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domingo, 26 de maio de 2019

Vítimas de tragédia no Chile eram dedicadas na igreja, segundo familiares


O casal que foi morto com mais quatro familiares fazia parte da Igreja Adventista de Hortolândia, no interior de São Paulo.


Uma família de seis brasileiros foi encontrada morta na quarta-feira (22) em um apartamento na área central de Santiago, capital do Chile. O casal que está entre as vítimas é conhecido por sua dedicação à igreja, segundo familiares.

A família estava em um apartamento alugado pela empresa Airbnb, que informou na quarta que irá arcar com os custos de traslado dos corpos. Bombeiros chilenos suspeitam que um vazamento de gás tenha causado as mortes.

As vítimas são uma família de quatro pessoas da cidade de Biguaçu, na Grande Florianópolis: Fabiano de Souza, 41 anos, Débora Muniz Nascimento de Souza, 38 anos, Karoliny Nascimento de Souza, 14 anos e Felipe Nascimento de Souza, 13 anos.

Outras duas vítimas são o irmão e a cunhada da mãe da primeira família, que moravam em Hortolândia, no interior de São Paulo. Jonathas Muniz e Adriane Kruger eram casados há menos de três anos e frequentavam a Igreja Adventista da cidade.

Na quarta, fiéis estavam em choque com a tragédia durante a viagem ao Chile, que foi feita para comemorar o aniversário de Karoliny, que faria 15 anos nesta sexta-feira (24).

Segundo familiares, Jonathas e Adriane dedicavam seu dia-a-dia à igreja, próxima à sua casa. Ele era chefe do departamento pessoal do Instituto Adventista de Tecnologia (IATec) e ela acabou de se formar em Engenharia Civil.

O casal morava em um apartamento a cerca de 300 metros da área que abriga o IATec, o Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), um colégio adventista e um templo.

Em nota, o IATec disse que está “oferecendo todo apoio aos familiares neste momento difícil e de profundo pesar”. “Como uma instituição cristã, confiamos em Deus e acreditamos na esperança da ressurreição e na breve volta de Jesus Cristo”, destacou a instituição.

Adriane estava trabalhando no projeto de construção da nova casa, perto do local de trabalho. Antes de viajar para o Chile, o casal usou suas economias para comprar o terreno e construir um lar.

Ao jornal O Globo, vizinhos e comerciantes disseram que lembram do casal, mas afirmam que eles eram reservados. Moradores afirmam que o bairro é formado majoritariamente por fiéis da mesma denominação religiosa — quase 90%.

Jonathas e Adriane se conheceram em um evento da própria Igreja, quando ele ainda cursava Direito. Eles se casaram em novembro de 2016, deixaram Santa Catarina e foram para o interior de São Paulo, onde Jonathas já estava há um ano e meio.

Sem filhos, eram apaixonados pelos dois sobrinhos, também vítimas da tragédia, conta Luciane Pinheiro Kruger, irmã de Adriane.

A viagem quase foi cancelada em razão da situação clínica da mãe de Jonathas. A família estava planejando antecipar o retorno ao Brasil porque, um dia antes da morte dos seis no Chile, a mãe de Jonathas e Débora morreu em Santa Catarina.

Fonte: Guiame

sábado, 19 de maio de 2018

Escândalo: Todos os bispos chilenos pedem demissão por escândalo de pedofilia

Cúpula da Igreja Católica no país é acusada pelo Vaticano de ter negligenciado denúncias

Todos os bispos chilenos apresentaram nesta sexta-feira (18) um pedido de demissão coletiva de seus cargos em resposta ao escândalo de pedofilia que atinge a Igreja Católica no país.
O Vaticano não divulgou ainda se o papa Francisco aceitou o pedido.
"Nós colocamos nossa posição na mão do santo padre e cabe a ele decidir livremente sobre cada um de nós", diz um comunicado assinado pelos 34 bispos do país.
Uma investigação do Vaticano, divulgada parcialmente nesta sexta, afirmou que a cúpula da igreja chilena é responsável por "graves erros" no modo como lidou com os casos de pedofilia no país.
Por isso, o papa Francisco já tinha convocado todos os bispos chilenos para uma audiência no Vaticano nesta sexta sobre o caso.Os bispos são acusados de queimar documentos, ignorar denúncias e negligenciar vítimas, diz o documento de dez páginas, que teve parte de seu conteúdo divulgado pela imprensa chilena e depois confirmado pelo Vaticano.
Fonte: Gospel Geral

sábado, 30 de dezembro de 2017

Perseguição no Chile: Sete igrejas queimadas este ano


Embora pouco se fale sobre a perseguição de cristãos na América do Sul, os casos de intolerância vêm se multiplicando em países como a Colômbia e o Chile. Ao contrário da África, onde a questão maior são os islâmicos, em nosso continente trata-se de uma questão político-ideológica.

No Chile, na região de Araucanía, sul do país, 27 igrejas foram queimadas nos últimos anos. Em 2017 foram sete. Entre 2015 e 2016 chagou-se a 20 templos (12 católicas e 8 evangélicos). Todos os ataques foram de autoria do grupo indígena Weichan Auka Mapu [Luta do Território Rebelde], de inspiração marxista.

Eles afirmam defender os direitos dos mapuches, tribo que vivia no país antes da colonização espanhola. Contudo, atualmente 87% dos membros da etnia são cristãos, entre católicos e protestantes. Isso comprova que se trata de uma questão que vai além da religião. Os mapuche são a etnia mais numerosa do país com cerca de 700.000 membros, de uma população total do Chile de 17,5 milhões.

Muitas das igrejas incendiadas também eram usadas como escolas e abrigos para pessoas deslocadas devido a desastres. Juan Mella, presidente do conselho de pastores da região e líder de uma igreja queimada em julho, diz ter testemunhado o momento em que sua igreja foi reduzida a cinzas. O templo simples, de madeira, fora construída 15 anos atrás, com dinheiro dos próprios fiéis.

Em setembro, quatro outras igrejas foram queimadas e várias congregações, ameaçadas. Isso levou a polícia a colocar guardas nas duas igrejas da região.

Em um caso que se teve maior repercussão, quatro homens mascarados invadiram o culto de domingo de uma igreja e a incendiaram. Até agora, foi o único em que a polícia efetuou prisões. Os suspeitos alegam pertenceram ao Weichan Auca Mapu. Eles deixaram uma mensagem pixada na igreja: "Cristianismo, cúmplice da repressão do povo mapuche".

Luis Torres, o promotor no caso dos quatro detidos, diz:

"Além dos ataques, há os panfletos que eles deixam com suas exigências e justificativas do comportamento".

O governo chileno decidiu que os homens seriam acusados de incêndio criminoso e não por terrorismo. Curiosamente, quando os mapuches incendiaram caminhões florestais do governo, foram acusados de praticar um 'atentado'.

O conselho de pastores de Araucanía publicou uma nota, que foi divulgada pela Missão Portas Abertas:

"É responsabilidade do Estado garantir que eventos como esses não aconteçam novamente, assegurando que justiça seja feita aos responsáveis, assim como protegendo as vítimas e garantindo que a igreja seja reconstruída".

Com informações de Portas Abertas - Portal Cidade Gospel
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