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domingo, 13 de novembro de 2022

Flordelis é condenada a 50 anos de prisão pela morte do pastor Anderson do Carmo


Ex-pastora Flordelis foi condenada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, além uso de documento falso e associação criminosa armada.

ex-pastora e ex-deputada Flordelis foi condenada a 50 anos e 28 dias pela morte do pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019. A pastora foi condenada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, além uso de documento falso e associação criminosa armada.

Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis, foi condenada a 31 anos e 4 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado e associação criminosa armada.

Os filhos afetivos Marzy Teixeira da Silva, André Luiz de Oliveira e a neta Rayane dos Santos Oliveira foram absolvidos de todos os crimes.

A decisão foi tomada pela 3ª Vara Criminal de Niterói após sete dias de julgamento em júri popular.

Após a leitura da sentença, o produtor musical Allan Soares, namorado de Flordelis, chorou muito.

Flordelis foi apontada como responsável por orquestrar o assassinato do marido, morto a tiros dentro da garagem de casa, em junho de 2019, na cidade de Niterói.

Após seis dias de julgamento e pouco mais de três anos do crime, a juíza Neris dos Santos Carvalho Arce proferiu a sentença para cada um dos réus.

Durante a leitura da sentença familiares da ex-deputada que acompanharam o julgamento desde o seu primeiro dia entraram em desespero.

"Entendemos que foi esse processo que formou uma pressão que levou a este fato dado", avaliou Janira Rocha, que também faz parte da defesa de Flordelis.

"O placar foi bem apertado, não foi unânime a condenação dela", afirmou o advogado Rodrigo Faucz, que também defende a ex-deputada.

O advogado assistente de acusação dedica a condenação de Flordelis à família de Anderson do Carmo, e disse que está satisfeita com a condenação e ainda chamou a ex-deputada de "chefe da organização criminosa". Ele ainda afirmou ainda que não vai recorrer da absolvição de André Luiz, Marzy e Rayane.

Fonte: G1 e UOL via Folha Gospel

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Caso Flordelis: Filho é absolvido de acusação de homicídio do pastor Anderson

Flordelis e Anderson do Carmo eram casados há 25 anos Foto: Reprodução

A absolvição de Carlos Ubiraci, que também é pastor evangélico, foi pedida pelo MP-RJ

Após mais de 21 horas de julgamento, o Tribunal de Júri de Niterói (RJ) decidiu absolver Carlos Ubiraci Francisco da Silva, filho adotivo da ex-deputada federal Flordelis, das acusações de homicídio triplamente qualificado e de tentativa de homicídio contra o pastor Anderson do Carmo, assassinado em junho de 2019.

Carlos Ubiraci e outros três réus foram condenados por uso de documento falso e associação criminosa armada por se envolveram na elaboração de uma falsa carta onde Lucas Cézar dos Santos, outro filho adotivo de Flordelis, assumiria toda a culpa pela morte de Anderson, então marido da política e pastora evangélica.

A absolvição de Carlos Ubiraci —que também é pastor evangélico— foi pedida pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), que entendeu não haver provas suficientes de seu envolvimento no assassinato de Anderson e na tentativa de envenená-lo. Por isso, a Promotoria de Justiça junto à 3ª Vara Criminal de Niterói informou que não pretende recorrer da decisão.

O MP-RJ afirmou que ainda vai avaliar se recorrerá pedindo um aumento da pena dos réus condenados ontem. "[A Promotoria] irá analisar a dosimetria das penas fixadas pela Juíza-Presidente e a eventual ocorrência de erros materiais, para então deliberar, no prazo legal, acerca de eventual recurso, que não dirá respeito à absolvição do réu Carlos Ubiraci quanto às imputações de homicídio, ocorridas a pedido do próprio Ministério Público", disse, em nota.

Flordelis, que é acusada de ser a mandante do assassinato a tiros do marido, será julgada em 9 de maio, ao lado de duas filhas e uma neta.

Veja as condenações de cada um dos réus:

  • Carlos Ibiraci – absolvido das acusações de homicídio triplamente qualificado e de tentativa de homicídio, foi condenado a 2 anos e 2 meses de prisão por associação criminosa;
  • Adriano dos Santos Rodrigues – Filho adotivo de Flordelis, foi condenado a 4 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por associação criminosa e uso de documento falso;
  • Marcos Siqueira Costa – O ex-PM foi condenado a 5 anos e 20 dias de prisão por associação criminosa e uso de documento falso;
  • Andrea Santos Maia – Mulher de Siqueira, foi condenada a 4 anos e 3 meses e 10 dias de prisão por associação criminosa e uso de documento falso.

