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quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Primeira-ministra britânica diz estar disposta a transferir embaixada para Jerusalém


A declaração foi feita em entrevista ao Jewish Chronicle, com sede em Londres, em agosto, quando também enfatizou que não há maior amigo do Reino Unido do que Israel.


A nova primeira-ministra britânica, Liz Truss declarou estar disposta a transferir embaixada de Tel Aviv para Jerusalém e que apoio do Reino Unido a Israel permanecerá.

Substituta de Boris Johnson, Truss também confirmou seu compromisso com a luta contra o antissemitismo e o apoio a Israel.

Em agosto, a atual premiê deu entrevista ao Jewish Chronicle, com sede em Londres, enfatizando que não há maior amigo do Reino Unido do que Israel.

Ela chegou a sugerir durante a campanha dentro de seu partido que estaria aberta à transferência da embaixada britânica de Tel Aviv para Jerusalém, como os Estados Unidos fizeram no governo de Donald Trump.

Estado judeu

Truss falou ainda de suas relações próximas com o Estado judeu.

"Eu tinha muitos amigos judeus na escola", disse Truss, na época presidente da Universidade de Oxford Liberal Democrata, um partido de esquerda popular entre os judeus britânicos.

"Um amigo meu se mudou para Tel Aviv. Eu o vi recentemente quando estava em uma visita oficial."

Truss começou sua carreira na companhia petrolífera Shell, onde trabalhou sob as ordens de um judeu ortodoxo, lembra. Ele foi "o melhor chefe que já tive e foi uma grande influência para mim", acrescentou.

Ela alegou ter percebido que seu ex-chefe estava modelando os valores defendidos por seu partido político conservador. "comunidade judaica britânica está incrivelmente orgulhosa deste país e os conservadores também."

Antissemitismo

Ao falar sobre uma pesquisa do Jewish Chronicle que aponta um aumento acentuado nos incidentes antissemitas nas escolas britânicas, Truss disse: "Quero ver o flagelo do antissemitismo erradicado. Isso significa expulsá-lo de nossa cultura, começando pelas escolas".

A premiê britânica também disse que "não pode permitir que o Irã adquira armas nucleares".

Enquanto servia como secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Truss desafiou o banimento de Israel das Nações Unidas, garantindo o voto da Grã-Bretanha com Israel.

Fonte: Guiame

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Michelle Bolsonaro e Juliano Son apresentam projeto do sertão na embaixada de Israel


O projeto missionário fundado por Juliano Son foi apresentado pela primeira-dama como alternativa para contribuir com o desenvolvimento do sertão Nordestino.


A primeira-dama Michelle Bolsonaro visitou a embaixada de Israel na quarta-feira (12) em Brasília para apresentar os projetos sociais desenvolvidos pelo Instituto Livres, fundado pelo pastor Juliano Son.

A convite do embaixador Yossi Shelley, Michelle e Juliano discutiram como o projeto missionário pode contribuir com o sertão Nordestino, focando no abastecimento de água, combate à fome, promoção de atividades educacionais e atendimento médico.

"Combinando tecnologias hídricas israelenses, e com a dedicação do Instituto Livres à estas causas, será possível amenizar os efeitos da seca na região, que é um dos maiores problemas locais", disse Yossi Shelley em comunicado.

O embaixador israelense disse que a primeira-dama destacou a importância de ações como a do Instituto Livres para ajudar a quem mais precisa. "Para ela, a união em torno de uma causa comum e a solidariedade permitem melhorar a vida das pessoas", afirmou.



Também estiveram presentes no encontro a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Cidadania, Osmar Terra, reforçando o apoio do governo Bolsonaro aos projetos.

"Eles destacaram que a administração do presidente Jair Bolsonaro apoia diversos projetos para trazer melhoria na qualidade de vida da população do Nordeste", disse Shelley.

Na quinta-feira (13), Juliano Son comentou o encontro e disse que "o amor de Deus por quem vive em estado de vulnerabilidade" é a razão dos projetos do Instituto Livres no sertão.

