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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Degraus onde Jesus teria curado cego podem ter sido achados Jerusalém


Local de 2,7 mil anos, importante para cristãos e judeus, foi revelado por arqueólogos


Escavações recentes de arqueólogos, em Jerusalém, revelaram degraus inéditos no Tanque de Siloé, local de 2,7 mil anos onde Jesus teria curado um cego. De acordo com a Fox News, no último dia 7 de setembro, o lugar bíblico é apreciado por cristãos e judeus e a descoberta será aberta ao público em breve.


O Tanque de Siloé foi descoberto em 2004, durante obras de infraestrutura realizadas pela companhia de água Hagihon, que revelaram alguns degraus. Sob a supervisão dos professores Roni Reich e Eli Shukron, a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA) lançou então uma pesquisa sobre o local. Os pesquisadores descobriram cerca de oito degraus nunca antes vistos. O perímetro norte, bem como uma pequena seção do perímetro leste do reservatório, também foram descobertos.


O tanque era parte de um sistema de água de Jerusalém do século 8 a.C., construído no reinado do rei Ezequias, conforme diz a Bíblia no segundo livro de Reis (20:20). Já em uma passagem do Evangelho de João, Jesus restaurou a visão de um homem cego de nascença supostamente neste local.


O Tanque de Siloé passou por diversas etapas de construção e atingiu o tamanho de 12,5 mil m². Uma pequena parte da piscina está aberta ao público há vários anos. Uma outra área continua sendo escavada para ser liberada aos poucos. A escavação total durará alguns anos.


 

Com informações: Revista Galileu (13.09.23) via CPAD News

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Descoberta Igreja clandestina dos primeiros cristãos na Espanha



Arqueólogos descobriram uma cisterna subterrânea convertida em local de culto oculto em uma casa romana em Mérida


Embora o local esteja em ambiente protegido, ainda se aguarda um plano ambicioso que permita a sua visitação. O buraco no chão não revela nada além de escuridão.

Félix Palma, diretor do Consórcio da Cidade Monumental de Mérida (CCMM), deixa cair uma pedrinha e ouve-se ao fundo o som da água. A cavidade está inundada, como na sua origem, quando foi construída como cisterna para uma 'domus' romana, casa de uma família com um certo nível econômico na época. Mas este espaço é o mais antigo documentado na Espanha como local de culto cristão.

O dono da casa reformou este espaço para transformá-lo em um quarto escondido onde um grupo de seguidores de Jesus Cristo se reunia clandestinamente, a salvo de olhares estranhos.

Naquela época, as perseguições contra os cristãos eram intercaladas com períodos de relativa tolerância que podiam ser quebrados a qualquer momento. No século III, são citadas até cinco perseguições até a grande perseguição de Diocleciano, já em 303.

Francisco Javier Heras, diretor do Museu Arqueológico Provincial de Badajoz, recorda com clareza a descoberta deste espaço religioso com mais de 1.700 anos. A 'domus' tinha sido descoberta no final dos anos 80, antes da construção de um dos edifícios que ladeiam o acesso à praça denominada 'Puerta de la Villa', no 'decumanus maximus' de Augusta Emérita, principal artéria que hoje é a rua Santa Eulália, o eixo comercial de Mérida.



Nessa altura optou-se por manter os vestígios "in situ", deixando a cave livre, e anos mais tarde o seu acesso foi encerrado devido à degradação do ambiente. Em 2008, através de um projeto Mecenas, financiado por particulares, decidiu-se recuperar o espaço para conferências e exposições e antes de viabilizar a chamada Sala Decumanus, o Consórcio voltou a documentar o que foi escavado. Nessa releitura e limpeza, os arqueólogos encontraram o buraco, no fundo do porão. Embora sua existência fosse conhecida, ninguém havia descido pelo buraco para ver o que havia dentro.

Rezando na escavação

Heras conta que eles desceram com um poderoso holofote para explorar a cavidade. Estava cheio de terra e apenas um metro de sua parte superior podia ser visto. Focalizando a parede nascente da cisterna, descobriram os vestígios de um carmesim que presidia o espaço. «Quando me virei vi o caricaturista das escavações que rezava um rosário e fiquei com os cabelos em pé. Então eu entendi o valor que tinha para muitas pessoas. Como arqueóloga me interesso pela História, pelo patrimônio, mas esse lugar também toca a parte transcendental das pessoas. O meu companheiro disse-me: 'Para mim é importante estar a rezar onde rezavam há quase 2.000 anos'«.




Do "chrismon", um anagrama de Jesus Cristo formado pelas letras P e X, as duas iniciais de seu nome em grego (Χριστός («Khrīstós») sobrepostas, faltam as seções inferiores e também o alfa (A) e o ômega ( W) que o escoltaram, assim como parte da copa vegetal que o rodeava, mas não houve dúvidas quanto à sua identificação.

