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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Igrejas evangélicas em Buenos Aires obtêm status de entidade legal após anos de luta





A ACIERA - Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina valoriza-o como uma “reivindicação histórica” alcançada e espera "que em breve seja replicada em todo o país".




O ministro da Justiça da Argentina, Mariano Cúneo Libarona, juntamente com o chefe da Inspetoria Geral de Justiça CPN Daniel Vítolo, anunciou na última terça-feira a desregulamentação que permitirá que as igrejas da cidade de Buenos Aires (CABA) se registrem como pessoas jurídicas privadas (no caso, religiosas).

A mudança legal se aplicará às organizações civis, juntamente com outras modificações.

Essa mudança significará acesso a livros assinados, CUIT (chave única de identificação fiscal), propriedade de bens registráveis, etc. Até agora, para ter acesso a esses direitos, muitas igrejas estavam estruturadas sob outras formas jurídicas (associações civis e fundações), mas com essa reforma isso não será mais necessário.

A ACIERA (Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina) descreve esse fato como "Boas notícias para as igrejas evangélicas na CABA!" e interpreta esse avanço como a realização de uma "demanda histórica" das igrejas evangélicas e de outras comunidades religiosas, alcançada após muitos anos de luta, e que eles esperam que "em breve seja replicada em todo o país".

Christian Hooft, presidente da ACIERA, expressou no X (antigo Twitter) sua alegria por esse marco e o que ele significa para as igrejas evangélicas.


Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Cresce o número de evangélicos nas prisões da Argentina


Nos últimos 20 anos, as autoridades penitenciárias incentivaram a criação de unidades dirigidas por presidiários evangélicos.

Na Argentina, a Igreja Católica Romana continua sendo a religião principal. Mas uma pesquisa divulgada pelo Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET) mostra que o percentual de católicos argentinos caiu de 76,5% para 62,9% entre 2008 e 2019.

Enquanto isso, a proporção de evangélicos cresceu de 9% para 15,3% no mesmo período.

Segundo a pesquisadora do CONICET, Verónica Giménez, o avanço evangélico na Argentina ocorreu, como na maioria dos países latino-americanos, em todos os setores, mas principalmente entre "os mais vulneráveis, inclusive presidiários".

Walter Gálvez, subsecretário de Assuntos Penitenciários, que também é pentecostal, estima que 40% dos cerca de 6.900 internos da província argentina de Santa Fé vivem em celas evangélicas.

De assassino a pastor

Em Rosário, que tem uma população de cerca de 1,3 milhão de habitantes e altos níveis de pobreza e criminalidade, as prisões estão cheias de membros de gangues que buscam controlar o território e os mercados de drogas .

Oitenta por cento dos crimes em Rosário são cometidos por jovens pistoleiros que prestam serviços a gangues de traficantes, cujos líderes estão presos e mantêm o controle do crime nas prisões.

Jorge Anguilante, um presidiário da prisão Piñero (Rosário), volta para casa todo fim de semana para ministrar em uma pequena igreja evangélica que ele começou em uma garagem na cidade mais violenta da Argentina. Na saída, o ex-criminoso que virou pastor cumprimenta os guardas com uma única palavra: "Bênçãos".

Sua história, de um assassino condenado abraçando uma fé evangélica atrás das grades, é comum nas masmorras de Santa Fé. Muitos começaram a vender drogas quando adolescentes e foram apanhados em uma espiral de violência que levou alguns para seus túmulos e outros para prisões superlotadas divididas entre duas forças: os evangélicos e os traficantes de drogas.

Anguilante garante que a sua vida violenta ficou para trás, que a "Palavra de Deus me fez um novo homem". Ele foi condenado em 2014 a 12 anos de prisão por assassinar um homem de 24 anos.

Oásis dentro da prisão

Nos últimos 20 anos, as autoridades penitenciárias argentinas têm incentivado, de uma forma ou de outra, a criação de unidades dirigidas por presidiários evangélicos, às vezes concedendo-lhes alguns privilégios extras, como mais tempo ao ar livre.

As alas são muito semelhantes às do resto da prisão: limpas e pintadas em azul claro ou verde. Eles têm cozinhas, televisões e equipamentos de rádio, aqui usados ​​para as orações. Mas eles são mais seguros e silenciosos do que as unidades regulares .

