ao MPSP, ele cita episódios recentes de intolerância religiosa que envolveram evangélicos fundamentalistas — como incêndios em templos indígenas e a demissão de autores de novelas que não se converteram na Record.

O MPSP não tem prazo para avaliar as solicitações, que foram enviadas nesta sexta-feira (9). A expectativa de Nunes é de um retorno rápido à solicitação.

Procurado pelo UOL por meio da Igreja Renascer, o apóstolo Estevam Hernandes ainda não se manifestou sobre o caso.

Sobre a Marcha para Jesus

A 31° edição da Marcha para Jesus reuniu mais de 2 milhões de cristãos nas ruas de São Paulo, na quinta-feira (8).

Com o tema "Jesus, Vencedor Invicto", a multidão saiu do Metrô Luz e caminhou 3,5 km até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, de acordo com o iGospel.

Dez trios elétricos levaram louvor e oração durante a marcha, que contou com a participação de cantores nacionais e internacionais, como Thalles Roberto e Lakewood Music.

Anderson Freire, Bruna Karla, Fernanda Brum, Theo Rubia e Victin também estavam entre os adoradores que ministraram no evento.

Fonte: UOL, Guia-me e O Globo via Folha Gospel

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

“Alvo Mais Que a Neve”: a história do hino que Kleber Lucas disse ser racista


O compositor Eden Reeder Latta era de Iowa, estado que se engajou na luta pelo abolicionismo.


Há mais de 140 anos, o hino "Alvo Mais que a Neve" vem sendo entoado por igrejas ao redor do mundo. Esta semana, porém, uma polêmica surgiu em torno da canção sobre uma suposta mensagem racista que a letra carrega.

A música, no entanto, foi composta por um autor de Iowa, estado que desempenhou um papel significativo durante a Guerra Civil Americana, marcada pela disputa pelo fim da escravidão nos Estados Unidos.

"Alvo Mais que a Neve" (em seu título original: "Blessed Be the Fountain") foi escrita por Eden Reeder Latta em 1881, com base no texto de Isaías 1:18: "Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão."

Nascido em Haw Patch, Indiana, Eden Reeder Latta era filho de um pastor metodista, de acordo com sua biografia no Hymnary.org, um banco de dados online hospedado pelo Instituto Calvino de Adoração Cristã e Biblioteca Etérea de Clássicos Cristãos da Calvin College.

Durante a Guerra Civil Americana, Eden pregou para a Igreja Metodista de Manchester, em Iowa, e outras congregações (possivelmente como um pregador itinerante preenchendo púlpitos vazios).

No estado de Iowa, ele ensinou nas escolas públicas de Manchester e, posteriormente, em Colesburg. Ele se mudou para Guttenberg na década de 1890 e continuou compondo para vários músicos importantes no meio cristão. Ele escreveu mais de 1.600 canções e hinos em sua vida.

"Alvo Mais Que a Neve" foi composta por Eden para o músico Henry Perkins, que fez os arranjos musicais na época.

Iowa, um estado abolicionista

Um dos abolicionistas da escravidão mais conhecidos dos EUA, John Brown, era evangélico e teve uma grande atuação em Iowa, a terra de Eden Reeder Latta.

Suas viagens por Iowa destacaram a importância do estado na "Underground Railroad" — as rotas secretas e casas seguras que ajudaram os escravos a escapar para a liberdade no século 19.

O autor brasileiro Gutierres Fernandes Siqueira comentou sobre o momento histórico quando Eden Reeder Latta era pregador.

"O hino 'Alvo mais que a neve' foi escrito pelo metodista Eden Reeder Latta (1839-1915). Ele foi pregador itinerante durante a Guerra Civil Americana em New Hampshire. Para quem conhece um pouco dos EUA, sabe que no século 19 essa região era o centro do abolicionismo", disse Gutierres nesta quarta-feira (14) no Twitter.

Gutierres destacou ainda que Latta "nada tem a ver com os batistas sulistas — berço do supremacismo branco odiendo. A tradição dele era outra e a região que ele morava e pregava lutou pela abolição."

