terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Jovem que deixou família para servir ao Estado Islâmico quer retornar para a Inglaterra

Uma jovem britânica que em 2015 abandonou sua família para servir ao Estado Islâmico, agora deseja retornar ao seu país de origem, após perder dois dos seus três filhos, com apenas 19 anos de idade.
Shamima Begum deixou a Inglaterra junto com outras duas adolescentes, em fevereiro de 2015, para se juntarem ao grupo terrorista Estado Islâmico. Autoridades britânicas estimam que pelo menos 550 adolescentes, todas mulheres, foram aliciadas através da internet.
Às adolescentes venderam as joias dos seus pais para comprar passagens de avião, e voaram através da Turkish Airlines do Aeroporto de Gatwick, em Londres, para Istambul. Os familiares ainda tentaram buscar informações das filhas, mas já era tarde demais.
Begum tinha 15 anos na época e até os 19 teve três filhos. Dois deles morreram e agora ela enviou uma carta ao governo da Inglaterra solicitando autorização para o seu retorno. "Após a morte do meu (outro) filho, percebi que é necessário que eu saia, por causa dos meus filhos", escreveu ela.

Rejeição

A população da Inglaterra, no entanto, já se manifestou contrária ao retorno de Shamima Begum, especialmente às vítimas do atentado que ocorreu na Arena de Manchester em 22 de maio de 2017, que deixou 22 pessoas mortas.
Isso porque, na ocasião, Shamima Begum emitiu uma declaração dizendo que o atentado foi "justo", legitimando a ação terrorista reivindicada pelo Estado Islâmico.
"Essa menina (Begum) foi criada em nossas ruas em nossa sociedade democrática. Ela virou as costas ao seu país para lutar por essas pessoas nojentas. Para ela agora dizer que o ataque de Manchester foi uma retaliação justa é absolutamente revoltante", declarou Natalie Senior, mãe de uma das vítimas.
"O que ela disse é extremamente doloroso. O bombardeio afetou a todos e todos foram prejudicados por isso", disse outra mãe de vítima, segundo informações do The Sun.
Begum, no entanto, acredita que pode obter o perdão dos britânicos, apesar das suas ações e declarações anteriores em apoio ao terrorismo. "Eu só quero perdão realmente, do Reino Unido. Tudo pelo que passei não esperava que passasse por isso", disse ela.
Fonte: Gospel+

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