A violação das regras que proíbem brigas, fumo, álcool ou drogas pode fazer com que um preso seja mandado de volta para a prisão regular.

"Trazemos paz às prisões. Nunca houve qualquer perturbação dentro das enfermarias evangélicas . E isso é melhor para as autoridades", diz David Sensini, pastor de uma das maiores igrejas pentecostais de Rosário.

O acesso é controlado por funcionários da prisão e líderes da ala que servem como pastores e são cautelosos com as tentativas de infiltração de gangues, controlando permanentemente quem entra.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

‘Bolsonaro argentino’ é eleito, e coalizão conservadora decola


Javier Milei chamou o presidente Alberto Fernández de "tirano"

O economista argentino Javier Milei, admirador de Trump e de Bolsonaro, foi eleito deputado federal por Buenos Aires, no último domingo (14). Javier lidera também uma frente conservadora chamada A Liberdade Avança, que ficou em terceiro lugar na capital.

Apelidado de “Bolsonaro argentino”, Javier é ferrenho defensor do liberalismo econômico, contrário ao aborto e a favor da liberação do porte de armas. O político também apresenta fortes críticas ao socialismo.

Embora A Liberdade Avança tenha ficado em terceiro lugar, com 17% dos votos da capital, o “pódio” das coalizões em Buenos Aires contou apenas com uma frente governista: a Frente de Todos, que obteve 25,1% dos votos. A que alcançou o maior número de votos foi a coalizão de oposição Juntos pela Mudança, com 47% dos votos.

Javier comemorou a vitória em uma tradicional casa de shows de Buenos Aires, onde chamou o presidente argentino Alberto Fernández de “tirano”.

De acordo com o jornal argentino Diário Clarín, o economista ainda teria dito: “[Sou] um leão e venho derrubar esse modelo da casta política”, em referência ao seu bordão “a casta tem medo”.

Fonte: Pleno News


quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Cristãos da Argentina se unem parar orar por mais valores no Congresso

A degradação moral na qual a esquerda costuma colocar os países onde busca predominância, levou cristãos na Argentina a formarem um círculo para um abraço simbólico ao Congresso Nacional do país enquanto oram por mais valores éticos dos deputados e senadores.

Os cristãos pediram a Deus para mover o coração dos parlamentares para agirem de acordo com princípios bíblicos, atendendo a convocação da deputada Cynthia Hotton, que recebeu apoio de dezenas de pastores para orar por “mais decência, mais harmonia e mais valores”.

De acordo com o Evangelico Digital, o voto cristão pode ser decisivo nas próximas eleições argentinas, o que será decisivo para o futuro do país, que continua mergulhado em uma crise sem precedentes.

A expectativa é que os cristãos consigam retirar muitos votos para o partido no poder, que está desgastado devido a crise imposta através do isolamento social para conter a pandemia e escândalos envolvendo o governo.

Abraço simbólico

O ato aconteceu no último sábado (7), onde um grande grupo de evangélicos, junto com católicos, responderam ao chamado da parlamentar e cercaram o prédio do Congresso em um abraço simbólico.

Cynthia Hotton, candidata a deputada da frente + Valores, fez o apelo:

Somos milhões de evangélicos e católicos no país. Não apenas eles não nos representam. Eles nos discriminam e nos perseguem. É por isso que a Argentina está em declínio. A única forma de elevar é com os valores cristãos, que são os únicos valores firmes”, disse o candidato.

Gastón Bruno , pastor e cientista político, rodeado de jovens, levanta as mãos em oração. Ele afirma que “tiraram Deus da política” e acrescenta:

A única maneira de salvar a Argentina é com uma nova liderança que acabe com a corrupção e as mentiras que nos governam”.

Pedimos a Deus que remova os corruptos e abra as portas para homens e mulheres de  que defendem a vida de todos e da família”, disse um dos pastores locais.

Esta liderança corrupta vive festejando em seus palácios, enquanto nos subúrbios não conseguimos comida suficiente e eles nos matam. Amamos nossa gente, gente com valores”, disse um dos integrantes da Jóvenes con Valores, do La Matanza.

Fonte: por Michael Caceres -  Gospel Prime

domingo, 20 de junho de 2021

Polêmica “lista negra” inclui pastores, igrejas e organizações evangélicas na Argentina


Na Argentina, a publicação de uma “lista negra” de cerca de 400 pessoas, organizações e igrejas descritas como “direita reacionária” e “antidemocrática” causou grande polêmica.

