Mostrando postagens com marcador Bispos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bispos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Perseguição na Nicarágua: Bispos são tratados como ‘golpistas’ e ‘terroristas’


A Igreja na Nicarágua vive um tempo conturbado com a perseguição do ditador Daniel Ortega.

Na última quinta-feira (3) durante um encontro com o Papa Francisco, o cardeal Leopoldo José Brenes Solórzano expôs a situação da Igreja Católica na Nicarágua, onde os bispos foram tachados de ‘golpistas’ e ‘terroristas’ pelo ditador do país, o sandinista Daniel Ortega.

Conforme o Gazeta do Povo, a Arquidiocese de Manágua, liderada pelo cardeal Brenes, disse em comunicado que o hierarca foi recebido pelo pontífice em audiência privada, como parte de sua visita à Cidade do Vaticano.

Nessa reunião, o cardeal lhe expressou o carinho e as orações do povo nicaraguense, assim como a realidade da Igreja no país”, disse a Arquidiocese de Manágua, sem oferecer mais detalhes.

Violações dos direitos humanos e perseguição religiosa

A visita do cardeal nicaraguense e a reunião privada com o pontífice acontecem em meio a um ano particularmente conturbado para a Igreja na Nicarágua, com a ditadura de Ortega.

A perseguição religiosa imposta pelo presidente tem atingido em especial o cristianismo e a Igreja Católica, onde igrejas e emissoras foram fechadas e líderes foram presos e até expulsos do país.

A comunidade condenou as violações dos direitos humanos, a perseguição religiosa e os abusos de poder cometidos por Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo.

‘Igreja Católica recebeu quase 200 agressões’

A Nicarágua vive uma crise política e social desde abril de 2018, depois de uma eleição presidencial que a comunidade internacional denunciou como “nem livre e nem justa”.

Meses antes das eleições presidenciais, mais de 40 opositores de Ortega foram presos pelas forças de segurança do governo.

De acordo com um relatório da ONG Observatório Pro Transparência y Anticorrupcion, a Igreja Católica recebeu quase 200 agressões entre abril de 2018 e maio de 2022 no país, situação que obrigou o Papa Francisco a falar sobre as condições na Nicarágua.

Em setembro, o presidente Jair Bolsonaro se posicionou a favor dos religiosos: “O Brasil não assistirá de braços cruzados a mais um episódio dessa perseguição diabólica contra cristãos promovida pela ditadura socialista da Nicarágua. Estamos prontos para acolher padres e freiras perseguidos, facilitando ainda mais seu ingresso e instalação em nosso país”. 

Sinal de alerta para cristãos no Brasil

De acordo com a psicóloga cristã, Marisa Lobo, em sua coluna no Guiame: “Não podemos ignorar os fatos! O cenário político atual, na América Latina, indica que o Brasil está sendo cercado, aparentemente, por governos autoritários”. 

Agora, Ortega persegue e pune os sacerdotes que se aliaram, ainda que não politicamente, mas humanamente e espiritualmente, aos milhares de cidadãos insatisfeitos com o regime”, enfatizou.

Sobre a reviravolta nos rumos do Brasil, politicamente falando, a psicóloga comentou: “É muito provável que o espírito vingativo que hoje opera na Nicarágua, através de Ortega, passe a agir também em nosso país, se voltando contra as igrejas, principalmente as evangélicas”. 

Se isto vier a acontecer, pastores, padres e qualquer pessoa com voz influente contra o governo vigente poderá ser alvo de censura, punições diversas, inclusive de prisão”, concluiu.  

Fonte: Guiame

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

MP de Angola pede condenação de bispos da Universal; igreja diz que é vítima de xenofobia e ódio religioso

Eles são acusados de formação de quadrilha internacional e de lavagem e contrabando de divisas

Promotores do Ministério Público de Angola pediram a condenação de quatro bispos e ex-dirigentes da Igreja Universal mantidos naquele país, informa a coluna de Ricardo Feltrin, no UOL.

Há cerca de três anos eles vêm sendo acusados de formação de quadrilha internacional e de lavagem e contrabando de divisas.

No final de 2019, os angolanos destituíram o chamado “grupo brasileiro” e assumiram a Universal no país.

Em seguida, fecharam a TV Record, que não é mais transmitida lá.

Em 2020, autoridades locais começaram a fechar também uma série de templos pelo país.

Em abril do ano passado, mais de 50 pastores e bispos da igreja foram expulsos pelo governo. Todos estão proibidos de pisar outra vez em território angolano.

A Igreja Universal, em reiteradas notas divulgadas nos últimos três anos, disse enxergar o processo com extrema preocupação.

