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quinta-feira, 14 de julho de 2022

Biden chega em Israel e declara apoio: ‘Não preciso ser judeu para ser sionista’


A estadia de Biden em Israel e na Cisjordânia será de 48 horas; sua agenda inclui reuniões bilaterais com líderes judeus e diversas visitas, inclusive ao Museu Memorial do Holocausto Yad Vashem.

 

Em sua primeira viagem a Israel como presidente, Joe Biden descreveu sua chegada, na quarta-feira (13), como um retorno ao lar, pois foi recebido pelos líderes de Israel na pista do Aeroporto Ben Gurion.

Ao desembarcar do Força Aérea Um, Biden estava sendo aguardado pelo primeiro-ministro interino Yair Lapid, pelo primeiro-ministro em Naftali Bennett (que renunciou ao cargo) e pelo presidente Isaac Herzog.

É uma honra estar mais uma vez com amigos e visitar o Estado judeu independente de Israel”, disse Biden diante de várias dezenas de convidados de alto nível sentados nas arquibancadas.

O presidente americano elogiou os laços entre os dois países, e disse: “A conexão entre o povo israelense e o povo americano é profunda. Geração após geração, essa conexão cresce. Investimos uns nos outros, sonhamos juntos.”

Secretário de Estado dos EUA Antony Blinken (à esq.), Presidente Isaac Herzog, Presidente dos EUA Joe Biden (centro), Primeiro-ministro Yair Lapid e Primeiro-ministro Suplente Naftali Bennett (à dir.) no Aeroporto Ben Gurion em 13 de julho de 2022. (Imagem: Time of Israel Captura de tela)

A estadia de Biden em Israel e na Cisjordânia será de 48 horas. Seu itinerário inclui reuniões bilaterais com líderes judeus, visitas aos sistemas de segurança israelenses e ao museu Memorial do Holocausto Yad Vashem, além da participação na cerimônia de abertura das Olimpíadas Judaicas Maccabiah, visita a um hospital para palestinos em Jerusalém Oriental e uma reunião com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Belém.

Na visita dupla de Biden ao Oriente Médio está a Arábia Saudita, onde participará de uma cúpula de líderes árabes regionais conhecida como GCC + 3. O presidente retorna aos EUA no domingo (16).

Laços

Biden já esteve em Israel uma dezena de vezes – não como presidente – em seus comentários recordou sua primeira visita ao país, pouco antes da Guerra do Yom Kippur, em 1973, quando Golda Meir era primeira-ministra e o ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin era um de seus assessores.

Percebi que tive a grande honra de fazer parte da grande história deste país”, disse ele, antes de reiterar outra linha sua para Israel. “Vou dizer de novo, você não precisa ser judeu para ser sionista.”

Durante seu discurso de cinco minutos, Biden enfatizou a importância da educação sobre o Holocausto, observando que seu pai “imbuiu em nós um senso de obrigação” de nunca esquecer os horrores do genocídio nazista.

Ele passou a prometer “combater o veneno do antissemitismo onde quer que ele levante sua cabeça feia”.

Biden não fez menção ao Irã em seus comentários, embora tenha dito que o avanço da integração de Israel na região seria um tema da viagem. Israel está ansioso para normalizar as relações com a Arábia Saudita, pois busca cooperar ainda mais com os parceiros regionais para combater o Irã.

Israel se opõe ao esforço dos EUA para ressuscitar o acordo nuclear com o Irã, embora tenha buscado uma abordagem menos conflituosa para fazer lobby contra ele desde que o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixou o cargo há um ano.

‘Visita histórica’

Em seus comentários, Lapid deu as boas-vindas a Biden em Israel, chamando-o de “um grande sionista e um dos melhores amigos que Israel já conheceu”.

De pé em um palco ainda na pista do aeroporto, Lapid disse que a viagem foi “uma visita histórica e profundamente pessoal”.

É histórico porque expressa o vínculo inquebrável entre nossos dois países”, disse ele. “Nosso compromisso com valores compartilhados: democracia, liberdade e o direito do povo judeu a um estado próprio.”

