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domingo, 19 de outubro de 2025

Igreja que mais cresce no Reino Unido tem sede na Nigéria, país que persegue cristãos



Denominação nigeriana, nascida em meio à perseguição religiosa, se torna uma das igrejas que mais crescem na Europa.


A Igreja Cristã Redimida de Deus (RCCG), fundada na Nigéria em 1952, tem protagonizado um movimento surpreendente de expansão no Reino Unido, onde já soma cerca de 870 congregações. O avanço, que vem ocorrendo nas últimas décadas, reflete um fenômeno de "reversão missionária", no qual igrejas africanas estão revitalizando a fé cristã em países europeus marcados pela secularização.

Fundada por Josiah Olufemi Akindayomi em Lagos, a RCCG nasceu durante um período de forte perseguição religiosa. Filho de uma família adepta das tradições iorubás, Akindayomi teve sua vida transformada após estudar em uma escola missionária cristã. Convertido ao evangelho, ele decidiu abandonar o antigo nome, Ogunribido ("Ogum tem um lugar para ficar"), adotando o nome bíblico Josiah (Josias) como sinal de sua nova fé.

Das casas simples na Nigéria às ruas de Londres

O movimento começou como um pequeno grupo de oração, a Banda de Oração Diária, reunido na casa de Akindayomi em 1947. O encontro doméstico cresceu rapidamente e deu origem à denominação que hoje está presente em mais de 190 países.

No Reino Unido, a primeira congregação surgiu em 1988, fundada por quatro estudantes nigerianos em Islington, Londres. Desde então, a expansão tem sido contínua e estratégica. Segundo a Faith Survey, entre 2010 e 2020 a RCCG implantou 296 novas igrejas — o maior crescimento registrado por uma denominação cristã no país nesse período.

Guiada pela visão de ter "uma igreja a, no máximo, cinco minutos de cada residência no mundo", a RCCG tem se tornado cada vez mais visível nas grandes cidades britânicas. "Você não consegue caminhar muito em Londres ou Birmingham sem se deparar com o logotipo da águia da igreja, seja em um outdoor, na vitrine de uma loja ou na lateral de um ônibus", relatou o jornalista George Luke, que escreveu sobre o movimento durante o Mês da História Negra.

Fé que transforma comunidades

Além do rápido crescimento, a presença da igreja tem produzido impactos sociais positivos. "No Natal, uma cesta cheia de guloseimas é depositada na porta de todas as nossas casas, com um cartão dentro convidando-nos para os cultos de Natal", contou um morador próximo a uma das congregações.

Em várias cidades britânicas, as igrejas da RCCG desenvolvem projetos sociais, creches comunitárias e clubes de apoio a famílias. Em Londres, a Jesus House, liderada pelo pastor Agu Irukwu, coordena programas de apoio ao custo de vida e acolhimento comunitário. Em Edimburgo, a Equipe de Bem-Estar do Tabernáculo da RCCG trabalha com a organização cristã Bethany Christian Trust no atendimento a pessoas em situação de rua.

O pastor E.A. Adeboye, atual líder global da Igreja Cristã Redimida de Deus, ministra durante um dos grandes eventos da denominação no Reino Unido. (Foto: RCCG)


Na Irlanda, o Projeto de Extensão Holística Hephzibah na Europa (HHOPE) atua na prevenção ao tráfico humano e no cuidado com mulheres e crianças vulneráveis.

A Dra. Nicola Brady, secretária-geral das Igrejas Unidas na Grã-Bretanha e Irlanda, elogiou a atuação da RCCG: "A igreja dá grande ênfase ao trabalho de cuidar e orar por nossos vizinhos e construir uma comunidade desde o nível local até o internacional."

Desafios e missão global

O crescimento acelerado, no entanto, também traz desafios. A adaptação do estilo vibrante e espontâneo dos cultos africanos ao contexto britânico — mais formal e pontual — é um dos pontos de atenção. Outro desafio é alcançar públicos fora da comunidade africana e fortalecer o diálogo com outras denominações históricas, como a Igreja Anglicana.

