quarta-feira, 11 de março de 2015

Eu creio no jejum e na oração - Lições Bíblicas EBD/ CPAD - Jovens - Lição 11 - Subsídio Teológico


INTRODUÇÃO
I – BUSCANDO A DEUS EM ORAÇÃO
II – O JEJUM NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO
III – O JEJUM E A ORAÇÃO QUE AGRADAM A DEUS
CONCLUSÃO
A IMPORTÂNCIA DO JEJUM E DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE.
MARCOS 9.29

Na lição desta semana, estudaremos a respeito de algumas práticas deixadas por muitos crentes nos dias atuais: o jejum e a oração. Há crentes que chegam a afirmar que Deus aboliu o jejum e que não precisamos mais jejuar. Contudo, a Palavra de Deus nos ensina que Cristo recomendou aos seus discípulos, estarem preparados, pois as castas de demônios que teriam de enfrentar, só poderiam ser combatidas por intermédio de muito jejum e oração (Mc 9.29). Sendo assim, é indispensável que os crentes busquem o fortalecimento espiritual por meio de uma vida consagrada e cheia do Espírito Santo.
Nesse caso, o jejum e a oração são importantes recursos que contribuem para o revestimento espiritual do crente. Tendo em vista que a missão ministerial de pregar a Palavra da justiça exige de seus servos a habilidade de saber suportar as ofensivas espirituais do mal, e, por conseguinte “destruir os conselhos e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5). Portanto, nesta lição, o professor poderá ensinar seus alunos a respeito da importância de se fazer uso do jejum e da oração como recursos indispensáveis na batalha contra as hostes espirituais da maldade que se levantam contra o trabalho realizado pela Igreja do Senhor (Cf. Ef 6.10-20).

1. O jejum e a oração para o crente

Há muitos crentes que não crêem mais que o jejum seja uma prática de importante valor espiritual nos dias atuais, e nem mesmo a oração seja um exercício relevante em nossos dias. No entanto, o Senhor Jesus, quando ainda estava com seus discípulos, admoestou a respeito da importância do jejum e da oração, como importantes recursos para combater as hostes espirituais que guerreiam contra a Igreja (Cf. Mc 9.29).

Embora a Igreja esteja em um espaço geográfico e material, sua atuação deve ser consistente, principalmente, no campo espiritual. A Bíblia de Estudo Pentecostal comenta o episódio de Cristo ensinando os seus discípulos em relação ao jejum e a oração: “Jesus não está dizendo aqui que, para a expulsão de certo tipo de espírito imundo, era necessário um período de oração e jejum. O princípio aqui é outro: onde há pouca fé, há pouca oração e jejum (Mt 17.19,20). Onde há muita oração e jejum resultante da dedicação genuína a Deus e à sua Palavra, há abundância de fé. Se os discípulos tivessem uma vida de oração e jejum como Jesus, poderiam ter resolvido esse caso” (CPAD, 1995, p.1478).

Em razão disso, os crentes devem estar revestidos da armadura de Deus (Cf Ef 6.10-20), preparados para atacar o campo do inimigo e, assim salvar almas para o Reino de Cristo. Sabendo que, o preparo espiritual é fundamental para que a Igreja suporte as tentações e perseguições que advêm em decorrência da pregação do evangelho (Cf. Mt 5.11,12). Portanto, o jejum empregado nessas circunstâncias é enriquecedor para a vida cristã, visto que contribui para a intimidade e consagração do homem a Deus.

2. O desempenho da missão ministerial

Além do fortalecimento espiritual do crente para enfrentar as adversidades e os ataques diabólicos que advém diariamente, o jejum e a oração são importantes recursos para que o servo de Deus possa desempenhar a missão ministerial de pregar a Palavra de Deus. Nossa missão consiste, exatamente, em destruir os investimentos que Satanás opera, a fim de perpetuar o engano e a ignorância na mente das pessoas para que não compreendam a verdade do evangelho. Por esta razão, a nossa fé deve está fortalecida na Palavra, e não somente no que concerne ao conhecimento, mas também à obediência da Palavra de Deus.

À vista disso, o jejum e a oração contribuem também para a intimidade do crente com Deus. De fato, quando estamos em período de abstinência de alimento e, tão somente, concentrados em oração, ficamos mais sensíveis a ouvir e compreender as coisas que se discernem espiritualmente (Cf. 2 Co 2.14). O Dicionário Bíblico Wycliffe relata esse aspecto do jejum: “Como um acompanhamento à oração, o jejum é frequentemente algo desejável ao homem piedoso, e não meramente uma questão de rigorosa autodisciplina. Durante um jejum, as faculdades mentais e espirituais da pessoa parecem mais alertas e mais sensíveis ao Espírito de Deus, e a intercessão parece mais fácil, mais eficaz. Assim Davi jejuou enquanto orava por seu filho doente (2 Sm 12.16-23), e até mesmo por seus adversários, quando estavam enfermos (Sl 35.13). Neemias também jejuou quando intercedeu por Israel (Ne 1.4-11). Os primeiros cristãos pensavam que o jejum era benéfico enquanto buscavam a vontade e a direção de Deus (At 13.2,3; 14.23). Durante um período de três semanas de auto quebrantamento, e buscando entender o futuro, Daniel não comeu nenhum manjar desejável, isto é, iguarias, nem carne nem vinho (Dn 10.2,3). Tal jejum parcial pode ser ajuda eficaz para a concentração espiritual e para a oração” (CPAD, 2010, p.1017).

Assim sendo, o jejum e a oração são importantes ferramentas que não podem ser abandonadas pelos que servem a Deus. Visto que o nosso desempenho ministerial é fortalecido quando nos preparamos adequadamente para cumprir a missão que nos foi incumbida: pregar o evangelho (Mt 28.19,20; Ef 6.10-20).

Considerações finais

Convenhamos que, uma vida espiritual saudável é resultado de consagração e obediência à Palavra de Deus. Embora muitos considerem o jejum e a oração, práticas desnecessárias nos dias atuais, todavia, Cristo confirmou que chegariam dias que seus discípulos jejuariam (Lc 5.33-35). O cenário atual em que a Igreja está inserida nos remete a pensar que, clamar não é o bastante. Precisamos jejuar e humilhar o nosso coração na presença de Deus, a fim de que Ele entre com providência e mude a nossa realidade.

Tendo em vista que a nossa missão não pode ser realizada de qualquer maneira, jejuar e orar faz parte da preparação do crente para a realização do chamado ministerial, e tais recursos não podem ser dispensados. Portanto, que possamos separar momentos para o devocional e consagração a Deus, pois certamente esta atitude trará um bom efeito em nossa vida espiritual, e certamente, nos ajudará a suportar as diversas batalhas que temos de travar diariamente contra o inimigo de nossas almas.
Por Thiago Santos.
Educação Cristã.
Publicações. CPAD.

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