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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Gospel é o gênero mais ouvido em Salvador, terra do axé


O estudo foi realizado pelo DataSenado em parceria com o Ministério da Cultura, e entrevistou 600 moradores em 2024.


O crescimento de evangélicos em Salvador (BA), apontado pelo Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está refletindo nos hábitos culturais dos moradores da capital baiana.

Na terra do axé e do samba-reggae, hoje o gênero musical mais ouvido é o gospel, segundo a pesquisa "Cultura nas Capitais", divulgada em abril deste ano.

O levantamento mostrou que a música gospel é a preferida de 28% dos moradores de Salvador, seguido pela MPB (Música Popular Brasileira) como segundo estilo mais consumido (24%), e o sertanejo (19%) e o pagode (19%) apareceram empatados em terceiro lugar.

Ritmos historicamente relacionados à identidade musical de Salvador, como o axé e o samba-reggae, não apareceram na pesquisa como os estilos musicais mais apreciados dos moradores.

O estudo foi realizado pelo DataSenado em parceria com o Ministério da Cultura, e entrevistou 600 moradores em 2024.

Para o cantor baiano cristão Marcos Semeadores, o crescimento do gospel no cenário de Salvador é resultado da busca das pessoas pela Palavra de Deus através da música.

"Isso demonstra que o gênero gospel não está restrito às igrejas e faz parte da vida dessas pessoas, que muitas vezes nem frequentam os templos, mas que estão em busca de uma mensagem de fé, esperança e amor e vivem nesse mundo de agitação e desafios", avaliou Marcos, em entrevista ao G1.

Como cantor de pagode gospel, ele observou que o estilo ganhou espaço entre os jovens evangélicos e tem feito sucesso entre o público mais amplo. Além disso, a qualidade das produções gospel atraiu o público não cristão.

"O gênero gospel está se aproximando das pessoas porque ela não toca só nas igrejas. Está também nos carros, fone de ouvido, churrascos e nas redes sociais", comentou o cantor.

Já para Joel Zeferino, que atuou por duas décadas como pastor na Igreja Batista Nazareth em Salvador, a música gospel se tornou uma ferramenta de evangelização, que conseguiu alcançar o público não cristão.

"Muitas pessoas que não frequentam as igrejas evangélicas ouvem as músicas do gênero gospel, porque estão dentro desse ambiente cultural que os evangélicos conseguiram criar pelo grande crescimento nas últimas décadas", pontuou José.

Embora o gospel tenha ganhado popularidade na capital da Bahia, o produtor de eventos cristãos, Bispo Oliveira, relatou que ainda há dificuldades para promover festividades evangélicas por falta de investimentos do poder público.

"As autoridades precisam enxergar o tamanho da comunidade evangélica e o que ela representa. Os evangélicos não vão consumir festas seculares, como Carnaval, São João e festas de largo. Eles têm direito a lazer, entretenimento e cultura. Existem diversos tipos de eventos que fazemos, como manifestação de fé, como shows, teatro e espetáculos de dança", afirmou o produtor.

Ele deu o exemplo do evento evangélico "Sem João, com Jesus", que é uma alternativa às festas juninas católicas.

Segundo Oliveira, o propósito não é desprezar a cultura local da Festa de São João, mas exaltar o nome de Jesus. "Ele é a nossa maior estrela e referência", explicou.


Fonte: Guia-me com informações de G1 via Folha Gospel

domingo, 18 de agosto de 2024

Maioria dos desigrejados no Brasil são jovens de 16 a 34 anos, diz pesquisa



A maioria dos evangélicos que não participam de uma igreja são homens (10,7%) e jovens de 16 a 24 anos (12,5%).


Uma pesquisa recente, divulgada neste mês pela Missão Sepal, revelou o perfil dos "desigrejados" no Brasil. O termo é usado para pessoas que se declaram evangélicos mas que não estão frequentando uma igreja atualmente.

Entre a parcela evangélica no país, 6,9% são não frequentadores. No estado de São Paulo a taxa é maior, chegando a 14,2%.

De acordo com a pesquisa do Datafolha, a maioria dos cristãos que não participam de uma denominação são homens (10,7%), enquanto as mulheres desigrejadas representam 5,8%.

Já em relação à faixa etária, os jovens de 16 a 34 anos correspondem à maioria dos não frequentadores.

O estudo apontou que 12,5% dos desigrejados são jovens de 16 a 24 anos e 12,1% são jovens adultos de 25 a 34 anos. Seguido pela geração mais velha de 35 a 44 anos (5,7%). A faixa etária com menos não frequentadores é a de 45 a 59 anos. Pessoas com mais de 60 anos correspondem a 5% dos que deixaram a igreja.

Em comparação com o nível de escolaridade, a pesquisa mostrou que a maior parte dos não frequentadores possuem ensino superior (13,7%). Já entre os que possuem ensino médio, 9% são desigrejados.