Mesmo diante dessas barreiras, a RCCG mantém sua visão global. Seu atual líder, pastor E.A. Adeboye, afirmou durante o Festival da Vida em Londres: "O cristianismo chegou até nós na África, vindo da Grã-Bretanha. Agora parece que estamos tendo uma forma inversa de missão."

Com uma presença consolidada na África, Europa e América, a Igreja Cristã Redimida de Deus representa hoje um testemunho de fé resiliente. Nascida em meio à perseguição, tornou-se um movimento global que leva esperança e transformação às nações — inclusive àquelas que um dia enviaram missionários à sua terra de origem.

Fonte: Guia-me com informações de Premier via Folha Gospel


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terça-feira, 1 de agosto de 2023

Cristão perde emprego por não aceitar promover a homossexualidade



“Eles só vão parar quando alguém se levantar e dizer: ‘Isso não está certo’. As coisas mudam quando as pessoas desafiam o sistema”, disse Felix Ngole.


O cristão Felix Ngole nasceu em Camarões, país africano que faz fronteira com a Nigéria, mas mudou-se para o Reino Unido para seguir sua carreira de assistente social.

Ele disse que sempre pensou no Reino Unido e América como lugares onde a liberdade de expressão e religião eram protegidas, até que foi recusado por uma empresa por “não aceitar promover a homossexualidade”.

"Eu poderia ter ido embora discretamente, como muitas pessoas fazem. Isso me pouparia muito estresse", disse em entrevista à Fox News. Mas Ngole disse que o entristeceu ver que sua fé estava sendo atacada.

Como tudo aconteceu

Em 2019, Ngole já havia sofrido com o mesmo tipo de situação na universidade em que estudou. Ele foi expulso de um programa de assistência social por ter citado a Bíblia em comentários sobre homossexualidade em sua conta no Facebook.

Ele ficou surpreso ao descobrir que, novamente, esses mesmos comentários o colocaram em apuros depois que ele se candidatou a um emprego no NHS — sistema público de saúde do Reino Unido.

A organização de recrutamento descobriu suas convicções sobre homossexualidade e casamento. Depois de receber a oferta de emprego, Ngole foi informado pelo recrutador Touchstone Leeds que ele deveria "promover a homossexualidade" para poder ingressar no novo trabalho.

"Isso está indo longe demais", disse ao revelar que levou o caso a um tribunal trabalhista, alegando discriminação religiosa.

Sobre a discriminação religiosa

Ngole disse que "realmente queria o emprego", então antes de apelar ao tribunal, ainda tentou conversar com o recrutador.

Durante essa reunião, ele assegurou-lhes que não discriminaria ninguém. No entanto, percebeu que a discussão se transformou num verdadeiro interrogatório sobre sua fé, que durou cerca de duas horas.

"Tenho fortes crenças cristãs, é claro, não posso me desculpar por isso. E, da mesma forma, não vou discriminar seus clientes. Já trabalhei com esse mesmo grupo de clientes antes e ninguém nunca reclamou sobre minha prática. Sou qualificado. Faço bem o meu trabalho e é injusto que você retire esta oferta de emprego", Ngole argumentou à Touchstone.

Mas a empresa de saúde mental reafirmou sua decisão de retirar a oferta de emprego dada a Ngole.

'Precisamos desafiar o sistema'

Agora Ngole disse que segue em frente com o processo, não apenas por ele, mas para as gerações futuras: "Acredito que, como cristão, uma das coisas que Deus nos deu quando nos criou, foi o senso de justiça, porque ele é um Deus justo".

"Isso não é sobre mim, apenas. É sobre meus filhos e os filhos dos meus filhos, e os filhos do meu vizinho também. Temos que começar a desafiar [essa ideologia] agora. E se não o fizermos, essas pessoas continuarão fazendo isso", frisou.

"Eles só vão parar quando alguém se levantar e dizer: 'Isso não está certo'. As coisas mudam quando as pessoas desafiam o sistema. Quando as pessoas não o fazem, o sistema continuará funcionando normalmente e voltará para nos atacar", continuou.