Ele disse que a visita é pessoal “porque seu relacionamento com Israel sempre foi pessoal”.

Palestinos

A caminho da Terra Santa, Biden falou brevemente sobre a questão palestina, dizendo que aumentaria seu “apoio contínuo” à solução de dois Estados, mesmo que não seja viável “no curto prazo”.

"Continua sendo a melhor maneira de garantir um futuro de medidas iguais de liberdade, prosperidade e democracia para israelenses e palestinos", disse ele, usando um ponto de discussão favorito do governo sobre o assunto.

Embora não seja nova, a observação provavelmente decepcionaria os palestinos, que pediram a Biden que criasse um “horizonte político” para uma eventual solução de dois Estados e agisse com mais urgência para manter a perspectiva viva.

Enquanto os EUA sob Biden restauraram as políticas tradicionais sobre o conflito, como a oposição aos assentamentos israelenses, Washington evitou em grande parte grandes disputas públicas com Jerusalém, com o presidente convencido de que elas foram prejudiciais a longo prazo.

Aspectos bíblicos

Eles também discutiriam “a necessidade de renovar uma forte coalizão global que interromperá o programa nuclear iraniano”, disse Lapid.

Neste momento, estamos simplesmente felizes em vê-lo, Sr. Presidente”, concluiu. “A alegria simples e genuína trazida por ver um bom amigo mais uma vez.

Herzog adotou uma abordagem decididamente bíblica em seu discurso de boas-vindas a Biden, dizendo que “como o José bíblico, você é um visionário e um líder”.

O povo de Israel os recebe na Terra Santa de braços abertos e corações alegres, como José, filho de Jacó, que procurou seus irmãos”, disse Herzog.

O presidente israelense chamou seu colega americano de “um verdadeiro amigo e um firme defensor de Israel e do povo judeu, de nossa segurança e bem-estar, toda a sua vida”.

Fez questão de saudar calorosamente Netanyahu, que se sentou em um palco elevado com os membros do gabinete de Lapid, mesmo sendo presidente da oposição. Ao apertar sua mão, Biden disse ao presidente do Likud: “Você sabe que eu te amo”.

Após a cerimônia, Netanyahu fez uma declaração aos repórteres, pedindo a Biden que intensifique as atividades de seu governo contra o Irã.

Para deter regimes como o Irã, sanções econômicas não são suficientes, sanções diplomáticas não são suficientes”, disse Netanyahu, que não participou da cerimônia oficial de saudação ao presidente dos EUA. “Não há como parar o Irã sem uma ameaça militar confiável.”

Netanyahu disse que a esperança é que tais ameaças “dissuadem” o Irã e, se não, “não há escolha a não ser ativá-las”.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Cristãos podem pegar a pena de morte se forem vistos com Bíblias, na Arábia Saudita

Em diversos países onde o islamismo é a religião oficial, os cristãos não possuem a permissão de portar uma Bíblia publicamente. Na Arábia Saudita, a nação onde ficam as duas mesquitas mais sagradas para os muçulmanos: Masjid al-Haram, em Meca, destino da peregrinação anual Hajj, e Masjid an-Nabawi, em Medina, tal infração pode levar à morte.
Recentemente, a Arábia Saudita flexibilizou mais a entrada de turistas no país, incluindo os cristãos, segundo informações da organização internacional Barnabas Fund. No total, 49 países entraram em uma lista de vistos onde os seus residentes podem visitar o berço do islamismo com menos rigor.
Turistas mulheres, por exemplo, não precisarão mais utilizar a Hijab, vestimenta islâmica que cobre todo o corpo. Por outro lado, elas devem se portar e se vestir de forma considerada "modesta".
Os cristãos não podem exibir suas Bíblias em público, nem levar mais de um exemplar para o país, pois isso caracterizaria uma tentativa de evangelização dos nativos, algo não permitido. O contrário disso, segundo informações da missão Heart Cry ("clamor do coração", em tradução livre), poderá custar a prisão e também a morte.
Os milhares de cristãos que residem na Arábia Saudita realizam os cultos a Deus secretamente em suas próprias casas. A maioria vem de outros países, deslocada ao berço islâmico a trabalho.
Para o teólogo Joel Richardson, autor de vários livros sobre o islamismo, os muçulmanos proíbem a circulação e acesso à Bíblia Sagrada porque temem a verdade acerca de Jesus Cristo, muito embora tal receio não seja algo consciente e admitido abertamente.
"Se os muçulmanos verdadeiramente tivessem confiança que sua religião é verdadeira, não teriam medo de pessoas que leem a Bíblia", disse ele.
A Arábia Saudita está entre os países que mais perseguem cristãos no mundo, segundo a lista anual da organização Portas Abertas. Apesar disso, o cristianismo tem crescido no país e a expectativa é que muitos reverenciadores de Meca continuem chegando ao conhecimento da Graça de Deus.
Fonte: Gospel+

