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domingo, 14 de setembro de 2025

Esta talvez seja a maior ameaça ao cristianismo evangélico atual





É preciso discernimento para perceber e agir diante dessa mudança de uma cultura literária e escrita para uma cultura de oralidade digital



Qualquer organização — seja ela uma empresa, um ministério, uma escola — normalmente se pergunta quais são as maiores ameaças à sua missão. A premissa que está por trás dessa pergunta é que os obstáculos mais perigosos são aqueles cuja aproximação sequer percebemos.

Considere, apenas por um momento, que a maior ameaça ao cristianismo evangélico pode não ser aqueles perigos sobre os quais tanto discutimos e para os quais até criamos estratégias — não é a secularização, não são os debates sobre sexualidade, não é a prisão política, nem o colapso institucional, nem os perpétuos escândalos, nem mesmo a fragmentação e a polarização.

E se todas essas coisas forem meros sintomas da ameaça mais perigosa para a igreja, desde os tempos da Reforma? E se essa ameaça estiver literalmente bem diante dos nossos olhos?

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Em seu livro The Future in the Rearview Mirror [O futuro digital visto pelo retrovisor], Andrey Mir baseia-se no trabalho de estudiosos da mídia, como Marshall McLuhan, Walter Ong e Eric Havelock, para argumentar que os avanços tecnológicos de nossa época estão causando uma mudança muito maior do que a provocada pela Revolução Industrial.

Mir afirma que o que está acontecendo ao nosso redor é semelhante ao que aconteceu na Era Axial, descrita pelo filósofo Karl Jaspers — quando houve uma mudança fundamental na consciência humana, que está ligada ao surgimento de mudanças na linguagem humana, aproximadamente entre 800 e 200 a.C. A Era Axial levou ao surgimento tanto das principais tradições religiosas que conhecemos hoje quanto da ciência, da agricultura, da indústria e da cultura.

A despeito das diferenças existentes entre os estudiosos com quem Mir interage, todos eles concordam que a principal mudança da Era Axial foi na questão da mídia — a transição da mídia oral para a mídia escrita. E isso vai além da mera forma que a informação assume.

As culturas de oralidade são "espirituais" no sentido de o ser humano estar constantemente inserido em um ambiente — e ter todos os seus sentidos ativos e em alerta ao mesmo tempo. Em uma cultura oral, as histórias são transmitidas por meio da repetição, geralmente por meio de cantos ou de contação de histórias, e frequentemente são histórias épicas e heroicas de glórias ou de tragédias do passado. Isso requer uma espécie de conexão totêmica [relação mística com um objeto ou ser espiritual que serve como emblema e símbolo de identidade e ancestralidade] com a natureza e um apego coletivo à tribo. Geralmente, também requer algum tipo de xamã, que é o guardião dessas histórias.

A cultura escrita não muda apenas a maneira como o pensamento é transmitido, segundo Mir, mas reestrutura o pensamento por completo. Exige que a pessoa se desligue momentaneamente dos outros sentidos para se concentrar em apenas um: a visão, o que permite uma introspecção. Isso cria o espaço psicológico para a pessoa ser um indivíduo, sintetizar particularidades em categorias e contrastar sua vida interior com a história geral da tribo.

Somente com essa introspecção é que um indivíduo pode se distanciar da consciência coletiva, mesmo que momentaneamente, e vivenciar uma transformação pessoal. E consegue ter o potencial para um relacionamento pessoal com Deus que transcende a religião tribal e totêmica.

Não foi por acaso, segundo observa Mir, que a mudança da oralidade para a escrita tornou possível o que ele chama de "as grandes tradições religiosas introspectivas", como o judaísmo, o cristianismo, o budismo e o islamismo — todas elas com seus respectivos textos sagrados.

Mir acredita que a aceleração da tecnologia nos dias de hoje significa que o que enfrentamos agora é uma Década Axial, na qual, em poucos anos, toda a estrutura da vida humana será novamente transformada.

As transformações midiáticas da internet, dos smartphones, das mídias sociais e da inteligência artificial estão, de muitas maneiras, desfazendo a mudança feita na Era Axial [da oralidade para a escrita], em direção ao que Mir chama de "oralidade digital".