A polêmica de Kleber Lucas

O cantor Kleber Lucas voltou a causar polêmica nas redes sociais esta semana, ao compartilhar um trecho de sua participação no Mídia Ninja. Na conversa, onde ele aparece sendo entrevistado pelo cantor Caetano Veloso, o pastor da Batista Soul fala sobre o racismo, e diz que o hino "Alvo Mais Que a Neve", da Harpa Cristã, é de uma conotação racista.

Segundo o cantor gospel, sua visão sobre a música é que, se algum cristão aceitar Jesus, ficará branco como a neve. Com isso, o músico lamentou que a música seja cantada por muitos brancos e negros com lágrimas nos olhos pelo fato de "ser uma canção lindíssima, de uma memória família e cúltica".

No entanto, segundo ele, trata-se de um discurso "nefasto" e "de dominação". "Porque o sangue de Jesus me torna branco. As ideias de embranquecimento estão no hino", disse ele.

Para Kleber Lucas, "há um distanciamento, um caminho a ser percorrido". Ele ainda explicou, com base nele mesmo, que o Brasil precisa de uma "teologia preta", que segundo ele, chegou no País recentemente e foi deixado de lado pela Igreja. Ele citou, por exemplo, os ensinamentos de James Cone, um teólogo americano conhecido por sua defesa da teologia negra e da teologia da libertação negra.

Hino vira trend na web

Após a declaração polêmica do cantor gospel e pastor progressista Kleber Lucas, que classificou a música como racista, em uma entrevista com o cantor Caetano Veloso, anônimos e famosos do meio evangélicos fizeram com que o hino da Harpa Cristã, "Alvo Mais Que a Neve", virasse trend nas redes sociais.

O ex-diretor da Sony Music, Maurício Soares, até brincou com a situação, dizendo que, se o compositor da música ganhasse direitos autorais, teria um fim de ano bem especial, pois ela está sendo executada sem moderação.


Fonte: Guia-me via Folha Gospel

quarta-feira, 18 de maio de 2022

Pastor é acusado de racismo por pedir para assistente: 'passa chapinha no cabelo'

Vítima diz ter sido alvo de outras ofensas, mas só agora conseguiu provas

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Intolerância, abre inquérito para investigar suposto caso de injúria racial praticado por um pastor da Igreja Universal.

De acordo com a denúncia, formalizada por Ana Clara da Mota Santos nessa segunda-feira (16), o crime teria acontecido no Templo Maior, que fica na Avenida Olegário Maciel, no bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O pastor, identificado como Lázaro Augusto, teria pedido para a vítima, que é negra, para "passar chapinha no cabelo". 

A jovem trabalha como assistente de produção em programas de TV da Igreja Universal e afirma que não é a primeira vez que isso acontece, mas diz que só agora conseguiu provas para denunciar o pastor às autoridades.

A Igreja Universal afirma que está apurando o caso. O crime de injúria racial prevê pena de um a três anos de prisão e pagamento de multa. 

Em nota, a Polícia Civil informou que não divulgará a data do depoimento do pastor.

Confira:

A Policia Civil de Minas Gerais informa que instaurou inquérito policial para apuração de suposta prática de injúria racial.

A vitima compareceu na segunda-feira (16/5) na Delegacia Especializada de Investigação de Crimes de Racismo, Xenofobia , LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas para proceder com a devida representação criminal indispensável à atuação policial.Em observância à lei de abuso de autoridade não serão divulgadas as datas de oitivas do suspeito. Outras informações serão divulgadas em momento oportuno para não prejudicar o andamento do feito.

Fonte: Itatiaia

terça-feira, 11 de agosto de 2020

‘Honrei a Deus’, diz motoboy que foi humilhado

Um caso que chamou atenção nesse fim de semana no Brasil foi o do Matheus Pires, o motoboy, 19 anos, que foi humilhado por um homem após fazer uma entrega em um condomínio de casas, em Valinhos (SP). O caso aconteceu no dia 31 de julho. Mas o vídeo ganhou repercussão três dias depois.
Mateus concedeu entrevista ao Domingo Espetacular, na Record neste domingo, 4. E contou como iniciou a confusão. E disse ainda que aprendeu com Deus a manter a calma quando acontece situações como essa. Jovem disse isso é uma forma de honrar a Deus.
O caso está sendo investigado como injúria racial, pelo fato do morador sugerir que o entregador teria "inveja" de sua cor da pele. Boa parte da cena foi registrada em vídeo por outro morador do condomínio.

