sexta-feira, 20 de março de 2015

Marcelo Crivella tem registro de candidatura a governador cassada pelo TRE - RJ


Marcelo Crivella - Foto: Carlo Wrede/Agência o Dia/Estadão Conteúdo

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) cassou o registro da candidatura ao governo estadual do senador Marcelo Crivella (PRB) por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação. Segundo informou o TRE nesta terça-feira (17), a decisão foi tomada na sessão plenária de segunda (16). Procurada, a assessoria do senador não comentou a decisão.

A Corte entendeu que pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) pediram votos para o então candidato em templos religiosos e que as emissoras Record e CNT lhe deram "tratamento favorecido", segundo informou o tribunal.

Com a decisão, Crivella, que ficou em segundo lugar no pleito, não poderia assumir o cargo de governador no caso de uma eventual cassação do diploma do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) numa situação de irregularidade no processo eleitoral, o que contaminaria a chapa causando também o impedimento do vice. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.

De acordo com o relator do processo, desembargador eleitoral Fábio Uchôa, no dia 3 de outubro de 2014, pastores da Iurd pediram votos a Crivella durante a realização de cultos em templos em Nova Iguaçu, na baixada Fluminense, e em Del Castilho, no Subúrbio do Rio. O magistrado afirmou ainda que, em programas da Record e CNT, pastores fizeram o número 10 com as mãos, repetindo o gesto utilizado pelo então candidato em sua propaganda eleitoral.

"A utilização de duas redes de televisão, conjugadas com os eventos realizados nos majestosos templos da Iurd, corroboram a prática do abuso de poder econômico", redigiu Uchoa em seu voto.

Fonte: G1

Meu comentário:

Em tempos de internet, celulares que fotografam, filmam e transmitem tudo em tempo real, essa cassação, ainda que caiba recurso em instância superior, é um alerta às Igrejas que fazem aberta e deliberada campanha em cima dos púlpitos, em pról dos seus candidatos.

É lógico que como cidadãos brasileiros, os membros das igrejas podem ser conscientizados, no entanto, as ferramentas utilizadas devem serem utilizadas em conformidade com a legislação eleitoral vigente e em condição de igualdade com todos os candidatos. A IURD que sempre abusou e fez escolaFica aí a lição.  

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