"Esse dado sugere que o aumento do nível educacional pode estar associado ao afastamento das comunidades de fé", comentou a Missão Sepal, em postagem no Instagram.

Analisando a renda familiar dos evangélicos que deixaram a igreja, 9,3% possuem renda de 2 a 5 salários mínimos, 7% têm uma renda familiar de 5 a 10 salários e 6,4% possuem uma renda de até 2 salários mínimos.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Mulheres negras são maioria nas igrejas de São Paulo, revela pesquisa




Os dados são de uma pesquisa Datafolha realizada entre 24 e 28 de junho com 613 moradores da capital que se declaram evangélicos.



As igrejas evangélicas da capital paulista são predominantemente compostas por mulheres negras de famílias com renda de até três salários mínimos.

Esse é o perfil do crente médio na cidade de SP, onde 71% frequentam pequenos templos, com até 200 pessoas, que se espalham pelas periferias.

Os dados são de uma pesquisa Datafolha realizada entre 24 e 28 de junho com 613 moradores da capital que se declaram evangélicos.

O levantamento, com margem de erro de quatro pontos percentuais, foi elaborado com a colaboração dos antropólogos Juliano Spyer e Rodrigo Toniol, da socióloga Christina Vital e do cientista político Vinicius do Valle, todos pesquisadores na área.

Em São Paulo, onde uma em cada quatro pessoas é evangélica, a pesquisa revela que 58% é mulher e, segundo o Censo 2022, 53% da população local.

Evangélicos negros

Os evangélicos negros na cidade de São Paulo, incluindo pardos e pretos, representam 67% do total. Em média, segundo o Censo, esse grupo equivale a 43,5% da população paulistana.

Quatro em cada dez entrevistados pelo Datafolha afirmaram frequentar uma igreja evangélica desde o nascimento ou antes dos 12 anos. Esses são os chamados "evangélicos de berço", uma geração que cresceu imersa na fé cristã evangélica.

Em 55% dos casos, nem o pai nem a mãe frequentavam a igreja quando o fiel era criança, diz a pesquisa.

Os números indicam que a maioria se converte à fé evangélica depois dos 18 anos, com 46% relatando que começaram a frequentar cultos nessa idade. Esse processo geralmente inclui o batismo, onde se declara publicamente a fé em Jesus como salvador.

Troca de religião

O fenômeno de trocar uma religião por outra diminuiu. Cinquenta e oito por cento dos evangélicos afirmam nunca ter pertencido a outra religião. Quando ocorre uma troca, a Igreja Católica é a principal perdedora, com 38% dos convertidos oriundos dessa tradição. O restante se divide entre religiões como umbanda, candomblé, espiritismo e budismo.

As grandes igrejas são exceções na cena religiosa, com apenas 12% dos evangélicos frequentando templos com mais de 500 pessoas. A maioria dos espaços evangélicos em São Paulo atende até 200 pessoas e está concentrada nas periferias, onde pequenas igrejas de bairro predominam.

Muitas dessas igrejas são informais, operando em galpões improvisados com cadeiras de plástico e um púlpito básico, sem formalização ou registro oficial.

A frequência aos cultos destaca o alto engajamento dos fiéis: 54% participam dos cultos mais de uma vez por semana, enquanto 26% vão pelo menos uma vez por semana.

Pesquisa também mostra que 43% dos evangélicos dizem pertencer a uma igreja pentecostal, como Assembleia de Deus, Congregação Cristã do Brasil e Deus É Amor. Outros 22% são membros de igrejas neopentecostais, como Universal e Renascer.

As igrejas históricas, como batistas e presbiterianas, representam 10% dos evangélicos. Já os "desigrejados" – aqueles que se identificam como evangélicos, mas não frequentam uma igreja – são 5% da amostra.

Identidade religiosa

Rodrigo Toniol, professor de antropologia na UFRJ, destaca uma sólida transferência da identidade religiosa dos pais para os filhos evangélicos, um fenômeno que já foi mais prevalente no catolicismo.

Hoje, o Brasil tem muitos "católicos de IBGE" – aqueles que se identificam como católicos, mas não praticam a religião. Em contraste, pesquisas mostram que os evangélicos tendem a permanecer na mesma esfera religiosa, mesmo que mudem de igreja ao longo do tempo. "Ele pode ir para outras, tem uma circulação", explica Toniol.

O estudioso também considera essencial destacar que o perfil predominante nos templos evangélicos é negro, pobre e feminino. "Acho que vale insistir para a gente chamar atenção de que essa também é a cara do brasileiro médio", afirma.