O advogado Carlos Melo, que defende Marcos Siqueira e Andrea Maia, afirmou que a defesa não deve recorrer das condenações. Ainda segundo ele, Andrea jé tem direito de cumprir pena em regime aberto, já que passou um período presa provisoriamente por conta de medidas cautelares pedidas durante a investigação.

André Luiz de Oliveira, outro filho adotivo de Flordelis, teve o julgamento adiado porque seu advogado passou mal ontem (13) e não pôde comparecer ao julgamento.

Filhos foram condenados em novembro

Em novembro, a Justiça condenou os primeiros envolvidos na morte de Anderson do Carmo. Os filhos da ex-deputada Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cézar dos Santos de Souza foram julgados na ocasião.

Flávio, acusado de efetuar os disparos que mataram o pastor, foi condenado a 33 anos e dois meses de prisão por homicídio, porte ilegal de arma de fogo, uso de documento falso e associação criminosa.

Já Lucas, acusado de ter comprado a arma usada no crime, foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por homicídio.

Em agosto do ano passado, a política teve o mandato de deputada federal cassado por 437 votos a favor e apenas sete contrários, além de 12 abstenções.

Em depoimento na madrugada de ontem, o pastor Carlos Ubiraci acusou pela primeira Flordelis de matar Anderson. Ele negou envolvimento com o crime.

Ao falar sobre Flordelis, ele disse que “acredita, sim” que a ex-parlamentar teve participação direta no assassinato, segundo informações do jornal O Globo.

'Poder político' do pastor incomodava

Os delegados Bárbara Lomba e Allan Duarte —que conduziram as investigações da DHNSG (Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí) sobre a morte — prestaram depoimento no julgamento e responderam a questões sobre o inquérito policial.

Em sua fala, Barbara Lomba, que chefiou a primeira parte das investigações, afirmou que a vítima tinha grande poder político —o que, segundo ela, incomodava parte dos filhos de Flordelis.

A delegada afirmou que o pastor era "uma pessoa de ação", que tomava para si muitas responsabilidades. Em relação à atividade política de Flordelis, Barbara disse que "todo mundo" no meio sabia que ele era o responsável pelas articulações políticas.

"O grupo que ficou descontente com o que o Anderson estava representando queria deixar claro que tudo foi construído com a imagem da Flordelis. No meio político, havia pessoas que tratavam com ele, não com ela. Há uma decisão que a ação de Anderson precisava ser interrompida, e não podia ser pela separação", disse ela.

O depoimento de Bárbara Lomba foi corroborado por outra testemunha. Luana Pimenta, mulher de Wagner Andrade Pimenta, o Misael, filho afetivo de Flordelis, disse que alguns dos filhos reclamavam do protagonismo de Anderson.

A nora de Flordelis relatou que havia um núcleo de filhos "preferidos", que não gostavam da grande influência de Anderson na carreira como cantora e no mandato de Flordelis na Câmara dos Deputados.

Luana disse que Simone dos Santos Rodrigues, uma das filhas biológicas, era uma das que mais reclamavam de Anderson. Flordelis, de acordo com a nora, fazia coro às reclamações.

"Eu perguntei: 'por que não separa?' Mas ela [Flordelis] dizia que a separação iria queimar a imagem da igreja, que seria um escândalo. Então ela falava que Deus iria levar ele, que até o final do ano ele iria morrer", afirmou Luana.

Plano de envenenamento descoberto após suco

Além de Luana, depuseram Misael e Alexander Felipe Matos Mendes, o Luan, dois filhos afetivos de Flordelis. Alexander, aliás, pediu que não fosse chamado de Luan no plenário —era prática comum de Flordelis mudar o nome de quem chegava à casa da família.

Ambos os filhos contaram que ficaram chocados na ocasião da morte do pastor.

As filhas de Carlos Ubiraci também prestaram depoimento: Roberta (filha afetiva) e Raquel (filha biológica), além de uma outra filha afetiva, menor de idade.