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Jesus é adorado na Arábia Saudita, mesmo sem sinais visíveis da presença cristã

País está em 15º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2019

A Arábia Saudita é um dos poucos países do mundo sem nenhum templo de igreja, oficialmente o país é 100% islâmico. É o país que contém o maior número de lugares sagrados do islã e onde os cristãos não são bem-vindos. Igrejas, cruzes ou qualquer outro símbolo da presença cristã são proibidos por lei, até mesmo no solo soberano das embaixadas.
Nesse contexto, os cristãos ex-muçulmanos podem se reunir, mas isso tem que ser feito em segredo, em lugares indeterminados e escondidos do público. Isso só reaviva a narrativa de que os cristãos não pertencem e nunca pertenceram à Península Arábica. O que muitas pessoas não sabem (e sobre o que o país não diz) é que há provas reais de que já existiram pelo menos algumas igrejas no país, cujas ruínas ainda existem.
Colaboradores da Portas Abertas estiveram na Arábia Saudita e visitaram as ruínas de uma igreja do século 4, uma igreja assíria chamada Jubail, que tem até uma página no Wikipedia. A área ao redor da igreja é uma terra deserta, onde se vê carcaças de animais mortos, lixo e uma estrada mal pavimentada. A entrada é quase impossível, pois as autoridades colocaram uma cerca ao redor. Há muito tempo, os moradores locais destruíram todas as cruzes que eram parte da arquitetura do templo.
Pedras vivas
Apesar de encontrarem apenas "pedras mortas", a prova remanescente de uma igreja, as pedras vivas, também estão presentes na Arábia Saudita. Os colaboradores da Portas Abertas foram acompanhados por um grupo de migrantes cristãos que moram no país e que após o trabalho, ministram com zelo e paixão.
Um deles explicou que a igreja Jubail só não foi destruída completamente pelas autoridades porque "quer eles gostem disso ou não, é claro que é uma construção sagrada. Para muitos muçulmanos, isso é algo que eles respeitam profundamente. Eles têm medo de que coisas ruins aconteçam se destruírem um prédio sagrado, então, apenas deixam como está".
Em novembro de 2017, o príncipe coroado da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, anunciou planos de restaurar e reabrir uma igreja de 900 anos, em Jeddah, como um "presente" para o patriarca libanês que tinha acabado de visitar seu país. Desde então, não houve anúncios oficiais para confirmar a promessa, mas as autoridades do país começaram a reformar o prédio da suposta igreja. Na visita, os colaboradores da Portas Abertas viram que o prédio estava sendo pintado de branco e verde, mas não havia nenhum símbolo religioso que indicasse que poderia ser, ou um dia foi, uma igreja.
Na Arábia Saudita, a maioria das igrejas foi conquistada por muçulmanos e rapidamente transformada em mesquitas. O fato é que, apesar de não haver lugares oficiais de adoração a Jesus e provas da existência da igreja ou não, ele está sendo adorado e seu reino está crescendo no país e na região.
Nossos colaboradores visitaram um culto secreto com cristãos estrangeiros que moram e trabalham na Arábia Saudita. Deus está trabalhando naquela terra, independente de templos que os homens possam construir ou destruir. Suas orações podem fazer a diferença para que o reino de Deus se expanda e sua vontade seja feita na Arábia Saudita, onde os cristãos não têm liberdade para expressar sua fé.
Sacie cristãos da Península Arábica
Os cristãos secretos de países da região, que são fechados ao Evangelho, têm sede da palavra de Deus. Com uma doação, você faz com que materiais de discipulado em formato digital chegue até eles. Doe e faça parte da edificação do corpo de Cristo onde isso parece impossível.
Fonte: CPAD News