Ela acusa autoridades angolanas de “perseguição religiosa”, e afirma que Ministério Público local age com parcialidade e preconceito (veja nota mais abaixo).

Banco dos réus

Os quatro líderes brasileiros que estão sendo julgados são Honorilton Gonçalves (ex-chefão da TV Record, de onde saiu em 2013); Antonio Miguel Ferraz; Belo Kifua Miguel; Fernando Henriques Teixeira —ex-comandante da Record em Angola, e que é acusado de ter usado a emissora para lavagem de dinheiro. Todos negam as acusações.

Eles passaram a ser investigados e haviam sido proibidos de deixar o país.

Segundo o Portal R7, porém, após mais de um ano impedido de sair, Honorilton recebeu autorização e teria voltado ao Brasil em dezembro.

Não há informações se ele retornou àquele país para responder à ação, mas, antes de sair, ele teria enviado uma declaração dizendo que seguia "à disposição" das autoridades. Também não há informações do paradeiro dos outros líderes da igreja que estão sob julgamento.

A decisão final sobre o futuro dos quatro deve ocorrer no próximo dia 10 de março. Se condenados, segundo a imprensa de lá, poderiam ser presos por anos. Ou, naquela que hoje considerada a melhor das hipóteses, seriam apenas expulsos e proibidos de retornar (mais provável).

Membros e líderes angolanos da igreja fundada pelo bispo Edir Macedo no Brasil, em 1977, começaram a denunciar em 2019 que enormes quantias de dinheiro vinham sendo retiradas do país.

Governo Lourenço

A investigação contra a Universal é parte de um amplo programa de combate à corrupção iniciado com a posse do atual presidente, João Lourenço. 67 anos.

Ele foi eleito em 2017, no lugar de José Eduardo dos Santos, que governou o país de forma ditatorial por quase 40 anos.

Membros da família Santos são investigados por corrupção. Uma de suas filhas, por exemplo, era "sócia" da RecordTV em Angola. Santos e a Universal sempre tiveram um ótimo relacionamento. Quando Lourenço assumiu o poder, os anos de "bonança" acabaram para os dois lados.

Havia ainda uma outra acusação, de que os bispos teriam "obrigado" pastores e obreiros locais a fazer vasectomia. No entanto, Valente Luís, um líder angolano e membro do antigo Conselho de Direção da igreja, negou isso.

Segundo ele, todos que se submeteram a esse procedimento, o fizeram de livre e espontânea vontade.

Fortuna mensal sacada de Angola

A estimativa era de que ao menos US$ 10 milhões (cerca de R$ 50 milhões) eram tirados a cada mês de Angola,

O dinheiro era enviado em um suposto esquema complexo de diferentes rotas, que incluiria outros países africanos e da América Latina. O destino final seria sempre o mesmo: o Brasil.

Aqui, a, digamos, "holding" da Universal inclui a RecordTV, rádios, um portal (R7) e até um banco, o Digimais (antigo banco Renner).

Não é possível estimar o patrimônio da igreja, mas, segundo o que a revista "Forbes" divulgou em 2020, Edir Macedo teria um patrimônio pessoal de R$ 2 bilhões.

Como informou o jornalista Guilherme Ravache no ano passado, com exclusividade, desde que a emissora e o Banco Digimais (do qual Macedo é sócio) começaram a "misturar" seus negócios, o patrimônio líquido da Record cresceu 176%, passando de cerca de R$ 1,8 bilhão para R$ 5 bilhões em apenas um ano.

Nota da Universal

Na tarde desta sexta-feira (18) a Igreja Universal, por meio da UNIcom, seu departamento de Comunicação, enviou a seguinte nota a respeito do caso em Angola:

"Como o Ministério Público (MP) de Angola é o autor da ação, o pedido de condenação dos réus formulado por aquela instituição, por mais injusto e absurdo que seja, não é, propriamente, uma novidade.

A Igreja Universal do Reino de Deus de Angola e seus oficiais são vítimas de um grupo de ex-pastores que, com o uso de violência, documentos falsos e mentiras espalhadas pela imprensa, tentam expulsar a Universal do país africano e se apropriar do patrimônio da Igreja, construído graças ao suor dos fiéis.

Reafirmamos a inocência dos réus nessa ação. Ao longo do julgamento, depois de ouvidas todas as testemunhas (de acusação e de defesa), nenhuma das imputações que o MP fez foi confirmada.

Temos certeza de que o Judiciário angolano julgará a questão conforme as provas, com imparcialidade, e punirá os criminosos que têm patrocinado a xenofobia (preconceito contra estrangeiros) e o ódio religioso".