Ubiraci foi absolvido da acusação de tentativa envenenamento. As três mulheres afirmaram que só souberam de uma tentativa de envenenamento quando a mãe delas, mulher de Ubiraci, bebeu um suco da geladeira de Flordelis na igreja e passou mal a ponto de ir a um hospital.

Raquel afirmou que, ao saber que a nora tinha ido ao hospital, Flordelis reclamou. A ex-deputada federal teria dito que deveria ter sido procurada pela família para que ela pudesse "reverter".

Todas contaram que uma outra neta biológica de Flordelis tomou uma bebida láctea da mesma geladeira e também passou mal. Durante o depoimento, a mãe das jovens estava no plenário e confirmou, afirmando com a cabeça, a versão da filha.

Ex-PM participou de maior chacina do Rio

Não é a primeira vez que o nome de Marcos Siqueira Costa, ex-PM condenado ontem, é envolvido em homicídios. Ainda quando estava na PM, ele participou da Chacina da Baixada, a maior já praticada no estado, em 2005.

Marcos dirigiu o carro usado por outros quatro policiais para matar 29 pessoas pelas ruas de Nova Iguaçu e Queimados em menos de duas horas. Pela participação no crime, ele foi condenado a 480 anos e seis meses de prisão, por homicídio, tentativa de homicídio e formação de quadrilha.

Fonte: UOL via Folha Gospel

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Filhos de Flordelis são condenados pela morte do pastor Anderson do Carmo

Após 15 horas de julgamento no Tribunal do Júri de Niterói, os filhos da ex-deputada Flordelis Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cézar dos Santos de Souza foram condenados no início da manhã desta quarta (24) por envolvimento no assassinato do pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.

Flávio, acusado de efetuar os disparos que mataram o pastor, foi condenado a 33 anos e dois meses de prisão por homicídio, porte ilegal de arma de fogo, uso de documento falso e associação criminosa. Já Lucas, acusado de ter comprado a arma usada no crime, foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por homicídio.

Durante a longa sessão, foram ouvidas oito testemunhas e Lucas, além das alegações do Ministério Público e de dois defensores públicos que representam os filhos de Flordelis. Flávio preferiu se manter em silêncio.

Como houve um desmembramento, a ex-deputada e outros oito réus estão sendo julgados em outro processo. Flordelis está presa desde o dia 13 de agosto, após perder o mandato. Os advogados que representam Flordelis acompanharam a sessão. Rodrigo Faucz, que faz parte de sua defesa, afirmou que nada do que se debatesse ali poderia envolver sua cliente, que, segundo ele, é inocente. “Estamos aguardando os recursos ao STJ, para que se faça justiça”, afirmou. As menções a Flordelis, no entanto, foram constantes ao longo do dia.

O pai de Anderson, Jorge Souza, também acompanhou a sessão. “Quero justiça, foi muita maldade, ganância. Isso aconteceu por causa de dinheiro”, afirmou.

Os filhos de Flordelis foram julgados por sete pessoas que foram sorteadas entre uma lista de 25 convocados. Os dois —que já estavam presos— chegaram algemados ao tribunal, mas a juíza Nearis dos Santos Arce, que presidiu o julgamento, permitiu que as algemas fossem retiradas minutos após o início da sessão.

Havia grande expectativa em relação ao depoimento de Flávio, que preferiu permanecer calado. Durante as investigações da polícia, ele chegou a confessar que atirou no padrasto. No ano passado, porém, voltou atrás e negou o envolvimento no crime.

Lucas, filho adotivo, é acusado de ter comprado a arma utilizada no crime. Ele afirmou que a ex-deputada teria citado a “primeira-dama e um ministro” numa carta em que pedia para que ele assumisse a autoria do crime. Em depoimento em abril deste ano na Comissão de Ética da Câmara, Flordelis negou que fosse amiga da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Lucas não especificou quem seria o “ministro” supostamente citado pela ex-deputada.

A carta, que teria sido entregue a Lucas dentro do presídio, nunca apareceu.

A primeira testemunha a ser ouvida foi a delegada Bárbara Lomba, que conduziu a primeira fase das investigações da polícia. Lomba afirmou que os filhos da ex-deputada eram “peças manobradas” e que, pelos depoimentos deles, era possível perceber que “não planejaram nada sozinhos. Lomba reforçou ainda que “houve a intenção de proteger um esquema” e que “os mais frágeis foram explorados”, ao se referir aos filhos da ex-deputada.