"Temos muito trabalho pela frente, mas iremos juntos, amém?! Avançaremos se formos juntos", disse Juliano nas redes sociais.

"Aos que oram conosco, vamos compartilhar dos frutos desse encontro na medida em que eles se consolidarem. Quanta esperança! Celebrado seja o Senhor!"

Fonte: Guiame

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Transferência da embaixada para Jerusalém deve acontecer até 2021, diz Bolsonaro


O presidente Jair Bolsonaro voltou a tocar no assunto da transferência da Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, afirmando que isso deve ser executado até o ano de 2021.

Apesar de o comentário ter sido feito no mês de dezembro (2019), durante uma entrevista concedida ao pastor Silas Malafaia (ADVEC), o conteúdo só foi divulgado nesta segunda-feira, 3.

Na entrevista, Bolsonaro explicou que durante viagem ao Oriente Médio, no mês de outubro (2019), falou com lideranças locais sobre a transferência da Embaixada do Brasil em Israel e a reação delas foi positiva.

"O sentimento que eu tenho. todas essas conversas foram no reservado, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes, entre outros, só o intérprete ali. 'Olha, a situação é essa'. Só teve uma que achou que ficou meio assim, mas deu sinal verde. Os outros chefes de Estado todos falaram que é uma questão interna do Brasil. Então estamos caminhando para isso. Não vou dizer 2020, no máximo 2021, se Deus quiser, vai nascer sem atritos", disse Bolsonaro.

No ano passado, Bolsonaro já havia decidido criar provisoriamente, um escritório de negócios em Jerusalém. Porém, sabia que a cobrança dos brasileiros favoráveis a Israel - em grande parte, evangélicos - não iria cessar até que a mudança da embaixada para Jerusalém fosse efetivada, assim como Estados Unidos fizeram.

"O comércio hoje em dia não tem ideologia. Você vai deixar de comprar do Brasil por uma questão dessa? Vai comprar de outro país? Vai aumentar o preço pro lado de lá e nós não estamos afrontando, Malafaia, estamos conversando, Malafaia. É um convencimento. Pode ter certeza que você será o primeiro a saber e será convidado para esse ato. Se Deus quiser, não vai demorar a acontecer", afirmou o presidente.

Fonte: Guiame


Clique no vídeo abaixo para conferir a primeira parte da entrevista, publicada por Silas Malafaia:



quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Eduardo Bolsonaro anuncia sua desistência de embaixada nos EUA - ASSISTA AQUI


O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, desistiu de ser embaixador dos Estados Unidos, pois precisa permanecer no Brasil para continuar defendendo as pautas para as quais foi eleito.
Como novo líder do PSL, o deputado afirma que essa é uma decisão que ele já estava pensando a muito tempo e que reconhece que a maioria do seu eleitorado era contra sua ida para os Estados Unidos.
Eduardo fez o anúncio no Plenário da Câmara dos Deputados, onde afirmou que a liderança do partido não pesou em sua decisão, pois esse é um assunto que ainda está instável.
Segundo o deputado, seu foco será trabalhar nas pautas de costumes e ideológicas, como pautas culturais, realizando eventos para debater temas sensíveis a sociedade.
Jair Bolsonaro já havia aconselhado o filho a desistir da vaga para a embaixada americana, mas ele diz que a decisão não foi tomada com base no conselho do pai.
"O presidente sempre me deixou bem à vontade em relação a isso. Eu confesso que quando saiu meu nome indicado eu fiquei até surpreso, não esperava isso acontecer", disse.
Quando Bolsonaro anunciou a possível indicação do filho, aliados passaram a alertar para o erro que o chefe do Executivo estaria cometendo, principalmente por conta do nepotismo.

