sexta-feira, 19 de maio de 2017

História bíblica é tema de concerto no Teatro Amazonas


Pela primeira vez em vários anos que a Amazonas Filarmônica e a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica se unirão para formar a Amazonas Festival Orchestra


Primeiro rei de Israel e Judá, o jovem Davi é considerado uma lenda pelas três grandes religiões monoteístas. Pelos judeus, é visto como o eterno Rei de Israel, de cuja linhagem viria o Messias. Pelos cristãos, o precursor da linhagem de Jesus Cristo. Pelos muçulmanos, profeta e rei de uma grande nação. Segundo a tradição religiosa, o rei é considerado o autor de mais da metade dos 150 salmos do livro bíblico dos Salmos. 



Mezzo soprano Luisa Francesconi

E para contar a história do mais famoso dos reis de Israel, o Teatro Amazonas recebe, nos dias 18 e 21 de maio, o oratório O Rei Davi, composto pelo suíço Arthur Honegger, no Concerto Bradesco III. O espetáculo integra as atividades do XX Festival Amazonas de Ópera (FAO).

O concerto traz como solistas a soprano Dhijana Nobre, a mezzo soprano Luisa Francesconi e o tenor Juremir Vieira. No papel da Pitonisa, a soprano Isabelle Sabrié, e como narrador, o barítono Homero Velho, que participou da montagem da ópera Tannhäuser, no XX FAO.

O concerto, que tem direção musical assinada pelo maestro Otávio Simões, conta com a participação do Coral do Amazonas e da Amazonas Festival Orchestra, uma junção entre a Amazonas Filarmônica e a Orquestra Experimental Amazonas Filarmônica. 

A obra
O texto do salmo sinfônico O Rei Davi foi escrito pelo poeta suíço René Morax, para uma peça de teatro de sua autoria inspirada nos livros bíblicos de I e II Samuel, I e II Reis e nos salmos de Davi.

A música foi escrita em dois meses pelo então desconhecido Arthur Honegger, em 1921. Dois anos depois, devido ao grande sucesso tanto da peça como da música, o compositor refez toda a orquestração da música do oratório, tendo como resultado uma combinação de vários estilos musicais, que vai do canto gregoriano à música de Maurice Ravel.

Dividido em três partes, o oratório conta a história de Davi em alguns pontos-chave de sua vida: a sua unção como rei de Israel pelo profeta Samuel, a sua amizade com Jônatas, filho de Saul, a sua coroação como rei e a unificação das tribos, a cobiça de Davi por Betsabá e a sua punição, e finalmente, a coroação de Salomão, filho de Davi e Betsabá, como rei de Israel. A obra encerra com a narração da profecia de Isaías, que diz que uma flor surgirá do caule de Davi. 

União de orquestras 
Neste ano, o Festival traz uma novidade, e justamente na apresentação da obra de Honegger. Será a primeira vez em vários anos que a Amazonas Filarmônica e a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica se unirão para formar a Amazonas Festival Orchestra.

"No Brasil, quase não se executa essa peça. Então nós resolvemos unir as duas orquestras para apresentar para o público da forma como ela deve ser”, ressalta Otávio Simões, regente assistente da Amazonas Filarmônica e diretor musical do espetáculo. 


O concerto, que tem direção musical assinada pelo maestro Otávio Simões


Transmissão ao vivo e acessibilidade 
A primeira récita do concerto, no dia 18 de maio, ás 20h, foi transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da Secretaria de Estado de Cultura, "Cultura Amazonas".

O canal, que ainda conta com entrevistas e transmissões dos concertos do Festival, pode ser acessado em www.youtube.com/CulturaAmazonas.

O XX Festival Amazonas de Ópera, em todos os seus espetáculos, conta com audiodescrição para deficientes visuais, e tradução simultânea do espetáculo para Linguagem de Sinais, para os deficientes auditivos.

Publicado originalmente em EM TEMPO via Notícias Cristãs

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