A delegada disse ainda que Flávio nunca citou uma ligação direta da ex-deputada no crime, “mas admitiu informalmente que pode ter sido usado por outras pessoas (próximas à ex-deputada)”. Ele também relatou, segundo Lomba, um suposto abuso do pastor contra duas filhas como o motivo do crime.

Ela contou ainda que uma carta escrita por Lucas Cézar, em que incriminava outras duas pessoas —Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael, e Luan dos Santos—, foi redigida a pedido de Flordelis. O próprio Lucas já havia admitido em depoimento, em dezembro do ano passado, que o conteúdo da carta era falso.

O segundo depoimento foi do delegado Allan Duarte, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, que assumiu as investigações após Bárbara Lomba deixar o caso. Ele também citou Flordelis ao afirmar que, de acordo com as investigações, a ex-deputada teria sido a responsável pela compra da arma utilizada no crime.

Misael deu o terceiro depoimento do dia. Também filho de Flordelis, ele afirmou por mais de uma vez que a ex-deputada foi a mandante do assassinato do marido. Em encontro após a morte de Anderson, Flordelis teria afirmado que “aqui não tem luto”, ao se referir a uma possível tristeza diante da morte de Anderson.

O filho de Flordelis, assim como sua mulher, Luana Rangel, quarta a depor, afirmaram que ela teria escrito num papel que jogou o celular de Anderson no mar após a morte dele, depois da polícia ter instalado escuta na casa.

Até as 23h desta terça, haviam sido ouvidos também Roberta Santos e Luan Santos, filhos de Flordelis; Daniel Pereira Solter, o motorista de aplicativo, que disse ter levado os filhos de Flordelis para comprar a arma usada no crime e Regiane Ramos, ex-patroa de Lucas que acusou Flordelis de ter pressionado o filho.

Fonte: UOL via Folha Gospel 

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Flordelis é cassada na Câmara dos Deputados


Perdendo o mandato, a deputada Flordelis poderá ser presa imediatamente


A Câmara dos Deputados decidiu na tarde desta quarta-feira (11) cassar o mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), em razão da quebra de decoro relacionada à morte do pastor Anderson do Carmo.

Os parlamentares não podem decidir a questão criminal do caso, mas sim se a deputada quebrou o decoro durante o processo.

O relatório da Comissão de Ética identificou que sim, a parlamentar evangélica quebrou o decoro ao supostamente oferecer a um de seus filhos, preso por participar da morte do seu esposo, ampla defesa utilizando o seu cargo político.

Flordelis estava presente na Câmara acompanhada de seus advogados. Ela pediu a todos que acreditassem na sua inocência que será provada pelo júri popular.

Seus advogados usaram novas provas que podem indicar que a deputada não teve participação no crime. Um deles alegou que Flordelis sofre perseguição política por ser mulher e negra. Outro chegou a acusar o pastor Anderson de pedofilia e que foi morto por abusar dos netos.

O deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) subiu à tribuna para contestar essa acusação do advogado, questionando a deputada sobre a ocultação de provas, como o celular do pastor Anderson que sumiu. “Eu liguei para aquele número e um de seus filhos me atendeu. Onde está o celular, Flordelis?”, questionou ele dizendo que votaria para que ela perdesse o mandato.

Com 437 votos à favor do relatório, Flordelis perdeu o mandato. Foram 7 votos contrários à cassação e 12 abstenções.

Fonte: JM Notícia

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Conselho de Ética aprova cassação do mandato da deputada Flordelis


Flordelis voltou a se defender e dizer que não foi a mandante da morte do marido

Por 16 votos a um, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados recomendou nesta terça-feira (8) a perda do mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ) por quebra de decoro parlamentar.

A deputada ainda poderá recorrer da decisão na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A decisão final pela cassação ou não caberá ao Plenário.

Para cassar o mandato, são necessários os votos de pelo menos 257 deputados (maioria absoluta) em votação aberta e nominal.

Flordelis é acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019, em Niterói (RJ). Ela nega.