'Não vou promover o estilo de vida deles'

O caso de Ngole deveria ser ouvido no Leeds Employment Tribunal, na semana passada. No entanto, conforme a Fox News, o tribunal adiou o caso para que a Touchstone pudesse apresentar mais provas sobre a 'teoria do estresse minoritário' em sua defesa.

De acordo com o Christian Legal Center, que está apoiando Ngole, esta teoria está sendo testada no tribunal do Reino Unido pela primeira vez. A teoria afirma que se um cliente minoritário, como alguém que é LGBT, se deparar com as declarações do assistente social condenando a homossexualidade, ele enfrentaria estresse indevido e danos potenciais.

Ngole negou as acusações de "discriminação e ódio" contra qualquer membro da comunidade LGBT. Ele disse que, embora possa discordar de seu estilo de vida, ele ainda pode mostrar-lhes amor por meio de seu papel como assistente social.

"Não há nada que sugira que eu tenha discriminado alguém. Eu apenas acredito no amor de Deus e acredito na Bíblia quando ela diz que 'Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha vida eterna'. E Deus não enviou Seu filho para condenar o mundo, mas para que por meio dele o mundo fosse salvo", resumiu.

"Esse é o princípio da minha fé, por isso não posso concordar com o estilo de vida deles. E eu não tenho que concordar com isso, pois eu sei que é errado, mas, ao mesmo tempo, eu os amo como alguém que está na minha frente", disse ainda.

"Não vou promover o estilo de vida deles, mas ainda posso mostrar-lhes amor. E é contra isso que eles realmente lutam", concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Fox News via Folha Gospel

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Arcebispo anglicano diz que “Pai Nosso” pode ser “problemático” por ser patriarcal



“O arcebispo de Iorque está dizendo que Jesus estava errado?", atacou um cônego tradicionalista.


O arcebispo anglicano de Iorque, no Reino Unido, considera que as palavras iniciais do Pai Nosso — a mais conhecida das orações cristãs — podem ser "problemáticas" por terem uma conotação patriarcal, noticia o jornal britânico The Guardian.

Retirada dos textos dos evangelhos segundo São Mateus e São Lucas, o Pai Nosso é desde as origens do Cristianismo a mais clássica oração cristã, recitada por praticamente todas as denominações, incluindo católicos, protestantes e ortodoxos.

Dentro do Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra, o órgão máximo daquela denominação no epicentro da Comunhão Anglicana (com origem na Reforma Anglicana, no século XVI, contexto da Reforma Protestante, no continente europeu), dividem-se as opiniões sobre a adequação da expressão patriarcal aos tempos modernos.

"Eu sei que a palavra 'pai' é problemática para aqueles cuja experiência de pais terrenos é destrutiva e abusiva, e para todos que têm enfrentado um controle opressivo e patriarcal na vida", disse recentemente o arcebispo de Iorque, Stephen Cottrell, durante uma reunião do Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra.

A Igreja de Inglaterra — que admite mulheres como presbíteras e, mais recentemente, bispas — tem sido palco de profundos debates, bastante divisivos, em torno de vários tópicos fraturantes no contexto do Cristianismo. Em fevereiro, o Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra aprovou a bênção de uniões entre pessoas do mesmo sexo e, de modo especialmente controverso, ponderou passar a usar pronomes neutros para se referir a Deus.

Apoio e críticas ao bispo

Christina Rees, uma presbítera que esteve envolvida na campanha pelo direito à ordenação episcopal das mulheres, defendeu a posição do arcebispo de Iorque, sublinhando que o prelado "pôs o dedo num assunto que é realmente um assunto vivo para os cristãos e tem sido desde há muitos anos".

"A grande questão é: acreditamos realmente que Deus acredita que os seres humanos masculinos testemunham a sua imagem de modo mais completo e rigoroso do que as mulheres? A resposta é que decididamente não", salientou Christina Rees.