Com informações Gospel Prime
Assista aqui:

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Jair Bolsonaro defende que Eduardo desista de embaixada nos EUA

Objetivo de Bolsonaro seria seu filho Eduardo focar na pacificação do PSL

O presidente Jair Bolsonaro avaliou nesta segunda-feira (21) que é mais estratégico que seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), abra mão de uma indicação como embaixador nos Estados Unidos e permaneça no Brasil para ajudar a pacificar o PSL.
Em rápida entrevista à imprensa, antes de sua participação na cerimônia de ascensão do novo imperador japonês, ele disse que não quer interferir na decisão do filho, mas ressaltou que é necessário “ver o que pode catar de caco” na disputa interna da sigla.
Obviamente, isso o Eduardo vai ter de decidir nos próximos dias, talvez antes de eu voltar ao Brasil. No meu entender, [o mais estratégico] é ele ficar no Brasil, até para pacificar o partido e ver o que pode catar de caco, porque teve gente que foi para o excesso. É igual um casal, chega um ponto de um problema que não tem mais retorno por parte de alguns – disse.
O presidente disse que defendeu, em reunião no Palácio do Planalto, o nome do deputado federal Filipe Barros (PR) para a liderança do partido, mas que foi opinião vencida. Na avaliação dele, a tendência agora é de que o embate interno arrefeça.
Desde o início do mês, o presidente tem enfrentado uma queda-de-braço com o presidente nacional da sigla, Luciano Bivar. Para tentar enfraquecer o dirigente do partido, Bolsonaro atuou para tirar de postos de liderança nomes ligados a Bivar: como os deputados federais Joice Hasselmann (SP) e Delegado Waldir (GO).
Vai se arrefecer [a crise]. Eu me pergunto: o pessoal tirava foto comigo, agora tira com o Bivar. O que ele tem de mais bonito ou de melhor do que eu? – questionou Bolsonaro.
O presidente disse que, ao retornar ao Brasil em novembro, conversará com a maior parte dos integrantes da bancada do partido ligados a Bivar, na tentativa de chegar a um consenso. Ele ponderou, no entanto, que não terá diálogo com aqueles que, segundo ele, ultrapassaram o limite da razoabilidade.
Vou expor minha experiência de 28 anos de carreira parlamentar. Eles embarcaram em uma canoa fantasma, aceitando promessas, como dou a lua. Isso serve para um casal de jovens, não para político com mandato de deputado federal – ressaltou.
Para evitar o agravamento da crise interna, o presidente disse que pediu ao seu filho e vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) que não entre em embate. Ele trocou farpas nas redes sociais, no final de semana, com Joice.
Todo mundo perde em qualquer alfinetada. Em um relacionamento, toda ferida [mesmo] muito profunda cicatriza. Você não vê eu jogando lenha na fogueira, não vou entrar nessa briga de meu grupo contra o deles – acrescentou.
Ele ressaltou que sempre sugere aos seus filhos que se acalmem, porque, de acordo com ele, é natural na política “um troca de pequenas farpas”.
Eu sugiro, pai é pai até morrer. Eu sugiro sempre acalmar. Eu engoli sapo para caramba. E eu procuro passar isso a eles – acrescentou.
*Folhapress via Pleno News

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Honduras cumpre promessa e reconhece Jerusalém como capital de Israel


Presidente hondurenho Juan Orlando Hernández viaja nesta sexta-feira (30) para Israel.


O presidente de Honduras viaja nesta sexta-feira (30) a Israel para a abertura de uma "representação diplomática" em Jerusalém, reconhecendo a cidade como a capital do Estado hebraico.

"Para mim, este é o reconhecimento de Jerusalém como capital do Estado de Israel", disse Juan Orlando Hernández, apresentando esta "representação diplomática" como uma "extensão" da embaixada hondurenha atualmente localizada em Tel Aviv.

Honduras seguem países como os EUA e Guatemala que fizeram isso antes. A República de Nauru, uma ilha no Pacífico, também tomou a mesma decisão.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel está satisfeito com as decisões e as chamou de “decisões importantes”.

Num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Honduras indica-se que Israel já tinha proposto a transferência da embaixada para Jerusalém, o que está sendo avaliado no contexto nacional e internacional.