A escrita exigia atenção focada e reflexão interna. Mas isso agora foi substituído por algo que, apesar de requerer alguns aspectos da escrita — como um alfabeto, por exemplo —, se assemelha mais à oralidade. A vida digital tem menos a ver com a leitura de um texto e mais a ver com o ato de juntar-se a um canto tribal. Ela recompensa a reverberação da identidade tribal em detrimento de qualquer tipo de busca pela verdade objetiva.

Estamos acostumados a debates sobre se a verdade é descoberta ou revelada. Em uma estrutura de oralidade digital, nenhuma dessas duas coisas acontece. Em vez disso, a verdade é encenada.

E verdades encenadas devem ser emotivas, coletivas e compartilháveis. Na cultura das mídias sociais, como argumenta Mir, agora "elegemos a verdade com nossos cliques", da mesma forma que as aldeias de outrora aplaudiam o bardo [poeta-cantor que transmitia oralmente mitos, lendas e histórias de seu povo, acompanhado por música]. Em vez de perguntar "o que é verdade?", sem sequer perceber, nós estamos perguntando: "A verdade de quem merece os nossos aplausos?".

Dentro da igreja, frequentemente nós nos pegamos batendo boca por causa do último acontecimento ruim do momento — daí a crítica implacável ao individualismo. Contudo, Mir argumenta que, com o surgimento da oralidade digital, o que enfrentamos agora não é o individualismo, mas sim a substituição dos indivíduos pelo que ele chama de "divíduos" [ou seja, Mir retira o "in" da palavra como forma de dizer que agora são seres incapazes de introspecção, de reflexão interna].

Algoritmos customizam tudo para nós, não com base em quem somos pessoalmente, mas por categorias mediante as quais possamos ser comercializados. Isso coincide, segundo ele argumenta, com as políticas identitárias que hoje caracterizam tanto a direita quanto a esquerda na sociedade ocidental. Nós nos vemos definidos por características de marcadores identitários que afundam e absorvem nosso "eu" no aspecto político ou na tribo consumidora.

Isso, como argumenta Mir, leva a uma "retribalização digital" de identidades compartilháveis, para a qual a lealdade tribal parece ser, novamente, uma questão de vida ou morte. Um subproduto dessa retribalização é a incapacidade de assumir o tipo de distanciamento que, por exemplo, colocaria verdades e princípios acima da mera definição de quem são nossos amigos ou inimigos, daqueles que são "um de nós" e daqueles que não são.

Além disso, em uma estrutura digital, a pessoa tende a se fundir não apenas com a tribo, mas também com o próprio ambiente imersivo. Observe como o seu span de atenção diminui, mesmo que você esteja tentando ler a Bíblia, quando está constantemente ligado nas notificações, alertas e estímulos para acompanhar na internet outra discussão de ideias, para conversar com outra pessoa.

A Bíblia descreve as correntes cruzadas de consciência que hoje enfrentamos. Observe, após o êxodo do Egito, o contraste entre Moisés — que ficou a sós com Deus no Sinai e recebeu dele um texto escrito, os dez mandamentos inscritos em pedra — e o povo que ficou lá embaixo do monte.

O povo queria uma experiência religiosa característica da oralidade primária. Queriam fundir-se com a natureza, com o poder e a fertilidade do bezerro feito com ouro. Queriam um totem, não uma Torá. E pediram que Arão fosse um xamã, e não um profeta — que ele criasse uma verdade religiosa conforme o que eles exigiam, ou seja, uma experiência religiosa sensorial, comunitária e imediata.

Mas o caminho do Deus de Abraão, Isaque e Jacó era bem diferente disso, pois não exigia um mero assentimento tribal, mas uma obediência pessoal e consciente (Dt 30.11-20).

Seja lá qual forem as outras coisas que o cristianismo evangélico traz para o restante do corpo de Cristo, há duas coisas que são preponderantes: uma ênfase na necessidade de transformação pessoal e interna e uma ênfase na autoridade do texto das Escrituras e que está acima da lealdade ou da identidade a tribos ou a instituições.

A transformação pessoal é fácil de caricaturar, com o revirar de olhos em apresentações evangelísticas que perguntam "você tem um relacionamento pessoal com Jesus?", embora ela preserve uma verdade essencial do evangelho. Se todo o Israel seguir Acabe na adoração a Baal, ainda assim haverá um Elias.