A Justiça prevalecerá.

Assina: UNIcom — Departamento de Comunicação Social e de Relações Institucionais da Universal

Fonte: UOL (Coluna de Ricardo Feltrin) via Folha Gospel

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Igreja tirava ilegalmente US$ 120 milhões de Angola, dizem bispos

A Igreja Universal do Reino de Deus, liderada pelo bispo brasileiro Edir Macedo, levou ilegalmente de Angola para a África do Sul, a cada três meses, US$ 30 milhões, segundo reportagem do jornal UOL.

De acordo com a publicação, o caso foi revelado por meio de denúncias de bispos angolanos às autoridades do país. Os valores somados chegam a US$ 120 milhões por ano.

De acordo com o UOL, o pastor e ex-diretor da TV Record África Fernando Henriques Teixeira foi apontado como o responsável por essa tarefa. A operação teria se repetido nos últimos 11 anos, desde quando o religioso brasileiro chegou ao país.

A denúncia foi feita à polícia angolana por bispos e pastores locais que se rebelaram contra a direção brasileira da Igreja Universal do Reino de Deus, no final de 2019. Eles confirmaram suas alegações ao UOL.

"A imagem para representar o que acontecia em Angola era a de um saco sem fundo: tudo o que entrava saía", diz o ex-pastor angolano Armando Tavares.

A assessoria de imprensa da Universal em Angola, em nota, desmentiu as acusações.

Por sua vez, a Igreja Universal no Brasil afirma que a liberdade religiosa está em risco em Angola. Também procurada, a TV Record não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Dólares escondidos em malas

Conforme a reportagem do UOL, Fernando Henriques Teixeira atuava nos últimos apenas como executivo da TV Record África. Mas ele teria obtido o visto e a autorização para entrar e trabalhar em Angola como pastor, segundo os bispos angolanos ouvidos pela reportagem.

A maior parte do dinheiro ilegal seguia de carro para Johannesburgo, na África do Sul, via estradas da Namíbia, de acordo com os denunciantes. Os dólares estariam escondidos em malas, no forro dos veículos e até em pneus.

A "Reforma" da Universal em Angola

O bispo João Bartolomeu —um dos membros mais atuantes na "Reforma", como passou a ser chamado o movimento desencadeado por 330 religiosos em Angola contra a direção brasileira da Universal— foi um dos responsáveis pelas denúncias contra Teixeira e os outros três membros da igreja.

Os angolanos divulgaram um manifesto acusando o comando da Universal de supostos crimes, entre eles lavagem de dinheiro, evasão de divisas e expatriação ilícita de capital, além de práticas de racismo, discriminação, abuso de autoridade, imposição de vasectomia aos pastores e intromissão na vida conjugal dos religiosos.

Bartolomeu e seus colegas deram seus testemunhos e repassaram documentos que comprovariam as denúncias ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), a polícia federal de Angola. Após investigações, as conclusões foram encaminhadas à Procuradoria Geral de Justiça local e daí para a Justiça.

O grupo de bispos e pastores da "Reforma" assumiu, em julho do ano passado, o controle de mais de 300 templos da Universal em Angola.

Em abril deste ano, o bispo Edir Macedo viu a sua TV Record África ser retirada do ar no país e os pastores brasileiros contrários à nova liderança colocados em um avião e mandados de volta ao Brasil.

Fonte: UOL via Folha Gospel


sábado, 19 de maio de 2018

Escândalo: Todos os bispos chilenos pedem demissão por escândalo de pedofilia

Cúpula da Igreja Católica no país é acusada pelo Vaticano de ter negligenciado denúncias

Todos os bispos chilenos apresentaram nesta sexta-feira (18) um pedido de demissão coletiva de seus cargos em resposta ao escândalo de pedofilia que atinge a Igreja Católica no país.
O Vaticano não divulgou ainda se o papa Francisco aceitou o pedido.
"Nós colocamos nossa posição na mão do santo padre e cabe a ele decidir livremente sobre cada um de nós", diz um comunicado assinado pelos 34 bispos do país.
Uma investigação do Vaticano, divulgada parcialmente nesta sexta, afirmou que a cúpula da igreja chilena é responsável por "graves erros" no modo como lidou com os casos de pedofilia no país.
Por isso, o papa Francisco já tinha convocado todos os bispos chilenos para uma audiência no Vaticano nesta sexta sobre o caso.Os bispos são acusados de queimar documentos, ignorar denúncias e negligenciar vítimas, diz o documento de dez páginas, que teve parte de seu conteúdo divulgado pela imprensa chilena e depois confirmado pelo Vaticano.
Fonte: Gospel Geral
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...