Os deputados que votaram pela cassação de Flordelis concordaram com as razões apontadas pelo relator do processo no conselho, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), para a perda do mandato. Segundo Leite, a parlamentar não conseguiu provar sua inocência, tentou usar o mandato para cooptar um de seus filhos para assumir a autoria do crime, era a única da família com recursos para comprar a arma do crime e também teria abusado de prerrogativas parlamentares. Sete filhos de Flordelis foram presos acusados de envolvimento no caso. Flordelis não pode ser presa em razão da imunidade parlamentar.

Defesa

Presente à reunião do Conselho de Ética, Flordelis voltou a negar que tenha mandado matar o marido e pediu, chorando, que os parlamentares aguardassem seu julgamento pela Justiça, antes de tomar uma decisão.

Fonte: Agência Câmara de Notícias via JM Notícia
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

sexta-feira, 5 de março de 2021

Flordelis e filhos deverão ir a júri popular; Processo tem 21 mil páginas

O julgamento da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) pela morte de seu marido, pastor Anderson do Carmo, e outros oito réus deverá acontecer em júri popular. O Ministério Público estadual fez o pedido à 3ª Vara Criminal de Niterói, onde o processo está em andamento.

O promotor de Justiça Carlos Gustavo Coelho de Andrade, titular da Promotoria de Justiça, fez sua manifestação durante a fase de alegações finais do processo. Até agora, seis audiências já foram realizadas, conduzidas pela juíza Nearis dos Santos Carvalho.

Ao todo, cerca de trinta testemunhas já foram ouvidas, além do interrogatório dos acusados. Desde agosto Flordelis é ré no processo por homicídio triplamente qualificado de Anderson do Carmo, ocorrido na madrugada do dia 16 de junho de 2019.

De acordo com informações do G1, o promotor Andrade pediu também que Flordelis, Simone, Marzy e André sejam julgados pelo Tribunal do Júri pela tentativa de homicídio da vítima por envenenamento, que teria sido levada a cabo entre maio de 2018 e junho de 2019.

O terceiro pedido do Ministério Público de júri popular contra Flordelis envolve a acusação de crimes de uso de documento falso. Além da parlamentar, os filhos Adriano dos Santos Rodrigues e Flávio dos Santos Rodrigues, além de Marcos Siqueira Costa e sua esposa Andrea Santos Maia, podem ser julgados no mesmo modelo.

Um quarto processo, envolvendo a acusação de associação criminosa armada contra Flordelis, Simone, Marzy, André, Rayane, Flávio, Adriano, Marcos e Andrea respondam por crime de associação criminosa armada, também recebeu parecer do MP favorável ao julgamento por júri popular.

Na manifestação, o promotor pediu ainda o julgamento dos réus Lucas Cezar e Carlos Ubiraci ainda não tenha data definida, considerando que as imputações contra eles por crime doloso contra a vida não estavam maduras para serem encaminhadas a julgamento perante o Tribunal do Júri, situação oposta do que ocorre no caso dos demais réus, já que as mais de 21 mil páginas dos autos trazem fartas provas.

Premeditação

A manifestação do MP detalha a complexidade do caso, onde 11 réus são acusados de crimes de tentativa de homicídio, homicídio, associação criminosa e uso de documento falso.

Na denúncia, Flordelis é apontada como responsável por arquitetar o homicídio, arregimentar e convencer o executor direto e demais acusados a participarem do crime sob a simulação de ter ocorrido um latrocínio, que é quando uma morte ocorre depois de um roubo.

Na visão do Ministério Público, Flordelis teria financiado a compra da arma e também avisou os demais envolvidos sobre a chegada da vítima à casa da família, onde o crime foi cometido.

As investigações concluíram que a motivação para o crime veio do fato de a vítima manter rigoroso controle das finanças familiares e administrar os conflitos de forma rígida, sem concessões para as pessoas mais próximas de sua esposa em detrimento de outros membros da numerosa família.

O nível de detalhamento da manifestação do MP envolve ainda o papel de cada um dos acusados nas diferentes etapas e planejamento do crime, incentivo e convencimento dos envolvidos para a execução do assassinato, assim como nas tentativas de homicídio anteriores através do envenenamento da comida e bebida do pastor Anderson do Carmo em, pelo menos, seis ocasiões, sem sucesso.