As ofensas

Segundo o jovem, as ofensas teriam começado porque quando ele chegou ao condomínio com a entrega, o morador pediu que ele entrasse e fosse até à porta de sua casa. Mas o entregador explicou que não podia entrar o pedido teria de ser retirado na portaria.
"Foi um baque, né? A gente nunca imagina que a pessoa vai tomar uma atitude de te ofender daquela maneira. Foi um sentimento realmente de humilhação, porque ele estava me humilhando e humilhando o meu trabalho", contou Matheus ao Domingo Espetacular.
Matheus também relatou que antes da cena começar a ser filmada, muitas ofensas foram feitas. "Antes dessa pessoa começar a gravar, ele olhou para mim, desceu o olho e viu que o meu sapato estava furado. Aí ele falou assim: 'Olha o seu sapato, está furado', insinuando que pelo fato do meu sapato estar furado, eu era uma pessoa rebaixada. Mas aquele sapato foi a minha mãe que deu, então tinha uma importância para mim. Ele me cuspiu antes de começarem a gravar, me jogou a notinha do restaurante, falando que eu era macaco, fez gestos imitando macaco, batendo no peito", disse.

Princípios de fé

Matheus foi questionado sobre o que o fez manter a calma naquele momento. Ele disse que a educação e os princípios de fé que recebeu da família o fizeram perceber que agir com mansidão faz a diferença.
"Eu tive uma educação religiosa muito forte e isso me ajudou a me preparar para situações assim, e saber que infelizmente, no mundo que a gente vive, a gente passa por situações de preconceito, de injúria, mas que a gente pode mudar por meio da nossa atitude de mansidão", destacou.
"Ele cometeu um crime contra mim e contra muitos brasileiros, que tomaram essa dor. Eu estou tomando todas as medidas que sejam possíveis para ele cumprir perante a lei. Mas como ser humano, eu agi daquela forma por saber que eu ia poder e já pude perdoar ele", acrescentou.

Pronunciamento

O presidente Jair Bolsonaro escreveu a seguinte nota em uma rede social: 

"Independentemente das circunstâncias que levaram ao ocorrido, atitudes como esta devem ser totalmente repudiadas. A miscigenação é uma marca do Brasil. Ninguém é melhor do que ninguém por conta de sua cor, crença, classe social ou opção sexual. Que a indignação dos brasileiros sirva de lição para que atos como esse não se repitam. Todos somos iguais! Embora alguns trabalhem para nos dividir, somos um só povo!"

Fonte: Folha Gospel
Assista o vídeo:

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Decotelli diz que racismo influenciou na sua demissão do MEC


Carlos Alberto Decotelli escolhido por Bolsonaro para ser Ministro da Educação, não chegou a tomar posse e pediu demissão após polêmicas em relação ao seu currículo

O ex-ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, declarou em entrevista ao UOL que o racismo foi um fator determinante na sua demissão após processo de desgaste junto ao presidente Bolsonaro e aos militares. Segundo Decotelli: "Há muitos brancos com imperfeições em currículo trabalhando sem incomodar ninguém"
Evangélico, Decotelli foi nomeado ministro na semana passada, mas pouco tempo à frente da pasta decidiu se demitir por conta da forte pressão que recebeu por ter fraudado informações acadêmicas e profissionais em seu currículo. 
O ex-ministro foi desmentido por universidades da Argentina e da Alemanha sobre os seus títulos de doutor e pós-doutor respectivamente, além de ter sido acusado de plagiar sua tese de mestrado apresentada à FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Nas redes sociais houve um debate sobre se o fato de Decotelli ser negro influenciou na pressão de que foi alvo por conta das fraudes. Usuários lembraram que outros dois ministros do governo Bolsonaro, Damares Alves da Mulher, Família e Direitos Humanos e RicardoSalles do Meio Ambiente, também foram expostos por erros nos currículos mas se permaneceram no cargo  e não sofreram tantos ataques.