Promessa de campanha do Presidente norte-americano, Donald Trump, a transferência da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, em maio de 2018, saudada como histórica por Israel.
Brasil

O Brasil ainda não reconhece oficialmente Jerusalém como a capital de Israel.

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro anunciou sua intenção de transferir a embaixada do Brasil, de Tel Aviv para Jerusalém. O reconhecimento de Jerusalém como capital israelense é uma promessa de campanha aos seus eleitores.

O presidente Jair Bolsonaro escreveu no final de 2018 em seu Twitter: “Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos”, reiterando seu compromisso de campanha de transferir a embaixada para Jerusalém; sendo esta, a vontade do próprio país.

Em março deste ano, foi dado o primeiro passo, quando o Brasil abriu um escritório de representação comercial na capital Jerusalém.

"O Brasil decidiu criar um escritório em Jerusalém para promover comércio, investimento, tecnologia e inovação como parte de sua embaixada em Israel", disse o Ministério das Relações Exteriores em Brasília em um comunicado.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comentou a decisão do Brasil na época.

"Espero, e gostaria de acreditar, que este [escritório] é o primeiro passo para a abertura da embaixada brasileira em Jerusalém, quando chegar a hora”, disse Netanyahu a repórteres.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro disse que demorou meses para que Trump transferisse a embaixada dos EUA.

"Estamos no caminho certo", disse Eduardo no Twitter, após a decisão da abertura do escritório do Brasil em Jerusalém.

Fonte: Guiame

sábado, 15 de junho de 2019

Evangélicos voltam a cobrar Itamaraty sobre mudança da embaixada para Jerusalém


Mais de 40 deputados da bancada evangélica foram ao Itamaraty para falar sobre a mudança da embaixada de Israel.


O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi cobrado por 40 deputados da Frente Parlamentar Evangélica sobre a transferência da embaixada de Israel para Jerusalém, na última quarta-feira (12) no Itamaraty.

Conforme informou a coluna de Guilherme Amado na revista Época, cada parlamentar expôs sua visão sobre como a mudança tem a ver com soberania nacional e com a importância das relações com os Estados Unidos, que transferiu a embaixada americana para Jerusalém.

Os parlamentares da bancada evangélica lembraram Araújo que esperam que o presidente Jair Bolsonaro cumpra sua promessa. No fim da reunião, o chanceler recebeu uma oração dos deputados, que em seguida oraram pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Em sua visita oficial a Israel, Bolsonaro anunciou a abertura de um escritório comercial do governo brasileiro em Jerusalém, como uma saída diplomática para o embaraço gerado com países árabes. No entanto, os parlamentares evangélicos não abrem mão da mudança definitiva da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.

Segundo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), o tema é "importantíssimo" para os evangélicos. "Se este assunto é o que mais interessa a nós e aos judeus, o governo deveria ter dito desde o começo que agora só conseguiria abrir o escritório, mas que depois vai transferir a embaixada", disse ele ao Globo.

O deputado Marco Feliciano (PODE-SP) também espera que Bolsonaro cumpra sua palavra e transfira a embaixada. "Respeito a abertura do escritório, porém o segmento evangélico, um terço do eleitorado brasileiro, que deu uma vantagem de 11 milhões de votos ao presidente Jair Bolsonaro, garantindo sua eleição, confia que ele cumprirá sua palavra e em breve mudará a embaixada brasileira para Jerusalém", escreveu no Twitter.

O pastor Silas Malafaia disse no Twitter que acredita que a mudança será gradual. "Trump levou 9 meses para transferir a embaixada para Jerusalém. Em que lugar Bolsonaro falou que iria transferir a embaixada por ocasião da sua visita a Israel? Nenhum! O processo está apenas começando, vamos ver o final", publicou.

"Nem Liga Árabe, palestinos ou ONU vão determinar a decisão do governo brasileiro em relação a Jerusalém. Somos uma nação soberana que respeita a soberania de outras nações. Jerusalém foi fundada pelo rei Davi, nunca na sua história foi capital de estado árabe", acrescentou o pastor.