O site foi publicado no dia 13 de junho e compartilhou fotos, um perfil e outros dados pessoais de supostos cidadãos e grupos “anti-direitos”. A plataforma tinha um motor de busca por categoria (funcionário público, líder religioso, mídia, ONG, partido político, palestrante), local (província argentina) ou nome. Também ofereceu um mapa interativo para mostrar as “conexões” pessoais e organizacionais entre os listados.

Após 24 horas, o site não estava mais acessível e em 17 de junho ainda estava off-line. A essa altura, todo tipo de voz da sociedade civil argentina havia expressado críticas ao projeto.

Alguns denunciaram nas redes sociais que ao “recolher dados pessoais e sociais e crenças das pessoas”, a “privacidade” das pessoas envolvidas foi violada. Outros disseram que este modus operandi “lembra outros tempos da nossa história” [em referência à ditadura] enquanto centenas usaram a hashtag #lagestapoargentina (a Gestapo argentina) para zombar da investigação jornalística.

As declarações foram feitas por alguns dos principais partidos políticos e jornalistas, bem como por ONGs e igrejas.

A reação conservadora

Por trás da elaboração da “lista negra” publicada sob o título “The Conservative Reaction” (A Reação Conservadora) estão seis jornalistas investigativas ligadas a grupos feministas radicais, que haviam explicado anteriormente nas redes sociais que o site fora pago pela organização pró-aborto International Planned Parenthood / Região do Hemisfério Ocidental (IPPF WHR).

Ao apresentar o site, os autores se alarmaram sobre como os movimentos pró-vida na Argentina emergiram fortemente “há três anos com o debate em torno da legalização do aborto”. Essa abordagem dos autores explicaria por que a maioria dos incluídos na “lista negra” são defensores ativos de políticas pró-vida.

Contra o poder evangélico e católico

Mais de 70 igrejas evangélicas, organizações e líderes foram incluídos na lista.

Entre eles estavam entidades nacionais como a Aliança Evangélica Argentina (ACIERA), o Seminário Teológico Batista Argentino, Jovens Com Uma Missão (JOCUM) e a plataforma Parlamento e Fé; organizações internacionais como a Associação Evangelística Billy Graham, o Congresso Ibero-Americano para a Família e a Vida e a Alliance Defending Freedom (ADF); líderes evangélicos como o recentemente falecido Luis Palau e outros membros de sua família; políticos como Cynthia Hotton e Nadia Márquez e denominações como as Assembleias de Deus .

O site de notícias Evangélico Digital, membro do grupo de mídia Areópago Protestante da Aliança Evangélica Espanhola, também foi incluído na “lista negra”.

As organizações não evangélicas incluíram Médicos pela Vida e a Conferência Episcopal Católica Romana.

Os promotores da lista apontaram os “poderes evangélicos e católicos” como alguns dos atores que precisavam ser denunciados porque “estão mascarados em organizações laicas” com o objetivo de “obstruir os direitos sexuais e reprodutivos e combater a ideologia de gênero’”.

Em nota enviada pela Confederação Batista da Argentina, Hugo Márquez, pastor da cidade de Neuquén que havia sido incluído na “lista negra”, disse que muitos cristãos estão “preocupados com o fato aberrante de que em uma democracia e um estado com o Estado de direito, ‘listas negras’ são publicadas pelo único crime de pensar diferente”.

A polêmica “lista negra anti-direitos” na Argentina inclui pastores, igrejas e organizações evangélicas

Esses comportamentos”, acrescentou Márquez, vêm de “grupos autoritários que não aceitam a liberdade de opinião, mas procuram impor um pensamento único”. O pastor chamou a “igreja viva, ativa e participativa” para continuar seu trabalho em benefício da família e da vida na Argentina.

A Aliança Evangélica Argentina (ACIERA) também rejeitou em comunicado a “intimidação” que se soma à “profanação dos locais de culto” nos últimos meses com a “indiferença das autoridades que deveriam zelar pela convivência saudável”.