Decotelli afirma ter sido alvo de boicote da FGV por "interesses obscuros, não declarados, na intenção de apoiar outro ministro a ser indicado". A universidade divulgou que Decotelli nunca foi professor da instituição, mas passaram a circular nas redes fotos de homenagens da instituição a Decotelli em que chamam o ex-ministros de "professor”.
Decotelli ministrou a última aula pela  instituição, na disciplina de Administração de Recursos de Longo Prazo no MBA de Finanças, na noite de ontem. "[Me sinto] Destruído e massacrado na minha integridade como professor", disse o ex-ministro. 
Decotelli diz ter pedido ontem o seu desligamento da instituição. O ex-ministro também enviou à reportagem fotos de prêmios que diz ter recebido por suas atividades na FGV. Todos se referem a ele como "professor" e datam de 2011 a 2016.
Em nota, a instituição declarou que Decotelli atuou "apenas nos cursos de educação continuada, como professor colaborador". "Como tal, deu aula ontem, o que corrobora as informações prestadas, repita-se, de que atuava como professor nos cursos de educação continuada".
A fundação declarou ainda que irá apurar, por meio de uma comissão específica, todas as denúncias que dizem respeito a um eventual plágio na dissertação de mestrado apresentada pelo ex-ministro. Decotelli nega ter cometido plágio, mas disse que revisará o trabalho "por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados".
Fonte: Último Segundo e UOL via Folha Gospel

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Pastor recorre à Polícia após ser agredido, mas termina preso por se defender

Em meio aos protestos contra o racismo nos Estados Unidos, um pastor foi preso durante um discussão que viraram agressões. Ele sacou sua arma para afugentar cinco indivíduos que o ofenderam por sua cor de pele e tentavam rouba-lo, e quando a Polícia chegou, o levou preso.
O pastor Leon K. McCray dirige a Lighthouse Church, em Woodstock, Virgínia (EUA), e no dia 01 de junho, ligou para a Polícia para pedir socorro pois cinco indivíduos o atacaram em sua casa, tanto verbal quanto fisicamente.
A confusão se iniciou quando o pastor Leon viu duas pessoas tentando descartar uma geladeira em seu terreno na cidade de Edinburg. Ele abordou as pessoas e pediu que elas parassem. Durante a discussão, um dos envolvidos passou a xinga-lo, enquanto o outro foi buscar outras três pessoas.
"Eu informei a esses indivíduos que eles estavam invadindo e que não podiam despejar a geladeira na minha propriedade e pedi que saíssem. Eles ficaram irados e me atacaram verbalmente", contou o pastor. "Ao mesmo tempo, esses mesmos indivíduos estavam ameaçando minha vida, dizendo que minha vida negra e vidas negras não são importantes, não se encaixam bem na cidade", acrescentou.
O episódio, então, virou uma mistura de agressão, invasão e racismo, e o pastor decidiu recorrer a ajuda da Polícia: "Sendo ameaçado e com medo por minha vida, tomei e me senti compelido a puxar minha arma oculta – arma oculta legal – para salvar minha vida. E quando eu fiz isso, consegui tempo suficiente para eu ligar para o 911", relatou, referindo-se ao número de emergência dos EUA.
O comando da Polícia enviou dez policiais ao local. No entanto, o pastor Leon disse que os policiais pegaram sua arma e imediatamente foram até as pessoas que invadiram sua propriedade para tentar saber o que se passava.
"Eles foram e conversaram com eles. Eles ainda estavam gritando epítetos raciais. Eles ainda estavam ameaçando minha vida. Eles ainda estavam me dizendo o que fariam comigo. O que o xerife fez?. Realmente nunca tive a oportunidade de contar o que estava acontecendo", desabafou o pastor.
A conduta dos policiais foi bastante questionável e parcial, queixou-se o pastor, pois após conversar com as pessoas que haviam tentado invadir sua propriedade e ameaça-lo, eles simplesmente negaram a ele a oportunidade de dar sua versão e disseram que iriam algema-lo e leva-lo preso por sacar uma arma de fogo.
O pastor, que vive na cidade há décadas, perguntou a um dos policiais – que ele conhecia há 20 anos – o que ocorreria com sua denúncia de agressão e invasão, mas não obteve resposta.
"Experiência muito traumática. Não sei se você já passou por algo assim. Eu nunca tinha [passado]. Muito difícil", lamentou o pastor, durante um sermão em sua igreja, transmitido através do Facebook, quando contou os detalhes do episódio em que foi preso.
Reviravolta
Mais tarde, no mesmo dia, ele foi libertado e enviou uma queixa por escrito ao xerife. No dia 03 de junho, ele foi recebido pelo xerife do condado de Shenandoah, Timothy Carter, para discutir a situação.
Após o diálogo, o xerife Carter disse que, se ele enfrentasse circunstâncias semelhantes, "provavelmente teria feito a mesma coisa" que o pastor fez. "Depois de conversar com ele sobre o incidente, ficou claro para mim que a acusação de brandir [a arma de fogo] certamente não era apropriada", comentou o xerife ao anunciar que a acusação contra o pastor seria retirada.
"Por fim, pedi desculpas ao Sr. McCray e agradeço sua paciência ao trabalhar com esses assuntos […] Eu ouço as queixas dos cidadãos e as levo a sério", acrescentou o xerife.
Segundo informações do portal The Northern Virginia Daily, na quinta-feira da semana passada, 11 de junho, as cinco pessoas que ameaçaram o pastor foram presas sob a acusação de agressão e crime de ódio ao crime. Quatro dos cinco detidos também foram acusados de sequestro. Sem direito a fiança, eles aguardarão o julgamento, agendado para 17 de julho, na cadeia.
Fonte: Gospel+