Fonte: Guiame

sábado, 5 de janeiro de 2019

Bolsonaro vai receber “as honras de um rei”, promete embaixador de Israel

“Ele vai receber as honras de um rei. Eu prometo isso. Vou estar ao lado dele e vou segurar a mão dele. Amo o Brasil. Amo o povo de Israel.”

embaixador do Israel no Brasil, Yossi Shelley, comparou, em entrevista à EBC, o presidente Jair Bolsonaro ao político e diplomata brasileiro Oswaldo Aranha. Em 1947, o então chefe da delegação brasileira presidiu a sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas que levou à criação do Estado de Israel. Aranha é reverenciado pelos israelenses até hoje.
"O nome de Oswaldo Aranha foi significante para a criação do Estado de Israel. Agora Jair Bolsonaro é um segundo Oswaldo Aranha porque ele faz uma coisa incrível: é mudar a história", afirmou o embaixador.
Em março, Bolsonaro pretende ir a Israel e deve viajar acompanhado de um grupo de empresários. O objetivo é incrementar o comércio bilateral e a troca de tecnologias. "Ele vai receber as honras de um rei. Eu prometo isso. Vou estar ao lado dele e vou segurar a mão dele. Amo o Brasil. Amo o povo de Israel."
Antes da viagem do presidente da República, o ministro da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, vai visitar Israel. Ele discutirá projetos para um futuro acordo sobre água e dessalinização. A disposição, segundo o embaixador, é para as propostas para o Nordeste e o interior do país.
A seguir, os principais trechos da entrevista.
Agência Brasil: Como o senhor observa esse novo momento das relações entre Brasil e Israel?
Yossi Shelley: O nome de Oswaldo Aranha foi significante para a criação do Estado de Israel. Agora, Jair Bolsonaro é um segundo Oswaldo Aranha porque ele faz uma coisa incrível: mudar a história. Hoje a nova diplomacia é a economia. As preocupações estão voltadas para melhorar a economia e o bem-estar do povo. O povo precisa de boa comida, educação, inovação e segurança. Isso é o que conta.
Agência Brasil: O primeiro-ministro de Israel passou cinco dias no Brasil, o que representou isso para os projetos de parceria?
Yossi Shelley: Isso foi uma coisa incrível. O primeiro-ministro [Benjamin] Netanyahu nunca deixa o país por tanto tempo. No máximo dois, três dias. Mas quase uma semana! Isso é graças ao presidente Bolsonaro. Quando há um carinho do outro lado, Israel vai atrás. Netanyahu e Bolsonaro conversaram sobre segurança pública, a dessalinização, como acabar a seca do Nordeste brasileiro, satélite, como vigiar a fronteira, e vocês têm uma fronteira gigante de 17 mil quilômetros.
Agência Brasil: Como estão os preparativos para a visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel?
Yossi Shelley: Esse planejamento vai ser muito especial. Vamos dar carinho e amor. Ele vai conhecer empresas que fazem história, como Waze e Mobileye. Esperamos que ele leve 40 ou 50 empresários. Negócios se fazem entre homens de negócios. Há coisas grandes feitas com o governo, mas o mercado trabalha com empresário. Ele vai receber as honras de um rei. Eu prometo isso. Vou estar ao lado dele e vou segurar a mão dele. Amo o Brasil. Amo o povo de Israel.
Agência Brasil: Qual a expectativa dos israelenses sobre transferência da Embaixada brasileira de TelAviv para Jerusalém?
Yossi Shelley: Primeiro o governo brasileiro é soberano para dizer quando. A transferência acontecerá, mas aguardamos o momento. Estamos muito felizes com a transferência. Deixa o tempo definir. O presidente [Donald] Trump [dos Estados Unidos], quando assumiu o cargo, também citou que iria transferir a embaixada. Oito meses depois fez isso. Essas coisas não serão obstáculos para a nossa relação.
Agência Brasil: O que será feito neste semestre para o fortalecimento da parceria Israel-Brasil?
Yossi Shelley: O ministro Marcos Pontes vai visitar Israel. Precisa fazer um acordo sobre água e dessalinização e levar essas plantas para o Nordeste, levar máquinas para o interior. Seis máquinas já estão lá. Serão 70. Leva as máquinas, perfura a água salobra, aplica a tecnologia e faz isso já, já, em dois ou três meses. Se demorar dois ou três anos, a cadência vai acabar.