O rei e os profetas da corte podem até concordar a respeito de qual verdade conta como lealdade, mas isso ignora como Jeremias pode ser, de fato, aquele que carrega uma palavra de Deus. Alguém pode deixar pai e mãe — como Pedro, Tiago e João fizeram — ou pode deixar a sua identidade como cobrador de impostos, como Mateus fez, e responder ao chamado de Jesus: "siga-me". Esse chamado não se aplica apenas a categorias ou a instituições, mas sim a pessoas.

O evangelho é mais do que "Eu e Jesus", sem dúvida; mas ai de nós se ele for menos do que isso. Para ser ouvida, uma pessoa precisa ouvir mais do que apenas a "verdade" coletiva da tribo. Precisa ouvir, acima de tudo, a voz que pergunta: "Mas e vocês? […] Quem vocês dizem que eu sou?" (Mateus 16.15, ênfase acrescentada).

A ênfase evangélica na Bíblia, na autoridade do texto das Escrituras, é igualmente de importância crucial. Ela pode levar a algum tipo de "biblicismo" que se proponha a ignorar a história da igreja e a sabedoria dos séculos? Claro que pode. Poderia a ênfase na memorização e na meditação pessoal dos textos da Bíblia levar pessoas a, erroneamente, concluir que a leitura coletiva das Escrituras não é importante, ou a fazer uma leitura seletiva da Bíblia de forma que ela se alinhe a preconceitos preexistentes? Sim, poderia.

Mas, sem esse encontro pessoal com as Escrituras, o que nos resta é o tipo de lealdade tribal que Jesus diz que pode fazer com que ele tire da igreja o candelabro da sua presença. Cada geração deve atentar para estas palavras: "Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas" (Apocalipse 3.22).

A doutrina da inerrância bíblica tem sido usada, às vezes, por pessoas mal-intencionadas que buscaram sustentar sua própria autoridade; porém, isso não significa que essa doutrina não seja verdadeira. Por trás do conceito de inerrância há uma afirmação que visa, a longo prazo, frustrar as pretensões dos xamãs e dos bardos.

Deus falou — e falou em verdade — ao seu povo mediante um Verbo/uma Palavra que se estende para além deles; um Verbo/uma Palavra que convida esse povo a ouvir e a ser transformado. A ênfase evangélica na Bíblia nos lembra que a questão principal não é se "Esta verdade é conveniente?". Nem é se "Esta verdade me levará a ser exilado da minha comunidade?". E menos ainda se "Esta verdade vai encontrar um público expressivo?". Antes, a questão principal é esta: "Assim diz o Senhor".

O evangelho não é uma ferramenta para sustentar o individualismo, ainda que sem um certo tipo de individualismo não possamos ouvir o evangelho. Assim como os Efésios fizeram em relação ao templo de Ártemis, nós só podemos ouvir a afirmação da verdade que sustenta a glória do grupo (Atos 19.27). E, também como no caso de Ártemis, essa afirmação da verdade geralmente é sustentada por quem lucra com ela (v. 25), bem como por qualquer multidão que seja incitada a se enfurecer contra qualquer coisa que ameace essa verdade (v. 28).

A oralidade digital não é um obstáculo definitivo para o evangelho nem para a Bíblia — nada o é. Mas se não reconhecermos a maneira como essa oralidade está nos remodelando, não seremos capazes de discordar das maneiras como ela pode nos anestesiar e nos impedir de ouvir o evangelho e de refletir com profundidade sobre a narrativa das Escrituras. Se o que estiver em jogo for a cultura escrita, os custos são altos — democracia, ciência, Estado de Direito —, mas nenhum desses custos é eterno.

O que realmente está em jogo é muito mais do que tudo isso. Se não enxergarmos e identificarmos essa atração irresistível pela oralidade digital, nos conformaremos a ela. Trocaremos, então, a característica distintiva do testemunho evangélico, como o apelo ao arrependimento pessoal e à fé, como povo do Livro, por algo que é ainda pior do que o deísmo terapêutico moral: o totemismo da oralidade digital.

Isso deixará para um futuro Josias a tarefa de convocar o povo a perceber o que se perdeu: a Palavra do Senhor, que está tão oculta que dela as pessoas nem ao menos sentem falta, e os ossos do profeta esquecido, que alertou sobre o que acontece quando a lealdade tribal substitui a Palavra (2Reis 22.9–23.20).

Não podemos impedir que o meio seja a mensagem, como McLuhan alerta. Não podemos deter mudanças, sejam elas axiais ou não, visto que são muito maiores do que qualquer um de nós.