Era o único letreiro e fora pintado num local central da cisterna subterrânea transformada em quarto. As escavações revelaram que a "abertura zenital" de onde a água era retirada havia sido fechada, o local coberto com um fino estuque de cal e feito o monograma cristão.

Na reforma, havia sido construída uma entrada por uma estreita galeria escalonada com um cotovelo central de 90º, ao qual se acedia por um segundo pátio, provavelmente por um alçapão desde o solo. Parte da abóbada de meio berço de sua última seção, que estava escondida no subsolo, ainda está preservada. Apenas uma pequena abertura permitia pouca ventilação e iluminação do local.




No revestimento original daquele espaço subterrâneo, foram descobertas gravuras com significados cristãos como pães, peixes e âncoras. E nos escombros que no século V serviram para encher esta 'igreja doméstica', foram recuperados restos de objectos que poderiam ter sido usados para liturgias, como um fragmento de uma '' de fino mármore branco ou parte de um disco de mármore não polido que poderia ter sido um prato ritual malfadado.

Igrejas domésticas

Eles estimam que na sala quadrada, de 4,5 metros de cada lado, cerca de 15 ou 20 pessoas poderiam se reunir durante as cerimônias que seriam presididas pelo 'dominó' ou senhor da casa, que assumiria as funções do padre. Até a construção das primeiras basílicas, as comunidades cristãs se reuniam em 'igrejas domésticas' como a da 'domus' da Puerta de la Villa. "Certamente haveria mais casas como esta. A origem da igreja de Santa Eulália poderia ser outra casa. Até a própria casa da basílica, que fica ao lado do teatro romano, poderia ter sido um local de culto cristão em algum momento", aponta Heras.

O diretor do Museu Arqueológico de Badajoz, que publicou recentemente um estudo detalhado sobre 'A domus da Puerta de la Villa e a primitiva comunidade cristã de Mérida' (Cuadernos Emeritenses), destaca que a igreja da capital A Estremadura "deveria ser muito ativa, muito dinâmica e influente". O poder concentrado em Augusta Emérita, como residência do 'vicarius hispaniarum', chefe da política e administração na Espanha, teve seu paralelo no Bispo de Mérida, que exerceu sua influência sobre outros bispos e foi consultado em casos de heresia.




A 'Carta 67' de Cipriano de Cartago fornece informações valiosas sobre esta comunidade cristã do século III. O documento, o mais antigo referente à Igreja da Espanha datado de cerca do ano 254, refere-se às disputas sobre a nomeação de novos bispos nas dioceses de León-Astorga e Mérida. Os cargos anteriores, Basilides e Marcial, haviam apostatado durante a perseguição de Décio e, passado o perigo, buscavam recuperar o cargo, que já havia sido ocupado por novos bispos.

"Sabemos pelas fontes que há lutas entre facções de cristãos dentro da cidade, que lutam para saber quem é o verdadeiro bispo", diz o arqueólogo estremenho, que em seu livro tenta entender o contexto daquela casa de Os cristãos da Puerta de la Villa na história do cristianismo na cidade, com base em achados arqueológicos.

É difícil detalhar um chrismon. Existem várias hipóteses sobre a construção do símbolo, que tradicionalmente remonta ao imperador Constantino, mas Heras acredita que "deveria ser anterior a essa data no início do século IV" quando o edito de Milão que estabeleceu a liberdade religiosa foi promulgada no império e acabou com a perseguição aos cristãos. Na sua opinião, o crismón da câmara oculta, que dataria do III dC, "é o mais antigo de Mérida e do resto da Espanha" por "pura lógica arqueológica".

Da primitiva basílica cristã de Tróia, situada junto à cidade portuguesa de Setúbal, foi publicado o achado de um crismon, que sempre foi considerado o mais antigo, mas "desapareceu", explica o arqueólogo. "Todo o programa iconográfico daquele espaço é preservado exceto o crismón, do qual há apenas um desenho e também não casa bem com o resto da decoração e com os dados que existem", acrescenta.

Uma visita complicada

Nas intervenções de 2008 consolidou-se a pintura do emeritense crismón e a sua localização, na parte mais alta do espaço, salva-o das águas que o inundam. Da atual sala de conferências do Consórcio é possível ver o buraco zenital por onde entraram os arqueólogos e alguns painéis explicam o seu interior com imagens. "O ideal seria poder visitá-lo no futuro porque o local tem a sua magia", admite Félix Palma a poucos metros de distância.

Neste momento "está em ambiente protegido", mas o diretor do Consórcio explica que teriam de ser superados grandes obstáculos. As águas de uma nascente subterrânea, que foram reorientadas por várias obras na zona, inundam permanentemente a sala e uma drenagem pontual não seria suficiente. "Teria de resolver a deficiência hídrica, que é um problema grave porque teríamos de ver onde parar para não comunicar com outro local", diz Palma.