Eles denunciaram como a formação de uma “polícia do pensamento” não oficial contribui para uma “cultura do ódio” que não deveria ter lugar em uma democracia onde há “pluralidade de pensamento”.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

sexta-feira, 12 de março de 2021

Morreu o evangelista Luis Palau, após 3 anos de luta contra o câncer


O evangelista Luis Palau descansou no Senhor na tarde da última quinta-feira, 11 de março, após uma intensa batalha contra um câncer no pulmão, que se estendeu desde o final de 2017. O anúncio foi feito pela família em sua página no Facebook.

Recentemente, um dos filhos do evangelista, Andrew Palau, usou as redes sociais para revelar que a situação de seu pai não era boa, e que após os médicos detectarem que o organismo de Luis Palau estava sofrendo com as doses dos medicamentos. Por isso, foi decidido deixa-lo sob cuidados paliativos, para que não sentisse dores.

“Depois de uma batalha de três anos contra o câncer de pulmão, papai faleceu hoje em sua casa em Portland, Oregon. Ele estava cercado pela família. Estamos com o coração partido, mas cheios de esperança e fé. Servimos a um bom Deus que nos ama tremendamente. E papai deu sua vida para compartilhar essas Boas Novas com o mundo”, introduziu o comunicado.

Em seguida, o texto assinado por Kevin Palau, filho do evangelista, convida os interessados a conhecerem mais sobre a vida de Luis Palau em seu site e agradece as manifestações de pesar: “Obrigado e que Deus te abençoe”

Na última mensagem publicada antes de sua morte, Andrew expressou tranquilidade por saber que o pai estava bem: “Não sabemos exatamente quanto tempo nos resta com papai, mas o fim parece próximo. Ele está de bom humor e não sente dor. Sabemos que para vocês isso provavelmente é difícil de ouvir. Saiba que toda a família é muito grata por seu incentivo, orações e amizade”.

Luis Palau, vida e ministério

Luis Palau tinha 86 anos. Nascido na Argentina em 1934, se mudou para os Estados Unidos nos anos 1960, onde se naturalizou cidadão norte-americano. Ao longo de seu ministério, desenvolveu amizade com outro pregador icônico, Billy Graham, e levou a mensagem do Evangelho a mais de 800 milhões de pessoas em 112 países através de programas de rádio e de TV.

Ao longo das últimas décadas, Palau também pregou em conferências e cruzadas ao redor do mundo, falando pessoalmente a 22 milhões de pessoas em 80 países diferentes, incluindo a China governada pelo Partido Comunista, onde a mensagem da Bíblia Sagrada não é bem-vinda.

A família publicou um vídeo (assista abaixo) sobre o ministério de Luis Palau, com uma declaração dele sobre a convicção em anunciar o Evangelho, mas não deu maiores informações sobre o velório e sepultamento.

- Não me arrependo de usar meus anos, desde menino, pelo bem das Boas Novas. Se eu tivesse mil vidas, eu as dedicaria todas à mesma vocação. Estou tão feliz por ter vivido dessa maneira. No tribunal, no meio de todos os meus tropeços, isto eu sei que poderei dizer Àquele que está sentado no grande trono branco: ‘Eu te obedeci, Pai. Você disse vá, e eu fui’. Eu fui. Ele foi comigo, a cada milha. E valeu a pena. –Luis Palau


Fonte: Gospel+

domingo, 3 de janeiro de 2021

Bolsonaro é convidado para Dia Cristão na Itália após criticar aprovação do aborto na Argentina

Na quinta-feira, 31, um dia após criticar e dizer que a “vida das crianças serão ceifadas com a anuência do Estado” por conta da decisão do Senado argentino de aprovar a legalização do aborto no país, o presidente Jair Bolsonaro foi elogiado pela Ação Cristã Evangélica da Itália e chamado de “verdadeiro líder”.

Expressamos nosso agradecimento pelas palavras do presidente do Brasil , condenando duramente a legalização do aborto na Argentina. Ele é verdadeiro líder que defende os valores cristãos e a razão humana saudável”, afirmou em Adriano Crepaldi, presidente da Ação Cristã Evangélica da Itália, em comunicado divulgado pelo site Sputnik.

Na sequência, Crepaldi ressaltou que “o Brasil fez bem condenar” a decisão da Argentina e disse estar feliz em convidar Bolsonaro “pessoalmente para participar do próximo Dia Cristão, organizado pela ACE, que será realizado em maio na cidade de Milão. Estamos à espera”.