Fonte: Gospel+

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Produtor de 25 anos desmente boatos sobre namoro com Flordelis: “Apenas amizade”

Alvo de uma investigação que apura os responsáveis pelo assassinato do seu ex-marido, o pastor Anderson do Carmo, onde é ré por suspeita de participação no crime, a deputada federal Flordelis foi alvo de rumores de que estaria namorando um produtor musical de 25 anos chamado Allan Soares.

Ambos foram vistos juntos na festa de comemoração pelo último aniversário da deputada, que completou 60 anos.  “Os dois chegaram a posar juntos, abraçadinhos, na mesa do bolo”, disse o Extra, informando também que Allan esteve em um culto realizado no Ministério Cidade do Fogo, no domingo, em homenagem à parlamentar.

Em uma postagem feita por Allan no Instagram, em outubro do ano passado, o produtor se reportou à Flordelis como uma “amiga”. “Pra mim é sempre uma honra estar com essa linda amiga”, escreveu ele ao legendar uma foto ao lado da deputada.

Allan e Flordelis teriam se conhecido há cerca de 3 anos. O produtor chegou a postar uma foto em 2018 de uma visita feita a então candidata e seu marido, o pastor Anderson do Carmo, vivo na época, em Macaé, no Rio de Janeiro.

Desde que Flordelis passou a ser tratada como suspeita de ser a mandante do assassinato de Anderson, Allan se posicionou em defesa da parlamentar através da sua rede social. Em uma postagem, também de outubro do ano passado, ele publicou:

A tarde de hoje foi visitando a amiga em Niterói RJ. ‘Eu não tenho nojo de você. Não é por que foi atingido que bom soldado não és. Eu sei o seu valor, sei que o que enfrentou. Eu vou te ajudar a firmar os pés'”.

Flordelis tem negado qualquer participação na trama pelo assassinato do seu marido, o pastor Anderson do Carmo. Ela, contudo, admitiu que tomou conhecimento da existência de um plano para matá-lo.

Matar meu marido seria destruir minha própria vida. Depois de Deus e de minha mãe, ele era a pessoa mais importante da minha vida. Matá-lo foi quebrar minhas pernas, meus braços. Quem fez isso, quero que seja encontrado. Faço um apelo ao Ministério Público. Que encontre os culpados. Não mataram só meu marido. Parte de mim também morre”, disse ela em depoimento, conforme notícia do Gospel Mais.

Produtor desmente boato

Com a repercussão dos boatos sobre o possível namoro de Flordelis e Allan Soares, o colunista de fofocas Léo Dias, do portal Metrópoles, entrou em contato com o rapaz e ele desmentiu a informação, dizendo que a relação com a deputada é apenas de amizade.

Negativo. Nossa relação é apenas de amizade. Eu frequento a casa da Flor faz alguns anos. Eu sempre postei fotos com ela. Mas, é assim, como a mídia quer muito ter algo novo dela porque a Flordelis está praticamente inocentada, eles [a mídia] precisam de algo para falar”, disse Allan.

Se a Flordelis der um espirro, a mídia vai dizer que é Covid-19 e que ela está morrendo. A mídia quer motivos para falar da pastora e, como não tem outros, pegaram a minha foto com ela. Alguém mal intencionado pegou a minha foto, que postei apenas nos status do WhatsApp, e espalhou por aí”, disse ele.

Fonte: Gospel+

sábado, 16 de janeiro de 2021

Flordelis terá história contada em documentário feito por produtora dos EUA

Segundo o jornal 'Extra' a ideia é trazer uma narrativa sobre o caso Flordelis parecida com a do seriado American Crime Story

A deputada Flordelis dos Santos, investigada pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, irá ganhar um novo documentário.

Segundo o jornal ‘Extra’, desta vez a história será contada pela ótica de produtores norte-americanos. Em 2008, a pastora teve sua história de vida contada por atores globais.

A publicação afirma que a ideia é trazer uma narrativa parecida com a do seriado American Crime Story, de Ryan Murphy, que teve duas temporadas e já contou a história de O.J. Simpson, estrela do futebol americano, que foi acusado de matar a esposa, e do assassinato de Gianni Versace, temporada premiada com Emmy, Golden Globe e SAG Awards.

A deputada e pastora já deu início as gravações, e conforme o jornal ‘Extra’, os vídeos de Flordelis já começaram a ganhar legenda em inglês.