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Pastor está ganhando almas para Cristo durante protestos nos EUA

Ele disse que agora é a hora de a Igreja ser mais ousada que o inimigo

O pastor Dimas Salaberrios, da Igreja Infinita de Nova York e autor de "Street God", está pedindo aos crentes que participem dos protestos e orem.
Salaberrios costumam viajar para cidades onde ocorreram tiroteios em massa, em um esforço para trazer esperança e cura. Em 2015, ele visitou Charleston, Carolina do Sul (EUA), depois que Dylan Roof, uma supremacia branca, atirou e matou nove paroquianos negros na Igreja Episcopal Metodista Africana de Emmanuel.
Quando perguntado por que ele viajou a Minneapolis para orar com os manifestantes e a polícia, Salaberrios disse: "Eu acho que quando a escuridão é desenfreada, temos que trazer a luz".
Ele disse que agora é a hora de a Igreja ser mais ousada que o inimigo.
"A Igreja, os cristãos, devem vestir suas máscaras e participar desses protestos. E andar e perguntar: 'Podemos orar por você?' Podemos orar por sua segurança? É o que normalmente digo", disse Salaberrios em uma entrevista no "Prayer Link", o programa CBN News. "E as pessoas dizem que sim, por favor. Um cara estava acendendo fogos de artifício para assustar a polícia e, como eu orei por ele, consegui pegá-lo da mão dele. Conseguimos impedir isso."
O ex-traficante de drogas que se tornou pastor disse que a maioria dos envolvidos nos protestos é jovem.
"São filhos de 16, 17,18 anos", explicou Salaberrios. "Cerca de 60% deles eram brancos. E cerca de 40% eram negros em Minneapolis. E eles estavam chorando e chorando. E só encontramos outro ministro no local. Havia cerca de 5.000 pessoas. Começamos a orar com eles, ministrando a eles, orando com os policiais".
"Fomos à frente da multidão, exatamente onde as pessoas estavam conversando e projetando, e acabamos de dizer aos jovens irmãos que estavam lá, dissemos: 'Olha, nós somos a Igreja e precisamos dizer alguma coisa'", disse Salaberrios. "E eles eram como um pastor aqui. E começamos a orar pelas pessoas. Tínhamos seis, sete mil pessoas sentadas para nos ouvir, orar. E muitas delas estão feridas."
O pastor planeja visitar outras áreas onde protestos em torno da morte de Floyd estão ocorrendo nas mãos da polícia branca.
"Nós, na cidade de Nova York, estamos saindo. Na quarta-feira, vamos ao Harlem para comemorar um monumento a George Floyd", disse ele. "E nós vamos liderar a oração com milhares de pessoas, é claro, vamos usar máscaras. Então, vamos à Times Square na quinta-feira e vamos nos mudar porque esses jovens precisam de orientação."
Muitos manifestantes estavam segurando cartazes, faixas e imagens de Floyd, cujo relatório de autópsia independente revelou que ele morreu de assassinato "sufocado por pressão sustentada" quando policiais de Minneapolis comprimiram seu pescoço e as costas durante sua prisão na semana passada.
"Precisamos que os cristãos se preocupem mais com isso do que com todas as outras pequenas coisas que estão acontecendo", explicou Salaberrios, "e precisamos que os líderes brancos falem".
"Nós apenas precisamos de um pouco de mudança e cura e esperamos que, quando formos para Nova York, então iremos para DC e depois vamos para Atlanta para tentar conversar com as pessoas nas ruas, para que possamos trazer essa cura", disse Salaberrios.
Fonte: JM Notícias