Mas podemos decidir preservar a nossa atenção. Cada um de nós pode se determinar a cultivar um foco na Palavra escrita de Deus e na solitude interior da oração. Podemos manter vivo aquilo que ainda se pode ouvir e, portanto, que ainda se pode dizer: "Vocês precisam nascer de novo".

Este artigo foi adaptado da newsletter de Russell Moore. Inscreva-se aqui.

Fonte: Christianity Today

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Gospel é o gênero mais ouvido em Salvador, terra do axé


O estudo foi realizado pelo DataSenado em parceria com o Ministério da Cultura, e entrevistou 600 moradores em 2024.


O crescimento de evangélicos em Salvador (BA), apontado pelo Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está refletindo nos hábitos culturais dos moradores da capital baiana.

Na terra do axé e do samba-reggae, hoje o gênero musical mais ouvido é o gospel, segundo a pesquisa "Cultura nas Capitais", divulgada em abril deste ano.

O levantamento mostrou que a música gospel é a preferida de 28% dos moradores de Salvador, seguido pela MPB (Música Popular Brasileira) como segundo estilo mais consumido (24%), e o sertanejo (19%) e o pagode (19%) apareceram empatados em terceiro lugar.

Ritmos historicamente relacionados à identidade musical de Salvador, como o axé e o samba-reggae, não apareceram na pesquisa como os estilos musicais mais apreciados dos moradores.

O estudo foi realizado pelo DataSenado em parceria com o Ministério da Cultura, e entrevistou 600 moradores em 2024.

Para o cantor baiano cristão Marcos Semeadores, o crescimento do gospel no cenário de Salvador é resultado da busca das pessoas pela Palavra de Deus através da música.

"Isso demonstra que o gênero gospel não está restrito às igrejas e faz parte da vida dessas pessoas, que muitas vezes nem frequentam os templos, mas que estão em busca de uma mensagem de fé, esperança e amor e vivem nesse mundo de agitação e desafios", avaliou Marcos, em entrevista ao G1.

Como cantor de pagode gospel, ele observou que o estilo ganhou espaço entre os jovens evangélicos e tem feito sucesso entre o público mais amplo. Além disso, a qualidade das produções gospel atraiu o público não cristão.

"O gênero gospel está se aproximando das pessoas porque ela não toca só nas igrejas. Está também nos carros, fone de ouvido, churrascos e nas redes sociais", comentou o cantor.

Já para Joel Zeferino, que atuou por duas décadas como pastor na Igreja Batista Nazareth em Salvador, a música gospel se tornou uma ferramenta de evangelização, que conseguiu alcançar o público não cristão.

"Muitas pessoas que não frequentam as igrejas evangélicas ouvem as músicas do gênero gospel, porque estão dentro desse ambiente cultural que os evangélicos conseguiram criar pelo grande crescimento nas últimas décadas", pontuou José.

Embora o gospel tenha ganhado popularidade na capital da Bahia, o produtor de eventos cristãos, Bispo Oliveira, relatou que ainda há dificuldades para promover festividades evangélicas por falta de investimentos do poder público.

"As autoridades precisam enxergar o tamanho da comunidade evangélica e o que ela representa. Os evangélicos não vão consumir festas seculares, como Carnaval, São João e festas de largo. Eles têm direito a lazer, entretenimento e cultura. Existem diversos tipos de eventos que fazemos, como manifestação de fé, como shows, teatro e espetáculos de dança", afirmou o produtor.

Ele deu o exemplo do evento evangélico "Sem João, com Jesus", que é uma alternativa às festas juninas católicas.

Segundo Oliveira, o propósito não é desprezar a cultura local da Festa de São João, mas exaltar o nome de Jesus. "Ele é a nossa maior estrela e referência", explicou.


Fonte: Guia-me com informações de G1 via Folha Gospel

domingo, 24 de março de 2024

Senado debate o cristianismo como manifestação da cultura nacional



Audiência pública contou com a participação do pastor Douglas Batista, presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e outros religiosos e juristas convidados



Na manhã desta quinta-feira (21), o senado federal realizou uma audiência pública interativa da Comissão de Educação e Cultura (CE), com a finalidade de debater o reconhecimento do cristianismo como manifestação da cultura nacional. A proposta está prevista no PL 4.168/2021 e é de iniciativa da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).