Em um vídeo mais recente divulgado nas redes sociais da cantora, ela chora ao falar sobre o usos da tornozeleira eletrônica e pede ajuda de alguma ONG estrangeira. A ideia de Flordelis é que o caso chegue até a socialite Kim Kardashian.

    segunda-feira, 12 de outubro de 2020

    Flordelis mostra tornozeleira e canta: “Isso não comprova nada”


    A deputada federal pelo PSD-RJ, pastora e cantora Flordelis está em uma campanha nas redes sociais para reafirmar sua inocência.

    Em live neste domingo (11/10) em um evento religioso, Flordelis, acusada de tramar a morte do marido com a ajuda de filhos, mostrou a tornozeleira eletrônica que está sendo obrigada a usar e cantou que “o sonho não morreu” e que “isso não comprova nada”, pedindo a quem filmava para mostrar o equipamento de monitoramento.

    A parlamentar não pode sair de casa à noite e só não foi presa junto com outros réus porque tem imunidade parlamentar. Deputados federais só podem ser presos em flagrante ou com condenação definitiva.

    Após colocar tornozeleira eletrônica na última sexta (9/10), a deputada realizou uma transmissão na qual citou passagens bíblicas, cantou, pediu apoio e falou do marido, pastor Anderson do Carmo.


    Fonte: Metrópoles via Folha Gospel

    sábado, 19 de setembro de 2020

    Flordelis será monitorada por tornozeleira eletrônica, mas homenageia Pr. Anderson em rede social

    Herculano Barreto Filho
    Do UOL, no Rio

    A Justiça do Rio determinou hoje à tarde que a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), denunciada sob a acusação de ter sido a mandante do assassinato do próprio marido, seja monitorada com o auxílio de uma tornozeleira eletrônica. Ela também será obrigada a permanecer no seu imóvel das 23h às 6h —medida conhecida como recolhimento domiciliar noturno. A intimação será feita em até dois dias.

    A decisão foi tomada após pedido feito pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio) na sexta-feira passada (11), que citou um atentado a bomba denunciado por uma testemunha do crime, ocorrido na madrugada de 4 de setembro. Segundo o órgão, a liberdade plena de Flordelis causa intranquilidade nas testemunhas ouvidas no caso. O MP-RJ também justificou o pedido citando a dificuldade da Câmara para localizá-la.

    Na decisão, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, negou o pedido de afastamento imediato de Flordelis da Câmara dos Deputados. Ela só não foi presa pela suposta ligação com a morte do pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em junho de 2019, porque tem imunidade parlamentar.

    Procurada pelo UOL, a defesa da parlamentar diz que ainda não foi intimada e que irá recorrer da decisão.

    Nós entendemos que essa medida é desnecessária e arbitrária. A deputada foi intimada e apresentou a defesa no prazo estipulado. A defesa certamente vai recorrer desta decisão. Vamos preparar o recurso cabível assim que formos intimados”, disse Maurício Eduardo Mayr, advogado de Flordelis.

    Na mesma decisão, a juíza também autorizou a transferência de Adriano dos Santos Rodrigues para uma área reservada no Complexo de Gericinó, conjunto de presídios em Bangu, zona oeste do Rio. Filho biológico de Flordelis e suspeito de envolvimento no crime, Adriano é apontado pela vítima do atentado a bomba como autor de ameaças.

    O relato foi levado em consideração na decisão. “O contato deste com terceiras pessoas pode causar efetivo prejuízo à instrução criminal”.

    O que diz o requerimento do MP-RJ

    No requerimento, o MP-RJ citou as tentativas de localização do paradeiro da parlamentar para que ela fosse notificada pela Câmara dos Deputados ao embasar o receio da Promotoria de que ela possa ter contato com testemunhas —o que é proibido.

    “[Ela] pode facilmente violar o teor das cautelares já deferidas () e manter contatos impróprios com testemunhas, na medida em que seus passos não são passíveis de serem rastreados e identificados”, diz trecho do requerimento do MP-RJ.

    O documento também incluiu o depoimento prestado ao MP-RJ na última quinta-feira (10) pela empresária Regiane Ramos Cupti Rabello, que disse ter sido vítima de um atentado a bomba —segundo ela, o artefato explosivo foi jogado em frente ao seu imóvel. “A testemunha () se sente insegura e com medo, ainda mais diante da liberdade da ré Flordelis”, disse o MP.