Além disso, a casa romana ocupava um espaço maior do que o atual terreno em cujo porão se encontrava a cisterna reformada e a entrada para a galeria escalonada teria que ser feita por uma garagem particular que dá para uma rua lateral, a de Delgado Valência.

"O problema é a enorme dificuldade que tem. Se fosse fácil já seria visitável, com certeza, mas pelo seu acesso por zona privada e por água, é complicado", diz Palma. No entanto, os arqueólogos estão confiantes de que podem ser resolvidos porque sabem que o local "tem uma vertente histórica, arqueológica e para os crentes, um simbolismo que vai mais longe".


Tradução: Point Rhema



Glossário:

Domusdomus era a residência urbana das famílias abastadas na Roma Antiga, e, portanto, na sua maioria, das patrícias, nome pelo qual é denominada a nobreza romana.

Decumanus maximusQuando havia mais que uma via orientada no mesmo sentido, uma delas, a mais importante, passava a ser designada por Decúmano Máximo (em latimDecumanus Maximus), que habitualmente ligavam a Porta Pretória (nos acampamentos militares a porta mais próxima do potencial inimigo) à Porta Decumana (a porta mais afastada do potencial inimigo).

In Situ:que está em seu lugar natural ou normal (diz-se de estrutura ou órgão).

Chrismon: Anagrama de Jesus Cristo formado pelas letras P e X, as duas iniciais de seu nome em grego (Χριστός («Khrīstós») sobrepostas

Abertura zenitalIluminação zenital é a entrada de luz natural em um ambiente por meio de pequenos ou grandes aberturas na cobertura.

Pátera ritual(em latimpatera; plural: paterae) era um prato longo e raso usado para beber, ou um cálice usado primariamente no contexto de um ritual como uma libação. Estas páteras eram usadas com frequência em Roma

Vicarius hispaniarum: Administração eclesiástica, ordem, ministério










sábado, 25 de fevereiro de 2023

Bíblia hebraica mais antiga do mundo, que pertence à família Safra, pode chegar a R$ 261 milhões em leilão



Documento histórico, cujo atual proprietário é o sobrinho do bilionário Joseph Safra, pode se tornar o mais caro do tipo já vendido



Um dia, cerca de 1.100 anos atrás, um escriba na atual Israel ou Síria copiou em 400 grandes folhas de pergaminho o texto completo da Bíblia Hebraica. Esse livro mudou de mãos ao longo dos séculos e chegou a ficar perdido por quase 600 anos.

Em maio deste ano, o documento, que pertence ao investidor e colecionador Jacqui Safra, sobrinho do bilionário Joseph Safra, irá a leilão na Sotheby's de Manhattan que espera vender a peça por até US$ 50 milhões, o equivalente a R$ 261 milhões.

Antes de desaparecer, a última localização conhecida desta rara versão da Bíblia era uma sinagoga no nordeste da Síria, destruída entre os séculos 13 e 14. Encontrado em 1929, o livro esteve em coleções particulares desde então.

Em uma tarde da semana passada, esta peça histórica estava na Sotheby's, em Manhattan, onde Sharon Liberman Mintz, consultora sênior de itens judaicos da casa de leilões, folheava suas páginas:

É eletrizante — , disse Mintz. — Isso representa a primeira vez que o texto aparece na forma em que podemos realmente lê-lo e entendê-lo.

O Codex Sassoon, como é conhecido, está sendo anunciado pela Sotheby's como o exemplo mais antigo de um códice quase completo contendo todos os 24 livros da Bíblia Hebraica. Faltam cerca de cinco folhas, incluindo os 10 primeiros capítulos do Gênesis.

A casa de leilões tem um estimativa de venda de até US$ 50 milhões pela peça, o que pode tornar o livro o documento histórico mais caro já vendido.

Quando Sharon veio até nós, ela disse: 'Acabei de ver a mais antiga Bíblia hebraica completa', e fiquei esperando que ela dissesse 'em mãos particulares' ou 'nos últimos 50 anos' — disse, Richard Austin, chefe global da Sotheby's de livros e manuscritos. — Mas foi isso, ponto final.

O livro, que mede cerca de 12 por 14 polegadas, está em uma encadernação nada atraente de couro marrom do início do século XX. Gravado na lombada está o número 1053, seu número de catálogo na coleção de David Solomon Sassoon, o colecionador e estudioso britânico que o comprou em 1929, depois que ressurgiu.

O Codex Sassoon conta várias histórias, não apenas aquelas contadas em suas páginas, mas também a história da própria Bíblia hebraica e como seu texto foi corrigido e transmitido na forma que conhecemos hoje.