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Brancos se ajoelham em oração pedindo perdão a negros por “anos de racismo”


Um momento de oração no bairro em que George Floyd cresceu, no Texas, foi marcado por orações e pedidos de perdão.


Ajoelhados em um momento de oração, cristãos brancos pediram perdão aos negros depois de anos de racismo sistemático em encontro no bairro onde George Floyd cresceu em Houston, no Texas.

Os pedidos de justiça pela morte de Floyd, após ação da polícia de Minneapolis, não foram feitos apenas em protestos violentos. Vigílias de oração marcaram as manifestações nas ruas, incluindo na Third Ward, uma comunidade negra em Houston.

"Deus Pai, pedimos perdão a nossos irmãos e irmãs negros por anos e anos de racismo", orou um dos homens brancos, ajoelhados diante de um grupo de cristãos negros na Third Ward.

A ação foi chamada de "praytest", um jogo de palavras em inglês que significa "protesto de oração", para se diferenciar da violência que acontece em outras partes dos EUA.

Em imagens registradas pela Fox News, um homem branco diz com os olhos fechados e a mão no peito: "Oro pelos meus irmãos e irmãs brancos, pretos e marrons que tiveram a coragem de expor o racismo flagrante em meu próprio coração".

"Oramos para que homens e mulheres negros se libertem do medo e da falta de esperança", comentou um cristão.

Em um vídeo obtido pela Click 2 Houston, os negros se emocionaram e também se ajoelharam para orar com os brancos. "Precisamos mostrar um símbolo que realmente pedimos desculpas pelo que foi feito aos nossos irmãos e irmãs negros", disse à Fox 26 o co-organizador Bobby Herring.

"Acho que há um sentimento de que a missão [de George Floyd] foi mal compreendida. Aqui estamos hoje quando a polícia se ajoelha no pescoço de um negro — o que preferimos? [A violência] ou nos ajoelhar em paz e solidariedade", disse o pastor Johnny Gentry, da Free Indeed Church.

O protesto de oração aconteceu no bairro em que Floyd cresceu. Na vizinhança, ele era conhecido como "Big Floyd" e participou de atividades comunitárias para melhorar a vida dos jovens e ajudou a espalhar o Evangelho. Os moradores locais se lembram dele por organizar jogos de basquete, churrascos e grupos de estudos bíblicos.