A Ação Cristã Evangélica (Azione Cristiana Evangelica) é uma associação presente em todas as 20 regiões da Itália, 32 províncias, em contato com 6.007 igrejas evangélicas e que colabora com o partido político Irmãos de Itália–Aliança Nacional (Fratelli d’Italia), o partido de Giorgia Meloni.

No texto publicado nas redes sociais, na última quarta-feira (30), Bolsonaro disse ainda que se depender dele e de seu governo “o aborto jamais será aprovado em nosso solo. Lutaremos sempre para proteger a vida dos inocentes”.

Fonte: Último Segundo via Folha Gospel

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Bancada Evangélica repudia lei que legaliza o aborto na Argentina: "banaliza a vida e promove matança de inocentes"


Segundo Madureira, a lei aprovada é "absurda e totalmente desrespeitosa com as vidas humanas de fetos indefesos que estarão a partir de agora, condenados à morte de maneira silenciosa e cruel", disparou o líder evangélico.

A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, liderada pelo deputado federal Cezinha de Madureira, emitiu nota de repúdio nesta quarta-feira (30), protestando sobre a Lei votada e aprovada no país vizinho que legaliza o aborto.

Segundo Madureira, a lei aprovada é “absurda e totalmente desrespeitosa com as vidas humanas de fetos indefesos que estarão a partir de agora, condenados à morte de maneira silenciosa e cruel”, disparou o líder evangélico.

O parlamentar ressaltou também, que “o Brasil, de maioria Cristã, está atônito com tal decisão e também repudia tal interpretação equivocada de uma lei que banaliza a vida e promove verdadeira matança de inocentes, em total desrespeito à vida, aos valores Cristãos, em sua maior expressão, a concepção sagrada de um ser humano”.

Confira a nota na íntegra:

Em qualquer lugar do mundo, somos contra o Aborto. NOTA DE REPÚDIO

A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, vem a público manifestar a sua contrariedade, de forma veemente a Lei votada e aprovada no pais vizinho, a argentina.

Tal lei autoriza e legaliza o Aborto naquele país, entendemos que o País tem soberania e está exercendo sua autonomia democrática, onde vige a lei que julgamos absurda e totalmente desrespeitosa com as vidas humanas de fetos indefesos que estarão a partir de agora, condenados à morte de maneira silenciosa e cruel,
O Brasil, de maioria Cristã, está atônito com tal decisão e também repudia tal interpretação equivocada de uma lei que banaliza a vida e promove verdadeira matança de inocentes, em total desrespeito à vida, aos valores Cristãos, em sua maior expressão, a concepção sagrada de um ser humano.

O Congresso Nacional Brasileiro tem sua representatividade Cristã, na pessoa jurídica da FPE, de caráter interdenominacional, e não permitirá, sob nenhuma hipótese, que essa aberração influencie nosso País, naquilo que já reputamos ser uma violência desmedida e desumana contra a vida, e envidaremos todos os esforços para que a maioria Cristã de brasileiros tenham seus direitos preservados e respeitados, pois entendemos que a vida humana merece toda atenção do estado, da família e da Igreja.

Rogamos à Deus que as autoridades argentinas percebam em tempo hábil, o que estão promovendo e consiga reverter essa lei absurda e nefasta para que seja preservado, o mais elementar de todos os direitos, o direito à vida.

Cezinha de Madureira
Deputado Federal
Presidente da FPE

Senado da Argentina aprova legalização do aborto


Após cerca de 12 horas de debate, o Senado da Argentina aprovou, na madrugada desta quarta-feira (30), o projeto de lei que legaliza a prática de aborto no país sul-americano.

A ação, que teve autoria do presidente de centro-esquerda Alberto Fernández, recebeu 38 votos a favor, 29 contra e um dos parlamentares se absteve.

O texto estabelece que as mulheres agora terão direito a interromper voluntariamente a gravidez até a 14ª semana de gestação. Após este período, o aborto será permitido apenas em casos de risco de vida para a gestante ou quando a concepção é fruto de um estupro.

O projeto de lei havia sido aprovado pela Câmara no dia 11 de dezembro. Na ocasião, a proposta recebeu 131 votos favoráveis e 117 contrários dos deputados. Seis parlamentares se abstiveram.

