terça-feira, 14 de junho de 2016

Imprensa culpa Feliciano, Malafaia e Bolsonaro por massacre em boate gay


Após ter sido usada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ), a tentativa de associar os evangélicos brasileiros com o massacre na boate gay em Orlando (EUA), passou a ser tema de uma espécie de campanha nas redes sociais.
Uma imagem que diz “Se você acha que ser LGBT é pecado, você também puxou o gatilho” começou a ser usada em comentários do Facebook quando se fala sobre o tema. Uma série de outras frases sobre essa estranha associação circulam nas redes sociais.
O assunto saiu do virtual e chegou à imprensa. O jornal O Dia, do Rio de Janeiro, publicou como charge do dia de hoje (14). O desenho lembra o pôster do filme “Os Suspeitos”. Nela estão representados: o pastor Silas Malafaia, o bispo Edir Macedo, o deputado pastor Marco Feliciano (PSC/SP) e o deputado Jair Bolsonaro (PSC/RJ). Acima, a frase: “Não sei, foi tudo muito rápido… poderia ter sido qualquer um deles, ou todos, sei lá”.
Embora essa associação não faça o mínimo sentido, pois as pessoas representadas no desenho não estavam no local nem existe qualquer registro que tenham pedido a morte de homossexuais, a ideia parece estar se espalhando.
Marco Feliciano desabafa: “Geralmente admiro charges, são provocativas e engraçadas. Neste caso demonstra preconceito, inverdades e desonestidade intelectual. O crime foi promovido por um terrorista que planejou primeiro a Disney. E informações novas mostram que ele frequentava a boate. Isso sim é disseminação de ódio. Repudio está charge”.
Já o pastor Malafaia preferiu gravar um vídeo sobre o assunto. “Imprensa sectária… Eu quero ver o jornal O Dia fazer uma charge do Estado Islâmico…. Opinião não é homofobia, nem crime. Eu tenho o direito de dizer que uma prática é pecaminosa, nem por isso estou motivando o assassinato ou a morte… 115 mil cristãos foram assassinados no mundo ano passado, alguém falou sobre isso?”.
Ao falar da imprensa de modo em geral, que se calou diante de outras situações no passado, disparou: “São um bando de covardes e preconceituosos. Têm raiva do crescimento da igreja evangélica no país. Não somos promotores de ódio nem do assassinato de ninguém”.
Embora não esteja presente no desenho, mas tendo sido igualmente citado por Jean Wyllys, o deputado pastor Eurico (PHS/PE) também se manifestou sobre o assunto: “Cristãos morrem todos os dias vitimados por extremistas islâmicos em todo mundo. Eu nunca vi ele [Jean] defender ou demonstrar nenhum sentimento por nenhuma das famílias vitimadas. Nós, cristãos evangélicos não defendemos nem apoiamos nenhum ato de violência contra qualquer ser vivente, quer seja racional ou irracional”.
Afirmou ainda que “ele carrega entranhado em sua alma contra os cristãos e evangélicos, ele não passa de um verdadeiro EVANGELICOFÓBICO. Deus tenha misericórdia de sua alma e liberte-o da escravidão que ora vive”.

O islã ensina a morte de homossexuais

Entre as imagens usadas na internet, algumas usam versículos bíblicos e imagens da Bíblia, afirmando que seu ensinamento estimula os cristãos a matarem homossexuais. Contudo, em nenhum momento foi lembrado que o atirador era muçulmano e que a ideia de se exterminar os gays é algo profundamente enraizado na lei islâmica.
Por exemplo, nos países onde a sharia [lei religiosa islâmica] é lei, os homossexuais são constantemente perseguidos e mortos. O Washington Post listou recentemente 10 países muçulmanos onde a prática pode ser punida com a morte. (Iêmen, Irã, Mauritânia, Nigéria, Qatar, Arábia Saudita, Somália, Sudão, Emirados Árabes Unidos e Iraque).
Conforme registrado pela BBC, os extremistas do Estado Islâmico jogam homossexuais do alto dos prédios, os que não morrem assim, são apedrejados em praça pública, muitas vezes sob aplausos das multidões que acompanham o evento.
No ano passado, o estudante de medicina Taim (nome fictício), de 24 anos, que vivia no Iraque saiu do país por causa disso.
O Islã se opõe à homossexualidade. Meu pai me fez estudar a sharia (lei islâmica) por seis anos porque queria que fosse religioso como ele. Há um hadith (narrativas e pregações atribuídas ao profeta Maomé) que recomenda que homens gays sejam jogados de desfiladeiros, e depois que um juiz ou um califa decida se devem ser queimados ou apedrejados até a morte”, conta.
Fonte: Gospel Prime

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