Os manuscritos bíblicos hebraicos mais antigos conhecidos são os Manuscritos do Mar Morto, que datam do terceiro século a.C. até o primeiro século d.C. Então veio o que os estudiosos descrevem como quase 700 anos de silêncio, com apenas alguns fragmentos de texto sobrevivendo.

Durante esse período, disse Mintz, a Bíblia hebraica foi preservada e transmitida oralmente. Embora os cristãos tenham começado a usar o códice (a forma do livro que conhecemos hoje) já no segundo século, os códices completos da Bíblia hebraica não aparecem até o século IX.

Você tem sete séculos de nada. E então você tem todo esse texto oficial, padronizado e preciso da Bíblia hebraica – idêntico, disse ela, ao lido e estudado em todo o mundo hoje.

Hoje, duas outras Bíblias hebraicas quase completas desse período sobreviveram. O Aleppo Codex, mantido no Museu de Israel, foi criado por volta de 930. Faltam quase dois quintos de suas páginas, incluindo a maior parte do Pentateuco. O Códice de Leningrado, mantido na Biblioteca Nacional da Rússia em São Petersburgo, está totalmente completo, mas data de cerca de 1008.

Quando Sassoon comprou seu códice em 1929, ele o datou no século X. Acreditava-se que era mais recente do que o Codex de Aleppo, mas, com apenas cerca de cinco folhas faltando, era substancialmente mais completo.

A partir da década de 1960, disse Mintz, os estudiosos começaram a acreditar que o Sassoon Codex era mais antigo. Uma recente datação por carbono feita pelo vendedor — revisada e endossada pela Sotheby's — confirmou a hipótese.

E o preço? Austin disse que um comitê começou a discuti-lo há dois anos, considerando o antigo recorde do livro mais caro já vendido: o Codex Leicester, um manuscrito de Leonardo da Vinci comprado por Bill Gates em 1994 por US$ 30,8 milhões. Então, em novembro de 2021, veio um novo marco: os US$ 43,2 milhões pagos pelo investidor Ken Griffin pela primeira impressão da Constituição dos EUA.

O códice também era um objeto caro em sua época, disse Mintz, exigindo facilmente as peles de mais de 100 animais. O texto bíblico, com seus floreios caligráficos, foi escrito por um único escriba.

É uma obra-prima da arte dos escribas —, disse Mintz.


Fonte: The New York Times via O GLOBO

Sugestão de pauta: Pr. Daladier Santos


domingo, 24 de outubro de 2021

“O ateísmo está morto”: Autor diz que arqueologia e ciência apontam a existência de Deus


Segundo o jornalista Eric Metaxas, o ateísmo não tem nenhum tipo de apoio científico, arqueológico ou histórico.

O jornalista, autor de best-sellers e apresentador de rádio, Eric Metaxas, disse que a ciência, a arqueologia e a história apontam para um Criador divino, agora mais do que nunca. Ele afirma que o “ateísmo está morto”. 

Inspirado na capa da Revista Time de 1966, onde se destacou a pergunta: “Deus Está Morto?”, Metaxas lançou o livro “O Ateísmo Está Morto?

Literalmente, nunca fiquei tão animado com um livro”, disse em entrevista à CBN News. 

Inspiração nas evidências

A pergunta fez o autor refletir. Ele disse que sempre esbarrou em “evidências ultrajantes” sobre a existência de Deus e apontou para dois exemplos específicos.

O primeiro é a descoberta bíblica de Sodoma. Por volta de 1.650 a.C., uma cidade a leste do Jordão, Tall El-Hammam, foi destruída por um meteoro. Os cientistas agora acreditam que a cidade pode ser o local bíblico conhecido por Sodoma, a antiga cidade destruída por sua maldade. 

A outra tem a ver com a ideia de onde veio a vida. Nós sempre falamos sobre evolução, mas nunca falamos sobre 'quatro bilhões de anos atrás’. Os cientistas dizem que a vida surgiu no planeta Terra como ‘células individuais', mas ninguém pode realmente explicar como isso aconteceu”, disse.

Ciência e fé

Para Metaxas, “chegamos a um lugar na ciência e na história” que nos leva às respostas. “Antes isso não era possível, mas agora podemos saber que a ciência é compatível com a fé cristã e que, de fato, foi a fé cristã que levou à ciência moderna”, admitiu.

E é uma tremenda ironia quando você pensa nesta narrativa secular com a qual temos lidado desde Darwin”, continuou.

O escritor observa que ciência, arqueologia e história simplesmente não apóiam o ateísmo. “Portanto, vivemos com esse tipo de mito, essa mentira de que a ciência e os cientistas estão em desacordo com a fé. Isso é totalmente falso”, rebateu.