Agência Brasil: O Brasil tem déficit na balança comercial de US$ 848 milhões. O senhor confia em mudar esse cenário?
Yossi Shelley: Há um grande projeto agora: Israel quer comprar carne congelada. Em Israel, o governo tomou a decisão de parar de importar animais vivos. Temos um decreto que até setembro de 2019 Israel vai parar de comprar carne viva. O mercado de Israel de carne congelada pode superar US$ 200 milhões ou US$ 300 milhões por ano. Quando se matam os animais, eles são exportados em geladeiras gigantes em temperatura de 1 grau.
Agência Brasil: A possibilidade de um acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos poderia ter a ajuda da comunidade de Israel que vive em território norte-americano?
Yossi Shelley: Vocês exportam 25% do alumínio e do ferro para os Estados Unidos. Há alguns meses os Estados Unidos aplicaram taxas sobre isso. Quando há relações boas, é possível fazer um acordo como o Mercosul [bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). Pode-se pensar em um pequeno Mercosul sem taxas. Quer saber quanto vale isso? Bilhões. É preciso aprofundar as relações, aprofundar os negócios, fazer delegações de empresários, pensar na votação da ONU, apoiar Estados Unidos, apoiar Israel. Essas coisas que os amigos fazem.
Agência Brasil: Poderia explicar como seria a cooperação dos dois países na área de satélite?
Yossi Shelley: Vocês têm a Base de Alcântara. Pode haver uma parceria entre os dois governos. Não somente comprarmos, mas construirmos juntos satélites. Porque o satélite está muito importante para a nossa vida. O celular que se usa, wifi, você pode olhar as fronteiras, olhar as pessoas, ouvir pessoas que estão andando na rua, com a ajuda do satélite. Isso é muito bom para a segurança, para a vida, para a educação. Com satélite, você quer fazer cirurgia de longe. Se tem satélite, pode fazer isso.
Agência Brasil: Israel pode enviar técnicos e tecnologias?
Yossi Shelley: Não queremos vender. Temos 200 empresas que trabalham no Brasil. Por exemplo, temos duas empresas de segurança israelenses-brasileiras. Essas fazem um volume de negócios superior a US$ 200 milhões. Esse dinheiro não entra em Israel. Vendem para a Tailândia. Existem seis empresas israelenses na área de segurança cibernética. Algumas são parceiras com empresas brasileiras. 50% do Brasil, 50% de Israel. Quando recebem dinheiro, não vai para Israel. Por isso, isso toma um volume de recursos muito grande que fica aqui. Poderemos fazer um projeto, dois projetos, de dessalinização. O projeto vai ser US$ 3 bilhões para Israel, US$ 1 bilhão para o Brasil. Significa que você perde? Não. Não olhe esse negócio centavo a centavo.
Agência Brasil: Ampliar a segurança de fronteiras passa por aperfeiçoar o uso de tecnologias?
Yossi Shelley: Primeiro, fazer a inteligência, saber onde há pontos sensíveis porque, nesses 17 mil quilômetros, há lugares que ninguém não pode passar: rios, montanhas. Vocês têm uma fronteira gigantesca e podem usar carros sem motorista. Em outros lugares, coloca-se segurança.
Agência Brasil: O senhor foi presidente de uma companhia de gás. Isso também vai ser tratado com o Brasil?
Yossi Shelley: Temos muito gás. Encontramos no mar gigantescos poços de gás. Mas não temos tecnologia de gás. Israel está sempre focado sobre coisas que pode vender ou usar. Se não há gás, por que fazer pesquisa com gás? Por isso, falamos com o Brasil que tem muito boa tecnologia de gás para cuidar desses negócios.
Com informações EBC via JM Notícia

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Premiê de Israel quer discutir mudança da embaixada brasileira na posse de Bolsonaro


Benjamin Netanyahu cita ‘revolução nas relações do Brasil com Israel’ como motivo para visita inédita de um premiê israelense ao país.