Fonte: Guia-me com informações de Folha de S. Paulo via Folha Gospel

segunda-feira, 12 de junho de 2023

A aceleração da transição religiosa no Brasil assusta pesquisadores



Transição religiosa acelerada do Brasil, de maioria católica para protestante, é processo sem antecedentes históricos, afirma pesquisador


Por Fabio Mazzitelli e Pablo Nogueira



No último 8 de junho, quinta-feira, foi comemorado no país o dia de Corpus Christi, uma data religiosa da Igreja Católica que tradicionalmente se tornou um feriado no Brasil. As procissões católicas que ocorrem em diversas cidades, em ruas forradas por tapetes de serragem e borras de café, passaram a ter a concorrência de um evento que, nos últimos anos, tem dividido o protagonismo religioso da data.

Organizado fundamentalmente por igrejas neopentecostais, a Marcha para Jesus reuniu, em 2023, centenas de milhares de pessoas na capital paulista, com a presença de figuras públicas do primeiro escalão dos poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário. 

O fenômeno do crescimento no Brasil do grupo religioso chamado genericamente de “evangélicos”, que reúne fiéis de igrejas protestantes, pentecostais e neopentecostais, tem levado estudiosos a elaborarem a hipótese de que o país está passando por uma “transição religiosa”, deixando de ser uma nação predominantemente católica para dar lugar a uma hegemonia evangélica, o que poderia se consumar nas próximas décadas.

Caso a hipótese de transição religiosa se confirme, não é possível nesse momento afirmar que tipo de país o Brasil se tornará. Essa é a avaliação do professor Edin Sued Abumanssur, graduado e pós-graduado em teologia e pesquisador especializado na temática do protestantismo e do pentecostalismo. “Se é que está acontecendo de fato esta transição, a gente não viu isso acontecendo em nenhum país em lugar nenhum do mundo. Então não dá para dizer o que é que vem por aí, não dá para gente entender ou fazer um prognóstico do que é que vem por aí porque a gente não tem experiência histórica para ajudar a gente a pensar”, afirmou ao podcast Prato do Dia Edin Sued Abumanssur, que coordena o programa de estudos pós-graduados em ciência da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Embora a alta histórica no número de evangélicos no Brasil seja evidente, o docente pondera que o pentecostalismo e o neopentecostalismo ainda pregam essencialmente para um espectro específico da sociedade brasileira, e carecem de um projeto abrangente para os problemas nacionais. Além disso, na hipótese de a transição religiosa estar em curso, o evangélico também teria de fazer inúmeras concessões para se tornar hegemônico.

O que significa ser evangélico num país que tem uma tradição de cultura fundamentalmente católica? Quais são as concessões que os evangélicos terão de fazer para se tornarem hegemônicos? Como é que eles vão se relacionar com as outras formas de religião que a gente tem no Brasil? Como é que vão se relacionar com formas de comportamento que não estão muito afinadas com os interesses deles? Do campo da sexualidade, do campo étnico-racial, do campo de gênero, a questão ambiental…” pergunta o docente. “Eles vão aprender a dar respostas nacionais para problemas e demandas que estão por aí? Realmente, é difícil saber.”

No podcast, o pesquisador explica a diferença básica que separa os protestantes dos pentecostais, analisa as hipóteses históricas elaboradas para explicar o crescimento evangélico no Brasil e afirma que o governo Jair Bolsonaro, embora tenha feito acenos políticos até então inéditos a essa parcela da população, não pode ser classificado como “evangélico”. “Tanto o ministro terrivelmente evangélico quanto a ministra terrivelmente evangélica, acho que a ênfase é na palavra “terrivelmente” (…) É uma pena, porque as igrejas evangélicas têm que responder a essa marca que essas pessoas acabaram impondo à palavra ‘evangélico’, uma marca terrível”, disse o docente.

A íntegra da edição do Prato do Dia sobre crescimento do protestantismo e transição religiosa no Brasil está disponível na mídia abaixo e também pode ser ouvida diretamente na plataforma Podcast Unesp, bem como nos tocadores Google Podcasts, Spotify e Deezer.

O Prato do Dia é uma produção da Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp.

OUÇA O PODCAST AQUI

[Prato do Dia #48] Crescimento do protestantismo e transição religiosa no Brasil, com Edin Sued Abumanssur


Possibilidade de Transição religiosa no Brasil: 1940-2032



MEU COMENTÁRIO:
Em que pese a notícia, aparentemente ser alvissareira, em se analisando do ponto de vista do quesito "quantidade", por outro lado, também é muito triste verificarmos que estamos descendo landeira abaixo, na banguela e sem freio, do ponto de vista do quesito "qualidade".
Em outra recente matéria que reverberei aqui neste singelo blog, o pesquisador já cita um grupo de "evangélicos" que ele cita não saber identificar a origem; se dizem evangélicos, usam a bíblia sagrada, mas não são protestantes, nem pentecostais, nem neopentecostais. O pesquisador então os classificou como: "Classificação não determinada"...