O projeto voltou à pauta pela segunda vez em menos de três anos. De autoria do governo Fernández, a proposição chegou ao Congresso semanas atrás, seguindo uma promessa do então candidato da oposição a Mauricio Macri.

Católicos e evangélicos

A oposição à interrupção voluntária da gravidez, que adotou a cor azul, teve como representantes a Igreja Católica e a Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas, que promoveram grandes manifestações nas ruas e missas ao ar livre.

Segundo uma pesquisa de 2019 sobre crenças religiosas do Conicet (Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas), 62,9% dos argentinos se declaram católicos, 18,9% sem religião e 15,3% evangélicos.

Outra pesquisa do Conicet, deste ano, mostrou que 22,3% dos católicos na Argentina pensam que a mulher deve ter o direito ao aborto se assim desejar, 55,7% acreditam que o aborto deve ser permitido apenas em algumas circunstâncias e 17,2% rejeitam a medida em todos os casos.

Do lado de fora do Congresso, muitas pessoas contrárias à aprovação da lei aguardaram de joelhos o resultado da votação, recebido com grande decepção.

Até agora, o aborto era permitido na Argentina apenas em caso de estupro ou de risco de vida para a mulher, legislação em vigor desde 1921.

O governo calcula que sejam realizados entre 370 mil e 520 mil abortos clandestinos por ano no país, de 45 milhões de habitantes. Desde a restauração da democracia, em 1983, mais de 3 mil mulheres morreram devido a abortos feitos sem segurança.

A Argentina aprovou o divórcio em 1987. Depois uma lei de educação sexual integral (2006), uma para o matrimônio igualitário (2010) e uma de identidade de gênero (2012).

Fonte: Pleno News e UOL via Folha Gospel

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Igrejas Evangélica e Católica rejeitam discussão sobre a lei do aborto, na Argentina

Em duas declarações, as Igrejas cristãs rejeitam a tentativa do Executivo de introduzir no Parlamento argentino uma discussão tão séria, em meio a uma pandemia, que causa sofrimento e morte às famílias argentinas e coloca à prova o sistema de saúde pública.

A Comissão Executiva da Conferência Episcopal Argentina (CEA) questiona-se sobre a apresentação do projeto de Lei do aborto no Congresso Nacional, sobretudo, no momento da pandemia da Covid-19, em que o Estado deveria se preocupar mais com a “saúde pública”, isto é, com a vida humana.

Em um comunicado, o Episcopado argentino afirma que uma agenda, autenticamente democrática, além de defender a dignidade da vida e a promoção dos direitos humanos, deve levar em consideração a atual situação dolorosa da Saúde Pública, que torna “insustentável e inoportuna” toda e qualquer tentativa de apresentar e discutir uma Lei deste tipo, onde a própria vida está em jogo.

Neste momento, em que os argentinos enfrentam situações extremas, com paciência, criatividade e esperança, – mesmo diante da perda de seus entes queridos, o bom senso, que abunda nas pessoas comuns, revela que não é oportuno pensar em projetos legislativos, que vão contra a ideia de dar prioridade à vida de todos os argentinos: o povo está sofrendo com o aumento humilhante do número de famílias, cada vez mais pobres; o ano letivo deixou grande número de alunos à margem da instrução e causou desigualdade de recursos e meios; heróicos agentes da saúde, exaustos pelos seus esforços sobre-humanos, clamam para salvar a vida”.

O episcopado argentino publicou esta declaração após o anúncio do presidente Alberto Fernández sobre a iminente apresentação à Assembleia Legislativa – provavelmente na próxima semana – do projeto de Lei sobre o aborto, prometido em 1º de março. Neste contexto, a declaração dos bispos reitera que “não se preocupar com a vida, com todas as vidas” representa um “erro gravíssimo” do Estado, que deve proteger os seus habitantes. Por isso, os pastores convidam à “prudência política” para “não desanimar” os desígnios de unidade nacional, pela qual a sociedade argentina anseia.

As notícias sobre a iminente apresentação do projeto de Lei sobre o aborto no Congresso Nacional – afirmam os bispos – nos surpreendem e entristecem, porque desencorajam a busca de um encontro fraterno e essencial entre os argentinos”. Os prelados recordam também as palavras do Papa Francisco, que na sua recente Encíclica “Tutti fratelli”, propõe “abrir o coração diante de um mundo que viola os sonhos e se esconde atrás de um olhar egoísta e exclusivo”, porque, no fundo, as pessoas não são mais consideradas como um valor primordial, que deve ser respeitado e defendido, sobretudo os pobres ou deficientes, e “os que ainda não são úteis” – como os nascituros -, ou “os que não servem mais” – como os idosos”.