Quando Jair Bolsonaro venceu as eleições, Benjamin Netanyahu disse pelo Twitter: "Estou certo de que sua eleição levará a uma grande amizade entre nossos povos e um fortalecimento dos laços entre Brasil e Israel. Estamos esperando por sua visita a Israel." Porém, o primeiro-ministro israelense é quem fará a visita antes.

A confirmação da aliança entre Brasil e Israel deve acontecer oficialmente em 1º de janeiro de 2019, na posse do presidente Jair Bolsonaro, da qual o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu participará. "Vou me encontrar com o presidente eleito do Brasil, que disse que realizará uma revolução nas relações do Brasil com Israel", disse ele.

O mote da relação estreita entre os dois países será a transferência da embaixada brasileira para Jerusalém, cidade que passa a ser reconhecida pelo Brasil como capital de Israel.

A presença de Netanyahu no Brasil é bastante significativa, interna e externamente, já que será o primeiro premiê israelense a visitar o Brasil em 70 anos de criação do estado de Israel. A programação inclui cerimônias no Palácio do Planalto, reuniões no Ministério das Relações Exteriores e visita ao Congresso Nacional.

A relação bilateral não deve ficar apenas na decisão política da transferência da embaixada. Programado para permanecer no Brasil cinco dias, onde também se encontrará com líderes judaicos locais, Netanyahu deve participar de conversas com o novo governo para estabelecer outras cooperações, como a transferência de tecnologia agrícola para o nordeste brasileiro. O tema foi promessa de campanha de Bolsonaro.

Em entrevista à imprensa, Netanyahu teceu elogios ao Brasil. "Não se trata apenas de um outro país - embora todos os países sejam importantes - é um país com quase um quarto de bilhão de pessoas, uma superpotência. E eles estão mudando suas relações com Israel de um extremo ao outro, inclusive sobre a questão de Jerusalém".

Brasileiros e judeus
Entre os brasileiros, a transferência da embaixada brasileira para a capital de Israel é apoiada principalmente pelos cristãos evangélicos. Promessa de campanha de Bolsonaro, o anúncio da ação recebeu apoio da imensa maioria dos evangélicos no Brasil. O tema é muito caro aos cristãos que seguem a Bíblia, onde a importância de Jerusalém – cidade fundada pelo rei Davi – se dá em diversas passagens, sendo inclusive citada como capital eterna de Israel.

A comunidade judaica do Brasil também recebeu a notícia da visita de Netanyahu como perspectiva de aquecer os laços entre os dois países. "A comunidade judaica brasileira vê sinais promissores na relação bilateral entre o Brasil e Israel nos próximos anos", disse Fernando Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil.

Para a grande maioria dos israelenses há consenso sobre a importância do reconhecimento de governos internacionais de Jerusalém como sua capital.

A ligação entre Brasil e Israel se dá desde 1947, quando da criação do Estado de Israel. Naquela ocasião, o diplomata brasileiro Osvaldo Aranha presidiu a sessão especial na ONU (Organização das Nações Unidas) e apoiou, com seu voto favorável, a criação do estado de Israel, que foi fundado no ano seguinte. O fato é tão importante que em Jerusalém, uma praça foi batizada com o seu nome.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Jair Bolsonaro vai transferir embaixada para Jerusalém, diz jornal israelense

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro disse, em entrevista ao jornal conservador "Israel Hayom", que Israel "tem direito soberano a decidir qual é a sua capital", e confirmou que transferirá a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.