Segundo o jornal The Guardian, o discurso do arcebispo Cottrell causou fortes divisões na assembleia. O conservador Chris Sugden, cónego que lidera a ala mais tradicionalista, questionou: "O arcebispo de Iorque está dizendo que Jesus estava errado? Ou que Jesus não tinha consciência pastoral? Parece emblemático da abordagem de alguns líderes eclesiásticos buscar inspiração na cultura em vez da escritura."


Fonte: Observador via Folha Gospel

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Professora cristã demitida por criticar ideologia de gênero tem vitória na justiça


 

Professora ganhou recurso no Reino Unido após ser demitida por criticar  ensino de ideologia de gênero em escola cristã.


A professora Katie Higgs foi demitida de escola da Igreja da Inglaterra, onde lecionava, em 2019, depois de postar no Facebook suas objeções ao plano da escola de ensinar a partir de um livro que promove o transgenerismo, disse o Christian Post. Katie Higgs também não estava sozinha em suas críticas.

Uma petição no Reino Unido reuniu mais de 115.000 assinaturas e foi debatida no Parlamento, de acordo com o jornal.

Um pedido inicial para anular a demissão foi negado, mas um juiz ordenou que o tribunal reavaliasse o caso após uma apelação, disse a BBC.

Higgs disse que ficou frustrada com os atrasos na decisão do caso.

"Desde o início, apesar das muitas tentativas da escola em sugerir o contrário, esso sempre foi a minha crença cristã, e eu fui discriminada por expressá-las em meus horários de aula", disse Higgs após o anúncio do apelo, informou a BBC.

Em sua postagem no Facebook, Higgs disse que a escola estava tentando fazer uma lavagem cerebral nas crianças para que aceitassem a ideologia gay e transgênero como sendo predominante.

"Nesse modelo de ensino, as crianças aprenderão que todos os relacionamentos são igualmente válidos e 'normais', de modo que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é exatamente o mesmo que o casamento tradicional, e que o gênero é uma questão de escolha, não de biologia, de modo que cabe a elas decidir qual sexo escolher, ou seja, o que eles querem ser", disse Higgs no Facebook, de acordo com a Fox News.

Seu post também pediu à família e aos amigos que assinassem a petição contra a educação sexual transgênero nas escolas primárias do Reino Unido, disse o Christian Post.

O atraso na decisão do caso, em parte, deveu-se a acusações de que vários dos membros do painel, que tomaram a decisão original apoiando a rescisão de Higgs, eram tendenciosos a favor da ideologia transgênero, disse a Christian Concern, uma organização legal cristã no Reino Unido.

Dois dos membros do painel foram removidos pelo presidente do tribunal após uma investigação sobre as alegações de preconceito em favor de "transgenerismo e educação sexual extrema", disse o departamento jurídico.

Um dos membros do painel é um ex-secretário geral assistente do National Education Union (NEU), um sindicato de professores do Reino Unido, que assumiu uma posição firme sobre o assunto, opondo-se a Higgs.

"Muitos sindicatos expressam opiniões sobre questões atuais, mas a NEU teve um interesse particular na situação em questão. Difícil ver como o Sr. Morris, na condição de secretário-geral adjunto, pode ser dissociado dessas opiniões como um observador que deveria ser imparcial", disse o presidente do tribunal ao remover o chefe do sindicato.

Atualmente, o governo do Reino Unido está realizando uma revisão das políticas escolares sobre educação sexual, mesmo quando o tribunal pondera uma reversão do caso Higgs.

A Igreja da Inglaterra é a igreja oficial do Reino Unido e é considerada um órgão do governo.

"Estou satisfeita que os tribunais tenham anulado o julgamento anterior, mas estou muito frustrada com os atrasos no acatamento da justiça", disse Higgs em um comunicado, de acordo com a imprensa.