A declaração da Comissão Executiva, publicada em seu site, é acompanhada pela declaração da Comissão Episcopal para a Vida, os Leigos e a Família, que adere e agradece o documento da Aliança Cristã das Igrejas Evangélicas da Argentina, publicado no último dia 19 de outubro, com o título: “Não é hora de discutir sobre o aborto: estamos em meio a uma pandemia”.

A Aliança evangélica, por sua vez, reitera que “o direito de nascer é um direito humano inalienável” e afirma que, em meio à pandemia, a tentativa de legalizar o aborto coloca em risco não só a vida dos nascituros, mas também a cidadania, que sairá pelas ruas para expressar a sua oposição.

O comunicado da Aliança adverte: “Os casos de contagiados pelo coronavírus chegam quase a um milhão. Os sistemas de saúde foram à falência ​​em diferentes partes do país, com um recorde de mortes diárias entre os primeiros do mundo”. O comunicado informa ainda que a decisão do Executivo responde à pressão de grupos em prol do aborto, sem se importar pela grave situação de saúde no país.

A declaração das Igrejas Evangélicas recorda, enfim, que, há dois anos, o Congresso Nacional rejeitou este projeto de Lei, por ampla maioria, e uma discussão sobre isso agora poderia produz “divisões” no país.

As Igrejas Evangélicas concluem sua declaração, dizendo:

Defender a vida, desde a concepção até à morte natural, em todos os seus aspectos, é um mandato, uma mensagem, não apenas das nossas leis e da Constituição, mas do próprio sentido comum e natural: a preservação do gênero humano é um direito inalienável, além de ser, sobretudo, uma lei de Deus”.

Fonte: Vatican News Service – ATD via Folha Gospel

domingo, 14 de junho de 2020

Igreja vira bar em protesto contra proibição de cultos

O pastor argentino Daniel Cattaneo, da Comunidad Redentor, em Santa Fé, transformou a igreja evangélica na qual trabalha em um bar, como forma de protestar contra as restrições impostas pelo governo argentino em razão da pandemia de Covid-19.
Enquanto alguns setores, como bares, já iniciaram a retomada gradual das atividades, os cultos continuam vetados no país.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Cattaneo aparece vestido como garçom, dizendo que o espaço da igreja foi reaberto como um 'bar de adoração'.
"Nós estamos aqui hoje, vestidos desta maneira, carregando uma bandeja, porque parece que está é a única maneira de servirmos à palavra de Deus", diz o pastor evangélico.
Outros membros da igreja, também vestidos como garçons, carregavam bíblia em bandejas, e entregavam os livros aos fiéis, sentados em mesas espalhadas por todo o lugar.
"Além da vitela à milanesa rumo à mesa quatro, aqui vai a palavra de Deus da casa do Senhor para todas as nações", diz Cattaneo em outro momento da celebração.
Em entrevista à imprensa local, o pastor disse que os templos religiosos estão  sendo discriminados pelo governo argentino. "Queremos exercer nosso direito constitucional de praticar nossa fé. Bares podem abrir, lojas podem abrir, por que eles estão nos discriminando?", questionou.

Cattaneo já pensou em outras formas de continuar com as atividades religiosas. Ele anunciou que, no domingo (14), será feito um culto drive-in em um espaço aberto perto da igreja.
Um recorde de 1.391 novos casos foi registrado na Argentina na última sexta-feira, todos, exceto 89 deles, em Buenos Aires. No total, foram e 28.764 casos e 785 mortes.
Fonte: Último Segundo via Folha Gospel

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Crise na Argentina acelera crescimento evangélico


O avanço evangélico na Argentina se deu a partir de 2001, quando o país viveu a pior crise econômica de sua história.


Através de programas de ajuda e contenção, a presença da Igreja evangélica, comandada por pentecostais, é cada vez mais visível entre os argentinos, sufocados por uma brutal crise econômica, com um índice de pobreza que atingiu 35,4% da população.