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Líderes evangélicos têm encontro raro com príncipe herdeiro da Arábia Saudita


Uma delegação de líderes evangélicos foi ao encontro do príncipe Mohammed bin Salman na Arábia Saudita.


O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, realizou uma rara reunião com evangélicos norte-americanos na última quinta-feira (1º), enquanto o reino muçulmano ultraconservador busca reparar a imagem de intolerância religiosa.

A delegação foi liderada pelo autor Joel Rosenberg e incluiu a ex-congressista republicana Michele Bachmann, além de líderes de organizações evangélicas americanas, sendo algumas delas ligadas à Israel. O encontro aconteceu no Palácio Real em Riade, capital da Arábia Saudita.

"Foi um momento histórico para o príncipe saudita saudar abertamente os líderes cristãos evangélicos no Palácio. Fomos encorajados pela sinceridade da conversa de duas horas com ele hoje. Discutimos seu plano 'Visão 2030', a região, o islã e o cristianismo", disse o grupo em nota.

A delegação também se reuniu com autoridades sauditas, incluindo o ministro das Relações Exteriores Adel al-Jubeir, o embaixador saudita em Washington, príncipe Khalid bin Salman, e o secretário-geral da Liga Muçulmana, Mohammed Al-Issa.

A visita de líderes não-muçulmanos é um ato raro de abertura religiosa para a Arábia Saudita, que abriga os locais mais sagrados do Islã e proíbe a prática de outras religiões.

Em entrevista à CBN News, os líderes disseram que a delegação não foi até o país com uma agenda política, mas com uma missão cristã.

"Quando penso na Arábia Saudita, penso no versículo: 'Somos embaixadores de Cristo'. Não estamos representando os Estados Unidos. Estamos representando o Senhor Jesus Cristo", disse o presidente da National Religious Broadcasters, Jerry Johnson.

Para o pastor Skip Heitzig, esta foi uma grande "oportunidade". "Na Bíblia há pessoas como Ester, que estava em uma corte real. Daniel se aproximou de vários reis e ocupou várias posições-chave. Deus os usou para falar com pessoas de autoridade e a Bíblia diz que devemos orar por elas".



Cenário de avanços

O convite aos líderes evangélicos partiu do príncipe herdeiro, que nasceu em um hospital fundado por missionários evangélicos. Embora os Emirados Árabes Unidos sejam mais moderados do que alguns de seus equivalentes como Irã, Iraque ou Síria, ainda é classificado como o 40º pior do mundo para um cristão viver, de acordo com a lista mundial da Portas Abertas.

Johnson admitiu que o cenário dos Emirados Árabes Unidos não é um modelo exemplar de liberdade religiosa, mas assegurou que está caminhando na "direção certa". "Eles estão se movendo em uma direção muito boa, e isso seria um ótimo modelo para as regiões do Oriente Médio e estamos aqui para afirmar isso", explicou.

Johnnie Moore, da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA, assegurou que os Emirados Árabes Unidos estão empenhados em mudar "de dentro para fora" para ser uma sociedade mais tolerante. Ele ainda destacou que o país está à frente de outras nações do Oriente Médio quando se trata de promover a tolerância.

"Único em todo o mundo, os Emirados Árabes Unido têm um 'Ministro da Tolerância' cujo foco em tempo integral é garantir que a igualdade e a coesão sejam preservadas na sociedade, inclusive entre as comunidades religiosas", escreveu Moore no Twitter.

Fonte: Guiame

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