    Em depoimento, a empresária disse acreditar que o ataque pode ter sido orquestrado para intimidá-la, já que ela possui relação de proximidade com Lucas dos Santos, filho adotivo de Flordelis preso por supostamente ter obtido a arma usada para para matar o pastor Anderson — Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico da deputada e também preso, é acusado de ser o autor dos disparos.

    Segundo Regiane, Lucas “poderia sentir-se pressionado a voltar atrás em sua versão para que a depoente não sofresse novos ataques e atentados”. Ela falou, ainda, que o atentado ocorreu após os advogados de Flordelis terem tido acesso ao depoimento de Lucas.

    Os fatos novos ocorridos, () se somados à constatada dificuldade de localização do paradeiro da deputada federal Flordelis no período posterior ao recebimento da denúncia, tornam necessária a decretação das cautelares antes indeferidas, de ordem a minimizar o risco à instrução criminal, à aplicação da lei penal e à ordem pública”, diz outro trecho do requerimento feito pelo MP-RJ.

    O caso do ataque a bomba está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que também apura o assassinato do pastor Anderson.

    De acordo com as investigações, um veículo rondou a residência da testemunha. E, em seguida, o artefato foi detonado próximo à porta do imóvel. Os investigadores recolheram fragmentos no local, que foram encaminhados à perícia. Os policiais também estão à procura de imagens de câmeras de vigilância, que possam ajudar a identificar a autoria do crime.

    Flordelis homenageia pastor Anderson

    A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) compartilhou nas redes sociais uma homenagem ao pastor Anderson do Carmo, vítima de um assassinato há um ano e três meses. Acusada de ser a mandante do crime, a deputada afirmou sentir-se “paralisada” pelas saudades do ex-marido.

    Meu Nem, sinto tantas saudades, não consigo me acostumar a viver sem você. Até tento, mas não consigo, fazíamos quase tudo juntos, sinto sua falta ao meu lado, tem sido muito difícil viver sem você. Mesmo o tempo passando, jamais será suficiente para que a dor da sua ausência diminua”, escreveu.

    Você segue vivo dentro de mim. Um ano e três meses longe, parece uma eternidade, mas o que me acalma é a certeza de que mesmo que você não possa voltar, um dia eu vou poder ir até o seu encontro. Sei que preciso continuar e não deixar a felicidade fugir de vez da minha vida, mas as saudades que sinto de você me deixam paralisada.

    Você foi embora, meu amor, e levou também uma parte de mim. Deus tem sido meu Refúgio, minha Força, meu Socorro, em Deus tenho depositado minha confiança. Vou lembrar de você, todos os dias e em todas as situações que eu viver e você continuará vivo através de mim e da nossa família. Sempre te amarei, Nem! Até um dia!”, finalizou a deputada.

    Fonte: UOL via Folha Gospel

    quarta-feira, 9 de setembro de 2020

    FLORDELIS - Entrevista completa a Roberto Cabrini no Conexão Repórter


    Flordelis dos Santos de Souza quebra o silêncio e fala com exclusividade ao Conexão Repórter. Roberto Cabrini fica frente a frente com a peça central do crime que revela uma complexa trama de traições, sexo, magia negra, dinheiro e poder.

    Essa é a primeira entrevista da pastora e deputada federal após ser denunciada como mandante do assassinato do marido.

    O jornalístico apresenta as declarações de Flordelis, realizadas em dois dias, e em diferentes cenários, em mais de quatro horas de gravações. O programa retrata a trajetória de ascensão e o início da queda da mulher de 59 anos, que tem 55 filhos entre biológicos e adotados, e um império de igrejas construído ao lado do pastor Anderson do Carmo.

    A parlamentar aceita acompanhar Cabrini ao local do crime e mostra com exclusividade a casa de 30 quartos e 3 anexos, além de reconstituir, lado a lado com o repórter, os detalhes daquela noite.

    O telespectador vai ver o que ela tem a dizer sobre a série de mensagens enviadas de seu telefone para seus filhos, onde fala do marido sempre em tons pejorativos, em trama tão complexa que resultou no indiciamento de 11 pessoas, das quais apenas a pastora está em liberdade.


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