“O ateísmo é incompatível com a ciência”

Eu daria um passo adiante e citaria John Lennox, o grande matemático, que escreveu sobre esse assunto, e eu o cito muito no livro. Ele diz que, além de haver compatibilidade entre ciência e fé, o ateísmo é incompatível com a ciência”, citou.

Isso é um choque. É uma manchete. Você sabe, é o tipo de manchete 'homem morde cachorro'. Metaxas diz que a questão para 2021 não é se “Deus está morto?”, e sim “O ateísmo está morto?”.

A ciência pelo menos aponta para um Deus Criador, uma inteligência tremenda. Os maiores ateus do século 20, Antony Flew, Jean-Paul Sarte, Albert Camus, todos estes que levaram o ateísmo mais a sério, acabaram percebendo que era mais racional acreditar em um Deus do que em nenhum Deus”, acrescentou.

Metaxas finaliza dizendo que que seu livro não é apenas para cristãos, mas que o escreveu pensando em qualquer pessoa que esteja lutando com as maiores questões da vida. 

Eric Metaxas é jornalista do New York Times e deixou de ser agnóstico para defender a fé cristã. Atualmente, ele é palestrante, apresentador de rádio, pastor e reconhecido como escritor cristão.

Fonte: Guiame

terça-feira, 30 de março de 2021

Primeira grande pandemia da história aconteceu nos tempos bíblicos, há 5 mil anos



“Pragas, pestes e epidemias sempre fizeram parte da nossa história”, afirmou Luiz Sayão sobre as pesquisas científicas e arqueológicas.


Uma descoberta de cientistas franceses, suecos e dinamarqueses sugere que a “primeira grande pandemia” tenha ocorrido há 5 mil anos e que a cepa ancestral da bactéria “Yersinia Pestis” tenha causado um enorme número de mortes.

Nossa pesquisa revelou o que acreditamos ter sido a primeira grande pandemia da história humana”, afirmou o biólogo Nicolás Rascovan em entrevista à BBC News, em dezembro de 2018. Rascovan é o autor principal do estudo que foi publicado na revista científica Cell. Segundo ele, a pandemia pode ter desempenhado um papel em importantes eventos históricos da época. A sugestão é que tenha ocorrido por volta de 5.700 a 5.100 anos atrás.

Conforme esses estudiosos, a época coincide com o surgimento dos primeiros assentamentos humanos considerados de grande porte, ou seja, aglomerações com até 20 mil pessoas que viviam em contato próximo com animais e, provavelmente, sob condições sanitárias precárias.

Sobre o vírus “Yersinia Pestis”

Toda doença vinda de algum animal é conhecida por “peste”. A peste que foi denominada por “Yersinia Pestis” também já foi conhecida por “Pasteurella Pestis”, nomes que lembram os autores originais da descoberta — Alexandre Yersin (1863-1943) e Louis Pasteur 1822-1895. 


Louis Pasteur, um dos mais famosos químicos franceses, autor da pasteurização — processo utilizado para destruir microorganismos que podem estragar alimentos que consumimos. (Foto: Reprodução/Google)

De acordo com a história, Yersin foi um dos mais brilhantes discípulos de Pasteur e foi ele quem isolou a bactéria que acabou sendo batizada como Yersinia Pestis, em homenagem ao cientista. 

Descoberto em 1894, Yersinia é um vírus que pode infectar o ser humano por meio de pulgas que vivem em animais de pequeno porte, como os ratos. O vírus assume as seguintes formas: bubônica, septicêmica e pulmonar.

Alexander Yersin
O cientista suíço Alexandre Yersin (1863-1943), que descobriu o bacilo causador da peste e tem sua história contada no livro Peste e Cólera, de Patrick Deville. (Foto: Editora 34/Divulgação)

bubônica afeta os gânglios linfáticos, presentes em todo o corpo humano e leva esse nome por provocar bubões ou bubos, isto é, inchaços infecciosos no sistema linfático, sobretudo nas regiões das axilas, virilha e pescoço.

É a mais famosa e ficou conhecida na Idade Média como a “peste negra”, ocasionando os surtos mais mortais da história da humanidade. Foi chamada de peste “negra” por causa das manchas escuras que causava na pele das pessoas.

septicêmica ocorre quando a infecção se propaga pelo fluxo sanguíneo e pode levar à morte através da infecção do sistema circulatório. 

pulmonar pode ocorrer por consequência das duas anteriores [bubônica ou septicêmica], quando afeta a respiração e compromete os pulmões. Basicamente, a diferença entre as três é o local da infecção — gânglios, sangue ou pulmões.

Estudiosos sempre apontam que essas pestes tiveram sua origem na China e imediações, tendo sido transmitidas para a Europa através das rotas comerciais. 