Simplesmente lamentável.
Oremos, meu amigos!



quarta-feira, 7 de junho de 2023

Igrejas evangélicas apresentaram crescimento vertiginoso no Brasil nas últimas décadas

Primeira Igreja Batista de Curitiba (PR) - Foto: Agência Estadual de Notícias


Segundo pesquisador, a Europa demorou 500 anos para realizar transição religiosa que o Brasil conheceu em poucas décadas




Segundo uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM) da USP, igrejas evangélicas abriram cerca de 17 novos templos em média, diariamente, no Brasil em 2019.

O relatório analisa a expansão desses estabelecimentos no período de 1920 a 2019, juntamente com a localização dos Estados de maior predominância evangélica. Victor Araújo, cientista político da Universidade de Zurique e pesquisador associado ao CEM, comenta que o avanço dessas instituições apresenta origens diversas. 

O pesquisador explica que, para entendermos o novo relatório, é interessante compreender como os dados sobre religiões costumam ser distribuídos para a população. A cada dez anos, os censos demográficos são levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, entre as diferentes informações sobre a população nacional, é divulgado o número de evangélicos presentes no País. 

As pesquisas de opinião pública também são utilizadas para analisar a quantidade de indivíduos que pertencem a esse grupo, principalmente em períodos de eleições. "O que eu estou propondo é um novo método para mensurar o contínuo crescimento desse segmento religioso no País utilizando dados da Receita Federal", discorre Araújo. 

Victor Araújo – Foto: LinkedIn

Isso é possível pois, no Brasil, as igrejas são como empresas, com um grande número delas apresentando CNPJ. Com esse dado, é possível analisar a data de criação, onde elas foram fundadas e o panorama de manutenção dessas instituições.

Além disso, Araújo comenta que o estudo não avalia apenas o crescimento quantitativo desses locais, mas também leva em consideração as características e especificidades de cada um desses locais. O projeto segue para uma segunda etapa em que se avalia a extensão dessas informações para até o ano de 2023; dessa forma, será possível acompanhar o crescimento das igrejas evangélicas ano após ano. 

O estudo também avalia quais são os tipos de igreja evangélica que estão crescendo; para isso, é feita uma divisão entre quatro grandes grupos: 

Missionários — dentro dele estão as igrejas batistas, presbiterianas, metodistas, entre outras;

Pentecostais — como a Assembleia de Deus, Deus é amor, Igreja Quadrangular, etc.;

Neopentecostais — que apresentam uma tradição mais recente do pentecostalismo; e, por fim a,

Classificação não determinada a categoria de igrejas que mais cresce no Brasil. 


Detalhes


É interessante notar que o evangelicalismo chega no Brasil no início dos anos 1900 e começa com trabalhos de missão sobretudo no Norte e no extremo Sul do País. Apesar da tentativa, até os anos 50 pouquíssimas igrejas são aberta; é apenas a partir do anos 60 que um crescimento substantivo pode ser notado. O maior avanço da expansão das igrejas evangélicas no Brasil aconteceu em meados dos anos 90 até 2016/2017. "A gente passou de cerca de 100 igrejas nos anos 60 para mais de 60 mil templos em 2015. Então a gente tem um crescimento vertiginoso nas últimas décadas", explica o pesquisador. 

Araújo também destaca que esse crescimento não está espalhado de forma homogênea pelo território nacional, ele acontece primeiro no Sudeste e vem crescendo, nos últimos tempos, na região Centro-Oeste. "Existem poucos precedentes na história recente do mundo de um crescimento de uma transição religiosa tão acelerada como essa que a gente está vendo no Brasil", aponta. Para destacar essa questão, Araújo cita o exemplo europeu, que demorou cerca de 500 anos para realizar a mesma transição religiosa que o Brasil acompanhou em poucas décadas. 

Entre os diferentes motivos que podem explicar o avanço desse crescimento, notam-se três pontos que podem resumir bem a questão. O primeiro deles refere-se ao fato de o Brasil ter se tornado um país mais urbano a partir da década de 60; com a migração de indivíduos em busca de melhores condições de vida, as pessoas passaram a integrar igrejas que se localizam perto de suas casas, na maioria das vezes, essas eram evangélicas. 

Além disso, em 2003, com a aprovação da Lei nº 10.825/2003, há um incentivo muito maior para a abertura de templos no Brasil. Por fim, com o aumento do número de instituições e com o fortalecimento econômico desses locais, o investimento em telecomunicações aumenta e passa a atrair um número maior de fiéis para as igrejas. "Essas coisas meio que se retroalimentam, a ordem aqui geralmente é: mais igrejas abertas, mais fiéis, mais coleta de dízimo e mais capitalização", finaliza Araújo.

Por Victor Araújo

Fonte: Jornal da USP

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