Com grande capacidade de mobilização, mediante espaços em emissoras de rádio e televisão, os evangélicos marcam território em quase todas as províncias de um país tradicionalmente católico, onde nasceu o papa Francisco.

De indiscutível influência no debate sobre a família, o aborto e a sexualidade em todas as classes sociais, “políticos de todos os lados” fazem a corte a este grupo com vistas às eleições de 27 de outubro.

"Não há situação adversa que Ele não possa transformar", garante o pastor pentecostal Alberto Rey, com um carisma de líder de banda de rock.

"Tudo o que você precisa está nEle e em ninguém mais que nEle!", apregoa Rey, de 52 anos, diante de milhares de pessoas que erguem suas mãos na Igreja Manancial de Bênçãos.

Ao final do culto, pastores na primeira fila põem a mão na cabeça dos "irmãos" que se aproximam. Muitos choram.

"Vivemos outras crises e Deus nunca nos deixou desamparados", afirma Aldana Masuco, de 38 anos.

O avanço evangélico na Argentina se deu a partir de 2001, quando o país viveu a pior crise econômica de sua história.

"É inegável sua influência e legitimidade crescente a partir de então", sustenta Marcos Carbonelli, doutor em Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires.

"As igrejas evangélicas têm um discurso que combina mais com a crise. Muitos se aproximam também pela rede de ajuda social, encontram trabalho ou consolo na comunidade", explica o analista, que é pesquisador do CONICET, organismo estatal de promoção da estudo científico do país.

"A classe política sabe disso e os usa em seus programas", acrescenta.

Alimentos e células
O governo liberal de Maurício Macri recorreu a eles no final de 2018 para a distribuição de alimentos nas regiões mais pobres da periferia de Buenos Aires, de difícil acesso.

Em Buenos Aires, foram conquistando quase todos os bairros, em cinemas ou antigos salões transformados em igrejas gigantes, e milhares de "células", como são conhecidos os lares das pessoas que organizam "minicultos", guiados por seu pastor.

"Nos últimos dez anos, o crescimento foi acelerado; é enorme!", diz o pastor Rúben Proietti, líder da Aliança Cristã das Igrejas Evangélicas da República Argentina (ACIERA).

"Em todos os bairros são mais as igrejas evangelistas que as católicas", acrescenta.

Segundo membros da ACIERA, há mais de 5.000 templos em Buenos Aires e, embora não haja dados oficiais, sobre o número de fiéis, estima-se que passou de 8% da população adulta para quase 20% em uma década.

De qualquer forma, o fenômeno está longe do que se vê no Brasil ou na Guatemala, este último considerado sua “capital” na região. Segundo um relatório do instituto de pesquisas Latinobarómetro, na maioria dos países da América Central, com exceção de Panamá e Costa Rica, a religião católica já não é maioria e boa parte de sua população se refine como evangélica.

Líder político
As mobilizações em 2018 contra um projeto de lei para legalizar o aborto não deixaram dúvidas sobre seu avanço e os pastores evangélicos se transformaram em líderes impossíveis de ignorar.

No entanto, ainda não surgiu um partido ou líder político como no Brasil.

"São eles que vêm e pedem, políticos de todos os lados e nós os recebemos", diz Proietti ao desmentir informes da imprensa de que são afins ao governo de Macri.

Por enquanto, sua representação na classe política argentina é mínima.

"Apesar de suas aproximações com políticos governistas e a presença de alguns evangélicos no governo, por enquanto não acredito que encontremos pastores que sejam candidatos a governadores ou a presidentes na Argentina", destaca Carbonelli.

Transformação espiritual
Os evangélicos se definem como pessoas que alcançam uma "transformação espiritual através do Espírito Santo". Para eles, os dons do Espírito Santo incluem a capacidade, por exemplo, de curar doenças ou profetizar.

"Eu vivia jogada em uma cama, trancada até que conheci Deus", conta Evel Lorena, de 48 anos. Do lado dela, o marido, Alfredo Mendoza, relata o período em que viveu na “escuridão”, após ter ficado desempregado, e como tudo mudou.

"Hoje, tenho um trabalho muito bom graças a Deus", diz o motorista de caminhão.

Carbonelli adverte que não é para qualquer um: "exigem uma vida familiar, sexual, que nem todo mundo está disposto a seguir".

Fonte: Guiame
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