Pandemia e arqueologia

Os pesquisadores analisaram também bancos de dados com informações genéticas obtidas de fósseis humanos do período. E chegaram a uma mulher, que teria vivido há mais de 5 mil anos onde hoje é a Suécia. Ela morreu com 20 anos de idade, em decorrência de uma cepa ancestral da peste. Tudo indica, portanto, que esta seja a origem genética da Yersinia Pestis.

"O tipo de análise que fizemos nos permite voltar no tempo e observar como evoluiu esse patógeno que teve efeito tão grande na humanidade", comenta outro autor da pesquisa, o cientista Simon Rasmussen.

"Essa cepa nos permitiu aprender coisas interessantes sobre o início da história da peste", afirmou Rascovan. "Como foi encontrada num lugar e tempo que não se encaixava em nenhum modelo anterior do surgimento e propagação da praga, isso nos fez repensar tudo e construir um novo modelo evolutivo”, disse.

Ao descobrir que essa linhagem era a mais antiga, os cientistas deduziram que a peste provavelmente surgiu nos primeiros grandes assentamentos humanos europeus, de onde provavelmente se espalhou rapidamente por toda a Eurásia.

Eles acreditam que, a partir de agora, arqueólogos que estudam remanescentes humanos [através de vestígios ósseos arqueológicos] do período Neolítico poderão ter as atenções também voltadas para indícios da bactéria da peste. Além, é claro, de considerar o impacto destrutivo das doenças em análises das sociedades de então.

Como a humanidade primitiva conseguiu vencer a grande pandemia?

Essa é a pergunta que os cientistas se fazem quando levam em conta que a peste poderia extinguir a humanidade. "A peste é causada por uma das bactérias mais letais que já existiram para os humanos", lembrou Rasmussen.

O pesquisador acredita que a bactéria tenha evoluído de algo praticamente inofensivo para mortal, já que existe uma evolução, segundo ele, citando os casos de varíola, malária, ebola e zika. “Trata-se de um processo muito dinâmico, que continua acontecendo. Isso é muito interessante para ser estudado”, observou.

Rasmussen acredita que o achado completa o que já se sabia sobre o declínio das populações europeias no período. "Os dados se encaixam. Se a peste evoluiu nos grandes assentamentos, então, quando as pessoas começaram a morrer, os assentamentos acabaram abandonados e destruídos. Isso é exatamente o que se observa por volta de 5.500 anos atrás”, explicou. 

Para ele, as pessoas começaram a migrar ao longo de todas as rotas de comércio possibilitadas pelo transporte da época, expandindo-se rapidamente em toda a Europa nesse período. O que explica o fato de a praga ter chegado ao pequeno assentamento humano na região da Suécia, onde resquícios da bactéria foram observados na tal mulher morta aos 20 anos de idade.

Opinião teológica

De acordo com o teólogo e hebraísta Luiz Sayão, a Bíblia apresenta as palavras praga, peste ou pestilência e até epidemia em alguns momentos da história do Israel antigo. “Surpreendentemente, há muito mais na Bíblia do que as chamadas pragas do Egito”, disse ao Guiame

O pastor explica que, normalmente, a epidemia aplicava-se como forma de “juízo divino” para um povo que o desobedecia. É possível observar através das narrativas bíblicas os colapsos das civilizações e os impérios fragilizados por conta, muitas vezes, de epidemias. 

Quando observamos o que aconteceu com os filisteus, por exemplo, quando estavam com a Arca da Aliança, podemos imaginar que foi uma mini peste bubônica”, disse ao se referir ao episódio descrito no livro de 1 Samuel.

Mas, quando a arca chegou, a mão do Senhor castigou aquela cidade, e trouxe-lhe grande pânico. Ele afligiu o povo da cidade, jovens e velhos, com uma epidemia de tumores.” (1 Samuel 5.9). Vale lembrar que depois disso, os filisteus ofereceram uma “oferta de culpa”, produzindo imagens de ouro em forma de tumores e ratos (1 Samuel 6.4). 

Para muitas doenças manifestadas na pele das pessoas, a Bíblia usa termos como tumores ou lepra. O linguista esclarece que o palavreado de termos médicos era muito mais simplificado. O termo “lepra”, por exemplo, tradução da palavra original “Tsarat”, significa somente “doença de pele contagiosa”. Ele aponta para o cuidado de compreender a realidade do mundo antigo. Logo, é possível que doenças que vimos em nossos dias, possam ter assolado as nações no passado bíblico.

A ciência mais recente é que nomeia com grande variedade as doenças. “Tsarat podia ser lepra, vitiligo, psoríase, câncer de pele, entre outras doenças. No hebraico, não havia uma palavra específica para lepra”, explicou.

