domingo, 22 de dezembro de 2019

Justiça determina transferência de filho de Flordelis para prisão de segurança máxima


Pedido de transferência foi feito pelo Ministério Público do Rio depois de um celular ter sido encontrado na cela de Flávio Rodrigues dos Santos. Na decisão a juíza também determina que a Seap tome providências para casos de entrada de celulares no presídio

A juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinou que a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) faça imediatamente a transferência de Flávio Rodrigues dos Santos, filho da deputada federal Flordelis dos Santos, do presídio Bandeira Stampa, conhecido como Bangu 9, para a penitenciária de segurança máxima Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1.
Flávio e o irmão Lucas Cézar dos Santos são réus no caso da morte do pastor Anderson do Carmo, marido da parlamentar.
O pedido de transferência foi feito pelo Ministério Público do Rio após um celular ter sido encontrado na cela de Flávio. Na decisão a juíza também determina que a Seap tome providências para casos de entrada de celulares no presídio.
Na terça-feira, Flávio e o irmão Lucas retornaram à Delegacia de Homicídios de Niterói para prestarem depoimento sobre a confecção da carta entregue à deputada Flordelis. No documento Lucas confessava o crime, alegando ter recebido a ordem do irmão Misael, vereador de São Gonçalo, também filho adotivo do casal Flordelis e Anderson do Carmo.
À Justiça, Lucas contou que recebeu a ordem de dentro da cadeia para que a carta fosse redigida. Na ocasião, ele estava na mesma cela do irmão Flávio e com um ex-PM, apontado como interlocutor da carta. O ex-policial também prestou depoimento essa semana na DH.
O assassinato do pastor Anderson do Carmo ocorreu no dia 16 de junho, em Pendotiba, Niterói. O laudo da perícia apontou que o corpo apresentava 30 marcas provocadas por arma de fogo. Flávio, enteado do líder religioso, confessou ter atirado seis vezes contra ele. Já Lucas, filho adotivo do casal, foi quem negociou a compra da arma do crime.
Para a delegada Bárbara Lomba, titular da DH Niterói, falta identificar quem foi o mandante do crime. Segundo ela, todos que estavam na casa no dia do crime, inclusive a deputada, são suspeitos.
Fonte: CPAD News

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