'Que Deus livre o Brasil dessa praga', diz Malafaia ao repudiar o racismo

O sequestro de pautas por parte da esquerda não é novidade na disputa política, e o pastor Silas Malafaia publicou um vídeo na esteira dos acontecimentos decorrentes da morte de George Floyd para alertar as pessoas sobre o oportunismo político.
No vídeo, o pastor enfatiza que o preconceito por raça é algo maligno: "Eu sou contra o racismo todo dia. E sabe como é que eu e você podemos ser contra o racismo todo dia? Com as nossas atitudes e denunciando quem é a favor dessa praga do inferno que distingue pessoas pela cor".
Malafaia, sempre atento às ações dos movimentos de esquerda, destacou que há muito oportunismo no atual cenário, não apenas por parte dos vândalos que saqueiam comércios durante protestos, mas também por lideranças políticas e formadores de opinião.
"Eu não sou massa de manobra de rede social, nem de interesses políticos, nem de demagogia, usando os negros. Hoje todo mundo fala que é contra o racismo. 364 dias no ano não estão nem aí para os negros. Eu não vou entrar nesse jogo hipócrita, essa é que é a verdade", disparou.
De maneira indireta, Malafaia lembrou que a sociedade brasileira, miscigenada, não tem o mesmo grau de racismo que se verifica nos Estados Unidos, e que trazer pautas para o Brasil sobre problemas dos norte-americanos não faz sentido: "Querem importar até nome em inglês do evento. Importar a cultura americana dessa praga do inferno para o Brasil. Isso é uma pouca vergonha. E olha aí, que já começaram a fazer uso político e a imprensa dizendo que é ato democrático. A coisa é séria, minha gente".
"Que Deus livre o Brasil dessa praga, porque todo ser humano e criatura de Deus, independente da cor e da classe social. […] Querem manipular novamente, e ainda querem usar a violência, a baderna, a desordem como ato democrático", finalizou.
Fonte: Gospel+
ASSISTA AQUI


quarta-feira, 10 de julho de 2019

Repórter do SBT abandona programa após crítica racista de apresentador

Rafael Martins pediu afastamento após ficar constrangido com comentário preconceituoso do apresentador Stanley Gusman, do SBT de Minas


Apresentador de noticiário TV Alterosa, afiliada do SBT em Minas Gerais, Stanley Gusman fez um comentário racista ao criticar o presidente do Instituto Ibope, Carlos Augusto Montenegro.

O comentário, em tom jocoso, culminou no pedido de afastamento do repórter Rafael Miranda, que dividia a transmissão ao vivo com Gusman no momento do episódio já taxado nas redes sociais como 'racismo'.

Durante o noticiário "Alterosa Alerta" de terça-feira (9), Gusman afirmou que, se Montenegro, presidente do Ibope, fosse uma pessoa "do bem", seu nome seria "Montebranco".

"Eu sei muita coisa. Eu sei quem é o dono do Ibope. O nome do cara é Montenegro. Se ele fosse do bem, ele ia se chamar Montebranco", disse o apresentador ao repórter, que fazia um link ao vivo e ficou visivelmente constrangido. "Nossa mãe", respondeu o repórter visivelmente constrangido.

O "Alterosa Alerta" é exibido por uma emissora afiliada do SBT. Stanley reclamava dos resultados da audiência divulgados pelo Ibope.

Constrangido e indignado, Rafael Martins decidiu abandonar de vez a atração. Já encaminhou carta à direção do canal pedindo seu afastamento.

Em comunicado oficial, Rafael, que também é deputado estadual, afirma nunca ter se sentido tão constrangido e tão desconfortável em seus 18 anos de carreira na TV quanto no episódio, ocorrido na terça-feira (9).

"Afirmações racistas, ainda que em tom jocoso, devem ser repudiadas com veemência por todos aqueles que defendem uma sociedade inclusiva, na qual os direitos alcancem indistintamente os cidadãos. E eu me encontro entre esses", comentou.

O jornalista trabalhava há quase quatro anos como repórter no noticiário e, após o ocorrido, apontou que seu afastamento é "irrevogável e uma clara manifestação de solidariedade a todos que se sentiram ofendidos pela declaração".

Procurado, o SBT não se manifestou sobre o assunto. Nos bastidores já é fato que Stanley deve ser punido na emissora pelo comentário e pode até responder criminalmente uma vez que entidades locais pretendem prestar queixa na polícia por racismo.

Fonte: R7

Confira o momento que não para de repercutir negativamente nas redes sociais:

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