O professor Luiz Sayão explica que as epidemias sempre fizeram parte da história da humanidade. (Foto: Divulgação)

Sayão enfatiza também que é comum encontrar na Bíblia um cenário de pragas e pestes decorrentes das guerras. “Exércitos foram paralisados por epidemias”, citou. O teólogo se refere, principalmente, às guerras nos tempos de Davi [cerca de 3 mil anos atrás]. Mas e quanto à pandemia que os cientistas sugerem ter acontecido há 5 mil anos? Há como associar a algum tempo bíblico?

Sobre datação, não há a mínima possibilidade disso, já que a partir do livro de Gênesis, as tentativas pouco fundamentadas de vários estudiosos estão equivocadas”, comentou e explicou o motivo. “As genealogias bíblicas são incompletas intencionalmente, o calendário utilizado pode ser distinto do nosso. Não sabemos, por exemplo, que tipo de calendário teria sido usado para contar os anos de vida dos descendentes de Adão”, especificou. 

Mas, independente de associar ou não a um tempo bíblico a tal epidemia que ocorreu há 5 mil anos, conforme os cientistas sugerem, é essencial compreender que pragas, pestes e epidemias sempre fizeram parte da história da humanidade. Mais importante que a associação, no entanto, é a oportunidade de aprendizado que temos à nossa disposição, conforme o professor Luiz Sayão enfatiza.

O cenário que nos desafia pode nos ajudar a aprender e a crescer. Não podemos sair desse momento do jeito que a gente entrou. Nesses momentos de pandemia, devemos ser solidários. Nas histórias de epidemias dos tempos antigos, muitos doentes eram expulsos de casa, mas os seguidores de Jesus pegavam os doentes na rua para cuidar deles, mesmo sabendo que podiam ser contaminados. Isso mostrava o valor que eles davam à vida humana. Que sejamos, nesse tempo, também um caminho de bênção para as pessoas”, concluiu.\

Fonte: Guiame

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Arqueólogos recriam piso do templo onde Jesus andou



O Evangelho de João descreve Jesus “caminhando no templo do pórtico de Salomão”.

Arqueólogos recriaram uma réplica do piso do antigo templo judaico em Jerusalém, onde Jesus caminhou. Seus pés pisaram sobre pedras lavradas, ladrilhos de tom de terra com desenhos geométricos, frios e desgastados pelo uso.

Com esse conhecimento, os arqueólogos e pedreiros israelenses, valendo-se ainda de relíquias e textos históricos, recriaram o piso sagrado para que ele possa ser visto hoje.

"Nós até fizemos os arranhões e todos os tipos de marcas que criaram a mesma aparência que costumava ser na época", disse o arqueólogo Assaf Avraham à Reuters perto da réplica de um metro quadrado de altura no Monte das Oliveiras, com vista para Cidade Velha de Jerusalém e locais sagrados.

De acordo com o Novo Testamento, Jesus foi ao templo ainda menino para peregrinar e estudar e, quando um pregador adulto, expulsou os cambistas com indignação. O Evangelho de João o descreve “caminhando no templo do pórtico de Salomão”.

O templo foi projetado pelo rei Herodes, assim como outras grandes estruturas na Judeia da era romana. Os ladrilhos remanescentes dessas ruínas mostraram aos arqueólogos quais materiais foram usados. Foi usado calcário trabalhado à mão e pedra do Mar Morto, bem como mármore importado - e que a incrustação tinha sido ornamentada no estilo “Opus Sectile”.

Flávio Josefo, historiador judeu do período, escreveu que os pátios dos templos eram “assentados com pedras de todos os tipos”, outra indicação de que os azulejos eram de várias cores e texturas.

Recriar o piso foi “um trabalho muito duro” que levou sete meses, disse Avi Tavisal, gerente da equipe de artesãos.

Mas foi muito interessante e fizemos de todo o coração”, disse ele. “Esperamos que isso seja algo que as pessoas possam vir, ver, tocar e sentir como era 2.000 anos atrás”.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Estudo comprova relatos bíblicos de sacrifícios de pombos nos templos da antiga Jerusalém

Segundo um estudo publicado na revista científica Bulletin of the American Schools of Oriental Research (ASOR), pássaros como pombos eram sacrificados na antiga Jerusalém em templos. A afirmação está em acordo com trechos bíblicos que reforçam a importância do animal na região.
Em Gênesis 8:10-11, por exemplo, temos: "[Noé] esperou ainda outros sete dias, e tornou a enviar a pomba fora da arca. E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra".
Em Levíticos 5:7 diz: "Mas, se em sua mão não houver recurso para gado miúdo, então trará, para expiação da culpa que cometeu, ao SENHOR, duas rolinhas ou dois pombos; um para expiação do pecado, e o outro para holocausto".
Alguns especialistas, porém, eram céticos quanto ao uso do animal para sacrifícios. "Todos os animais que são definidos como sacrifícios na Bíblia são espécies domesticadas, enquanto pombos não são o que as pessoas pensam como domesticadas. Portanto, alguns estudiosos da Bíblia afirmaram que as pessoas naquela época não sacrificavam pombos, mas sim galinhas que eram domesticadas", explicou a arqueóloga Abra Spiciarich, da Universidade de Tel Aviv.