O debate contou com a participação presencial de religiosos e juristas convidados, tais como o pastor Douglas Batista (presidente do Conselho de Educação e Cultura da Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Brasil – CGADB); a Dra. Edna V. Zilli (presidente da Associação Nacional de Juristas Evangélicos – ANAJURE; o presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), Thiago Rafael Oliveira; o jurista Ives Gandra Martins (professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie); o Padre Luciano Silva (assessor para a Cultura na Comissão Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB); entre outros.


Representando a maior denominação evangélica do Brasil, o pastor Douglas Batista, presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB, reiterou a posição das Igrejas Assembleias de Deus, de que "o projeto de lei de autoria do deputado Vinicius Carvalho, que pretende reconhecer o cristianismo como uma manifestação cultural, não deve prosperar como se encontra na redação original, portanto, a CGADB se manifesta contrária à redação original do projeto de lei, sob três argumentos: o cristianismo não pode ser confundido como uma manifestação cultural; o cristianismo é uma religião monoteísta fundada na Bíblia Sagrada e a religião difere da cultura e não pode ser regulada pelo Poder estatal”, o pastor ressalta que a "finalidade é demonstrar as diferenças entre cultura, religião, a relação e competência do Estado com cada uma delas".


O posicionamento da ANAJURE sobre o tema, foi de que "o cristianismo vai além de uma mera manifestação cultural, sendo a religião com mais adeptos no Brasil e no mundo. Portanto, apesar da natureza nobre da pauta, esta deveria ser alterada ou rejeitada".


Fonte: CPAD News


Veja abaixo o vídeo da audiência na íntegra:


quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Governo do Maranhão doa instrumentos musicais a igrejas: “Reconhecemos a cultura evangélica”


Vinte igrejas evangélicas de São Luís receberam kits musicais através do Programa Maranhão Musical.

Nesta terça-feira (16), 20 igrejas evangélicas de São Luís, capital do Maranhão, receberam kits de instrumentos musicais através do Programa Maranhão Musical, uma iniciativa do governo do estado. 

Cada kit é composto por teclado, contrabaixo, bateria, violão, guitarra e microfone. Desde 2018, o Programa Maranhão Musical distribui equipamentos musicais para bandas municipais, escolas e agora igrejas.

A entrega dos kits musicais foi realizada numa cerimônia com o governador Flávio Dino no Palácio dos Leões, em São Luís. Segundo Dino, a doação de instrumentos musicais às igrejas destaca a importância da cultura cristã evangélica nas manifestações culturais do estado maranhense. 

Nós estamos doando esses equipamentos musicais que servem para esse momento fundamental da fé religiosa e, também, para exercício dessa forma de cultura no nosso estado. Nosso governo é laico, mas ser laico não significa ser antireligioso. Governo laico apoia as igrejas e é isso que nós estamos fazendo nesse momento”, afirmou Flávio Dino.


(Foto: Nael Reis/Governo do Maranhão).

Na cerimônia, o secretário de Relações Institucionais, Enos Ferreira, declarou que ao fomentar a cultura nas igrejas, o estado está investindo na formação de novos talentos. “Quem acompanha os grandes concursos de artistas nacionais vai saber que boa parte dos grandes artistas nasceu nas igrejas. Esse reconhecimento do Governo do Maranhão da cultura cristã é o reconhecimento de um segmento que é muito forte na música”, ressaltou Enos. 

Já o secretário de Cultura, Anderson Lindoso, lembrou que o Programa Maranhão Musical promove a inclusão através da música em igrejas localizadas em comunidades de vulnerabilidade social.

Muitos dos nossos músicos surgem nas igrejas, sejam evangélicas ou católicas, daí a importância de investirmos nesse programa. Investir entregando esses instrumentos para que esses jovens, muitos de comunidades carentes, tenham esses equipamentos para estudar, tocar, e fazer o seu bom uso e trazer resultados para a sociedade”, disse Lindoso.

O Pastor Diogo Maia, da Igreja da Lagoinha de São Luís, foi um dos beneficiados e comentou que a doação será importante para o período de reabertura de sua congregação. “Nós entendemos o momento que nós atravessamos. Esse agora é o momento de adorar a Deus e o kit vai proporcionar essa adoração, essa alegria dentro da igreja”, afirmou o pastor.

Fonte: Guiame


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