"Eu estava, e ainda estou, chocada com a ideologia sexual que estava sendo introduzida na escola primária da Igreja da Inglaterra, onde meu filho estuda. … Desde que perdi o emprego que tanto amava, tem surgido  muitas revelações perturbadoras a respeito da ideologia transgênero nas escolas e, crianças aprendendo uma educação sexual inadequada. Sinto-me plenamente justificada por poder compartilhar e expressar as preocupações que tive", acrescentou ela.

O caso agora deve retornar à instância primária, onde a argumentação dos advogados de Katie Higgs deverão ser novamente apresentados e apreciados pelos juízes. O processo já se arrasta há quase quatro anos, e deverá se estender por mais tempo.


Fonte: The Lion com tradução livre do Point Rhema

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Médico pode ser removido de lista da rede pública por orar por pacientes



O Dr. Richard Scott tem sido alvo de investigações pelo NHS por orar por seus pacientes, no Reino Unido.

Um médico cristão foi alvo de medidas disciplinares e ameaçado de ser retirado da lista de médicos do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra (NHS), por ter orado por alguns de seus pacientes no Reino Unido.

Dr. Richard Scott, de 62 anos, irá contestar sua possível remoção da Lista Nacional de Profissionais do NHS, em uma audiência de seis dias que começa nesta segunda-feira (26), no Centro de Audiências do Tribunal de Ashford, no condado de Kent, a 90 km de Londres.

O NHS abriu um processo contra o Dr. Scott, apesar do Conselho Médico Geral da Inglaterra ter decidido duas vezes, em 2019 e 2020, que ele não violou nenhuma de suas diretrizes e que “discutir a fé em consultas não é proibido”.

Após uma série de investigações ao longo de 2020 e 2021, o Dr. Scott recebeu uma lista de “condições” do NHS, que inclui um curso de “limites profissionais” que custa 1.800 libras (equivalente a mais de 10.300 reais) e deveria ser pago por ele.

Scott disse que ficou “horrorizado” quando descobriu que o curso geralmente é reservado para médicos que tocam um paciente de forma inadequada ou cruzam os limites sexuais.

Quando o Dr. Scott contestou a participação no curso, foi-lhe dito que, por se recusar a cumprir, ele também precisaria realizar uma avaliação psicológica para 'redefinir' sua abordagem ao oferecer orações aos pacientes.

O Dr. Scott, que está sendo apoiado pelo Christian Legal Centre, se recusou a fazer o curso. Por causa disso, ele foi informado que deveria passar por uma avaliação psicológica, o que também recusou. “Estou preparado para assumir as consequências e enfrentar esse assédio e intimidação arbitrária”, disse ele, segundo o site Christian Concern.

A oração é 'prejudicial'?

Como parte de sua investigação, o NHS enviou um consultor clínico para o Centro Médico Bethesda, onde trabalha o Dr. Scott, para avaliar o papel da religião em seus serviços aos pacientes.

Como resultado, Scott foi chamado para uma audiência disciplinar a portas fechadas em novembro de 2021 pelo painel de decisão das listas de profissionais do NHS. Ali, ele foi informado que cabia a ele provar que orar pelos pacientes não era “prejudicial”.

Os advogados do Dr. Scott dizem que “não há evidências de que a prática de orar com os pacientes seja um obstáculo em termos de prestação eficiente de serviços de saúde”. 

Eles argumentam também que o tratamento do Dr. Scott foi “desproporcional”, “humilhante” e representou assédio sob a lei de Direitos Humanos com base em sua crença cristã.

Médico perseguido por sua fé

Scott, que trabalhou como clínico geral por 35 anos, descreveu seu tratamento como uma “campanha implacável” para forçar suas crenças e abordagens cristãs a saírem do NHS. 

O médico repudiou a  “profunda intolerância do NHS em relação às crenças cristãs e a completa falta de compreensão do que é a oração e como ela impacta positivamente a vida das pessoas”. 

Andrea Williams, executiva-chefe do Christian Legal Center, diz que o Dr. Scott é um médico experiente, respeitado pela comunidade e dedicado a Deus. 