A entrevista será publicada apenas na sexta-feira (02), mas o meio de comunicação antecipou alguns trechos nesta quinta-feira (1ª).
Jair Bolsonaro declarou seu apoio a Israel em fóruns internacionais e afirmou que sua promessa de mudar a embaixada – seguindo os passos dos EUA e Guatemala – não era só medida de efeito eleitoral.
Durante a entrevista concedida por telefone ao jornal, o presidente eleito declarou:
Israel é um Estado soberano. Se os senhores decidiram qual é a sua capital, nós os seguiremos. Quando me perguntaram durante a campanha se transferiria a embaixada se fosse eleito presidente, respondi sim.
O líder, que assumirá o cargo em 1 de janeiro, contou que esteve em Israel há dois anos e que pretende voltar ao país, e acrescentou que "ama o povo de Israel e o Estado de Israel".
Bolsonaro prometeu:
Posso assegurar que incentivarei uma relação próxima e cooperação muito produtiva entre ambas as partes começando em 2019.
Após a recente vitória eleitoral, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, felicitou Bolsonaro por telefone, o convidou a visitar Israel e levantou a possibilidade participar da cerimônia de posse do novo presidente do Brasilconforme noticiou a Renova Mídia.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Embaixador de Israel elogia cristãos brasileiros: 'É um povo de amor incondicional'


Em entrevista à imprensa argentina, Ilán Sztulman destacou como é tocado pela paixão dos brasileiros por Israel

O embaixador de Israel na Argentina, Ilán Sztulman, elogiou o povo brasileiro por ter um carinho especial pelos judeus. O diplomata nascido em São Paulo, e que atuou no Brasil também, cedeu uma entrevista ao portal La Gaceta Cristiana e falou sobre o assunto.
"Eu servi no Brasil como cônsul geral em São Paulo e é verdade que, como todos sabem, a comunidade evangélica no Brasil é muito grande. São mais de 40 milhões de pessoas e são pessoas próximas do Estado de Israel e do povo judeu", considerou.
"É um público que tem um amor incondicional por Israel e eles manifestam isso. Espero que na Argentina isso possa acontecer da mesma forma", disse Ilán Sztulman.
Questionado sobre a influência dos cristãos em Israel, Ilán responde. "Hoje existe em Israel muitos cristãos. 2% da nossa população é cristã, mas temos católicos, temos gregos ortodoxos, temos maronitas e temos evangélicos também, que são judeus messiânicos", explicou.
Ilán ressalta até que este grupo tem uma característica singular. "Os cristãos, na verdade, são o povo que mais tem atividades acadêmicas em Israel, por que as escolas são muito boas. Essa comunidade está crescendo também no berço da civilização", colocou.
O embaixador também deixa claro que há muitos turistas que vão em busca de ver pessoalmente o santo sepulcro, o muro das lamentações, as mesquitas. "São lugares muito seguros onde a gente tem uma experiência espiritual muito particular. Então eu digo que os cristãos também amam visitar", pontuou.
Ilán afirma que não há burocracias para visitar estes locais. "Para visitar os locais arqueológicos não necessita de nada mais que um ônibus ou um carro, ou uma forma de chegar. Não há necessidade de pedir permissão para entrar nos locais sagrados, pelo contrário, os lugares arqueológicos são importantes e abertos ao público", disse.
"Não há nenhuma necessidade de agendar visita é só simplesmente chegar, visitar e ter a sua experiência", esclareceu.
Para finalizar, ele falou sobre a influência da comunidade cristã em Israel. "Os cristãos são parte da sociedade, existem cristãos na corte suprema, no parlamento. Por todos os lados os cristãos são parte da população de Israel. É um país com liberdade de fé e também estamos", disse.
"É o único lugar que eu creio que no Oriente Médio os cristãos estão cada vez mais fortes, crescendo e participam da vida nacional como qualquer cidadão. Eles têm direitos plenos como qualquer cidadão e os cristãos também estão incluídos nisso, com todos os direitos e todas as obrigações de qualquer cidadão".

Fonte: CPAD News
Confira a entrevista na íntegra (em espanhol):

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