A pesquisadora liderou uma equipe que descobriu diversos restos mortais de pássaros em 19 pontos específicos de Jerusalém. Eles foram encontrados principalmente em locais próximos ao Monte do Templo, entre o período do Primeiro Templo ou da Idade do Ferro II, entre 1.000 e 586 a.C.
Como foram desenterrados em pontos que estavam ligados à religião, e estavam quase ausentes em áreas habitadas por indivíduos comuns, Spiciarich acredita que isso confirme as histórias bíblicas de uso de pombos para sacrifício.
"Isso realmente mostra uma fronteira sobre como se usavam os animais, um tópico sobre o qual aprendemos também em outros textos, como Flávio Josefo [historiador] e o Novo Testamento. A história é refletida nos textos e na arqueologia", concluiu a arqueóloga.
Fonte: Aventuras na História – UOL via Folha Gospel

domingo, 24 de maio de 2020

Câmaras secretas descobertas abaixo do Muro das Lamentações em Israel


Recentemente arqueólogos descobriram três câmaras secretas subterrâneas esculpidas na rocha que fica abaixo da praça do Muro das Lamentações, em Jerusalém.

As câmaras possuem pelo menos 2.000 anos, contam com um pátio aberto e duas salas. Aliás, uma foi construída sobre a outra, sendo que existe uma escada para fazer a ligação interna. Os arqueólogos descobriram vasos de barro usados para cozinhar, núcleos de lâmpadas a óleo, uma caneca de pedra e uma bacia de pedra, utensílios usados em rituais.

A equipe encontrou nas entradas das câmaras um longo entalhe para prateleiras e depressões para dobradiças. Também nas paredes estão esculpidos nichos redondos, quadrados e triangulares, sendo que muitos deles podem ter recebido lâmpadas a óleo.

Objetos encontrados na câmara secreta

Velas a óleo estavam entre os itens descobertos nas câmaras subterrâneas.
(Crédito da imagem: Yaniv Berman, Autoridade de Antiguidades de Israel)

Os pesquisadores acreditam que as câmaras eram usadas diariamente, mas não está claro qual era a verdadeira função das estruturas. "Talvez tenha servido como despensa para uma estrutura aérea que não sobreviveu ou como um espaço esculpido", destaca o diretor da Western Wall Heritage Foundation, Mordechai Eliav.

O sistema subterrâneo de 2.000 anos consiste em um pátio e duas salas.
(Foto de Menahem Kah / AFP via Getty Images)
O Muro das Lamentações ou Muro Ocidental é considerado o segundo local mais sagrado do judaísmo, sua construção iniciou em 19 AEC. Em relação as câmaras, os pesquisadores se perguntam: "pessoas podem ter vivido lá?". Espaço para armazenar alimentos existe e possivelmente havia outro edifício acima.

"Outra possibilidade é que esse sistema tenha sido usado para se esconder durante o cerco em Jerusalém, há 2000 anos, quando as legiões romanas conquistaram a cidade", analisou o co-diretor da escavação Barak Monnickendam-Givon.

Mais sobre as descobertas em Israel

Essas câmaras subterrâneas do Muro das Lamentações estavam escondidas abaixo de um mosaico branco, em um prédio público erguido há 1400 anos. Esse edifício foi reformado há 1250 anos, conforme um comunicado. Mas, no século 11 acabou sendo destruído e as câmaras acabaram sendo enterradas, ficando escondida por séculos.

Os arqueólogos descobriram esse copo medidor nas câmaras.
(Crédito da imagem: Yaniv Berman, Autoridade de Antiguidades de Israel)

Elas foram localizadas no complexo “Beit Strauss”, no saguão de entrada dos túneis do Muro das Lamentações. Aliás, isso auxiliou durante a construção da estrutura sagrada, que tem um peso enorme. Além disso, os túneis possuíam canais que forneciam água ao Segundo Templo, uma construção história que foi remodelada por Herodes.

Essa descoberta foi realizada por estudantes de Jerusalém. A cidade acabou sendo destruída em 70 d.C, conforme um comunicado da Autoridade de Antiguidades de Israel, então o espaço pode ter servido de abrigo. Por fim, o Muro das Lamentações é a única parte que restou do Segundo Templo de Jerusalém.

A descoberta foi feita por estudantes em Jerusalém.



Socientifica via NC
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