Richard Scott é um médico brilhante que ama Jesus e acredita apaixonadamente no impacto positivo que a oração e a esperança da fé cristã podem ter na vida de alguém. Ele é respeitado em sua comunidade e especialmente por seus pacientes”, ela afirma.

Ela também denuncia a insistência de ativistas do NHS em alvejar o médico cristão por causa de suas orações. “Há um amplo reconhecimento de que o apoio emocional e espiritual desempenha um papel significativo na cura física”, acrescentou.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Primeira-ministra britânica diz estar disposta a transferir embaixada para Jerusalém


A declaração foi feita em entrevista ao Jewish Chronicle, com sede em Londres, em agosto, quando também enfatizou que não há maior amigo do Reino Unido do que Israel.


A nova primeira-ministra britânica, Liz Truss declarou estar disposta a transferir embaixada de Tel Aviv para Jerusalém e que apoio do Reino Unido a Israel permanecerá.

Substituta de Boris Johnson, Truss também confirmou seu compromisso com a luta contra o antissemitismo e o apoio a Israel.

Em agosto, a atual premiê deu entrevista ao Jewish Chronicle, com sede em Londres, enfatizando que não há maior amigo do Reino Unido do que Israel.

Ela chegou a sugerir durante a campanha dentro de seu partido que estaria aberta à transferência da embaixada britânica de Tel Aviv para Jerusalém, como os Estados Unidos fizeram no governo de Donald Trump.

Estado judeu

Truss falou ainda de suas relações próximas com o Estado judeu.

"Eu tinha muitos amigos judeus na escola", disse Truss, na época presidente da Universidade de Oxford Liberal Democrata, um partido de esquerda popular entre os judeus britânicos.

"Um amigo meu se mudou para Tel Aviv. Eu o vi recentemente quando estava em uma visita oficial."

Truss começou sua carreira na companhia petrolífera Shell, onde trabalhou sob as ordens de um judeu ortodoxo, lembra. Ele foi "o melhor chefe que já tive e foi uma grande influência para mim", acrescentou.

Ela alegou ter percebido que seu ex-chefe estava modelando os valores defendidos por seu partido político conservador. "comunidade judaica britânica está incrivelmente orgulhosa deste país e os conservadores também."

Antissemitismo

Ao falar sobre uma pesquisa do Jewish Chronicle que aponta um aumento acentuado nos incidentes antissemitas nas escolas britânicas, Truss disse: "Quero ver o flagelo do antissemitismo erradicado. Isso significa expulsá-lo de nossa cultura, começando pelas escolas".

A premiê britânica também disse que "não pode permitir que o Irã adquira armas nucleares".

Enquanto servia como secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Truss desafiou o banimento de Israel das Nações Unidas, garantindo o voto da Grã-Bretanha com Israel.

Fonte: Guiame

Charles III assume trono e faz 1º pronunciamento como rei


Monarca de 73 anos lamentou morte da rainha Elizabeth II

O rei Charles III, do Reino Unido, lamentou a morte de sua mãe, a rainha Elizabeth II, aos 96 anos, nesta quinta-feira (8). Em comunicado, o novo monarca, de 73 anos, afirmou que o momento é de “grande tristeza” para ele e toda a família.

Charles se disse enlutado pela morte de uma “soberana querida” e uma mãe “muito amada”.

A morte da minha querida mãe, a majestade, a rainha, é um momento de grande tristeza para mim e para os membros da minha família – afirmou o monarca em comunicado.

Sei que a perda dela será profundamente sentida ao redor do país, reinos e Comunidade das Nações, e por incontáveis pessoas ao redor mundo – ressaltou.

O rei acrescentou que, durante este período de luto e mudanças, sua família será confortada pelo respeito e afeto com o qual a rainha era tratada.

Em seu pronunciamento, a primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, já se referiu ao rei como Charles III. Segundo o Palácio de Buckingham, a mulher dele, Camilla, se tornou rainha consorte.

Charles é o monarca mais velho a iniciar um reinado. Ele já vinha assumindo aos poucos as funções da mãe, devido à idade avançada da rainha.

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