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quarta-feira, 12 de outubro de 2022

CEO de time australiano renuncia por vínculo com igreja: “Minha fé não é tolerada”


O cristão Andrew Thorburn precisou escolher entre o emprego no Essendon ou o cargo na City on a Hill Church.

O cristão Andrew Thorburn renunciou ao cargo de CEO do time australiano Essendon, em menos de 24 horas de ser nomeado, depois que seu vínculo com uma igreja foi criticado.

Andrew foi contratado como executivo-chefe do Essendon no dia 3 de setembro, com a expectativa que, junto com o treinador Brad Scott, resolvesse as dificuldades do time de futebol australiano.

Porém, na terça-feira (4), o jornal Herald Sun divulgou partes de um sermão da igreja em que Thorburn faz parte da presidência, a City on a Hill Church.

A pregação de 2013 da igreja anglicana conservadora foi criticada pelo jornal por condenar o aborto e a homosexualidade.

Enquanto hoje olhamos para trás [com] tristeza e desgosto pelos campos de concentração, as gerações futuras olharão para trás com tristeza para o assassinato legal de centenas de milhares de seres humanos todos os dias por meio da medicina e em nome da liberdade”, afirmava um trecho do sermão.

Criticado por sua fé

Então, Andrew se viu em meio a polêmica e precisou decidir entre o emprego no time ou o cargo na igreja. O cristão escolheu a City on a Hill Church.

Em entrevista à rádio SEN, Thorburn, que ingressou na igreja em 2014, explicou: “Não sou pastor, meu trabalho em um papel de governança é garantir que tudo funcione bem, nem sempre concordo com o que é dito”.

Logo depois, em um comunicado, ele afirmou que sofreu intolerância religiosa: “Ficou claro para mim que minha fé cristã pessoal não é tolerada ou permitida em praça pública, pelo menos por alguns e talvez por muitos”.

As pessoas devem ser capazes de ter visões diferentes sobre assuntos pessoais e morais complexos, e ser capazes de viver e trabalhar juntos, mesmo com essas diferenças, e sempre com respeito”.

Intolerância religiosa no esporte

Já o presidente do clube, Dave Barham, alegou que a renúncia de Andrew se tratava de uma questão de conflito de interesses.

Também quero enfatizar que não se trata de difamar ninguém por suas crenças religiosas pessoais, mas de um claro conflito de interesses com uma organização cujos pontos de vista não se alinham com nossos valores como um clube seguro, inclusivo, diversificado e acolhedor”, afirmou Barham, durante uma coletiva de imprensa, na terça-feira (4).

O caso do CEO cristão levantou um debate sobre liberdade de expressão e liberdade religiosa, com manifestações de políticos, líderes religiosos e comentaristas da mídia.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 18 de maio de 2022

CEO da Portas Abertas é nomeado para Comissão de Liberdade Religiosa dos EUA

David Curry pediu orações aos cristãos devido à nova função para a qual foi nomeado


O CEO da Missão Portas Abertas, Dr. David Curry, foi nomeado pelo governo dos EUA para liderar a Comissão de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos (USCIRF, na sigla em inglês). A entidade, criada pelo congresso americano, é independente do governo federal. Ela tem como objetivo monitorar, analisar e informar sobre a liberdade religiosa em ao redor do mundo.

A instituição missionária celebrou o anúncio como uma importante conquista na luta pelos direitos religiosos.

"Eu estava na África Oriental e testemunhei em primeira mão a intolerância vivida pelas minorias religiosas. O governo dos Estados Unidos tem um papel a desempenhar no incentivo e apoio à liberdade religiosa em todo o mundo, e espero ajudar a USCIRF enquanto aconselho o governo nesse papel", detalhou David Curry, após a nomeação.

Para exercer a nova função, ele pediu oração aos cristãos. "Desejo suas orações enquanto sirvo nesta Comissão, tanto para mim quanto para meus colegas Comissários – para que ajudemos a fazer a diferença para que todos, independentemente de fé ou não, possam viver suas vidas em paz".

David lembrou que em muitos países, atualmente, exercer o direito fundamental de praticar sua fé tem um preço terrível. "As pessoas em todos os lugares devem ter liberdade para adorar e viver suas convicções religiosas pacificamente, sem medo de governos, extremistas ou pressão cultural. Estou honrado em servir nesta comissão bipartidária".

Cabe ao presidente ou a liderança dos partidos políticos, no Senado e na Câmara, designar os representantes que serão os comissários da Comissão de Liberdade Religiosa. O trabalho deles é fazer recomendações de política externa, que tenha foco no combate à perseguição e promova os direitos de religião, ao Presidente, ao Secretário de Estado e ao Congresso.

"Essas nomeações não poderiam vir em melhor hora. A liberdade religiosa é um direito que pertence a todos, em todos os lugares, o tempo todo, e é um direito que está constantemente sob ataque", opinou Sam Brownback, ex-embaixador-geral dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional e o membro sênior da Portas Abertas.

Sam Brownback analisou que a "USCIRF desempenha um papel fundamental ao relatar ao Congresso e à Administração as violações da liberdade religiosa em todo o mundo e ao fazer recomendações de políticas para lidar com essas violações".

Fonte: Comunhão com informações de Portas Abertas EUA via Folha Gospel

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